Carlos Ruiz Záfon

Eu amo ler livros e também acredito que cada um tem uma alma. Os livros carregam todos os pensamentos, o âmago e até os sentimentos do escritor, é uma maneira de se manter vivo mesmo depois de ter morrido. Livros salvam tanto as pessoas quanto os escritores. Ler é um ato de reviver a si mesmo.
Não faço ideia se aprendi isso com Carlos Ruiz Záfon, só sei que em menos de um mês ele se tornou meu escritor favorito tirando o pódio de J.K.Rowling e Meg Cabot. Nunca em minha vida me senti tão feliz ao ler um livro tão sombrio como o dele! Era como se cada palavra, cada detalhe do livro alimentasse minha alma de uma forma inexplicável. Não sei nem descrever o que senti enquanto lia dois dos seus melhores livros.

Carlos Ruiz Záfon é um escritor espanhol, que nasceu em Barcelona e escrevia livros infanto-juvenis (que infelizmente ainda não tem tradução no Brasil). Foi com o livro A Sombra do Vento que ficou conhecido praticamente no mundo inteiro, com seu mais novo best-seller. Logo depois saiu o Jogo do Anjo, que é relacionado ao outro livro, contando histórias de alguns dos personagens antes dos acontecimentos em A Sombra do Vento.
Eu já tinha a Sombra do Vento no meu computador, mas eu nunca tinha lido, só li quando me emprestam o livro. E me arrependo de não ter lido antes! Logo depois que terminei, me emprestaram o Jogo do Anjo e também me apaixonei pela história, me identificando mais com esse livro do que com o outro. Mas se eu pudesse escolher, sempre escolheria os dois.
Tudo começa em Barcelona, em 1945. Daniel Sempere está completando 11 anos. Ao ver o filho triste por não conseguir mais se lembrar do rosto da mãe já morta, seu pai lhe dá um presente inesquecível: em uma madrugada fantasmagórica, leva-o a um misterioso lugar no coração do centro histórico da cidade, o Cemitério dos Livros Esquecidos. O lugar, conhecido de poucos barceloneses, é uma biblioteca secreta e labiríntica que funciona como depósito para obras abandonadas pelo mundo, à espera de que alguém as descubra. É lá que Daniel encontra um exemplar de A Sombra do Vento, do também barcelonês Julián Carax.
Aos 28 anos, desiludido no amor e na vida profissional e gravemente doente, o escritor David vive sozinho num casarão em ruínas. É quando surge em sua vida Andreas Corelli, um estrangeiro que se diz editor de livros. Sua origem exata é um mistério, mas sua fala é
suave e sedutora. Ele promete a David muito dinheiro e sua simples aparição parece devolver a saúde ao escritor. Contudo, o que ele pede em troca não é pouco. E o preço real dessa encomenda é o que David precisará descobrir.
Se eu indico o livro? Você ainda tem dúvida? Se aventure por Barcelona e descubra o mundo sombrio que Záfon criou, creio que não vai se arrepender. Eu não me arrependi.

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