Um anime para bookaholic: Dantalian no Shoka

Sei que muitos dos que acessam esse blog e procuram dicas literárias não se interessam nem um pouco por animes. Mas como sou uma pessoa de fases, e minha fase otaku voltou com tudo, não posso deixar de falar de anime que agradará também os bookaholics.
A história é sobre Hugh Anthony Disward, um jovem rapaz inglês que herda uma mansão enorme de seu avô. Ele viaja até lá e descobre na biblioteca uma garota chamada Dalian que conta a história da Biblioteca Mística de Dantalian, um lugar onde há 900.666 livros demoníacos que se caírem em mãos erradas acarretará diversos problemas. Como guardiã do portal, ela e Hugh irão desvendar vários mistérios, resgatar livros e usar os mesmos para ajudar pessoas.
Já no primeiro capítulo você percebe que o foco será no sobrenatural e no sombrio. As músicas de abertura e encerramento também mostram bem isso, principalmente a última que é bem sinistra. Os capítulos, por enquanto, são naquele estilo “você pode perder um que entende a história do mesmo jeito”, já que cada episódio é uma história diferente, com personagens coadjuvantes diferentes e livros místicos diferentes.

Por enquanto, estou achando o anime bem parado, mas acho que logo acontece algum mistério que vai fazer a trama se desenrolar (é o que eu presumo a partir das cenas da abertura). O estilo de desenho lembrou-me muito Shakugan no Shana, um dos meus animes favoritos e acho que também foi isso que me instigou a assisti-lo.
Quanto à parte literária, eu achei realmente interessante. Tem passagens muito legais e não tem como não se identificar com a Dalian, que ama ler. Ela tem uma personalidade super forte e é bem insolente, diz o que tem que dizer sem medir consequências. Só acho-a (comparando-a com Shana de Shakugan no Shana) delicada demais, esperava para uma guardiã, que ela fosse mais poderosa. Apesar de que, com sua aparência de boneca, não podia se esperar demais.
Hugh também não é grande coisa, para se proteger ele conta apenas com uma pistola e com a chave que Dalian lhe deu. Essa chave abre o portão que há em seu coração e Hugh pode retirar qualquer livro que queira da Biblioteca Mística de Dantalian. Outra personagem digna de se lembrar é a garota misteriosa que fica sozinha na Biblioteca Mística e que Hugh a encontra sempre que entra lá. Eu não sei o nome dela e nem sei qual a importância dela na história, mas talvez logo descubramos mais.

Por enquanto o anime possui apenas seis episódios, então, se quiser acompanhar e evitar que se acumule, aconselho começar agora. O sexto episódio é decididamente o melhor de todos até agora e apresenta dois novos personagens incríveis (que, diga-se de passagem, gostei mais do que os principais).


“Você não quer sair da Biblioteca Mística de Dantalian?”
“Não quero deixar este lugar. Desejo ficar rodeada pelos meus amados livros”
“Você não aprenderá sobre o mundo só com os livros”
“Eu posso. Você pode encontrar tudo em um livro. O cheiro do Sol, o doce sabor de um bolinho, até mesmo o calor de uma cama...”
“Será real?”
“Sim, para mim é”
“Não se sente solitária?”
“Já esqueci o que significa ser solitária. Sim, eu tinha esquecido como era... até você vir aqui”.

(Capítulo 5)


O Florescer


Vomite.
Vomite esse sangue putrefato dentro de você, que escorre pelos olhos. Cuspa-o, deixe-o vazar, não tenha medo de expeli-lo mais e mais como se fosse morrer de hemorragia.
Livre-se.
Livre-se desse feto enraizado, que cresce a cada mês acabando com qualquer vitalidade no corpo. Expulse-o de dentro você. Vaze.
Grite.
Grite sem medo de não ser ouvido. Arranque esse invólucro que colaste em tua própria pele, essa proteção que se tornou tua própria prisão, tua própria cruz.
Espalhe-se.
Espalhe-se por todos os cantos, decomponha-se lentamente mostrando cada parte do seu ser, cada canto escondido e escuro que esteve deserto durante tanto tempo. Não deixe que tenham medo de entrar, mas também não mostre todos os segredos. Aqueles mortais e assustadores que farão pesadelos assombrarem os sonhos daqueles que se atreverem demais.
Veja.
Veja tudo de uma nova forma. Veja o mundo tal como é. Deixe o costume de lado, surpreenda-se com a paisagem de sempre, as ações de sempre, as falas de sempre. Aquelas que você realmente nunca prestara atenção. Elas se tornarão novas como se nunca tivessem acontecido.
Respire.
Respire lentamente, permita que o ar inunde os pulmões, que dê vida a eles. Respire como se nunca tivesse feito isso antes, como se sentisse o aroma do mundo pela primeira vez. Não tenha medo de pensar que nada mudara. Nada é mais a mesma coisa.
Sorria.
Sorria por sorrir. Não por felicidade. Sorria por satisfação, por mistério, apenas para causar pânico. Sorria quando ver que ninguém mais sorri. Não incentive, apenas faça que todos questionem o que há de errado. O que há de errado em sorrir quando está tudo errado.
Perceba.
Perceba a pele viperina que se estende ao chão. A pele que fazia parte de você e agora se foi, se foi com o grito, com o olhar, com a respiração, com o sorriso, com qualquer parte sua que agora não existe mais.
Prepare-se.
Prepare-se porque este não é o final. É só o começo.

PS: Era para eu ter escrito esse texto semana passada. Acho que teria ficado melhor, já que agora não faz o menor sentido escrevê-lo. De qualquer forma, achei que se não o escrevesse, me arrependeria, então está aí.

PS2: Como eu já disse nesse post, estou participando de um concurso de contos. Já pedi antes e vou pedir novamente porque já estou entrando em desespero. Preciso realmente de votos para ficar entre os 50 mais votados, então, quem puder votar ou divulgar, agradeço para todo sempre ♥ O link é esse.

Como água para chocolate


Tenho uma pilha de cerca de 30 livros para ler e não sei como, acabei escolhendo esse livro dentre todos. Decididamente, esse é um dos livros mais diferentes que já li, nunca vi uma narração como essa tão fantástica e surrealista! Ela mistura acontecimentos normais do cotidiano com situações inusitadas e fantasiosas. E é claro, tudo cheio de paixão à moda mexicana.
A história é sobre Tita, a terceira filha e também a caçula. Desde pequena, ela ama cozinhar e esse dom vai se desenvolvendo e aprimorando por toda sua vida. Tudo muda completamente quando Pedro, o homem que ama, a pede em casamento, mas eles não podem se casar porque a tradição de sua família é que a filha mais nova tem que cuidar de sua mãe até sua morte. Então, Pedro se casa com a irmã mais velha, Rosaura, achando ser a única alternativa para ficar perto de Tita.
Laura Esquivel, a autora do livro, foi quem inaugurou o gênero literário cozinha-ficção, pois cada capítulo é uma receita que completa a história. Para a personagem principal, cozinhar não é apenas cozinhar, é uma forma de expressar suas emoções. Todas as pessoas que provavam de sua comida, sentiam as mesmas coisas que ela, desde tristeza até paixão.
Gostei realmente de Tita e fiquei triste por muitas coisas infelizes terem acontecido com ela. Mesmo assim, ela era forte para superar tudo e aguentou tempo o suficiente até que seus desejos e sonhos fossem realizados. Tenho que comentar que não gostei muito de Pedro, no começo até simpatizava com ele, mas acabei cansando de sua personagem. Eu gostei de John, ele era decente e amoroso e falou uma das frases mais lindas que já li! Em minha opinião, foi um dos personagens que mais se destacou para mim.
Outra coisa que adorei no livro é a cultura. Nunca tinha lido um livro que apresentasse tanto da culinária como os demais costumes. A história é realmente uma novela mexicana, com direito a tramas e problemas complexos que parecem aumentar em vez de diminuir. Realmente não é um livro apenas para ler, mas também para degustar!

PS: Há um filme do livro feito pelo marido da própria escritora de 1992. Ainda não assisti, mas quem se interessar, acho que vale a pena. Tive a impressão ao assistir o trailer que o filme segue a risca o livro.



Por que eu?


Quando eu comecei a ler o livro, não fazia muita ideia do que esperava. Só sabia que a tal escritora, Juliette M., na verdade era um pseudônimo porque ela iria realmente contar sua história verdadeira e não queria ser identificada. O subtítulo do livro é Uma Confissão o que realmente mostra do que se trata o livro.
Juliette M. desde pequena se achava especial e que nada iria acontecer com ela. Passava a maior parte do seu tempo com sua avó e tratava sua mãe com desprezo pela vida que levava, já que era viúva e professora de uma cidadezinha. Quando ela cresceu, formou-se em advocacia, mas acabou seguindo a carreira de jornalista. Durante esse percurso, ela aprendeu que havia uma grande arma nas mãos: a sedução. Através disso, Juliette conseguia as informações necessárias para fazer suas matérias, sem falar que conseguia manter ótimos contatos. Tudo muda quando ela descobre que contraiu o vírus da AIDS. Com raiva e com medo de morrer, ela acaba descontando isso em pessoas que odeia, tentando passar seu vírus para elas.
Por mais que Juliette tivesse escrito esse livro nos seus últimos dias de vida para ajudar pessoas que também possuem AIDS, ela conseguiu recriar o livro da mesma maneira que pensava quando mais jovem. Ela podia ter recriminado várias das suas atitudes, mas as escreveu como se as aprovasse, como se vivencia-se essa época novamente.
Apesar de toda a adrenalina e de toda a aventura que ela viveu, logo percebeu o quão vazia havia se tornado. Ela possuía dezenas de contatos, era reconhecida por diversas pessoas, mas não pode contar com ninguém no momento que mais precisou de apoio. Ela havia criado um ódio pelas pessoas – principalmente homens –, que a impediu de realmente aproveitar a vida e também de amar. Juliette criticava a vida de muitas mulheres, por serem submissas, por deixarem ser levada por fraquezas e por desilusões, mas o caminho que seguiu também não foi a melhor escolha.
Mas tenho que concordar que a admirei muito. Admirei sua astúcia, sua inteligência e até o poder que carregava nas mãos. Ela não tinha medo das consequências e simplesmente seguia em frente, até não poder seguir mais. Ela tentava mostrar que era superior as pessoas, que não se apegava e que as conseguia manter na palma de sua mão.
Adoro histórias chocantes e realmente adorei a narrativa. Queria saber um pouco mais da identidade dessa jornalista, mas creio que nunca vou saber quem é, já que os nomes e lugares foram modificados. Mesmo assim, é uma história que vale MUITO a pena ser lida, uma personagem que eu admirei até quando ela própria não se admirava mais.

Kuragehime

Como eu já tinha assistido minha cota de animes desse mês, não planejava assistir mais nenhum até que encontrei essa imagem (na verdade, é uma semelhante, porque não encontrei o post) no Tumblr. Ela chamou-me atenção, mas não dei muita bola e continuei normalmente vendo outras imagens no site. O problema é que me deu um peso na consciência, afinal o nome do anime estava logo embaixo da imagem, então voltei e achei-a. O anime chama-se Kuragehime (Princesa Água-Viva) e decidi procurar mais sobre ele. Acabei achando um blog que tinha uma sinopse.
A história é sobre Kurashita Tsukimi que sonha em ser ilustradora e vem morar em Tóquio. A lembrança mais forte que ela tem é uma em que sua mãe a levou em um aquário cheio de águas-vivas, prometendo a filha que um dia ela teria um vestido de casamento igual aos tentáculos da água-viva que parecem renda. A mãe dela também sempre dizia que quando as garotas crescem todas viram princesas. Tsukimi acaba perdendo sua mãe e ao crescer não se torna uma garota bonita, e sim uma otaku de águas-vivas (Otaku é o termo para uma pessoa que gosta muito de algo, por exemplo, sou Otaku de anime :D). Ela vai morar em uma pensão juntamente com outras quatro otakus, uma que gosta de bonecas de porcelana, outra que gosta de trens, outra que gosta dos Três Reinos e outra que adora homens de meia idade (é, bem estranho). Todas elas odeiam hipster (hipster são esses moderninhos fashionistas que surgiram com a internet. No anime, hipster são garotas bonitas que se arrumam bem) já que não gostam de moda e não são bonitas.


Tudo muda quando Tsukimi vai a uma loja de animais e vê dois tipos de água-vivas em um aquário, só que elas não podem ficar juntas porque uma delas podia morrer. Desesperada para salvá-la, ela recebe a ajuda de uma garota muito bonita e hipster chamada Koibuchi Kuranosuke que compra a água-viva para Tsukimi. Kuranosuke acaba acompanhando Tsukimi até sua casa e dorme lá. Pela manhã, Tsukimi descobre um grande segredo da garota.
Espera, espera, você não vai contar o segredo? Claro que vou. Mas o blog que eu acessei a sinopse não queria contar. Por mais que a história do anime parecesse fofinha, não me chamou muita atenção até que eu vi a imagem abaixo no blog.


A maioria das pessoas pensaria: “Meu Deus! A mulher é careca? Ela tem câncer? Ela gosta de usar perucas?”. Não precisei nem procurar em outro site para confirmar minha suspeita. Na hora que bati o olho nessa imagem já sabia do que se tratava. A tal garota chamada Kuranosuke na verdade é um garoto. Não, ele não é gay, ele só gosta de se vestir como garota e tem lá seus motivos. Isso foi a gota d’água que me fez ter certeza de que eu precisava ver esse anime, já que adoro personagens andrógenos!
Kuragehime decididamente é o anime mais engraçado que já vi na minha vida! As amigas otakus de Tsukimi são uma comédia total, principalmente a Mayaya. Os personagens são BEM exagerados, todos parecendo um bando de retardados, mas acho que foi isso que me fez dar altas risadas. A temática é sobre beleza, moda e principalmente a diferença das pessoas. No começo, eu pensava que quem sofreria preconceitos seriam as otakus por serem “feias” e estranhas, mas, na verdade, quem exerciam o preconceito eram elas mesmas em relação às hipster. Elas odiavam Kuranosuke (todas, menos Tsukimi, pensavam que ele era uma garota), mas aos poucos foram se acostumando com a presença dele(a), que foi essencial para o desenrolar da trama.
Não preciso nem dizer quem foi meu personagem favorito, não é? Kuranosuke decididamente é o melhor, tanto vestido de mulher como ao seu natural masculino. Ele tem uma personalidade forte e não se importa com o que as pessoas pensam dele e está disposto a fazer de tudo para ajudar Tsukimi e suas amigas quando descobre que sua pensão vai ser vendida para a construção de um hotel moderno.

Kuranosuke como homem acima e como mulher abaixo *-*

Acho digno também comentar que quando ele conheceu Tsukimi, ele via-a apenas como uma “experiência”, afinal ela era uma garota feia que precisava ser arrumada. E Kuranosuke realmente faz isso e aprende que beleza não é tudo, ainda mais quando ele de fato se apaixona por ela. Tanto ele quanto Tsukimi amadurecem muito ao longo da série e nunca desistem dos seus sonhos.
O anime tem apenas 11 episódios e como o último episódio terminou de um jeito que não explicou nada, tenho absoluta certeza que vai ter segunda temporada afinal resta muita coisa a ser resolvida. Também vale lembrar que o mangá fez um enorme sucesso no Japão e até ganhou prêmios. Espero que invistam mais nessa história fantástica :D

Brincando de ser Designer

Nikki

Se tudo der certo, no final do ano finalmente vou poder dizer que não sou uma micreira e sim uma designer. Apesar de ter feito três semestres de técnico em Design Gráfico, não achei que mudou tanta coisa na minha vida, além do leque de informações que se estendeu em frente de mim. Ainda continuo sendo a mesma pessoa que vai no Google pesquisar como faz tal coisa. Mas, aprendi um bocado de coisas, principalmente sobre programas que desconhecia e voltei a desenhar já que havia parado. Também aprendi um bocado de fotografia sendo que antes eu pensava que bastava apertar o botão para tirar uma foto boa.
A única coisa decepcionante é que infelizmente não vou aprender Infográfico em ilustração porque a professora preferiu focar em ilustração artística, ou seja, pintar quadros e todas aquelas coisas que eu adoraria fazer em qualquer época da minha vida, MENOS agora. Como podem ver acima, essa foi a terceira ilustração no photoshop que fiz e melhorei MUITO desde a última vez, mas ainda preciso aprimorar mais.
O principal motivo de eu ter me dedicado tanto a essa ilustração mesmo sabendo que ainda não manjo muito nessa área foi que estava rolando um concurso. Sou louca por concurso e promoções, participo de vários e preciso confessar que já ganhei um bocado deles. Alguns dizem que nasci com a bunda virada para a Lua, mas a verdade é que se você não participar deles, nunca vai ganhar. E alguns exigem um pouco mais de dedicação.
O Concurso era da Editora Verus e a Editora Record, a pessoa tinha que fazer uma capa para o livro Diário de uma Garota Nada Popular, mas precisava ter os direitos da imagem enviada. A única alternativa mais viável era fazer uma ilustração e foi isso que fiz. Eu não fazia ideia do que o livro se tratava e nunca havia lido, por isso, procurei resenhas, sinopses e foi até o site da autora atrás de informações para que eu tivesse ideias. Eu nem sabia qual era as características da personagem principal, mas achei que o meu desenho combinaria mais se ela fosse loira e de olhos azuis.
Depois de ficar mais de 5 horas fazendo o lineart e pintando, finalmente havia terminado. Só faltava agora fazer a capa.

Diário de uma garota nada popular

Por mais que eu ache que ficou uma poluição visual (não consigo conter meu gosto por exageros), eu gostei um bocado e tinha esperanças de ganhar o concurso. E qual foi a supresa quando fiquei em segundo lugar? Não fiquei só feliz por ter ganho o meu primeiro concurso de Design, mas também porque o meu prêmio é nada menos e nada mais que um exemplar d'O Diário de uma Garota Nada Popular e mais 15 livros da Editora Record! Nunca ganhei um prêmio tão incrível desde o meu moletom do Tokio Hotel que atravessou os mares até chegar a mim. Sou super fã da Editora Record, principalmente por ela ter os livros da Meg Cabot e nem acredito que vou receber tantos livros de uma vez só. Vou ver se quando eles chegarem eu faço um vídeo mostrando-os. Sempre quis fazer um vídeo e talvez essa seja a oportunidade.

Princess

Esse é outro desenho que fiz, infelizmente, ao passar para a internet o cabelo da menina mudou de cor e ficou horrível! Na verdade, ele era roxo e não esse azul estranho ): A ideia desse desenho surgiu do nada em uma manhã triste (que não tem nenhuma relação com decepção amorosa apesar de ter um coração desenhado no peito dela) e decidi realmente levá-la para frente. Queria criar um nome e uma história para ela (tenho mais desenhos dessa personagem, vou ver se os ilustro em breve e coloco aqui), mas não surgiu nenhuma ideia até agora. De qualquer forma, gostaria de compartilhar com vocês e ver o que acham.



Outra coisa que fiz semestre passado e estava louca para mostrar aqui, mas me esqueci é a diagramação que eu fiz do meu livro para um trabalho. Tudo bem, não é o meu livro, na verdade, é uma fanfic minha, a Humanoid Chronicles, que eu tenho um imenso carinho ♥ O professor havia dito que nós podíamos fazer a diagramação de qualquer livro que quiséssemos, então pensei em fazer algo mais pessoal e que eu teria mais vontade de fazer. Como sonho em publicar um livro algum dia, achei que seria legal a experiência. Sei que a capa do livro ficou novamente uma poluição visual, mas achei que o coração ficou bem legal (sim, fui eu que fiz haha). Também tive que apagar o nome da editora que eu tinha colocado só para fingir que era um livro de verdade, mas acho que já dá para sacar qual eu coloquei.
A maior certeza que tenho sobre diagramação é que é o MAIOR TRABALHÃO do mundo. Eu quase joguei meu computador contra a parede e xinguei o Indesign uma mil vezes quando percebia que tinha perdido tudo que eu havia feito. É que, diferente do Photoshop e Illustrator, o Indesign não fica salvando facilmente, você tem que fazer um package chato que entope seu computador de coisas. Jurei até de pé juntos que só iria escrever livros e não iria diagramar nunca mais, mas depois que você vê o resultado final, acha tudo muito bom. O ruim é o processo. De qualquer forma, talvez com o tempo eu aprenda a amar diagramação.
Se há alguma certeza no mundo (apesar de eu sempre estar em dúvida) é que Design realmente é o que eu quero fazer. Além de ser escritora, claro. Ele une tudo que eu gosto em um lugar só e dá vontade de você se especializar em tudo (fotografia, diagramação, ilustração, mock-up, etc). Espero realmente que isso vá em frente, é.

Aniversário de 7 anos da Editora Andross

Como eu já tinha dito nesse post, a Editora Andross estava comemorando 7 anos e convidou não só os blogueiros para esse evento como todas as pessoas que tivessem interesse no mundo literário. É claro que eu não podia perder essa festa! O local era o China Trade Center, um espaço para eventos lindo e espaçoso, inspirado na cultura chinesa.




O local estava lotado de pessoas! Sem falar que havia dezenas de escritores prontos para dar autógrafos, tirar fotos e conversar com você sobre livros e outras dúvidas que você tivesse. Como já foi falado também no outro post, no evento seria vendido livros por R$4,90 e lançamentos por R$19,90 o que fez várias pessoas saírem com sacos de livros. Eu aproveitei e comprei livros sobre meus assuntos favoritos: Jogos Criminais (sobre contos policiais) e Moedas para o Barqueiro (contos fantásticos sobre a morte). Como sou parceira da Editora Andross, ainda ganhei um kit que veio o livro Marcas na Parede (contos de terror) que também tem MUITO a ver com minha preferência pelo macabro.

Eu também aproveitei para tirar fotos e conversar com Edson Rossatto, cofundador e atual diretor editorial da Andross e também com uma das escritoras do livro Elas Escrevem, a Eryka Ishida.


Decididamente foi um MEGA evento para quem ama livros e também para quem ama escrever já que a Editora divulga novos escritores através de livros de contos temáticos. No mesmo dia também houve o lançamento dos livros Moedas para o Barqueiro, Próxima Estação, Universo Paulistano, Elas Escrevem e Histórias Envenenadas. E como pude conversar com a Eryka, o lançamento do livro com seu conto foi muito importante para ela. Espero que não só esses novos esritores tenham muito sucesso como também a Editora que os ajudou a iniciar no mundo literário.

Kit que eu ganhei da Editora Andross

Livros que comprei

Desafio Ghibli: resultado

Como esperado, dos 17 filmes da Ghibli que eu deveria assistir, só assisti sete. Isso não significa que desistirei dos outros dez, ainda vou tentar assistir o que falta. Também havia comentado no post Desafio que eu não ia escrever nenhuma resenha sobre eles, mas mudei de ideia e vou apresentar um pouco sobre seus enredos. Colocarei na minha ordem de preferência, apesar de que muitos deles deveriam ficar empatados.

7) O Serviço de Entregas da Kiki:
A história é sobre Kiki, uma garota que mora com seus pais em um vilarejo. Kiki também é uma bruxa e toda bruxa quando completa 13 anos precisa se mudar para uma cidade para se tornar independente e aprimorar seus poderes mágicos. Então, ela e seu gatinho Jiji partem do vilarejo em busca de uma cidade para ficar e acabam escolhendo uma bem grande e movimentada, perto do litoral. Em um lugar totalmente novo, ela acaba conhecendo Tombo, um garoto que fica impressionado por ela poder voar e Ozono, a dona da padaria que cede um quartinho para Kiki morar. Decidida a ajudar Ozono, Kiki cria um Serviço de Entregas, já que sabe voar. É com essa ideia que ela vai se meter em muita confusão e também conhecer pessoas muito especiais.
Eu gostei de verdade do filme, mas achei que faltou um pouquinho daqueles monstros fantásticos que sempre tem nos filmes da Ghibli, sabe? Esperava também bem mais porque conheço muita gente que adora esse filme, mas ele não me tocou tanto quanto os outros. Gostei um bocado da Kiki porque ela é cheia de problemas, não sabe como lidar com novos amigos e nem com pessoas que ela acaba gostando. Sem falar que adorei Jiji e sua dublagem mega fofa!
Personagens favoritos: Kiki e Jiji, é.

6º) Ponyo:
A primeira impressão que tive do filme é que ele seria algo bem próximo d’A Viagem de Chihiro (que vou falar mais tarde) por causa do design lindo e cheio de detalhes com o tema Fundo do Mar. As cores são tão fortes e bonitas que eu não sabia se ficava cega ou maravilhada!
A história é sobre Sosuke, um garotinho de cinco anos que vive com uma mãe doidona chamada Lisa. Ele acaba achando no mar uma peixinha vermelha (bem estranha, diga-se de passagem) dentro de um pote de vidro, ao tentar tirá-la de lá, acaba se cortando. A misteriosa peixinha lambe seu machucado e Sosuke percebe que ela tem o dom da cura e decidi chamá-la de Ponyo. O problema é que a Ponyo tem um pai (que é um cara bem maluco, ele é uma espécie de feiticeiro dos mares) e ele leva-a de volta para o mar, mas como ela gostou tanto de Sosuke e acabou bebendo do seu sangue (lembra que ela curou seu machucado?) ela aos poucos vai virando uma garotinha. Ponyo foge do seu pai e volta para Sosuke só que essa vinda acaba acarretando a inundação do vilarejo.
Não dá para falar muito sobre Ponyo porque precisa assistir para perceber o quanto incrível é. Dá até para notar que ele é baseado um pouco na Pequena Sereia, ou seja, para quem gosta, é um prato cheio!
Personagens favoritos: Ponyo e Sosuke.

5º) Tonari no Totoro:
Simplesmente o maior clássico da Ghibli! Acho que muitas pessoas já assistiram em sua infância, mas eu não tive essa oportunidade e acabei só assistindo agora. Gostei tanto desse filme que acabei viciando na musiquinha tema e fiquei cantando o tempo todo.
A história é sobre duas irmãs, Mei, a caçula e Satsuki que se mudam junto do seu pai para uma nova casa, onde ficariam mais perto do hospital no qual sua mãe está internada. É na floresta próxima a nova casa que as duas descobrem um protetor das florestas chamado Totoro!
O enredo é simples e muito lindo, novamente é cheio de criaturas fantásticas e não tem como não gostar do Totoro e seus ajudantes. É realmente um filme bem infantil mostrando o mundo imaginário das crianças e a dor de estar afastado de sua mãe (experiência própria do Miyazaki, o diretor da Ghibli, já que sua mãe ficou internada por tuberculose durante a sua infância).
Personagens favoritos: Satsuki, Totoro e o Gato-ônibus.

4º) Karigurashi no Arriety:
Simplesmente um dos filmes mais encantadores da Ghibli! A história foi baseada no livro da escritora Mary Norton e conta a história da uma família de pequeninos (humanos de dez centímetros) que moram no porão de uma casa de humanos (com sua altura normal). A filha dele se chama Arriety e sempre ouviu que se os humanos descobrissem sua localização, eles deveriam mudar imediatamente de moradia. Foi então que um novo garoto vem morar na casa e descobre os pequeninos, mas ao contrário do que eles pensam, ele só quer ajudar.
A coisa que mais me chamou a atenção nesse filme é a trilha sonora que é linda! Existe a versão em francês e em japonês e as duas são muito boas. A em francês é cantada por Cécile Corbel que tem uma voz de anjo! Outra coisa que adorei são os cenários e a casinha de Arriety que é toda adaptada através de objetos humanos como pregos, prendedores de cabelo, etc.
Personagens favoritos: Arriety e Sho.

3º) O Retorno dos Gatos:
Segundo as críticas, esse filme foi classificado como ruim, talvez por não ter Hayao Miyazaki como diretor e sim Hiroyuki Morita. Dá para ver também que o design desse filme é bem diferente dos outros, mesmo assim eu achei tão lindo. A minha opinião sobre o filme é que os críticos podem falar o que quiser, mas no meu Top Filmes da Ghibli, o Retorno dos Gatos fica com o terceiro lugar! Eu ameeeeeeei esse filme! Amei de verdade! Principalmente porque adoro gatos e a Ghibli retratou eles de uma maneira tão fofa.
A história é sobre Haru, uma garota estabanada que chega sempre atrasada na escola. Um dia ela acaba salvando um gato de ser atropelado e recebe na mesma noite a visita do Rei dos Gatos. O Rei diz a ela que está muito agradecido por Haru ter salvado seu filho e que pretende casá-la com ele, transformando-a em princesa dos gatos. Haru, desesperada, acaba procurando ajuda de Muta (um gato gordo que odeia o reino dos gatos) e do Barão (um gato elegante e corajoso) que prometem impedir esse casamento. O problema é que Haru é sequestrada e levada para o Reino dos Gatos. E agora? Como voltar para o seu mundo?
O filme é simplesmente uma graça! Também adorei a dublagem japonesa, ficou super de acordo e bem fofa, sem falar que o filme conseguiu ficar bem humorado. Não sei por que a crítica falou tão mal, só sei que foi um dos filmes que mais gostei de assistir e me diverti um bocado.

2º) O Castelo Animado:
Antes de assistir, eu já tinha lido em muitos blogs sobre esse filme o quanto ele era bom e confirmei isso quando terminei de vê-lo. A história é sobre Sophie, que trabalha em uma chapelaria. Um dia quando estava passeando ela é salva de oficiais do exército por um misterioso (e lindo, diga-se de passagem) rapaz. O que Sophie não sabia é que esse rapaz era um antigo amor da Bruxa do Nada que por vingança lança um feitiço nela, transformando-a em velha. Sophie decide procurar uma forma de quebrar a maldição e acaba encontrando o famoso Castelo Animado. Adivinha quem era o dono dele? Isso mesmo, o rapaz misterioso chamado Howl.
Achei a história realmente linda! Os personagens são muito cativantes e acabei gostando de todos, até os malvados. Para quem não sabe, a história do filme é baseado em um livro, apesar de Hayao Miyazaki ter mudado algumas coisas, a animação ainda é realmente incrível. Sem falar que ao terminar de assistir acabei me apaixonando por Howl. Malditos personagens fictícios.
Personagens favoritos: Howl e Calcifer.

1º) A Viagem de Chihiro:
Eu devo ter assistido a esse filme umas dez vezes ou mais. Nessa época eu não sabia o que era a Ghibli e muito menos o diretor Hayao Miyazaki, só sabia que era uma animação japonesa muito linda e digna de atenção. A Viagem de Chihiro estava passando na televisão e eu já tinha visto a propaganda do filme em milhares de lugares, por isso decidi assistir. E me apaixonei pela história, pela cultura japonesa, pelos detalhes e pela trilha sonora!
A história é sobre Chihiro, que tem dez anos e está de mudança junto com sua família. Durante a viagem, o pai dela decide pegar um atalho e acabam descobrindo um túnel muito escuro que os leva para uma cidade misteriosa. Nesse lugar totalmente inusitado, os pais de Chihiro viram porcos e ela precisará trabalhar para uma feiticeira chamada Yubaba, mudar de nome e recusar sua humanidade se quiser salvá-los.
O que eu gosto muito nesse filme é a enorme quantidade de criaturas, monstros e deuses. Acho que de todos os filmes da Ghibli é o que apresenta maior quantidade de mitologia japonesa. Até o romance que se passa no filme é lindo e diferente! E nem preciso falar de todos os prêmios que ganhou. Simplesmente fantástico.
Personagens favoritos: Haku e o Sem-face.

Para finalizar o post, vou deixar uma das músicas do filme Karigurashi no Arriety, mas em uma versão mais metal. Sei que a maioria acha metal estranho, mas essa versão FICOU FANTÁSTICA e me deixou totalmente viciada! Quem quiser ver a original é só clicar aqui.


Em Chamas

Eu sei que devia fazer uma sinopse sobre esse livro (que é continuação dos Jogos Vorazes), mas não vou. Porque além de ser spoiler para que não leu o primeiro, acho que vale muito mais a pena você ler sem saber o que vai acontecer. Mas isso não me impede de fazer alguns comentários. Novamente, como disse na resenha anterior a esse livro, eu hesitava a cada capítulo. Se no primeiro eu senti pavor, nesse, esse pavor duplicou, triplicou.
Juro que pensei em virar a noite para terminar o livro, mas decidi parar e ir dormir, não porque de fato eu estivesse com sono, mas eu precisava assimilar todas as informações que eu havia lido até agora. Ainda mais depois de ter lido sobre a morte de um dos meus personagens favoritos, que me arrancou lágrimas e deixou-me extremamente chateada.
Suzanne Collins novamente não decepciona ninguém, e Em Chamas consegue ter mais adrenalina que Jogos Vorazes. Eu, particularmente, não achei o livro longo, mas aconteceu tanta coisa que parecia que eu estava lendo uma bíblia. E por mais que eu hesitasse e falasse “Tudo bem, tenho que dormir, apenas mais um capítulo”, esse apenas mais um capítulo tornava-se vários.
A história deixo-me chocada. Nunca um livro me deixou tão chocada (a não ser Os 13 Porquês, que fez-me até sonhar com a história, é)! Sem falar, pensativa. Todos os acontecimentos fizeram-me pensar e refletir sobre um monte de coisas e cheguei a conclusão de que por mais que a série seja ficção, ela pode estar contando uma parte da verdade de nossa realidade.
Pavor. Medo. Enjoo. Tristeza. Foram as coisas que eu mais senti enquanto lia, diferente de Jogos Vorazes que consegui sentir o frio e a fome que Suzanne descreveu. Talvez eu esteja exagerando, mas a história prendeu-me de tal maneira que eu podia jurar que estava vivenciando as mesmas coisas que os personagens, coisas que eu nunca vivenciei e senti.
A primeira coisa que você precisa se perguntar, quando começar a ler é “Estou preparada?”. E pode ter certeza que por mais que se sinta preparada para ler, nunca vai estar. Com certeza, essa é uma das melhores séries que já li! Estou ansiosa pelo filme e torço para que tudo saia igual ao livro (porque se eu for contar com aquele elenco podre, estou perdida).
Quanto aos personagens, Katniss continua sendo incrível. Peeta sempre irá surpreender-me com sua inteligência, mesmo eu preferindo Gale a ele. E quanto a Cinna, ele sempre será o melhor estilista que já existiu! Cuide-se McQueen*! Haha

*Para quem não sabe, McQueen é um dos estilistas mais famosos da atualidade e continuaria sendo se não tivesse morrido. Acho que se você perguntar para qualquer estudante de moda, qual seu estilista favorito, a resposta será McQueen. A minha, por mais idiota que seja, vai ser o Cinna. Mesmo ele sendo personagem de um livro.