Ponte para Terabítia


Quando vi o trailer do filme, acho que há uns três anos, juro que não fui com a cara porque achei cópia de Crônicas de Nárnia. Uma amiga minha foi no cinema e contou-me toda a história e juro que fiquei transtornada o dia inteiro com aquele final triste e decidi assistir. Nunca chorei tanto em um filme como chorei nesse e olha que toda vez que assisto, não consigo impedir as lágrimas. Juro que por mais que goste do filme, ele acaba com meu dia e me deixa de fossa, mesmo assim, não canso de assistir.

Eu já havia ouvido falar que a história também foi baseada em um livro e sempre fiquei com vontade de ler e finalmente consegui. Ponte para Terabítia fala sobre Jess Aarons, o único menino de uma família pobre que sonha em ser o garoto mais rápido da 5ª série e precisa conviver com suas quatro irmãs, sendo as mais velhas as mais irritantes. Se em casa já é um inferno, a escola não está longe disso e o único dia que ele mais gosta são as sextas-feiras onde ele tem aula de música com Miss Edmunds, uma professora por quem ele guarda uma paixonite. Sua vida muda completamente com a chegada de Leslie Burke, uma garota estranha que se torna sua melhor amiga e lhe apresenta um mundo mágico criado por sua imaginação, chamado Terabítia.

Se você não viu o filme ainda, ou não leu o livro e não tem interesse em spoilers, não continue a ler, pois não dá para deixá-los de lado para o entendimento da resenha.

O jeito de Katharine Paterson escrever é simples e fácil já que o livro é mais direcionado para crianças. O livro foi baseado em uma história real, que aconteceu com seu filho, David Paterson, que perdeu a sua melhor amiga, Lisa Hill (ache fantástico ou estranho, mas ela morreu atingida por um raio enquanto estava numa praia em Agosto de 1974). Mesmo para leitores mais velhos, o livro ensina tanto quanto o filme, dando lições sobre a morte e amizade.

E o mais incrível é que Ponte para Terabítia realmente foi baseado em Crônicas de Nárnia, já que Leslie amava ler os livros de C.S. Lewis e deu o nome para o seu mundo imaginário baseado em Terebinthia, uma ilha que aparece tanto em Príncipe Caspian quanto em A Viagem do Peregrino à Alvorada. Só que agora, eu não considero como cópia e sim como um carinho que Katherine Paterson tinha por um dos melhores escritores que já existiu.

Gosto de falar sobre os melhores personagens do livro e com certeza, fico com os principais. Jess começou o livro como um garoto solitário e sem muita coragem, mas ao decorrer da história, ele vai amadurecendo e aprende uma lição a partir do trágico acidente que acontece.
Leslie é daquelas personagens fantásticas que te deixa inspirado pelo seu modo de agir, pensar e até de se vestir. E o pior é que a única pessoa que percebe isso é Jess, que a amou como amiga (mas tenho quase certeza que ele a considerava mais do que uma amiga, mas pelos dois terem dez anos, era um pouco cedo).
E a última personagem fantástica é May Belle, que além de ter um nome lindo, é a irmãzinha de Jess que sempre está ao seu lado e fala o que lhe vem à cabeça. Tanto no filme quanto no livro, adoro-a pelo seu jeitinho esperto de criança de apenas seis anos de idade.

A única coisa que tenho a dizer nesse post é que tanto o livro quanto o filme são fantástico e chorei nos dois, foi totalmente um empate. Apesar de o filme mostrar e falar muito mais da imaginação infantil (achei isso um pouco pobre no livro), o livro em compensação fala mais de sentimentos e deixa claro muitas coisas que ficaram vagas no filme. Acho que os dois se completam perfeitamente.

"Feche os olhos, mas mantenha a mente bem aberta."
(Frase mais que especial que só tem no filme)

Agora, era a hora de ele seguir em frente. Ela não estava ali, então Jess tinha que continuar, pelos dois. Era a vez de ele devolver ao mundo, em beleza e carinho, o que Leslie lhe emprestara em visão e força.
Quanto aos terrores que o esperavam mais adiante — porque não se enganava, achando que todos tinham ficado para trás —, bem, só se pode mesmo é encarar o medo e não deixar que ele faça da gente um bagaço. Não é isso, Leslie?
Isso mesmo.

(Parágrafo que mais gostei do livro)


Agora, fiquem com o trailer do filme (pelo menos, espero que esteja bom, porque meu 3G não permite que carregue vídeos do youtube):



PS: Desculpem pela resenha gigante, mas é que a emoção dá nisso.

5 Comentários:

  1. Assisti esse filme alguns anos atrás, e me lembro que saí do cinema com uma dor de cabeça HORRÍVEL de tanto chorar.
    De fato, a história é muito linda e dá muito o que pensar, daquelas que a gente guarda a lição para sempre.

    Bela resenha :)
    Beijos,
    Julie
    http://booksjournal.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  2. Eu nunca li o livro, mas me interesso bastante pelo filme, é super lindo! Não tem como não chorar, haha

    xx carol

    ResponderExcluir
  3. Oi Dasty! Eu já havia ouvido falar no filme, mas nunca no livro! Como quase nunca me interesso por filmes, fiquei mesmo como referencial a sua resenha, porque ninguém fez uma resenha desse livro, não atualmente! Adorei a resenha e até marquei o livro no Skoob! Beijocas :*

    http://myevery-thing.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  4. Oi só nova aqui e de cara Amei.

    Já vi o filme e com Certeza é muito emocionante.
    Chorei muito quando assistir.

    ResponderExcluir
  5. a disney qué bota trauma nas crianças msm a maioria dos desenhos e filmes da disney é real e quase todas é sombrias esse dai acho q não é mais o resto.

    ResponderExcluir