Pottermore

Eu entrei para a Sonserina, há!

Depois de MUITA ansiedade e demora, finalmente recebi meu tão sonhado e-mail do Pottermore confirmando minha entrada. Eu já tinha lido um bocado de informações sobre o site e não via a hora de realizar um pouquinho daquele sonho de entrar em Hogwarts. Mas confesso é que em relação ao que eu imaginava foi meio como uma decepção. Primeiramente o servidor do site cai umas mil vezes e você precisa ficar atualizando a página o tempo todo para conseguir entrar.

O foco do site é você passar por todas os momentos que Harry passou, ou seja, há cenas de cada parte dos 7 livros. Cada capítulo há de duas a três cenas clicáveis onde você pode dar zoom, coletar objetos e ler curiosidades sobre a história, personagens, criaturas mágicas, lugares, objetos, etc. Essa parte até seria legal, mas ela é bem pouco interativa. Houve momentos, por exemplo, que eu pensei que iria lutar com o trasgo, mas simplesmente só foi uma cena e nada mais. Não houve nada de adrenalina. Outra coisa que falta são efeitos sonoros, talvez isso deixasse as cenas mais reais. Sem falar que achei inútil coletar um monte de objetos, sendo que até agora não houve utilidade nenhuma para eles.

As melhores partes do jogo, em minha opinião, são as compras no Beco Diagonal (nada realmente emocionante, mas é legalzinho gastar seus galeões haha), quando você escolhe sua varinha (você faz uma espécie de teste, onde responde perguntas), quando você é escolhido para uma das casas (também é a partir de um teste) e na hora de fazer poções. A parte das poções é a coisa mais interativa do site, é suuuuper legal e um tanto complicadinha, tive que fazer um monte de vezes até acertar. Quanto as casas, eu realmente queria cair na Sonserina e nem acreditei quando consegui! Fui respondendo o teste sem me importar com o resultado, acho que é a melhor maneira, porque conheço pessoas que tentaram responder algo parecido com a personalidade das casas e não deu muito certo.

Quando você entra na sua casa, você recebe uma mensagem toda especial de boas vindas. Depois você fica a par da pontuação, das pessoas que são seus companheiros e tudo mais. No site dá para você duelar com pessoas, fazer diversas poções, postar desenhos, adicionar amigos e enviar mensagens pelo correio-coruja. O único problema é que o único livro disponível para interação é o Pedra Filosofal, os outros ainda estão sendo criados. Por enquanto, o Pottermore ainda está meio que em fase de teste, porque há alguns erros e acho que falta alguns pontos cruciais. Não sei ao certo quando vai abrir para todos se cadastrarem, mas espero ansiosamente pelos próximos livros e também por algo um pouco mais elaborado.

Um Diário no Tempo

Faz tempo que não posto nenhuma resenha, mas a verdade é que tanta demora se justifica pelo fato de que eu estava lendo esse livro que tem nada menos e nada mais que 830 páginas. A primeira coisa que você precisa saber é que o livro é um Romance Espírita. É claro que é bem estranho uma pessoa como eu, agnóstica, lendo um livro espírita, mas eu leio realmente qualquer coisa que para em minhas mãos (menos auto ajuda que não seja de historinha).
Como já estou super acostumada a ler livros de romances sobrenaturais, apenas encarei esse livro como mais um da lista, só mudando que a resenha não será de um livro escrito por uma pessoa viva e sim de uma pessoa morta. Ou seja, um bocado assustador se ver por esse lado.
A história começa se passando na época da Ditadura Militar, onde mostra uma família de elite que usa sua influência e “forças malignas” para conseguirem o que querem. O filho deles, Douglas, acaba se casando com uma moça chamada Gorete por interesse e logo ela percebe que está em um inferno, onde a mãe dele dita as regras e aos poucos vai acabando com a vivacidade da garota. Em contrapartida, Douglas acaba tendo um caso com uma italiana que possui uma fazenda no interior que se chama Nicolle. Ele acaba tendo dois filhos com ela e os rouba. Para que seu terceiro filho não seja roubado, Nicolle foge para a Itália.
Essa é a primeira parte da história e a que mais gostei. Eu admirava muito Nicolle no começo, pena que sua personalidade forte não durou muito por causa das coisas que ela passou, como ter seus filhos roubados. Quanto a Douglas, por mais canalha que ele era, também gostei particularmente dele (isso mostra o quanto meu gosto por personagens chega a ser estranho). No fundo, no fundo, eu acredito que Douglas só fez as coisas que fez porque desde pequeno aprendeu que podia controlar tudo, até o amor. Outra coisa legal é que Schellida (o tal espírito que escreveu o livro) apresenta um bocado sobre a época da Ditadura Militar. Quem gosta de história irá apreciar essa parte.
A segunda parte da história é sobre Marcello, filho da Nicolle que foge com ela para a Itália. Ele vive sua infância e adolescência lá, acolhido pelos avós e não recebendo muita atenção da mãe. Quando ele se torna mais velho decide voltar para o Brasil junto com sua mãe e tia porque sonha com novos horizontes e oportunidades. Quando ele chega lá, adivinha quem era o dono da empresa na qual ele foi contratado? Isso mesmo, não preciso nem falar. E essa não é a pior parte da história. Marcello acaba se apaixonando perdidamente por Flávia, a filha de Douglas. Acho que não preciso dar muitos detalhes, só de ler a sinopse do livro na contracapa já notei logo porque o tal amor era impossível.
Eu, particularmente não gostei muito dessa segunda parte, que apresenta a vida do Marcello (mas minha amiga que emprestou o livro para mim gostou muito, então vai de cada pessoa). Não gostei porque o romance entre o Marcello e a Flávia é extremamente meloso e às vezes eu me enchia de tantos diálogos exagerados. Por já ter deduzido um bocado da história, não via a hora deles se separarem e tudo mais (apesar de também já saber que tudo terminaria de forma feliz). Mas quando finalmente ocorreu a tal separação, tenho que dizer que foi tão igualmente exagerada que quase cheguei a chorar junto, é.
Foi quando estava se aproximando do final que eu realmente tomei gosto por ler e não via a hora de chegar o desfecho. Mas de todos os personagens que eu gostei (Josefina, Kátia, Irene, entre outros), o que eu realmente adorei foi Rogério que só aparece mais no final e tem uma participação super importante. Ele me cativou muito mais que o Marcello e realmente torci para tudo acabar bem com ele. Algumas partes da história eu achei muito “novela”, acontece um bocado de problemas seguidos e dos mais variados para tudo ser resolvido no final. Mesmo assim, confesso que gostei da história só esperava um pouquinho mais.
Outra coisa que eu achei falta foi de um maior aprofundamento no campo sobrenatural. Já li outro livro espírita que relatou tanta coisa que juro que não consegui dormir de noite (haha). Esperava algo mais ou menos na mesma linha, mas não houve tanto. O que mais me deu medo foram as atrocidades que os humanos podem fazer do que os tais espíritos maus. E é isso que o livro retrata, o porquê de agirmos de tal forma e porque tanta coisa ruim ou boa acontece com a gente, tudo baseado na Doutrina Espírita. Apesar de ter algumas partes explicativas, o livro não se torna tão maçante quanto eu esperava.
Sei que muita gente pode fugir desse tema por ser uma filosofia ou uma religião, mas eu acho bem legal ler sobre as mais variadas doutrinas. Algumas dúvidas que eu tinha sobre o Espiritismo foram bem explicadas no livro e deu para ter uma visão diferente do que eu tinha. Ainda quero ler outros livros espíritas e livros de outras religiões. Não é questão de acreditar, é apenas de aprender mais e criticar menos.

O Centro velho de São Paulo

Old Books

Durante minha vida já fui diversas vezes ao Centro velho de São Paulo, afinal, eu moro aqui. O problema é que NUNCA realmente parei para dar uma olhada nele, só passava rapidamente e geralmente era para comprar coisas que não exigiam muita andança. O negócio é que eu precisa comprar livros da área de design e publicidade para fazer meu trabalho de TCC e o lugar mais apropriado para tal eram os sebos do centro.
Uma coisa eu juro para vocês: me senti no paraíso. Para quem nunca viu os sebos do Centro de São Paulo, saiba que é quase como a Disney dos bookaholics (ou talvez eu esteja exagerando, mas fiquei tão impressionada!).
Quando você vê os sebos por fora, pensa que eles são diminutos, mas então você entra e descobre que eles tem três andares LOTADOS DE LIVROS. Vai desde temas literários até os técnicos, tem livros em francês, alemão, inglês, velhos e novos. A foto acima fui eu que tirei de alguns livros que achei legal visualmente porque o assunto não me interessa (se você analisar, vão ver que são de anatomia e outras coisas estranhas haha), eu devia ter tirado mais fotos, mas estava tão maravilhada que me esqueci. Tem sebos que eu realmente me senti em algo meio Harry Potter, sabe? Aqueles lugares sombrios, empoeirados e cheios de livros legais.
Acabei que consegui comprar três livros da minha área e pretendo lê-los o mais rápido possível. Sei que para muitos talvez as resenhas deles não interessem, então vou ver se posso postar algo sobre isso sem ser maçante.

Praça da Sé

Claro que para mim, como se não bastasse apenas comprar livros, tive que fazer um tour pelo lugar. Sempre tive o sonho de viajar o mundo, mas como posso pensar em viajar para outro país ou estado se nem conheço o meu direito? Por isso comecei pela Praça da Sé, onde nunca entrei na Catedral (é, estou falando sério). QUE COISA MARAVILHOSA! Não sou a melhor pessoa para falar de arquitetura, mas me encanto muito com esse tipo de coisa. Só de pisar no Centro de São Paulo, eu já me sentia em um lugar totalmente diferente, com prédios e casas que me lembravam muito Lisboa e até a França (ou talvez eu tenha o dom de me impressionar mais com coisas do cotidiano do que com coisas de fato interessantes).

Catedral da Sé #1

Catedral da Sé #2

Catedral da Sé #6

Catedral da Sé #3

Para quem nunca foi até lá, dê uma olhada na foto e perceba a altura da igreja! Eu me senti tão pequena quando entrei naquele lugar. Queria realmente ter entrado nas criptas, mas só podia entrar depois da uma da tarde com o acompanhamento de um guia, como eu tinha compromisso, não dava para esperar. Mas não satisfeita, continuei andando pelo centro e vendo as lindas construções de lá.

Centro de São Paulo #1

Centro de São Paulo #3

Outro lugar por onde eu passei foi o Pátio do Colégio. Além da capela, há também um museu onde para entrar você precisa pagar um pequeno valor (mas por causa da minha falta de tempo, só deu para eu dar uma olhada por cima). Também há um café suuuuper legal. Eles mantiveram uma das paredes antigas da capela, sem restaurar, protegida por um vidro para você dar uma olhada. Queria muito ter tirado mais fotos de lá, mas a bateria da minha câmera tinha acabado ):

Pátio do Colégio #2

Centro de São Paulo #12

Agora sobre os livros, comprei o Sintaxe da Linguagem Visual, Criatividade e Marketing e Tudo o que você queria saber sobre propaganda e ninguém teve paciência para explicar. Apesar de ser de um assunto específico que não agrada todo mundo, só de folheá-los já os achei bem interessantes. Aproveitando também, consegui adquirir novos marcadores de página.

O mais legal é que no último marca página há uma explicação de onde diabos saiu o nome dos Sebos.
"Uma das teorias sobre a origem da palavra Sebo, vem do tempo em que não havia energia elétrica e as pessoas liam à luz de velas, o que deixava os livros engordurados. Daí o termo "ensebado", "sebento", gerando mais tarde o termo Sebo, que segundo o escritor Josué Montello, seria o local destinado à aquisição de Conhecimento".

Se quiser ver mais fotos que tirei do Centro de São Paulo, basta acessar meu flickr.

Inspirações: Modelos alternativas

Se há alguma coisa que eu admiro muito são modelos, mas não as convencionais tipo Gisele Bündchen, mas as tais alternativas. Roupas excêntricas, cabelos coloridos, maquiagens diferentes e fotografias artísticas são alguma das coisas que me fazem admirar diversas modelos famosas pela internet. Alguma delas são modelos góticas, para quem lê o blog faz um tempo, já deve saber que tenho uma queda enorme por esse estilo e acho lindo quando usado sem exagero. Por isso, vou apresentar a vocês minhas modelos favoritas.

1) Seraphine Strange: Simplesmente uma das minhas modelos favoritas. Se não me engano, descobri ela no deviantart e adorei tanto as fotos delas que decidi procurar um pouco mais e descobri o site dela onde tem um bocado de fotografias. Seraphine é uma modelo gótica da Alemanha ♥ Não há muita informações sobre ela, não que seja necessário já que com essas fotos magníficas, não precisa de muita explicação.




Para quem quiser ver mais fotos, aqui está o site dela.

2) Twiggx: Outra modelo gótica, mas dessa vez da Suécia. Apesar dela parecer seguir o mesmo estilo que a Seraphine, na verdade ela é Cyberpunk, uma vertente do gótico. Cyberpunk é um gótico futurístico, que investe em dreads e roupas de vinil. Foi uma das primeiras modelos alternativas que conheci e me apaixonei pelo seu cabelo azul. Atualmente ela mudou para castanho avermelhado.




Ela tem site também, mas ela atualiza mais o seu deviantart.

3) Kelly Eden: Eu acabei encontrando ela no Tumblr e o que mais me chamou atenção foi seu cabelo rosa. Nunca gostei muito de cabelos nessa cor, mas mudei de ideia quando vi o dela. Ela é de Denver, EUA, e além de modelo alternativa, também é pintora e tatuadora. Além dela ter site, ela tem Tumblr também, então dá para mandar umas asks para ela se quiserem, perguntando sobre seu estilo. É a mais fácil de achar algo sobre sua vida.




Aqui está o seu site para quem quiser e seu tumblr.

4)Kiki Kannibal: famosíssima na época de fakes do Orkut. Atualmente não a vejo muito por aí, mas como tive curiosidade, decidi procurar sobre ela novamente e achei ela no twitter. Kiki mudou muito de estilo ao longo dos anos, por isso há diversas fotos dela com cabelos diferentes, mas nunca saindo fora daquele padrão alternativo. Ela, juntamente com sua irmã Dakota Rose (que já vou falar) possuem uma loja.




5) Dakota Rose: Tanto a Kiki quanto ela sempre foram famosas por causa do seu estilo e das fotos, porém, nunca me interessei pela Dakota, sempre a achei bem estranha perto da Kiki. Mas quem diria que ela poderia mudar da água para o vinho? Dakota mudou seu estilo completamente e ficou magnífica! Combinou perfeitamente com ela, já que ela tem um rosto de boneca. Antigamente ela tinha o cabelo platinado e curto, agora ela tem ele castanho claro e comprido e usa roupas mais sweet.




Perceberam a mudança da primeira foto para as outras? Ela realmente mudou muito.

Juro que ainda tenho várias para mostrar, mas acho que esse post iria ficar gigantesco e cheio de fotos, por isso vou dividir e comento sobre outras nos próximos post. Espero que tenham gostado :D

Realmente amo escrever


Como muitos daqui sabem, eu participei daquele concurso Eu Amo Escrever. Na primeira etapa era preciso ficar entre os 50 mais votados e infelizmente não fiquei. Não sei realmente se tenho alguma chance de passar para a segunda fase, mas ainda estou torcendo aqui para que tudo dê certo. De qualquer forma, esses dois meses de pedidos de votos e tudo mais foram muito importantes para mim. Para vocês terem uma ideia, praticamente minha escola inteira me ajudou com os votos. Nunca fui uma pessoa muito popular e hesitei um bocado para pedir ajudar (e acho que foi isso que me atrapalhou para conseguir votos). Quando finalmente o fiz, não fazia ideia de que realmente iriam me ajudar e me dar apoio, principalmente de pessoas que nunca havia conversado na vida. Acho que foi isso que me deu força a continuar quando pensei em desistir, afinal foi bem difícil.
Também preciso agradecer as pessoas da internet, de diversas redes sociais que votaram, me ajudaram e divulgaram. Se não fosse essa ajuda coletiva, eu nunca iria conseguir 1806 votos (pena que não foi o suficiente). Ganhar esse concurso já não era uma coisa apenas para mim, virou uma coisa para todos. Eu me senti no dever de passar para a segunda fase e mostrar para todos que não foi perda de tempo todos aqueles votos, que realmente a ajuda deles foi imensa para mim e dou valor a essa ação. Por isso ainda tenho esperanças de conseguir (ou apenas é uma falsa segurança. Lá vem as ilusões).
De qualquer forma, ainda vou esperar pelo resultado. E foi dando uma olhada no site do Eu Amo Escrever que decidi ver uns vídeos de entrevista com escritores. Achei bem interessante para quem também tem o sonho de ser escritor ou simplesmente admira muito quem escreve. Selecionei alguns vídeos e vou colocar aqui para quem quiser ver.







Só digo uma coisa: tenho a mania de me identificar com qualquer escritor que vejo. Espero que isso seja normal.

Quem mexeu no meu queijo? + Kinky Boots

Não sou nenhum um pouco fã de livros de auto ajuda. Na verdade, é o estilo de livro que mais odeio. Mas há exceções, afinal eu leio aqueles que tem história, que não fica só naquela baboseira de "seja feliz, faça isso, faça aquilo e blábláblá". Gosto de histórias que tem alguma finalidade, que explica alguma coisa e que as pessoas, ao lerem, aprendam alguma coisa.
Lembro que li Quem mexeu no meu queijo? umas três vezes quando era pequena. Eu não entendia nada da história, só achava ela realmente bonitinha com aquela história de ratinhos e homenzinhos. Como achei o livro novamente, decidi relê-lo e ver se finalmente conseguiria entender. Provavelmente, a maioria das pessoas já leram esse livro, se não, ele é curtinho, rapidinho e vale a pena. E bem mais fácil de compreensão do que eu pensava (afinal minha mentalidade de 8 anos não se compara a atual).
A história é basicamente sobre um labirinto ficcional, onde tem vários corredores, portas e salas contendo MUITO queijo e outros só migalhas. Nesse labirinto vive dois ratinhos chamado Scurry e Sniff e dois homenzinhos chamados Hem e Haw. Os quatro acabam achando um depósito cheio de queijo. Os homenzinhos acreditam que esse estoque de queijo irá durar por toda a vida deles, enquanto os ratinhos apenas usufruem do lugar. O problema é que o estoque acaba, os ratinhos imediatamente vão a procura de outro, mas como Hem e Haw se apegaram a aquele "estoque", eles achavam que simplesmente um dia ele surgiria novamente, que não valia a pena procurar outro. Então Haw, depois de um tempo, percebe que não pode ficar apegado a aquele estoque vazio para sempre e vai atrás de um novo, enquanto Hem ainda acredita que seu queijo foi roubado.
O enfoque da história é a mudança, de como temos que nos adaptar a ela. Apesar de todos os ensinamentos mostra, somente um me chamou bastante atenção, na verdade, se trata de uma simples pergunta: "O que você faria se não tivesse medo?".
Nunca parei para me perguntar isso e achei que é a pergunta mais significativa que já vi em tempos. Quantas coisas não faríamos se o medo de tentar não nos impedisse?
Não satisfeita com só essa pergunta, surgiu outra da mesma forma inusitada, só que dessa vez em um dos filmes mais incríveis que já vi (se não, o mais incrível).

Kinky Boots é um filme bastante conhecido por quem cursa Administração ou Marketing e foi por isso que assisti esse filme na aula de Marketing do meu curso técnico.
A história é sobre Charlie Price, que é herdeiro de uma tradicional loja de sapatos em uma cidadezinha da Inglaterra. Invés de cuidar da loja, ele decidi ir para Londres com sua noiva e trabalhar com Marketing, o problema é que seu pai acaba morrendo e ele precisa decidir se fica com a loja ou a vende. Desesperado, ao ver que a loja está na falência, ele despede 15 funcionários e sempre fala "O que eu poderia fazer?" como justificativa para todos os seus problemas, até que uma das funcionárias responde "Mude o produto".
Charlie percebe que continuar a vender sapatos Oxford não daria certo, então ele viaja até Londres procurando algum lugar que compre esse estoque de sapatos até que encontra um grupo de homens perseguindo uma mulher. Ao tentar salvá-la, ele acaba sendo machucado por ela própria e desmaia, sendo que a última coisa que viu foi um par de sapatos vermelhos. Quando ele acorda, ele descobre que a tal mulher que tentou salvar, na verdade é uma Drag Queen chamada Lola.

Sim, parece realmente estranho. Mas é a Lola que faz toda a diferença na história. Ela acaba reclamando para Charlie do seu sapato, que por ser feminino, não aguenta seu peso e sempre quebra. E foi isso que deu a inusitada ideia a Charlie: por que não criar uma linha de sapatos femininos para homens, ou seja, as Drag Queens?
Por mais que pareça uma ideia bem diferente e arriscada, Lola decide ajudá-lo e vira a designer dos sapatos.
Vocês não têm ideia do quanto esse filme é incrível. Simplesmente virou um dos meus favoritos, sem falar que é baseado em uma história verdadeira! A história não só aborda o marketing, como também a coragem, as diferenças, a ética, o preconceito e a mudança. Lola é um dos melhores personagens, mostrando que por mais que seja uma Drag Queen ousada, ela também é insegura e sofre com o preconceito das pessoas. Sua personalidade é tão incrível que ela supera a de muitos pelo seu jeito de ser.

Charlie, apesar de inseguro, realmente se importa com a loja de seu pai, mesmo não querendo-a no início. O carinho que ele também tem pelos funcionários é notável. Outra personagem que merece destaque é a funcionária que ajudou ele (infelizmente não me lembro o nome dela). Ela não só deu apoio a Charlie, como ajudava Lola e a tratava como igual.
O filme foca muito na tal pergunta que falei no início: "O que posso fazer?". E a resposta é mais do que simples: Podemos fazer muito e qualquer coisa que quisermos, só precisamos de coragem e seguir sem medo.
Achei realmente interessante eu ter lido Quem mexeu no meu queijo? e assistido Kinky Boots na mesma semana. É como se um complementasse o outro, com duas perguntas que tem rápidas respostas e também no quesito mudança. Acho que isso deve ser alguma conspiração para eu mudar algo em mim, só preciso descobrir o que.