Lua das Fadas

Eu não me lembro muito bem em que parte do livro está, mas li uma frase que fez todo o sentido: "Você não escolhe um livro, o livro que escolhe você". Foi mais ou menos desse jeito que Lua das Fadas de Eddie van Feu foi parar em minhas mãos. Eu estava fazendo compras em um mercadinho próximo de casa, onde tem uma banca junto e decidi dar uma olhada nas novidades. Olhei os mangás (fiquei realmente tentada em comprar um, mas atualmente estão tão caros que nem vale a pena), as revistas sobre bandas, a Veja, a Mundo Estranho e outras revistas fora do comum até que parei na seção Wicca. Sou agnóstica como já falei, mas sempre me interessei por magia a ponto de ler e assistir um bocado de coisas sobre isso, então, no fundo, no fundo eu sempre quis conhecer um pouco mais sobre Wicca.E lá naquela seção me deparei com esse livro de capa magnífica!
Peguei-o e decidi ler a sinopse, achei bem interessante e logo de cara já percebi que era um livro Wicca, mesmo assim, não quis comprar porque nunca havia ouvido falar sobre ele e pensei que poderia me arrepender. Grande engano. Quando cheguei em casa, comecei a pesquisar um pouco mais e achei que realmente teria valido a pena comprá-lo. Jurei que a próxima vez que eu fosse ao mercado, eu iria comprá-lo.
Não demorou muito e já tinha o livro em mãos! No começo, eu achei-o um bocado bobo, sabe? Pensei que realmente iria me arrepender de tê-lo comprado, mas Eddie falava tanta coisa no livro que eu me identificava que decidi continuar até o final, gostando ou não. Acabei me apaixonando pela história, de verdade, a ponto de chorar em algumas partes e ficar deslumbrada em outras. Eu sou apaixonada por livros fantasiosos, com fadas, duendes, elfos, entre outros, sem falar na cultura irlandesa e celta, por isso o livro ganhou muitos pontos comigo. O livro é simples, talvez faltou alguma coisinha nela (é que eu sou chata e exigente mesmo), mas ele trouxe tanta nostalgia para mim, que não posso reclamar. Realmente me fez lembrar da minha infância!
Mas afinal, do que se trata o livro?
A história é sobre Bianca, uma garota que adora a religião Wicca e juntamente com sua amiga Analice decidem brincar de Ouija (sabe aquele tabuleiro que você faz pergunta para espíritos com um copo? Então, Ouija é isso mesmo), o problema é que enquanto faziam isso, Analice acabou desaparecendo sem deixas rastros. Desesperada, Bianca tenta descobrir uma forma de resgatar a amiga e tem certeza de que ela está em mundo paralelo como o Mundo dos Mortos. Através das dicas, que uma pessoa misteriosa está deixando, ela descobre que sua amiga está no Mundo das Fadas (que é bem mais terrível do que aparenta) e vai atrás dela. Nessa aventura, ela conta com a ajuda de um anjo chamado Zacariel, e os dois vão passar por poucas e boas até descobrir o que aconteceu com Analice.
Eu adorei o Mundo das Fadas! Ainda mais por saber que ele não é tão fofo e bonitinho como nós geralmente pensamos. Lá abriga criaturas terríveis como a Corte Unseelil, formada por goblins que amam torturar seres mágicos e também gigantes que matam sem pensar duas vezes. Achei também muito criativo os obstáculos que Bianca precisou passar para conseguir informações e objetos que necessitava para concluir sua missão. Simplesmente estou encantada com esse livro!
Quando você terminar o livro e pensa que a história acabou, Eddie ainda nos presenteia com um conto sobre o passado de Zacariel, o que ajudou a entender um bocado sobre a história e completar algumas lacunas. Gostei realmente dos personagens principias, de Bianca, que parecia bobinha no começo e se mostrou realmente corajosa e Zacariel, que por mais que não parecesse realmente um anjo para mim (afinal sou daquelas que acham que anjos devem ser desprovidos de qualquer sentimento, sabe?), adorei seu jeito diferente de lidar com a situação, mostrando não só suas falhas como também suas qualidades. Outra coisa que gostei muito foi a capa e as ilustrações que tem no meio do livro, feitas pela Carolina Mylius! Segue algumas imagens:




Quem quiser saber mais informações sobre o livro (que é brasileiro, esqueci de informar isso), pode encontrar no site da autora ou no blog do livro.

Jogos Vorazes

Eu nem acredito que terminei de ler Jogos Vorazes. Não porque foi difícil terminá-lo, mas sim porque a cada capítulo eu hesitava, com medo de prosseguir e presenciar cenas que eu não queria ver. O livro deixou-me totalmente chocada e deslumbrada com essa história magnífica! Uma das melhores histórias que já li!
A história se passa no futuro, onde os Estados Unidos foi dividido em 13 distritos, cada um cuidando de algo importante como carvão, agricultura, grafite, pomares, entre outros. A Capital que controla todos os distritos e isso se intensifica mais quando o 13º distrito se rebela contra a Capital e é aniquilado. Desde esse acontecimento, a Capital faz os Jogos Vorazes para lembrar a todos do ocorrido e evitar mais rebeliões. Todo ano, um garoto e uma garota de cada distrito são escolhidos para se enfrentarem nos Jogos Vorazes até que apenas um sobreviva e ganhe toda a glória. É nesse mundo que vive Katniss, uma garota que caça com seu melhor amigo para manter sua mãe e irmã viva. No dia que sorteiam a nova garota que vai participar dos Jogos, a escolhida acaba sendo sua irmãzinha e Katniss decide substituí-la para que esta não morra. O outro escolhido é Peeta, o filho do padeiro, por quem Katniss tem uma grande dívida.
A primeira coisa que você precisa saber sobre os Jogos Vorazes é que são de fato terríveis. Os participantes precisam matar uns aos outros e sobreviverem nas florestas, que escondem desde animais terríveis até armadilhas feitas pelos organizadores dos jogos. Não tem como ser arrastado para essa narrativa por Suzanne Collins, ela escreve tão bem, mas tão bem que não tem como você não se envolver, como você não sentir medo, fome e frio igual aos personagens. A história, de fato, não é grandiosa, mas Suzanne conseguiu transformá-la em algo incrível, cheia de detalhes!
Katniss decididamente entrou para minha lista de personagens favoritas, ela é tão digna de Suzannah Simon (a personagem de Mediadora e minha favorita) que quase conseguiu superá-la com sua incrível capacidade de sobrevivência, sem falar na sua astúcia e experiência de vida (que sempre foi muito difícil e pobre). Em compensação, Peeta não me chamou muita atenção, talvez por ser o contrário de Katniss. Enquanto esta é durona, ele é mais tranquilo, mas extremamente corajoso e tenho que dizer que um doce. Tenho certeza que ele realmente ama Katniss e dou créditos a ele por isso, por tudo que ele fez e pelo que tento fazer, afinal Peeta fez coisas muito além da sua capacidade.
Outros personagens que gostei muito foram Cinna, Rue e Gale. Cinna, que é um homem, é estilista de Katniss, ele que a arruma para ser apresentada antes dos Jogos Vorazes a todo o povo de Panem (o país, antigo Estados Unidos). Ele foi muito gentil com Katniss, se tornou realmente um amigo, sem falar que gostei tanto dele a ponto de desejar que ele ficasse com Katniss no final. Coisa muito estúpida da minha parte. Rue é uma das garotas que participa também dos Jogos Vorazes, ela tem doze anos (se não me engano) e Katniss a acolhe como sua irmã, uma ajudando a outra durante o jogo. E Gale, que é o melhor amigo de Katniss, por mais que ele aparecesse pouco, achei que a personalidade dele destacou-se mais do que a de Peeta.
Sei que ainda há muita coisa a ser descoberta, porque a história é uma trilogia e muita coisa a ser julgada por minha pessoa, mas, a única coisa que sei é que preciso ler os outros livros. Preciso saber o que vai acontecer não só com Katniss e Peeta, como também com os outros personagens. Faz tempo que não lia um livro tão bom como esse, ainda mais voltado para adolescentes já que a maioria conta a história de uma garota boba que se apaixona irrevogavelmente por algum cara sobrenatural e lindo de morrer. Outra coisa que eu gostei, é que a história não ficou tão voltada para um romance, por mais que tenha. Isso mostrou que um livro pode ser bom sem toda aquela babação de ovo que geralmente tem.

Capitães da Areia

Voltei com as resenhas de livros! É que finalmente tudo anda mais calmo, principalmente com a aproximação das férias, então deu para acabar de ler Capitães da Areia, que além de ser um clássico da literatura brasileira também é um dos livros da Fuvest. Eu já tinha plena certeza que iria gostar do livro, por ter uma leitura mais fácil e falar de um tema bastante polêmico que são os meninos de ruas. E não me enganei quando cheguei ao final.
A história é sobre um grupo chamado Capitães da Areia, um bando de garotos abandonados, sem família, que fazem de tudo para sobreviver pelas ruas da Bahia. O livro destaca vários personagens como o líder Pedro Bala, um garoto loiro, com um corte no rosto que é muito esperto e perdeu seu pai quando este foi morto em uma greve. Também há João Grande, um negro enorme e não muito esperto, mas com grande coração. Sem-pernas, um garoto coxo que guarda um grande ódio no coração por nunca ter tido carinho nem família. Professor, um garoto que gosta muito de ler e tem o grande dom de desenhar. Pirulito, um rapaz que se tornou totalmente devoto a Deus por causa da intervenção do Padre José Pedro. Volta-Seca, afilhado do cangaceiro Lampião que sonha em lutar ao lado do seu padrinho. Gato, um rapaz bonito e bem arrumado que tem um caso com uma prostituta. E por fim, a única garota do grupo, que chega um tempinho depois: Dora.
O estilo que Jorge Amado escreve é bem diferente do que eu estava acostumada, mesmo assim eu gostei muito. Ele repete um bocado de informações, como se fosse pensamentos confusos dos personagens e dando mais ênfase em certas partes. Tudo é descrito de forma tão realista, que realmente parece que você está dentro do livro e convive com isso todos os dias. É realmente uma viagem a Bahia. Há também cenas um bocado tensas e mostrando realmente a realidade como tal é, por mais que seja um livro antigo, relata o sexo, estupro, jogos e toda a vida cruel e malandra dos meninos de rua.
Acho que o personagem, que ao meu ver, mais chamou minha atenção foi o Sem-pernas. Acho que Jorge Amado deu um aprofundamento maior nele, mostrando como ele agia por fora e como de fato era por dentro. Por mais que Sem-pernas fosse um garoto bravo e que gostava de zoar os outros, ele camuflava seu ódio, a insatisfação, a solidão e suas fraquezas. Certa vez, ele foi pego por policiais que ficaram o torturando por causa do seu defeito na perna e isso acarretou uma raiva e uma vontade de vingança enorme nele.
Outro personagem que gostei muito foi Dora, acho que por ser uma das únicas personagens femininas e também por mostrar que isso não a difere dos outros Capitães da Areia. Ela mostrou sua coragem e ainda cuidava de todos os garotos, como uma mãe e uma irmã. Achei também lindo o seu romance com Pedro Bala e a parte que ele fala sobre as estrelas , procurando Dora nelas.
Sei que muitas pessoas tem relutância em ler clássicos da literatura, mas Capitães da Areia decididamente não vai ser um problema. A história agrada, os personagens agradam e você não vai ter dificuldade nenhuma com palavras difíceis, já que há um bocado de linguagem coloquial. Simplesmente adorei ler o livro e fico inconformada por não ter conseguido terminar antes!

Desafio Ghibli

Eu vi essa desafio no blog Enchantime, no seguinte link e isso me fez lembrar de um desafio que eu tinha feito a mim mesma, mas até agora não consegui concluir por falta de tempo. Vou tentar, nas férias, assistir alguns dos filmes do estúdio Ghibli . Atualmente já assisti alguns, mas são bem poucos, de qualquer forma, vão entrar para a lista. Eu ia escrever resenhas sobre eles, só que fiquei com preguiça e acho que nenhuma resenha vai poder explicar o quão magnífico são esses filmes. Para entender, tem que assistir.
Começo: não vai ter, afinal já comecei.
Término: Fim das férias, não sei a data.

Tonari no Totoro
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A Viagem de Chihiro
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Ponyo
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O Castelo Animado
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O Serviço de Entregas de Kiki
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O Retorno dos Gatos
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Karigurashi no Arrietty
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Contos de Terramar
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Princesa Mononoke
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Whisper of the Heart
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Pom Poko
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Ocean Waves
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Porco Rosso
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Only Yesterday
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Túmulo dos Vagalumes
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Laputa: O Castelo no Céu
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Nausicaä do Vale do Vento
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Uma longa história. Quem sabe uma grande história.

Recentemente descobri uma antiga paixão que parece totalmente nova. Não estou falando de uma pessoa, estou falando de uma ação ou um hobby e é com essa que vos digo que é nada menos e nada mais que... teatro. Desde pequena eu amava quando uma professora apresentava a proposta de fazermos um teatro bobinho sobre algum livro ou qualquer coisa do tipo. Lembro que eu sempre era uma das principais, não porque tinha talento, mas porque conseguia decorar facilmente e rapidamente muitas falas. E tenho que concordar que gostava muito e que não tinha a mínima vergonha. Teve até uma vez que precisava chorar e como eu era incapacitada, decidi passar Vic embaixo dos meus olhos para arder e soltar lágrimas. O problema é que mesmo assim eu não conseguia chorar, o que me fez colocar Vic diretamente no meu olho, que ardeu em instantes e não parei mais de soltar lágrimas haha (depois perde a visão e não sabe porque).
O problema é que depois dos 13 anos, não houve mais nada de teatro e eu até me esqueci de que gostava tanto disso. Também foi a época que comecei a escrever e me dedicar a ser escritora, o que me fez largar muitas outras coisas que eu gostava também como desenhar. Outra coisa que mudou foi que cada vez mais eu ficava introvertida, aquela garota que fazia amizade facilmente com qualquer pessoa hoje foge de diálogos com estranhos.
Na minha escola, todo ano o Terceiro Ano do Ensino Médio precisa criar um teatro e trabalhar o ano inteiro nele para apresentar por volta de Outubro. Eu já tinha a ideia perfeita para o teatro, já tinha todo o roteiro em minha cabeça e queria realmente escrever a peça e não queria atuar, pois meu sonho é ser escritora, não é mesmo? O problema é que minha ideia perdeu na votação e isso acabou um bocado comigo. Eu não tinha mais vontade nenhuma de escrever o roteiro, mesmo assim, queria poder tentar mesmo sem ter inspiração nenhuma. E novamente outra pessoa foi escolhida para trabalhar no roteiro (o que agora eu achei uma ideia perfeita, já que é bem trabalhoso e me faltaria tempo para me dedicar a isso).
O que me restava agora? Atuar. Então me candidatei para alguns dos papéis principais e... nada. Não ganhei novamente na votação (olha que pessoa popular). Por consideração do professor, ele me deu um papel pequeno de duas falas e eu dançava em uma das cenas. Mesmo assim, eu me sentia um bocado infeliz, ia nas aulas de teatro, mas passava a maior parte do tempo só assistindo tudo e não fazendo absolutamente nada. Decidi colocar a culpa na peça, alegando que não era boa, que era melhor eu me dedicar a escola, a etec e ao curso do que em um teatro bobo que não daria certo. O sonho que eu tinha de um teatro perfeito, tinha sumido. Tudo que eu havia planejado, não dera nada certo e não me via em nenhum daqueles papéis e em nada daquela história.
Foi quando minhas amigas comentaram comigo que achavam o papel principal a minha cara. É claro que eu tive que rir, a personagem não tinha NADA a ver comigo. Mas aquilo ficou martelando na minha cabeça, afinal não era eu que escrevia personagens de livros e fanfics que eram totalmente o contrário de mim? Não era eu que era fã de garotas problema? Só que já tinha uma pessoa fazendo o personagem principal, o que significava que não adiantava nada eu tentar.
Até que aconteceu uma coisa que até hoje não acredito que aconteceu, é algo meio contra as leis que regem o meu mundo, já que geralmente TUDO acontece o contrário do que imagino e planejo. A garota que fazia a personagem faltou no ensaio e precisavam de alguém para substituí-la só naquelas cenas. Minhas amigas começaram a insistir para que eu tentasse e eu fiquei morrendo de medo, medo de não conseguir, medo de ser zoada, medo das pessoas falarem "O que diabos ela está fazendo ali? Saia daí e deixe outra pessoa melhor substituir a principal!". E aposto que muitas pessoas pensaram isso quando me viram no palco, dizendo que eu iria substituir a garota que faltara.
Eu não tinha as falas decoradas, mas sabia como fazer a maioria das cenas já que eu só assistia e não fazia quase nada. Por isso, me deram o roteiro e lá fui eu. As palavras estavam diante de mim e eu sempre soube o que fazer com elas, sempre amei as palavras mais do que qualquer coisa. Elas estavam escritas, eu só precisava dar vida a elas, só precisava trazê-las para a realidade. Na primeira fala que li e atuei, recebi uma salma de aplausos que nunca pensei que receberia na minha vida. Todos ficaram boquiabertos, afinal eu não sou a menina quietinha, nerd e introvertida?
A vergonha sumira. O medo sumira. Não existia mais nada naquele palco além de mim mesma, ou melhor, da pesonagem que era eu. Eu não era mais Danielly Stefanie ou a Dasty-Sama da Internet, eu era a pesonagem e sabia que ela não tinha medo e nem vergonha naquele palco, ela apenas fluía.
Aquele difícil começo sumira e eu continuei atuando facilmente durante o resto do ensaio, mostrando uma "eu" que eu desconhecia, que eu não sabia que existia. Talvez todas as emoções que eu engolira durante anos de repente vazassem para todos os lados preenchendo a personagem e as emoções dela. A minha hipocrisia também havia morrido. Consegui perceber que a peça não era ruim, eu que estava chateada por não ter nada para fazer. E foi naquele instante que eu percebi que mesmo se eu continuasse com meu pequeno papel, eu me sentiria a pessoa mais feliz por estar em um palco.
A verdade é que a garota que fazia a principal não estava se dedicando muito, não atuava direito e muitas pessoas estavam insatisfeitas com isso. No fundo, eu ansiava por conseguir o papel, eu ansiava em sentir aquela euforia novamente, de libertar tudo que eu havia guardado e me sentir tão leve quando uma pena. Não era mais teatro para mim, era uma espécie de catarse não só mental, como física e até espiritual. Ou talvez, eu esteja apenas exagerando. A única coisa que não é exagero é que aquele dia ainda me faz sorrir e me preencher de uma felicidade tão grande!
Então, foi ontem que aconteceu outro episódio que me fez sentir impressionada comigo mesmo. O nosso teatro é um musical, a e única diferença entre um ator de novela e um ator de musical é que você tem que passar emoção quando cantar, mostrar do que a música se trata através das emoções. Como praticamente ninguém sabe cantar, nós vamos dublar (ninguém aguentaria minha voz de taquara rachada) músicas em inglês, o que exige um pouco mais de nós, afinal a maioria das pessoas não vai entender a letra e só vai enteder do que se trata através de nós.
A garota que faz a personagem principal não estava conseguindo fazer a cena que, em minha opinião, é uma das que mais exigia emoção. Foi quando um garoto da minha sala falou: "Professor, porque você não deixa a Danielly fazer?". Então, eu congelei. Eu não esperava que me chamassem logo nessa cena. "Você viu o vídeo que eu coloquei no Facebook?", o professor perguntou para mim, já que muitas das nossas danças são baseadas em vídeos, pois não temos dinheiro para ficar contratando coreógrafos. Eu não tinha assistido, mas eu havia uma carta na manga muito maior que qualquer vídeo do Youtube poderia me proporcionar. Tenho a mania de quando ouvir uma música animada, de criar uma coreografia para ela em minha cabeça. Isso também vale para vídeo clipe.
Claro que não sou coreógrafa e dançar nunca foi meu forte, pareço mais uma desembestada. Mesmo assim, eu menti, falei que vi o vídeo, se não, ele não me deixaria tentar. O professor me mandou mostrar e fui tremendo dos pés a cabeça, não fazendo ideia do que poderia fazer, do que sairia. Pensei até que iria fazer merda, que ninguém mais me acharia boa o suficiente para o papel.
Não havia música. Havia apenas o professor cantando e a letra e o ritmo que eu decorara. Novamente, deixei de lado meu medo, minha vergonha e a única coisa que ficou foi a adrenalina e os tremores em minhas pernas que não parariam por nada nesse mundo. E dancei. Fiz o que havia imaginado em minha cabeça, o que eu me lembrara de fazer e o que eu poderia fazer para mostrar do que a música se tratava. Não sabia se estava fazendo papel de idiota, mas continuei, afinal eu não via minha sala me olhando, eu não via nada, não me lembro de ter visto o rosto de ninguém.
Quando terminei, totalmente ofegante e ainda tremendo, ouvi o professor falando para a garota "É assim que você tem que fazer, foi muito bom!". Por um momento, pensei que fosse apenas consideração, então voltei para o meu lugar e abaixei a cabeça tentando processar tudo que havia acontecido, o nervosismo voltara. Mas logo fui bombardeada por minhas amigas falando que eu fora ótima, incrível! E minha vontade era de chorar, por ter conseguido, por ter ido bem e por terem gostado. Era a mesma sensação de quando eu recebia comentários lindos das pessoas que liam o que eu escrevia. Era uma satisfação enorme.
Eu ainda não consegui o papel. Não sei se vai acontecer, mas acho que pode estar perto, ou apenas eu esteja sendo um bocado sonhadora. O que eu quis dizer com esse texto gigante que provavelmente ninguém vai ler é que você é capaz. Você é capaz de fazer o que quiser. Eu sempre fui assim, sonhando que podia fazer qualquer coisa, mas quando chegava a hora, eu fraquejava, achando que não conseguiria. Eu tenho medo de tentar e aposto que várias pessoas também. Antes do teatro, eu achava que o problema era ele, mas era eu. Eu que me achava incapaz e até egoísta.
E sabe qual o melhor de tudo? Antes ninguém iria me querer no papel caso eu me candidatasse. Hoje a maioria me apóia. Não espere por apoio de ninguém, consiga o apoio, faça o seu melhor sem esperar que as pessoas fiquem do seu lado. Primeiro você tem que confiar em si mesmo para depois os outros confiarem em você.
Talvez, há alguns meses, eu acharia esse texto a maior babaquice do mundo. Hoje, eu penso que não só milagres acontecem, como nós mesmos podemos fazer um milagre. Nós nascemos com uma estrela dentro de nós, mas só poucos conseguem fazê-la brilhar. Faça sua estrela brilhar. E se nada der certo, saiba que uma hora vai dar e de um jeito muito bom que você nem imaginava.

PS: Desculpe pelo texto grande, acho que foi mais um desabafo.
PS2: Espero sinceramente que eu não vire escritora de auto-ajuda, acho esses livros os mais bobocas do mundo.

Eduardo e Mônica



Quem tem twitter, já deve ter percebido que nos Trending Topics, um dos assuntos mais falados é o tal filme/propaganda Eduardo e Mônica. A propaganda baseada na música do Legião Urbana anda fazendo sucesso e realmente, se vocês clicarem no play aí em cima vai entender o porquê :D

Nail Art

1) Esmalte Melancia da Coloroma e Craquelado Preto da Mohda:
2) Preto Fosco da Risqué com francesinha Metal Glam da Impala:
3) Militar da Colorama e francesinha Verde Palmeira da Colorama:
4) Verde Água da Colorama (bolinhas também) e Renda da Risqué: