A Queda

Um advogado francês faz seu exame de consciência num bar de marinheiros, em Amsterdã. O narrador, autodenominado "juiz-penitente", denuncia a própria natureza humana misturada a um penoso processo de autocrítica. O homem que fala em A Queda se entrega a uma confissão calculada. Mas onde começa a confissão e onde começa a acusação? Ele se isolou do mundo após presenciar o suicídio de uma mulher nas águas turvas do Sena, sem coragem de tentar salvá-la.

O mais legal no livro A Queda é que, além da história ser contada em 1ª pessoa, o narrador fica conversando com você. Jean-Baptiste (o narrador) acha que você é um advogado, quarentão, bastante vivido. Pergunto-me, se Albert Camus, quando escreveu o livro, sabia que na verdade ele seria lido por uma garota de 16 anos e não pelo tipo de pessoa que ele descreveu. Acho que o livro não foi feito para eu ter lido, mesmo assim gostei.

O personagem principal vai contando sua vida, seus arrependimentos, suas ideias e vai conversando com você como se estivessem na rua. Ele também responde as suas perguntas e por várias vezes parece realmente que você está dentro do livro. Algumas vezes me perdia na leitura como sempre me perco quando estou conversando com uma pessoa e ela começa a falar demais. Mesmo assim, me identifiquei com Jean-Baptiste diversas vezes, mesmo tendo 16 anos e sendo uma garota.

Eu não sei muito bem o que falar do livro, ele é um bocado complicado de se explicar. Acho mais fácil ler do que fazer uma resenha (só estou fazendo realmente a resenha porque estou participando do desafio de férias, já que como disse, o livro é complicado). Só sei que vale a pena ler, acho que qualquer livro realmente vale a pena ser lido, principalmente se você gosta. Se você também tem todas aquelas questões existênciais na sua cabeça, você também vai se identificar com o personagem principal. É uma leitura mais cabeça, se está realmente preparado, leia.

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