Oh My Goth


Faz muito tempo que tenho a tradução desse livro em meu computador e só agora decidi ler. O primeiro motivo de eu me sentir completamente atraída por ele, era a capa e o nome Goth (traduzindo, gótico). Confesso que desde meus treze anos, sou absolutamente fascinada pelo mundo gótico e sonho com coturnos, corsets, calças de couro, muito metal, prata e spikes. Sem falar no gosto pela morte, pela noite, escuridão e pelo oculto. Claro que nunca ninguém acredita quando falo que gosto desse tipo de coisa, falam que não tem nada a ver comigo, mas gosto é gosto. Foi finalmente, que decidi dar uma olhada nesse livro, para fechar com chave de ouro minhas leituras de férias.

A história é sobre Jade Leigh, uma garota gótica que é tratada pela escola inteira como uma estranha e uma aberração. Ela pode contar apenas com a amizade de Erica, Linnie e Robb que também são góticos e totalmente excluídos. Depois de brigar com um professor e ir pela milésima vez à direção, sua Diretora decidi dar uma lição nela e também na sua arqui-inimiga Mercedes Turner (a garota Barbie popular, que odeia todos os esquisitos e está concorrendo a presidente do corpo estudantil). As duas são mandadas, através de uma nova tecnologia, para um mundo virtual onde o normal é ser gótico e o errado é ser patricinha ou mauricinho. Jade assume o lugar de Mercedes e se torna a garota mais popular da escola, enquanto a outra vira a aberração e excluída. As duas terão que aprender a conviver nesse novo mundo, onde seus melhores amigos viram seus inimigos.

Sério, ultimamente ando achando chick-lit (literatura para garotas) uma chatice. Todos os livros que tem algo fora do comum ou sobrenatural são a mesma coisa e nada muda. Oh My Goth não é mais um livro de chick-lit sem-graça, ele é totalmente perfeito! Me arrependo completamente por não ter lido antes e me aventurado nessa história que foi muito bem escrita. Gena Showalter foi para minha lista de escritores favoritos!

Jade é incrível, uma personagem forte, que sabe o que é e não muda só porque os outros querem que ela faça. Ela mostra um pouco o que eu gostaria de ser e também um pouco do que sou. Até Mercedes (que me lembrou um bocado Marcie Miller de Hush Hush/Sussurro) virou uma personagem fantástica e amadureceu ao longo do livro. O romance também, é totalmente perfeito, natural e envolvente.

O livro também trás ensinamentos, o que acho muito importante quando se escreve, abordando bullying e a diferença das pessoas. Também sempre achei a escola um lugar mais de tortura do que de diversão e não é por causa de lições, trabalhos e provas, e sim, por causa das pessoas. Depois que li Oh My Goth, acho que vou voltar às aulas com novos pensamentos. Às vezes odiamos certas pessoas por coisas horríveis que elas fizeram a nós, mas não sabemos direito o ponto de vista delas. Sei que é impossível gostar das “Mercedes” que nos atormentam, mas podíamos pelo menos tentar entendê-las.

Cada um já foi Jade alguma vez, quando você é diferente ou tem gostos estranhos, as pessoas geralmente zoam de você por causa disso. Quantas vezes não enfrentamos zoações? Quantas vezes tivemos que engolir palavras e apenas ouvir? Acho que também todo mundo já foi uma Mercedes e zoou alguém, por não gostar do jeito da pessoa. O livro mostra que deveríamos no colocar no lugar dos outros, vivenciar o que eles vivenciam para aprender de verdade. Claro que um programa de computador que faça isso, não existe, mas podemos fazer por nós mesmos.

Do mesmo jeito que Os 13 Porquês foi um choque para mim, esse livro também foi, apesar de o assunto não ser tão forte quanto o outro. Os dois falam praticamente dos mesmos assuntos, da mesma procura por sermos aceitos pelos outros. Com certeza, esse livro não é mais um que só serve para divertir, também serve para instruir.

Acho que o grande Capitão Kirk disse uma vez, "Por que todos nós não podemos nos dar bem?" Espera. Talvez esse fosse o Tiny Tim. De qualquer modo, parece com um sonho impossível.

(Oh My Goth – Gena Showalter)



Crescendo


Desde que li Hush Hush, virei fã dessa série sobre anjos. O problema é que fazia tempo que eu tinha lido o primeiro livro, então me atrapalhei um pouco e precisei recordar algumas coisas para entender Crescendo.

Na continuação, Nora está com Patch e parece que sua vida está as mil maravilhas. Totalmente apaixonada, ela acaba dizendo a ele que o ama, mas será que foi um erro? Patch começa a se afastar dela, alegando que está sendo perseguido por arcanjos, que são contra essa união. E o pior, é que ele está cada vez mais perto de Marcie Miller, a arqui-inimiga de Nora. Tendo visões que seu pai ainda está vivo, Nora tenta descobrir mais sobre o seu passado que não é realmente como parece. E alguns amigos, podem estar mais para inimigos.

Tenho que confessar que a continuação me decepcionou um bocado. Tanto Nora quanto Patch caíram no meu conceito, mas no final, acabei os perdoando por tudo. No começo, a Nora que eu adorava, se tornou mais uma adolescente chata e ciumenta, que faz coisas sem pensar. Mas como a narrativa é dela, você acaba escolhendo ficar do lado dela, por entendê-la. Quanto a Patch, fiquei realmente furiosa com ele, por não explicar nada para Nora sobre os acontecimentos recentes, custava o que, afinal? Mas como tudo é “quase” resolvido no fim do livro, e como Patch é um dos meus personagens masculinos favorito, a raiva foi dissolvida.

O livro é bem daqueles que fala sobre separação e te deixa um bocado mal. Me lembrou a época que li Lua Nova (em uma época longínqua onde eu ainda gostava de Crepúsculo) e quase entrei depressão, sério. Não é o tipo de livro que gosto de ler, porque gosto de livro mais felizes ou que tenham algum ensinamento apesar de toda a tristeza. Ainda mais eu, que vou fundo quando leio livros. E para entendê-lo completamente, ainda precisamos das continuações, porque termina daquele jeito bem final de capítulo de novela.

A personagem que mais se destacou no livro, em minha opinião, foi Vee (a melhor amiga de Nora). No outro livro, eu praticamente não gostava dela, a achava chata e só colocou Nora em confusão com seus planos de namorados. Dessa vez, a achei muito mais cuidadosa e madura, além de incrivelmente engraçada.

Apesar de tudo, tem todo aquele mistério confuso, muito parecido com o do primeiro livro. O vilão da história também achei meio sem-graça (daquele mesmo jeito de “Você não faz ideia de quem seja”, por isso ganha pontinhos nesse quesito) igual ao do outro, mesmo assim, o livro não fica a desejar. Realmente espero que a série não se perca tanto como aconteceu com Crepúsculo (que virou a maior enrolação sem sentido), porque é um dos únicos livros de anjo que eu gosto.

Ponte para Terabítia


Quando vi o trailer do filme, acho que há uns três anos, juro que não fui com a cara porque achei cópia de Crônicas de Nárnia. Uma amiga minha foi no cinema e contou-me toda a história e juro que fiquei transtornada o dia inteiro com aquele final triste e decidi assistir. Nunca chorei tanto em um filme como chorei nesse e olha que toda vez que assisto, não consigo impedir as lágrimas. Juro que por mais que goste do filme, ele acaba com meu dia e me deixa de fossa, mesmo assim, não canso de assistir.

Eu já havia ouvido falar que a história também foi baseada em um livro e sempre fiquei com vontade de ler e finalmente consegui. Ponte para Terabítia fala sobre Jess Aarons, o único menino de uma família pobre que sonha em ser o garoto mais rápido da 5ª série e precisa conviver com suas quatro irmãs, sendo as mais velhas as mais irritantes. Se em casa já é um inferno, a escola não está longe disso e o único dia que ele mais gosta são as sextas-feiras onde ele tem aula de música com Miss Edmunds, uma professora por quem ele guarda uma paixonite. Sua vida muda completamente com a chegada de Leslie Burke, uma garota estranha que se torna sua melhor amiga e lhe apresenta um mundo mágico criado por sua imaginação, chamado Terabítia.

Se você não viu o filme ainda, ou não leu o livro e não tem interesse em spoilers, não continue a ler, pois não dá para deixá-los de lado para o entendimento da resenha.

O jeito de Katharine Paterson escrever é simples e fácil já que o livro é mais direcionado para crianças. O livro foi baseado em uma história real, que aconteceu com seu filho, David Paterson, que perdeu a sua melhor amiga, Lisa Hill (ache fantástico ou estranho, mas ela morreu atingida por um raio enquanto estava numa praia em Agosto de 1974). Mesmo para leitores mais velhos, o livro ensina tanto quanto o filme, dando lições sobre a morte e amizade.

E o mais incrível é que Ponte para Terabítia realmente foi baseado em Crônicas de Nárnia, já que Leslie amava ler os livros de C.S. Lewis e deu o nome para o seu mundo imaginário baseado em Terebinthia, uma ilha que aparece tanto em Príncipe Caspian quanto em A Viagem do Peregrino à Alvorada. Só que agora, eu não considero como cópia e sim como um carinho que Katherine Paterson tinha por um dos melhores escritores que já existiu.

Gosto de falar sobre os melhores personagens do livro e com certeza, fico com os principais. Jess começou o livro como um garoto solitário e sem muita coragem, mas ao decorrer da história, ele vai amadurecendo e aprende uma lição a partir do trágico acidente que acontece.
Leslie é daquelas personagens fantásticas que te deixa inspirado pelo seu modo de agir, pensar e até de se vestir. E o pior é que a única pessoa que percebe isso é Jess, que a amou como amiga (mas tenho quase certeza que ele a considerava mais do que uma amiga, mas pelos dois terem dez anos, era um pouco cedo).
E a última personagem fantástica é May Belle, que além de ter um nome lindo, é a irmãzinha de Jess que sempre está ao seu lado e fala o que lhe vem à cabeça. Tanto no filme quanto no livro, adoro-a pelo seu jeitinho esperto de criança de apenas seis anos de idade.

A única coisa que tenho a dizer nesse post é que tanto o livro quanto o filme são fantástico e chorei nos dois, foi totalmente um empate. Apesar de o filme mostrar e falar muito mais da imaginação infantil (achei isso um pouco pobre no livro), o livro em compensação fala mais de sentimentos e deixa claro muitas coisas que ficaram vagas no filme. Acho que os dois se completam perfeitamente.

"Feche os olhos, mas mantenha a mente bem aberta."
(Frase mais que especial que só tem no filme)

Agora, era a hora de ele seguir em frente. Ela não estava ali, então Jess tinha que continuar, pelos dois. Era a vez de ele devolver ao mundo, em beleza e carinho, o que Leslie lhe emprestara em visão e força.
Quanto aos terrores que o esperavam mais adiante — porque não se enganava, achando que todos tinham ficado para trás —, bem, só se pode mesmo é encarar o medo e não deixar que ele faça da gente um bagaço. Não é isso, Leslie?
Isso mesmo.

(Parágrafo que mais gostei do livro)


Agora, fiquem com o trailer do filme (pelo menos, espero que esteja bom, porque meu 3G não permite que carregue vídeos do youtube):



PS: Desculpem pela resenha gigante, mas é que a emoção dá nisso.

Um ano de Spleen Juice


Hoje faz um ano que criei o blog Spleen Juice! Estou super feliz porque já tive milhares de blogs, mas nunca um que durou tanto. Claro que mesmo depois de criá-lo, eu deixei-o um bocado de tempo parado, sem muita vontade de postar, mas graças à minha mãe (é, um tanto clichê, mas são elas que se importam com a gente, não é?) que insistiu que eu mantivesse um blog já que quero ser escritora, decidi ir em frente.

Eu também não planejava criar um blog literário, porque na época nem sabia direito que existia, só queria postar coisas legais que fossem do meu interesse para pessoas que gostassem das mesmas coisas. Claro que não pude fugir dos livros, afinal é o que eu mais gosto, por isso que o blog decididamente tomou esse rumo literário, mesmo eu postando sobre outros assuntos.

No começo, o blog se chamava Digno de Nota, mas como já existia outro blog com esse nome e a url precisou ficar cheia de tracinhos, decidi mudar para algo diferente e mais simples. Como eu estava tendo aula de literatura sobre Romantismo e me apaixonei por essa época (sempre fui muito fã do século XIX), queria alguma coisa com Spleen e foi em certo episódio do Supernatural que surgiu a ideia de Spleen Juice. Às vezes fico tentada a mudar de nome novamente, mas não posso, porque esse nome já pertence a esse site como Dasty ou Danielly pertencem a mim.

Mas o que me faz escrever, não é à vontade, nem a inspiração, é saber que alguém lê e gosta do que eu escrevo. Por isso, preciso agradecer a vocês, meus leitores, que acompanharam a minha trajetória! Espero que para esse ano que está começando, venha muitos posts legais e diferentes. Queria muito poder fazer mais promoções, mas por enquanto estou um tantinho incapacitada, quem sabe em breve não surja alguma novamente?

Vou deixar abaixo os principais links e os mais visitados desse ano! Agradeço mais uma vez pelos comentários e pelas pessoas que em outros sites, sempre falam que gostam do meu blog! :D


#nowplaying: HIM (com nada menos e nada mais que 793 Visualizações)
Art: Keep calm and carry on
Moda: Militar e Pinup
To de Brimks: Momento Nostalgia #3, Momento Nostalgia #2 e Momento Nostalgia
Booksforyou: Os Delírios de Consumo de Becky Bloom e Para Sempre - Série Imortais
Assistanow: Zettai Kareshi
Perfume: A história de um assassino
Contos: Apenas Atire e A Carta de Copas

Entrevista - William Nascimento

Finalmente o Spleen Juice está tendo a sua primeira entrevista! Como adorei muito O Véu e O Véu 2, decidi pedir uma entrevista ao escritor que aceitou :D Então vamos começar.

Sobre o Autor:

Carioca, nascido em 1988. Atualmente estuda História na Universidade Federal do Rio de Janeiro e Escreve livros de Ficção Fantástica. Entre seus trabalhos estão: - Saga "O Véu": Volumes 1 e 2, ambos publicados no blog e lançados para livre download. - "De Corpo e Alma": com lançamento marcado para o dia 25 de janeiro de 2011 pela editora Multifoco. - "O Salto": Obra em andamento.


1) Você sempre quis ser escritor ou só decidiu há pouco tempo?
Na verdade, decidi há pouco tempo. Apesar de sempre ter criado aventuras quando narrava RPG para meus amigos, estas sempre eram fabricadas com a ajuda dos jogadores, que iam atuando conforme a trama se desenrolava. Assim, nunca imaginei ser capaz de construir, sozinho, uma história completa. Contudo, quando fui motivado a escrever por uma amiga, cujo nome aparece na dedicatória de O Véu, senti uma verdadeira afeição pela coisa. E hoje não consigo parar.

2) Como surgiu a idéia de escrever O Véu?
A idéia de O Véu nasceu de uma aventura de RPG que nunca foi posta em prática, já que meus amigos e eu suspendemos o hábito de jogar. Mesmo com os anos se passando, ela nunca foi esquecida, sempre presente em sonhos e outros momentos em que eu me permitia pensar em nada. Ela basicamente não queria me abandonar até que finalmente pude purgá-la escrevendo O Véu.

3) Você ouve músicas enquanto escreve? Alguma te inspirou?
Sim. Eu mantenho uma pasta de músicas em meu computador preparada para quando começar a escrever. Eu não diria que uma música em específico me inspirou com O Véu, embora What Have You done e A Dangeours Mind, ambas da banda holandesa Within temptation, tenham se identificado muito bem com o enredo do livro na hora da escrita. Mas no geral, eu gostava de selecionar as músicas ideais para cada momento, preferindo ouvir baladas quando escrevia cenas de romance ou drama, e sons mais pesados para as horas de ação. Eu basicamente montei toda uma trilha sonora para um possível filme. (risos)

4) Os personagens que você criou são baseados em algumas pessoas conhecidas?
Não exatamente. Eu consigo sim observar características de alguns personagens em pessoas do meu convívio e até em mim mesmo, mas não me inspirei totalmente em uma pessoa para moldar determinado personagem. Eles são pura ficção, no geral.

5) Qual a sua personagem favorita de O Véu?
Puxa, essa pergunta me compromete. (risos) Pois é como pedir para um pai dizer qual dos seus filhos é o seu favorito. Mas deixando o drama de lado, acredito que posso dizer sem dúvidas, que a personagem que mais me impressionou foi Esmeralda. Apesar de ser uma coadjuvante na história, esta foi uma personagem que se desenvolveu basicamente sozinha. À medida que eu ia escrevendo, momentos de usá-la foram se mostrando oportunos, e de uma garota que deveria passar de forma apagada durante a trama, acabou se tornando uma das peças fundamentais para a construção de todo o enredo no volume 2.

6) Quais são seus escritores favoritos?
Meu estilo favorito sempre foi a fantasia, e por conta disso, as minhas grandes damas do gênero sempre foram Anne Rice e J. K. Rowling. Gosto delas pois ambas conseguem criar um mundo místico em torno de nossa realidade de forma tão competente que nos fazem questionar sobre a existência do maravilhoso. E outro escritor que mais recentemente me ajudou muito foi José Saramago. Apesar de ainda não estar nem aos pés dele, devo a este homem o fato de ser apresentado à riqueza da língua portuguesa.

7) Você disse que gosta muito de RPG, que jogos você mais gostava?
Eu adorava o estilo palhaço dos jogos de 3D&t, principalmente os situados no mundo de Tormenta, de Saladino. Contudo, sempre tive uma grande queda pelo Word Of Darkness, onde o jogo Vampiro a Máscara era o meu favorito.

8) Uma parte da história acontece em Três Corações, Minas Gerais. Você conhece o local?
Não tive a oportunidade ainda. Para ambientar O Véu eu queria escolher uma região que tivesse essa áurea mística. Um lugar aonde as crendices populares fossem ainda fortes e o folclore se fizesse presente. Sempre pensei em usar o Estado de Minas Gerais para isso, contudo, a região em específico ainda me era um mistério. Então, minha irmã viajou para esta cidade e após me contar sobre, me interessei. Pesquisei mais e quando vi, já havia escolhido o ambiente perfeito para Ana ser iniciada.

9) Já presenciou algum acontecimento sobrenatural?
Não sei exatamente. Quando crianças somos a todo o momento colocados diante de situações que não podemos explicar, e sempre preenchemos essas dúvidas com algo sobrenatural. Hoje, mais velho e também maduro não sei exatamente dizer se minhas experiências foram ou não fruto da imaginação. Para ser sincero, prefiro pensar que não.

10) Como Ana, acha que as pessoas precisam acreditar mais no que a ciência não pode explicar?
Essa é uma necessidade de qualquer ser humano. Mitos, folclore e superstições, todas essas construções imaginárias são formas que nós encontramos de dar respostas as indagações da vida, ao sentido de nossa existência e a maneira como nos relacionamos com o mundo. Da mesma forma, a religião e a ciência também cumprem esses papéis, e quando elas nos falham em dar respostas, acredito que seja um exercício saudável abrir a mente para outras possibilidades. Acho que isso nos torna mais humildes e também mais tolerantes, além de nos exercitar o que eu considero a maior capacidade humana: a imaginação.

11) Que dica você dá para escritores que estão começando agora?
Bem, sem dúvidas não existem bons escritores que não tenham sido antes bons leitores. Nesse sentido, ler é fundamental.
Mas, além disso, acredito que um dos maiores entraves para aqueles que querem se lançar nessa carreira seja vencer o medo de se expor. Escrever é também uma forma de se expressar, e isso nos torna vulneráveis ao que os outros pensam de nós. Conheço casos de pessoas que conseguem escrever belos contos, poemas, ensaios e romances e estes ficam sempre guardados em um canto do quarto, pois seus autores têm medo de apresentá-los. A internet hoje nos oferece uma ótima ferramenta de divulgação, pois não mais precisamos ser descobertos por uma grande editora ou então termos fortes contatos para conseguirmos expor nosso trabalho. Agora, tudo o que precisamos é ter coragem de nos abrir para o mundo.

Para quem quiser saber mais sobre o escritor e seus livros, basta entrar no seu blog oficial ou no seu Orkut. Agradeço pela entrevista e estou aguardando ansiosamente pelos próximos livros :D

Água para Elefantes


Já havia lido sobre esse livro em um daqueles folhetos que vem quando você compra livros, mas só decidi baixar quando descobri que vai sair o filme e que será estrelado pela linda da Reese Wintherspoon e pelo Robert Pattison (que não gosto muito, diga-se de passagem).

A história é sobre Jacob Jankowski, um estudante de veterinária que está terminando o curso quando recebe a notícias que seus pais morreram em um acidente de carro. Por causa das dívidas deles, Jacob perde sua casa e a clínica veterinária de seu pai e acaba se afundando em uma terrível tristeza. Abandonando a faculdade e entrando, sem saber, em um trem que pertence a um circo, Jacob se vê em nova vida, onde é contratado para trabalhar como veterinário dos animais do circo Irmãos Benzini, o Maior Espetáculo da Terra. Com 93 anos, Jacob vai contando sua história de juventude e como um circo mudou sua vida.

Confesso que só realmente fiquei satisfeita com o livro quando chegou ao final. O achei um tanto parado e poucos personagens se tornaram realmente cativantes para mim, mas acho que o mais destacado é nada menos que o próprio Jacob que narra a história. Tanto com 93 anos quanto com 23, a narração de Jacob é ótima e me lembra um tanto Holden Caufield do livro O Apanhador no Campo de Centeio.

Achei os diálogos também um tanto rápidos demais e esperava um pouco mais da descrição, mas o livro não fica a desejar. Sara Gruen realmente conta histórias verdadeiras sobre os circos das décadas de 1920 e 1930 e não tem como não se sentir nessa época. Há também umas cenas um tanto explícitas, mas nada realmente que impossibilita pessoas menores de dezoito ler (já livros piores, é).

Outro destaque que preciso dar são para Camel, Kinko (ou Walter), Queenie e Rosie. Camel, um velho acabado que vira amigo de Jacob e acredita no potencial do garoto. Kinko, um anãozinho ruivo que no começo odeia dividir seu vagão com Jacob, vira o melhor amigo dele, junto com Queenie, sua linda cachorrinha Terrier. E Rosie, a elefanta da história que merece toda a atenção por ser extremamente encantadora, mesmo quando não age dessa forma.

Não vejo a hora de assistir o filme e conferir se é tão bom quando o livro. Pelo trailer, o achei tão mágico quanto.

O Véu 2

O que eu não disse na outra resenha, vou dizer aqui. Enquanto o primeiro livro é praticamente uma apresentação do mundo criado por William Nascimento, a teoria, o segundo livro é a prática, a ação. Acho que com certeza, fico com o Véu 2, onde a história realmente toma um rumo muito interessante.

Dessa vez, nada de sinopses, já que estragaram a surpresa de quem ainda não leu o primeiro livro, mas não é por isso que deixarei minhas impressões de lado. A primeira coisa que tenho a falar é sobre os personagens, todos foram tão bem trabalhados e tão cativantes! Cada um teve uma importância muito grande na história e não são aqueles tipos de personagens que eu chamo de “encher-linguiça”, que foram criados para nada, basicamente.

Ana, a inútil Ana do primeiro livro (como podem ver, sou super delicada) se tornou célebre na continuação. Como ela amadureceu! Da história do primeiro livro para o segundo se passa dois anos e isso fez uma enorme diferença nela. Não gostava muito dela antes e não entendia porque ela era a personagem principal, mas depois compreendi sua participação.

Ian, o apaixonante Ian, cheio de defeitos e manias que ficaram totalmente obscurecidos pelas suas qualidades. Corajoso, forte e sábio, teve uma participação tão grande e importante na história que por várias vezes perguntei-me porque ele não era o principal. Ele me lembrou um bocado o Inuyasha (é um anime, para quem não conhece), acho que por isso gostei tanto dele.

E a lista de personagens que eu amei é longa: Verônica, Cassandra, Vanderlei, Solange, César, Esmeralda e Satine. Vou dar destaque para Satine, porque ela é uma das vilãs e eu simplesmente a adorei. Ao contrário dos outros vilões, que achei um pouco apagados, esta agiu como uma verdadeira! Catarina, em contra partida, não gostei muito porque me lembra a Kikyou de Inuyasha. Tudo bem, chega de comparações.

É com tristeza que termino o segundo e último livro. William Nascimento ainda irá investir outras histórias no mundo que criou, mas não tenho tanta certeza se serão sobre Ana, Ian e seus amigos, o que eu gostaria muito, apesar de que eles merecem um belo descanso depois de tudo que enfrentaram. Nunca senti tantas emoções lendo um livro: paixão, tristeza, alegria, desespero e talvez até, um tanto de fé no desconhecido.

Juro que vou encarar certas coisas misteriosas com a mente mais aberta do que com a cética que estou acostumada. Sempre que leio livros (como os de Dan Brown, por exemplo) fico me perguntando se o que o escritor está mostrando é verdade, mesmo parecendo ficção. Talvez toda ficção que criamos, seja um pouco da realidade, mas para vê-la, primeiro precisa acreditar.

O Véu

Preparem-se para uma resenha gigante.

Não sei nem o que falar direito, estou totalmente abismada. Com toda a certeza, O Véu é um dos melhores livros que já li na minha vida! Nunca pensei que um livro brasileiro (para alguém que está tão acostumada a literatura americana, inglesa, portuguesa e russa) fosse tão incrível a ponto de superar livros internacionais. O primeiro livro de William Nascimento deixou-me pasmada.

A história é sobre Ana, uma garota que teve uma infância cheia de magia ao ouvir as lendas que suas tias e seus avós lhe contavam sobre magos e bruxas, na cidade Três Corações em Minas Gerais. Um dia quando ela estava voltando da casa de suas tias tão queridas, ela ouve uma voz falando Matar e tem certeza de que algo errado está para acontecer. Quando chega a casa delas, acompanhada de sua avó, descobre que o lugar está em chamas e vê uma sombra, um pouco antes de desmaiar. Tendo certeza que presenciou um ato de bruxaria, ela passa a infância e adolescência tomando remédios e indo a psicólogos e acaba sendo chamada pelo outros de InsAna por acreditar em algo que todos se recusam. É nessa época difícil que ela conta com a amizade de seu amigo Ian e os dois mal sabem, que todos os pesadelos que afligiam os dois, estavam para voltar com tudo.

Creio que minha sinopse ainda ficou faltando coisa, mas não quero contar tudo para vocês, porque irá perder a graça. O começo do livro foi bastante sem-graça e eu quase parei de ler, mas como várias pessoas do Skoob me indicaram, decidi ir até o final. E não me arrependo nenhum um pouco.

William conseguiu criar um mundo mágico, que posso dizer tão digno de J.K.Rowling. Claro que ainda falta algo, por ser seu primeiro livro, mas se ele continuar nesse caminho, com certeza escreverá mais livros incríveis. Quando todo esse mundo mágico começou a ser explicado a Ana, era como se ele estivesse falando comigo, porque sou muito cética a tudo (já que sou agnóstica, não atéia. Acho que existe alguma energia que nos une e tudo mais, mas não rezo, não vou à igreja, cultos e derivados). Ele ainda usou certos argumentos científicos (sou bem do tipo ver para crer mesmo) que realmente me fizeram acreditar em magia, sério. Parece meio bobo, mas eu fiquei horas tentando ver minha aura. E não consegui, só para constar.

Do mesmo jeito que Ana foi criada no meio de lendas, eu fui da mesma maneira. Meus avós são do interior e sempre me contaram um bocado de coisas (e eu simplesmente amo as lendas e sempre pedia para eles repetirem as histórias). Apesar do meu ceticismo, sempre tive vontade de ver alguma coisa sobrenatural – apesar de já ter visto e não acredito muito D: –, algo surpreendente. Sério, no interior não existem magos, mas existem benzedeiros, o que está perto. Existia um benzedeiro que sabia falar com cobras (ofidioglota, oi) e falam que tem um homem que é lobisomem (sempre tive vontade de conversar com o cara e perguntar se é verdade, mas tenho medo hihi, vai que ele me ataca –n).

Por isso, que depois de ler o livro, cheguei à conclusão que já cheguei quando assisti Supernatural (o livro me lembrou Supernatural com uma mistura de Inuyasha): tudo que o homem passa a acreditar, passa a existir.

Juro que gostaria de falar muita coisa sobre o livro, adoraria debatê-lo com mais pessoas que o leram, mas se eu escrever uma bíblia aqui, ninguém vai ter pique para ler a resenha. Por isso, não percam tempo e leiam o livro. Vocês estão preparados para atravessar o véu?

Fallen

Eu queria ler esse livro faz muito tempo, todo blog falava e fazia a maior propaganda dele e todos me perguntavam se eu já tinha lido. Finalmente achei o e-book (a maneira mais fácil de eu ler alguma coisa) e decidi dar uma checada.

A história é sobre Lucinda Price (sim, que nome estranho), que é chamada mais comumente de Luce (eu também preferiria o apelido). Ela presenciou um acidente, onde Trevor, um garoto que ela gostava foi queimado vivo, e como era a única suspeita do crime, foi encaminhada para um Reformatório chamado Espada & Cruz. Lá ela encontrou outros delinqüentes juvenis estranhos e se apaixonou por um misterioso rapaz chamado Daniel.

A primeira coisa que tenho a falar dobre Fallen, é que a história é bem criativa (apesar de já ter visto outras parecidas), mas o enredo, pelo menos eu achei, não foi bem trabalhado e ficou meio parado. Luce não foi para minha lista de melhores protagonistas de livros (na verdade, ela me irritou um bocado com aquele jeito dela de “Você precisa me amar e blablabla”) nem Daniel para minha lista de personagens masculinos legais (e ele me irritou com aquele jeito “Não vou te contar nada e blábláblá”). Os dois foram bem chatinhos e eu só continuei a ler porque Lauren Kate escreve muito bem e sua descrição te prende.

Juro que esperava mais do livro, algumas pessoas me falaram que o livro era bom, mas eu ouvi um pouco mais de críticas ruins do que boas. E o que eu odiei foi que o primeiro livro da série não explicou absolutamente nada sobre os acontecimentos ao decorrer da história, ou seja, terei que ler as continuações. O tempo todo os outros personagens falavam que Luce não estava preparada para saber de tudo, mas eu estava! :(

Outra coisa ruim foi que os capítulos terminavam bruscamente, aí eu pensava: “O outro capítulo vai ser a continuação! Tenho que ler, porque vai ter mais!”. Quando eu começava o próximo capítulo, percebia que não era continuação, que já era de outra parte da história. O que eu quero dizer é que os capítulos terminavam de uma forma ruim, sem muitas explicações com o que acontecia depois já que no próximo capítulo, a história tomava outro rumo.

Mas não quero falar só sobre coisas ruins no livro, porque o prêmio de personagem mais legal foi para Arriane! Ela foi a primeira amizade que Luce fez no Reformatório e para mim, foi a personagem mais bem feita e engraçada que já vi. Juro que quando Arriane sumiu um pouco da história, tudo ficou sem-graça. Ela tem um gênio bastante forte e adora zoar com as outras pessoas, é divertida e por isso fui com a cara dela.

Fallen não é ruim, só acho que não foi tão bem trabalhado, mas ainda quero ler a continuação do livro para saber o que mais vai acontecer. E você? Já leu? Gostou?

Filmes para as Férias :D

Lá estava eu, com meu irmão e minha prima ocupando nosso tempo de férias com filmes. Ficamos madrugadas a fora assistindo cenas e cenas que variavam de terror, suspense e aqueles filmes normais que não sei classificar. Aqui vai algumas dicas e resenhas.


1) Jogos Mortais 7: Eu nunca na minha vida havia assistido Jogos Mortais pelo simples fato que odeio esse negócio de sangue, pele exposta e tortura. Uma vez, eu tentei assistir Jogos Mortais 3 e os únicos quinze minutos que eu vi, quase vomitei minhas tripas fora. Então, eu fui praticamente obrigada a assistir esse filme, porque meus acompanhantes adoravam os outros. O que tenho a falar é que... é bem fraco. Juro que não fechei o olho em nenhuma das mortes (mas fiquei petrificada, sempre é assim). O filme não é ruim, eu entendi tudo mesmo não tendo assistido os outros e é bem o estilo de filme que eu gosto (aqueles de suspense). Estou tentada até a assistir os outros filmes!
Nota: 7

2) A Hora do Pesadelo: Esses negócios de monstros que matam pessoas não me dão medo nenhum, mas o filme é bom porque tem todo aquele mistério que faz você ver até o final. É a típica história de Freddy Krueger: um bando de adolescentes, que tem algo em comum, são mortos enquanto estão sonhando e tudo que acontece no sonhos também acontecem na vida real. Então eles têm que descobrir como pará-lo e tentar não dormir enquanto isso acontece. O filme é bem legal! Não deu medo nenhum e as mortes foram suaves, mesmo assim, vale pelo enredo. É o tipo de filme que eu adoro assistir às duas da manhã e poder dormir normalmente depois.
Nota: 7

3) Sherlock Holmes: Eu já li um bocado de livros sobre ele, mas como faz muito tempo, lembro de alguns contos vagamente. O filme é muito legal, com todo aquele mistério que depois é explicado cuidadosamente por Sherlock, o que me faz pensar se ele que é brilhante ou seus vilões que são muito inteligentes. Só achei que Sherlock ficou “divertido” demais, sempre o imaginei sério, frio e calculista, nada de brincadeirinhas. E Watson também não me pareceu nada do que eu imaginava. E se há algo que eu aprendi no filme é que você sempre precisa ficar de olho nos detalhes! Ah... esperem por mais filmes sobre Sherlock, porque terá! :D
Nota: 8



4) The Runaways: Faz tempo que eu estava louca para assistir esse filme e simplesmente amei! Para quem já está acostumado a assistir a série Skins, é mais ou menos a mesma coisa. A história é sobre a banda The Runaways e sobre duas das integrantes Cherie Currie e Joan Jett, que realmente vivem a fase “Sexo, Drogas e Rock n’ Roll”. Eu não gostava muito da Kristen Stewart (Joan Jett) por causa de Crepúsculo e sua atuação débil, mas em The Runaways, eu simplesmente a adorei! Vejo-a de outra forma que não via antes. Quanto a Dakota Fanning, eu já sabia da capacidade dela e não me decepcionou. A única coisa ruim do filme é que não mostra datas e tudo passa tão rapidamente que dá a impressão que a banda começou e terminou em uma semana.
Nota: 9

Os 13 Porquês

Descobri esse livro no Skoob e desde que vi a sinopse, fiquei com vontade de ler. Confesso que um livro nunca me chocou tanto como esse, e eu já deveria ter esperado isso por causa do tema abordado: suicídio.

A história é sobre Clay Jensen, um garoto que tem sua vida completamente mudada quando recebe pelo correio uma caixa contendo fitas cassetes gravadas por Hannah Baker, que se suicidou. Ela alega que ele é um dos treze motivos por ela ter tido esse trágico fim e conforme Clay vai ouvindo as fitas, descobre que Hannah tinha muitos segredos e que neles, incluíam mais pessoas.

Hannah Baker é basicamente uma garota normal como você, eu e qualquer outra que você vê na rua, escola, em qualquer lugar. Sua vida mudou totalmente por causa dos acontecimentos errados e pessoas erradas, e não foi do nada, tudo começou com uma bola de neve que foi crescendo e devastando qualquer esperança que ela tinha.

Um dos principais motivos por Hannah ter se suicidado é algo que podemos chamar de Bullying, mas não é aquele Bullying de pessoas que dão apelidos terríveis ou atormentam determinada pessoa. O Bullying que ela passou é aquele que fazemos sem perceber, que parece inofensivo, começa com um boato mínimo e de repente a escola inteira está te julgando por algo que você não fez ou não tem conhecimento.

Como uma forma de vingança, ela gravou aquelas fitas cassetes e antes de se suicidar, enviou elas a cada pessoa que a atingiu de alguma forma e havia uma regra: Ou você repassa para a próxima pessoa da lista, ou a outra cópia da fita irá vazar e todos vão saber o que aconteceu.

Não posso dizer que Hannah estava totalmente certa, porque ela também cometeu erros e alegou o tempo todo que ninguém se importou com ela, quando na verdade houve pessoas que se soubessem do seu problema, fariam de tudo para salvá-la. E uma delas era Clay, que sempre amou Hannah, mas nunca disse a ela. É nesse momento que o livro nos ensina que não podemos perder tempo, porque pode ser tarde demais para dizer às pessoas o que sentimos.

O livro tem um tema muito forte, eu ficava realmente pasmada com tudo que Hannah dizia e muitas vezes, também torcia para que o final fosse diferente, mas já estava bastante claro como terminaria. Jay Ascher, o escritor, colocou todo um mistério que faz você quer ler até o final e descobrir o que acontece. É um livro que vale muito a pena ser lido, principalmente para ajudar as pessoas a evitarem situações como essa.