6 vítimas

A Capricho fez um concurso da Meg Cabot de fanfics, como sou louca tanto pela Meg Cabot como por fanfics, decidi participar. Seriam seis temas diferentes e uma vencedora para cada um, faz alguns dias que terminou a 6ª fase e estou ansiosa para saber se ganhei já que perdi nas outras ):
Irei postar o conto para o 4º tema que era algo sobre Aluno Novo. Como adoro coisas sobrenaturais, não fugi desse tema.

Rebecca havia morrido no acidente de carro. Lucas estava em coma. Marina estava praticamente quebrada. Sérgio não se lembrava nem quem ele era. Marcos dependia de uma transfusão de sangue. E isso era só o começo, eu tinha certeza disso. Era a coisa mais irônica que todos os piores, fúteis e perversos alunos estivessem sofrendo acidentes aleatórios e tão graves.
– Não há nada de errado com isso – disse minha melhor amiga, Alissa – Na verdade acho que cada um deles mereceu.
– Sei que eles não eram as melhores pessoas do mundo, mas só nesse mês, a escola perdeu cinco alunos. Uma delas morreu, os outros quatro estão em estados catastróficos!
– Tudo bem, e você acha que tem algum por que para isso estar acontecendo?
Então me calei, eu não podia contar a verdade, não quando eu tinha a habilidade mais estranha do mundo. Eu sabia quando as pessoas iriam morrer só de olhar para elas, eu via uma aura negra em volta e o cheiro da morte se aproximando invadia minhas narinas. Mas não era só isso que me ajudava a descobrir quem era a próxima vítima da escola, eu também já havia descoberto o possível assassino.
– Você já está morto – eu disse quando finalmente consegui confrontá-lo, no banheiro masculino, depois da aula – E sei que é você que está causando os acidentes dos alunos.
O aluno novo, claro. Bastou ele entrar na escola e tudo aconteceu. A morte simplesmente estava se escondendo atrás de um rosto bonito, enganando a todos com seu jeito agradável e conquistador. E eu era a única pessoa que conseguia sentir sua verdadeira natureza, a única que podia detê-lo.
– O que faz pensar isso de mim? – ele disse rindo da minha expressão.
– Eu simplesmente sei, você está morto e parece que quer levar a maior quantidade de pessoas com você.
– Na verdade são seis pessoas, se quer saber. Seis pessoas e eu me liberto do maldito pacto que fiz. Mas você não se meteria nisso, não é, Elaine? É perigoso brincar com o desconhecido.
– Não tenho medo de você – eu disse firmemente – Vou fazer o possível para impedi-lo, você não tem o direito de machucar as pessoas, mesmo que elas sejam ruins.
– E você não tem o mínimo direito de me impedir, mas vou achar divertido se tentar – ele disse cruzando os braços, me olhando maliciosamente, como se esperasse que eu o atacasse – E então? O que vai fazer?
Tudo bem, pergunta errada. Ele já estava morto e eu não fazia ideia do que fazer para matá-lo.
– Elaine, por que não se olha no espelho? – ele falou calmamente – Acho que vai achar interessante sua imagem.
Fiquei petrificada, mas lentamente, virei meu rosto para olhar meu reflexo. Havia a aura negra em volta de mim, brilhando intensamente. Senti a presença dele, logo atrás de mim, com seu hálito frio arrepiando minha nuca.
– Minha sexta vítima é você.
Antes que eu pudesse pensar em algo, a mão dele atravessou meu peito e um sangue negro apareceu, manchando tudo.

Como o conto devia ter 500 palavras, tive que fazer o mais curto possível, por isso acho que ficou carente de mais detalhes. Mesmo assim achei que ficou aceitável meu conto, mas talvez indigno de ter ganhado.

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