Flickr atualizado + Fotos

Que eu amo fotografia, não é nenhum segredo. Sonho realmente em ter uma câmera profissional e aprender mais técnicas para tirar fotos lindas e artísticas. Nada como um feriado para acalmar os animos e dar um pouquinho de inspiração, por isso, decidi tirar algumas fotografias e também atualizar o meu Flickr. Pela primeira vez, coloquei algumas fotos minhas lá, é que sou meio criteriosa e tudo mais, ainda mais quando se trata de mim mesma.
Então, quem quiser dar uma olhadinha lá, o link está acima. Como não coloquei todas as fotos lá, vou colocar algumas aqui :D








Uma dica essencial para quem quer tirar fotos boas, é nada menos que luz. Você não tem ideia do quando uma foto fica mais nítida se tiver uma luz boa, por isso, adoro tirar foto em lugares com luz natural, ou seja, solar. Algumas fotos estão com efeitos, são actions do photoshop que baixo em sites como o Deviantart, um dia eu explico, se der. Eu também estava pensando até em postar algo sobre outfits e tudo mais, mas a preguiça fala mais alto e vou deixar para a próxima, é.

Sábado a Noite

Lembro que há uns três anos atrás, quando comecei a gostar de Tokio Hotel e queria escrever fanfics de bandas, uma amiga, fã de McFly, havia me indicado Sábado a Noite. Confesso que só tinha lido o primeiro capítulo e só não continuei porque ela era interativa e as caixinhas de perguntas não abriam para que eu completasse, mesmo assim, tinha gostado muito.
Quando vi a notícia de que a escritora de Sábado a Noite, a Babi Dewet, havia publicado sua fanfic, fiquei eufórica, não só porque agora eu poderia ler como também me via um pouco nela com esse lance de ser escritora e também de escrever fanfics. Queria tanto poder ler o livro, que por sorte, acabei ganhando-o em um sorteio!
A história é sobre Amanda, a garota mais popular do colégio junto com suas quatro amigas, Maya, Guiga, Anna e Carol. Sua vida nem sempre fora assim, antigamente ela costumava ser muito amiga de Bruno e Caio, mas ela acabou se distanciando deles, virando popular, enquanto eles viraram os perdedores da escola. Mas o que Amanda sempre escondeu, foi seu amor por Daniel, que faz parte dos Marotos (grupo constituído por Bruno, Caio, Rafael e Fred), não só por causa do seu status social como também por sua amizade, já que Guiga sempre gostara dele também. O diretor da escola, de repente, tem a ideia de criar bailes nos sábados a noite, onde uma banda misteriosa canta músicas que parecem dizer exatamente sobre a vida de Amanda, quem afinal serão eles?
Tenho que dizer, que demorou um pouco para eu me ambientar na história, já que ela é cheia de personagens e diálogos (e eu sempre tenho que imaginar cada personagem e também as vozes deles. Sim, eu fico gravando vozes). Eu gosto muito de narração e descrição, mas quando se trata de diálogos, não gosto muito porque os acho um bocado difíceis. Já me deparei com várias histórias em que os diálogos são idiotas, mal construídos, não são naturais ou pior, quando tem muitos personagens e cada um fica falando uma fala em seguida só para mostrar que cada um tem certa participação. Mas tenho que dar parabéns a Babi, os diálogos dela são muito bons! Existem alguns diálogos um tanto desnecessários, mas acho que eles devem ser essenciais quando se trata de fanfics, porque necessita de interação com o leitor.
Quanto a personagens, preciso realmente desabafar. A personagem principal, a Amanda, é a personagem mais imbecil que já vi na vida! Não que ela não seja bem construída, porque ela é, mas são as atitudes dela que me irritaram profundamente, ainda mais quando me envolvi demais (além da conta) com a história. Tinha momentos que minha vontade era a de entrar no livro e dar um soco nela e falar para ela parar de ser tão idiota.
Mas, para compensar, Daniel é absolutamente encantador. Nunca vi um personagem tão cativante! Eu até achava completamente estranho os Marotos serem classificados como perdedores na escola, sendo que, em minha opinião, eles deveriam ser considerados os mais populares por serem divertidos e terem um estilo totalmente despojado. Toda vez que eu terminava de ler algum capítulo que Daniel aparecia e falava coisas lindas, eu ficava com cara de boba apaixonada, sério.
O que faltou de sensibilidade em Amanda, tinha em Daniel, eu conseguia sentir toda a tristeza dele, e muitas vezes, quase chorei com ele. Muitas vezes eu desejava que ele acabasse com Amanda e encontrasse outro amor de verdade, porque ela não merecia um cara tão incrível como ele. E eu absolutamente odiava todo o draminha que ela fazia, como se ele estivesse errado, sendo que era ELA! ELA!
Provavelmente você vai sentir um bocado de raiva quando ler o livro, mas leia pelo Daniel, sério. As cenas românticas são as mais lindas de todas e olha que isso é difícil de me agradar já que sou anti-romântica e anti-melosidade. Também leia pelos Marotos, porque os caras são incríveis e divertidos, tudo que faltava no Amanda e Cia (apesar de achar Anna, melhor amiga de Amanda, uma das mais maduras do grupinho, porque de resto, o negócio estava crítico).
Para finalizar, Sábado a Noite é realmente muito bem escrito, com um enredo bom, um pouco clichê, mas bem encantador. Babi Dewet merece parabéns por ter publicado sua fanfic, por ter feito esse trabalho sozinha sem precisar de editora e por ter lutado para que o livro ficasse conhecido. Já li um bocado de entrevistas sobre ela e gravo tudo como uma lição para mim, porque um dia pretendo publicar algum livro (quem sabe, alguma das minhas fanfics?). Sem falar, que a capa do livro é linda! Muitas pessoas perguntaram para mim que livro era aquele por causa da capa, que tenho que concordar, foi muito bem feita.

Neon Azul

Eu nunca tinha ouvido falar desse livro até recebê-lo pelo Booktour da Editora Underworld, mas o tema me chamou a atenção pela história ser sobre uma boate (ambientada no Rio de Janeiro, na Lapa) chamada Neon Azul onde abriga os mais estranhos visitantes, com uma mistura de sobrenatural com o que há mais de urbano, a história vai se desenrolando através de contos, cada um sobre um personagem.

O livro é simplesmente perfeito. A narração de Eric Novello é tão boa que você se sente tão inebriante naquela boate quanto os personagens. Por mais que a história seja dividida em dez contos, cada personagem tem uma ligação com outro, o que me deixava totalmente embasbacada a cada final de capítulo.

Os personagens são dos mais variados, com histórias bizarras e passados assombrosos, mas totalmente cativantes. A boate é comandada pelo o Homem, um sujeito peculiar, que se veste de branco com chapéu Panamá, está sempre rodeado por seguranças e ninguém sabe realmente quem ele é. Há também Armando, um homem que não consegue dormir e que cuida do Neon Azul (em minha opinião, um dos personagens mais legais), Oscar, um mendigo que tem um cachorro chamado Minotauro, Gabriela, Dita e Jéssica, ambas prostitutas, Lucas Moginie, um escritor que escreve sobre boates, Dionísio, um pianista, entre outras personagens fascinantes que vão se interligando ao longo do enredo.

Mesmo quando você termina de ler o livro, você fica com aquela sensação de mistério no ar, se sente confuso como se todas as perguntas não fossem realmentes respondidas. É realmente como se você tivesse bebido demais e acordado com ressaca, sem se lembrar o que aconteceu no dia anterior. Há certas horas que você não sabe se de fato os acontecimentos ocorrem ou se é apenas na cabeça dos personagens, até os toques sobrenaturais você fica em dúvida se realmente existiram ou não passa tudo de uma ilusão.

Outra coisa legal, é que o livro é um Romance Fix up, ou seja, você pode começar a lê-lo de qualquer capítulo, variando até ler todos, não importando a ordem que seguir, você sempre vai chegar ao mesmo lugar. E então? O que acha de se aventurar e se perder no Neon Azul? Da mesma maneira estranha que entrei na história, não quero sair mais.

Um Olhar do Paraíso





Título original: (The Lovely Bones)
Lançamento: 2009 (Nova Zelândia, Reino Unido, EUA)
Direção: Peter Jackson
Atores: Saoirse Ronan, Mark Wahlberg, Rachel Weisz, Susan Sarandon.
Duração: 135 min
Gênero: Drama


Quando eu decidi baixar Um Olhar do Paraíso, eu já sabia que o tema seria chocante, mesmo assim, eu ouvi falar tão bem do filme que decidi arriscar. A história é sobre Susie Salmon (a atriz é a linda da Saoirse Ronan), que mora na Pensilvânia, tem 14 anos, ama tirar fotos, é apaixonada por Ray, tem um pai que ama colocar barcos em garrafas, uma mãe que ama ler, uma irmã e um irmãozinho. Essa era sua vida até ela ser morta por um pedófilo de sua rua. Susie vai para um lugar que fica entre o céu e o inferno, sabendo que precisa seguir em frente, mas sem conseguir. Enquanto isso, no mundo dos vivos, seus pais precisam superar sua morte.
Susie é uma garota normal como todas as outras, e ao longo do filme, vai relatando todas as coisas que gosta e como tudo era antes de morrer. Não tem como não gostar da sua personagem e não se envolver com o que acontece com ela, que perde não só sua família, como perde a oportunidade de namorar um garoto que ela gostava tanto. O filme não tem tantas cenas fortes (tem algumas realmente tensas), e vai mostrando como as pessoas podem superar a morte e também a visão que temos de como seja o pós-morte e como ele está envolvido no nosso mundo físico.
Tudo que Susie sentia, era passado, de alguma forma para sua família e foi isso que ajudou na descoberta de seu assassino, que também estava atrás de sua irmã. O destaque dos personagens vai para o pai de Susie, que nunca desistiu de fazer justiça, sua irmã, que além de inteligente, foi super corajosa e Ruth, uma garota que consegue ver espíritos e tem uma participação muito especial no fim do filme.
O filme é fantástico! Adorei os efeitos visuais e a história lembrou-me um pouquinho o livro A Cabana, que tem um enredo mais ou menos parecido. É um desses filmes com histórias lindas e tristes que valem a pena serem assistidos.

Não compreendo

Sério, juro que não compreendo as pessoas. Até onde o ser humano virou uma coisa automática e sem vida? Do tipo que muda completamente como se certas coisas não importassem mais ou simplesmente aceita coisas novas e as abraçam de tal maneira como se fossem vivê-las para sempre sendo que vão trocá-las na próxima semana por outras coisas.
Como chegamos a tal ponto em que as pessoas tatuam símbolos do infinito no braço, colocam colares em seus pescoços, tweetam coisas de "Para sempre" sendo que não fazer nenhum esforço para isso realmente ser verdadeiro? As pessoas mal se conhecem e já falam "Eu te amo" ou "Você é especial para mim" sendo que é a maior mentira da história, porque atualmente tudo é tão efêmero quanto a areia de uma ampulheta de R$1,99. Todos se jogam em amores rápidos para sanar todo aquele sentimento de carência que tem, acreditando estar vivendo um amor que na verdade é uma mentira, um conforto, só para garantir a si mesmo que tudo está bem quando não está.
Sinto muito, mas não vou ser dessas. Não vou me jogar em sentimentos efêmeros, não vou procurar por momentos que na verdade são uma mentira, só para garantir a mim mesma que estou integrada. Cansei de acreditar nas pessoas, quando na verdade, elas são fantasmas, podem estar ao seu lado, mas no seguido momento, podem sumir. Cansei de correr atrás de pessoas que se esvaiem pelas minha mãos. Cansei simplesmente de acreditar na humanidade, porque recentemente acredito que ser humano, é ser cruel, porque a crueldade é humana. Então, torço para ser desumana. Por que até de ser eu mesma, já cansei.

Fotografia: algumas dicas

Como eu disse há um tempo, no meu curso de Design Gráfico estou aprendendo fotografia e para minha surpresa, está sendo mais prático do que técnico. Até chegou câmeras profissionais lá (seis lindas Nikon D90) para utilizarmos (vocês tinham que ver minha cara de criança como se tivesse visto um doce, quase tive um treco ao ver as câmeras). Esses dias aprendemos três coisas diferentes e precisávamos colocá-las em prática. Não sou nenhuma especialista em fotografia, mas vou ensinar o que eu aprendi com uma câmera compacta, que por incrível que pareça, não é tão inútil quando eu pensava.

1) Diafragma: é o que controla a abertura de luz na câmera, permitindo que entre mais ou menos luz de acordo com o que você quer. Na câmera compacta você poder mudar a entrada de luz clicando em Menu e depois procurando por EV, lá você poderá aumentar a entrada de luz até +2, ou diminuir até -2 dependendo da foto. Nas fotos abaixo, fiz o teste para mostrar como que fica.
Obturador: é o que determina a velocidade quando se tira a foto. Já ouviram falar sobre Light Painting? É a foto que eu coloquei no começo do post. Como o obturador demora mais para tirar a foto, você pega alguma coisa com luz e mexe, fazendo a câmera captar todo esse movimento. Você consegue esse efeito mudando para Crepúsculo na câmera (se você tiver uma Sony, naquela rodinha, o desenho é uma Lua), que demora mais para tirar foto.

3) Balanço de Branco: é quando você remove cores da foto. Vou tentar explicar melhor, sabe quando você quer tirar foto em um lugar iluminado e a luz é meio amarelada? Então, você tira a foto e seu rosto sai amarelo? O Balanço de Branco é uma forma de tirar essa luz amarela e deixá-la branca, assim você também sai em uma cor mais normal. Em câmeras compactas, você precisa colocar a câmera no modo ISO (de novo, se sua câmera for Sony, vai estar na rodinha) e depois clicar em Menu, vai aparecer WB (White Balance) ou Balanço de Branco mesmo. Lá terá algumas opções como Nublado, Luz Diurna, Incandescente e Fluorescente (dependendo da câmera, se não me engano, tem mais opções). De acordo com cada luz, você vai testando até a luz ficar branca, aqui em baixo, tem alguns exemplos e as diferenças. Geralmente, as fotos que ficam meio azuis são as escolhas erradas para a luz da foto, mas podem valer como efeito, se quiser usá-lo.

Espero que tenha ajudado de alguma forma, principalmente quem tem câmera compacta. Conforme eu for aprendendo mais dicas sobre fotos, irei postando aqui :D

Novidades, Presentes e Passeios

Vocês não tem ideia da minha felicidade quando chegou dois pacotes para mim pelo correio esses dias! Eu havia ganho duas promoções e fiquei super feliz e ansiosa pela chegada dos meus presentes. O primeiro eu ganhei no sorteio do blog da minha parceira, Vanessa, do This Adorable Thing. Veio cinco marcadores de página: um do livro Paixão e Liberdade, 2012, Orgulho e Preconceito e Zumbis, O Último Olimpiano e O Mestre dos Dragões Vermelhos. Também ganhei um postal e um cartãozinho do livro Firelight, mais dois livretos, um da Flavia de Luce e o Mistério das Tortas e outro d'O Palácio de Inverno. E veio um recadinho lindo da Vanessa junto! *-*

Outra coisa que eu ganhei era um livro que queria faz tempo. Participei da promoção da @RevistaCrase e ganhei o livro Sábado a Noite da Babi Dewet mais um marcador. Lembro que faz muito tempo, uma amiga minha, fã de McFly, indicou-me essa fanfic interativa da Babi para ler e por eu não conseguir colocar aquelas caixinhas para completar com seu nome, acabei lendo o primeiro capítulo e desistindo. Então quando descobri que a fanfic virou livro, fiquei decidida a ler! Eu também amo escrever fanfics (só que no meu caso, é sobre o Tokio Hotel), então identifiquei-me um bocado. No livro, veio um autógrafo da Babi para mim, é o segundo livro autografado que consigo e acho que isso torna tudo mais mágico.

Uma das coisas que está na minha lista de 101 coisas em 1001 dias era de comprar um novo celular. Eu meio que coloquei aquele item só porque eu não tinha muita ideia, porque eu não dava muito a mínima para celular, sempre deixava o meu em casa ou esquecia de carregar a bateria. Tive um V3 rosa e outro roxo por cinco anos e por mais que os achasse esteticamente bonitos, eles não eram muito bons e nem músicas cabiam direito ):
Então, finalmente, comprei um Samsung GT-S3350 que além de ser muito lindo, também tem Wi-Fi, rádio e cabe muuuuitas músicas! Estou apaixonada por ele e não consigo me desgrudar. Sem falar que agora posso entrar na internet de vez em quando nele! :D

E por último, no mesmo dia que comprei meu celular, decidi dar uma passada na Saraiva só para ver umas novidades de livro. Eu sei que não deveria ter ido porque é uma tortura entrar lá sabendo que não vai comprar nada, mas a loucura por livros é maior. Conclusão: quase morri por não querer mais sair de lá. QUANTOS LIVROS! Eu olhava para todos e falava "QUERO ESSE, E ESSE TAMBÉM, AIMEUDEUS, MÃE! ESSE É TÃÃÃO LEGAL... ah, esse aí não vale a pena nem comprar... OLHA AQUELE, ESSE É BOM!". Só de passar a mão neles eu já sentia-me mais feliz, igual a Liesel d'A Menina que Roubava Livros. Então, para não sair de mãos abanando, decidi pegar mais uns marca folhas para minha coleção, mas não adiantou muito, porque quando abandonei a loja, senti-me vazia, como se uma parte de mim tivesse ficado junto dos livros, lá dentro.

Austin Kleon

Eu estava dando uma olhada em um dos meus blogs favoritos, o Cookies, Papel e Tinta da Irena Freitas e dei de cara com um post sobre esse escritor e artista chamado Austin Kleon. No post de Irena, havia o link para umas dicas que ele dá em seu blog para quem quer ser artista e escritor. Quem me conhece, sabe que sonho em ser escritora e como sofro com problemas de inspiração e vontade, sempre acabo ficando com raiva de mim por não conseguir escrever algo realmente bom e do meu agrado. Além de que hoje, fiquei totalmente desanimada ao descobrir nas aulas de Literatura que Fernando Pessoa escreveu cerca de 50 poesias com seu heterônimo Alberto Caeiro em uma noite (ou dia, sei lá), ou seja, algo que eu nunca conseguiria já que no máximo, em um dia de muita inspiração, escrevo no máximo umas quinze páginas ou até menos.
Outro problema que tenho é que quando estou em São Paulo, não tenho muita vontade de escrever porque sempre tenho muitas coisas a fazer e mesmo quando tenho tempo de sobra, fico no computador perdendo tempo precioso em horas de ócio. Só quando viajo para o interior, que estou longe de qualquer tecnologia além do meu notebook sem internet é que ponho-me a escrever um bocado e desenfreadamente.
Tudo bem, não é sobre mim que quero falar, é sobre o post que Austin Kleon fez, que apesar de ser em inglês, é ótimo e vale a pena ler! Se você não sabe inglês ou tem dificuldade, faça como eu que tenho preguiça de ficar lendo em inglês e traduz tudo de uma vez no Google que dá para entender apesar dos erros. As dicas que ele escreveu são realmente muito boas e fizeram-me até ficar com vontade de escrever alguma coisa ou me dedicar a alguns projetos que eu tenho em mente (e que só ficam na minha mente, nunca passam para a ação). Sem falar que me fez ficar com saudade da época que eu escrevia com lápis e papel, ficava dias direto só escrevendo até meu dedo ficar em carne viva e impossibilitado de escrever mais (loucura para quê, não é?).
O negócio é que além de Austin escrever bem, ele também é um poeta super criativo. Sabe como ele escreve seus poemas? Ele pega uma folha de jornal, risca ela toda de preto e só deixa as palavras que lhe interessa, assim, ele cria um poema. Ou melhor, copia, como ele mesmo fala nas dicas.

Ele fala nas dicas sobre cópias e sobre se basear em livros e outras coisas que você gosta. Eu sempre tenho esse problema, medo de escrever algo parecido demais com livros que eu amo ler (e o pior que já fiz isso). Acho que não é falta de criatividade, é que você gosta tanto, mas tanto de algo, que você quer escrever na mesma linha e sai algo parecido. De qualquer forma, acho que não importa se seu livro vai sair magnífico, o que importa é se você realmente gosta do que escreve e isso acontece comigo. Muitas vezes, paro tudo que estou fazendo e decido ler minhas fanfics porque gosto realmente delas.
Então, para quem quer ser escritor, pintor, músico, desenhista, designer, ou simplesmente, artista, dê uma olhada no site e aprenda um pouquinho com quem entede como ser um.

O Verde Violentou o Muro

Depois de muito tempo sem escrever uma resenha e de falta de tempo para ler, consegui terminar esse livro. O principal motivo de eu ter escolhido O Verde Violentou o Muro dentre os milhares de livros pendentes é porque a história se passa na Alemanha, que é meu segundo país favorito (depois do Japão, o Brasil não conta, porque é minha pátria e de qualquer forma é meu país favorito e não tenho nada a reclamar quanto a isso) e o segundo motivo é que se passa na época do Muro de Berlim, uma das épocas que eu mais tenho interesse, depois da Segunda Guerra Mundial.
O livro não possui uma trama nem uma história ficcional porque é nada menos que um diário do escritor brasileiro Ignácio de Loyola Brandão durante a época que ele viveu na Berlim Oriental ou também conhecida como socialista. O sortudo foi pago para viver lá durante um tempo só para escrever um livro e entre outras coisas legais que ele vai fazendo ao longo de sua narração.
Por mais que pareça chato, eu achei o livro totalmente incrível, eu não tinha ideia de como era a Berlim socialista, pensava que era algo ruim, mas ela é tão normal quanto a capitalista tirando algumas características marcantes. Mesmo eu nunca tendo ido para a Alemanha (infelizmente), adorei acompanhar Ignácio pelas ruas, museus, livrarias, jardins, por todo aquele lugar que atrai tanto a minha atenção. Sem falar que ele cita um bocado de escritores alemães que eu adoraria muito ler e também dá para aprender umas palavrinhas alemãs.
A leitura é bem fácil, algumas muito bem humoradas e outras explicando tudo que se passa na Berlim socialista e também fatos históricos como a Segunda Guerra Mundial, Hitler e como tudo isso influenciou a situação da Alemanha naquela época. Para quem gosta de viajar com os livros para diversos países como eu, de História e também ler diários cotidianos sem muita ação, vão se deliciar com esse livro fantástico. Acho que preciso ler mais livros desse escritor, principalmente Zero.