A Morte de Ivan Ilitch

"Muitos consideram A Morte de Ivan Ilitch como a novela mais perfeita da literatura mundial; agonia de um burocrata insignificante que serve de pretexto ao autor para nos contar uma história que diz respeito ao destino de cada um de nós e que é impossível ler sem um frêmito de angústia e de purificação."

(Paulo Rónai)

Sempre tive vontade de ler algum livro de Leon Tolstoi, principalmente Guerra e Paz. Sou louca para ler livro desses escritores russos, e desde que li Lolita de Nabokov, decidi ler livros de outros escritores dessa mesma nacionalidade.

A história de A Morte de Ivan Ilitch é bem calma e parada, não é chata, é apenas uma história para ser apreciada e que te deixa bem para baixo quando termina de lê-la. Faz você pensar um bocado na vida (e como eu já penso um bocado) e isso te trás algumas conclusões bem pessimistas. É você chegar no final da vida e perceber que não fez nada de bom e que não foi muito feliz.

Ivan tinha uma boa renda, promissor, estudou em boa faculdade, se apaixonou, casou-se, se viu preso em um casamento terrível, teve filhos e finalmente ficou doente até morrer. Sua vida com certeza não foi uma das melhores e ele começou a fazer tudo automaticamente. Ele foi levando a vida de tal forma, que se esqueceu de viver. Tenho tanto medo que aconteça isso comigo, de que eu chegue aos 70 anos e perceba que não fiz nada de bom, que não consegui concluir nenhum dos meus sonhos! Acho que isso acontece com muitas pessoas, elas vão levando a vida e se perdem na sua comodidade.

O livro não é um dos mais felizes, ele faz você pensar demais e ficar triste também. Você acompanha todo o sofrimento do personagem e chega a se sentir como ele. Se o começo já não dissesse que o personagem morreu, eu teria torcido pela melhora dele. Não achei o livro tão incrível como a citação acima fala, mas não é ruim, é realmente bom e Tolstoi escreve muito bem, e ainda quero, com certeza ler Guerra e Paz.

"Assim como a dor piora cada vez mais, minha vida toda foi progressivamente piorando. Há um ponto de luz lá longe, no início da vida, mas, depois disso, tudo foi ficando cada vez mais negro e afastando-se cada vez mais, em proporção inversa à distância que me separa da morte."

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