Fahrenheit 451

Eu amo livros em que o assunto principal é nada menos que livros. A capa de Fahrenheit 451 chamou-me bastante a atenção, juntamente com o nome, mas só tive vontade de ler, quando vi sua sinopse. A história é sobre Guy Montag, um bombeiro que queima livros. Isso mesmo, na época no qual se passa a história, livros são proibidos e quem os tem e os lê, tem a casa queimada juntamente com eles por nada mais e nada menos que bombeiros. Tal proibição surgiu porque livros fazem as pessoas pensarem e verem como de fato a vida é, sem os livros, você simplesmente aceita os fatos que a televisão lhe diz e torna-se mais “feliz”.
No caso de Guy, ele simplesmente amava queimar livros e não tinha interesse neles até conhecer Clarisse, uma adolescente que prefere ficar prestando atenção nos pequenos detalhes da vida a ficar na frente da televisão e ser manipulada. Outra pessoa que mudou a vida de Guy foi uma velha que preferiu ser queimada com seus livros a viver sem eles. Foi isso que fez o personagem principal acordar e se questionar o que tinha de tão importante nos livros e porque ele não se sentia tão feliz como deveria.
A ambientação do livro no futuro é incrível! Não tem carros voadores nem todos aqueles detalhes dignos de Star Wars, mas há um bocado de coisas realmente criativas. A mulher de Guy, Mildred, vivia conversando com seus familiares de mentira, ou seja, as paredes da casa simulavam pessoas que conversavam com ela, para ela não ficar tão sozinha. Há também a apresentação do Sabujo Mecânico, um cão robótico monstruoso que consegue perseguir qualquer coisa a partir do seu cheiro.
A narração do livro também é muito bonita, um tanto rebuscada e cheia de metáforas o que deixa tudo um tanto confuso, mas dá para ler sem muitos problemas. Há frases no livro tão incríveis e filosóficas que minha vontade era de anotar todas, principalmente sobre a importância dos livros e o amor que muitos sentiam por eles, assim como eu. Também fala sobre a importância das pessoas e como cada uma deixa sua marca no mundo, dependendo do que ela fazia.
Na versão que eu li no livro, no final, há uma mensagem do escritor Ray Bradbury muito boa! Sempre me senti um tanto insegura ao escrever, com medo de que as pessoas não gostassem e Ray mostra como cada um tem um jeito de escrever e que não deveria mudar nunca de acordo com o que as outras pessoas pensam. Não tenho nem críticas sobre o livro, sobre a forma que ele me chocou e como amei lê-lo! Fahrenheit 451 é realmente um livro perigoso, daqueles que muda seu jeito de pensar e faz analisar a vida de outra forma.

7 Comentários:

  1. Oi flor,
    Eu cheguei ver esse livro para troca lá no Skoob e quando eu li a sinopse eu achei super interessante. Mas não tinha lido nenhuma resenha dele. Aí achei a sua.. e realmente o livro parece ser muito bom.
    Adorei, viu..

    bjinhuxxx
    Eu li e divulgo - http://euliedivulgo.blogspot.com/

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  2. Realmente, essa capa é ótima!
    Não conhecia esse livro, adorei!
    Principalmente por ser um dos temas que mais me chamam a atenção. =)
    Ótima resenha! ^^
    Beijos!

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  3. Nunca tinha ouvido falar
    parece ser bom *_*

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  4. tem tantos livros na minha lista, preciso começar! obrigada pela dica! bjoks

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  5. Ei Dasty,

    Eu já ouvi falar sobre o livro, mas ainda não tive a oportunidade de ler. Gostei muito da resenha, fiquei curiosa.

    bjo

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  6. Puxa vida achei muito interessante a história desse livro e claro cada livro é único e em cada um deles você acaba aprendendo coisas novas e maravilhosas. E também por mostrar o quando podem ser cegos aqueles que tem as mais belas paisagens a sua frente e não dão a minima para isso.

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  7. Eu já tinha visto este livro, em algum lugar, não lembro onde, apesar de ter gostado da capa, nunca me interessei, pensando ser livro de ficção cientifica, gênero que não gosto muito.
    Mas agora que li sua postagem, fiquei mega interessada em ler, e vou vê se compro ele. *-*
    Não gosto muito de pegar livro emprestado, seja em biblioteca ou com algum parente ou amigo, acontece que eu tenho uma mania louca, que é de marcar com caneta marcador (rosa) as partes que mais gosto. (normalmente, é uma fala do personagem ou do narrador)

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