Ilusões Perdidas, Balzac

Obs: Sei que se alguém ler essa resenha até a metade é uma vitória. Porém não fazê-la seria desperdício da minha parte. 

O verdadeiro motivo de os posts de resenhas terem ficado raros é porque eu estava lendo esse livro, que tem 760 páginas. É quase uma preparação para quando eu ler os livros da série Game of Thrones. Ilusões Perdidas é um livro famoso de um escritor igualmente famoso chamado Balzac, que se passa no século XIX e é classificado como Realismo. Só de você ter lido essa pequena explicação já deve ter dormido.
Convenhamos, esse não é o tipo de livro que a maioria das pessoas leria, não só pelo assunto, mas pela quantidade de páginas. Porém, é um dos livros mais incríveis que já li e não me arrependo.
A história é dividida em três partes (ou três livros, porque antigamente eles eram separados. É mais ou menos uma coletânea como acontece com aquela edição de Crônicas de Nárnia que tem os setes livros em um só) e vou tentar resumir cada uma delas.

Os Dois Poetas: A história começa em uma pequena tipografia de um senhor chamado Séchard. Ele manda seu filho para a escola e posteriormente para a faculdade para estudar tipografia. Parece ser uma atitude decente de pai, mas o Senhor Séchard é tão avarento que seu único objetivo é vender a tipografia para o próprio filho e ganhar lucros pelas costas dele. Depois dessa breve introdução, passamos a conhecer David Séchard, o filho do velho, é uma ótima pessoa, gentil, generoso, com alma de inventor e digamos, um tanto ingênuo. Também somos apresentados a uma importante personagem da história: Lucien de Rubempré. Ele é o melhor amigo de David e sonha em ser poeta/escritor. Essa primeira parte do livro mostra como é a vida dos dois, David trabalhando na tipografia e Lucien se entregando a sua paixão, a Senhora de Bargenton, uma mulher da alta-sociedade da pequena cidade de Angoulême.

Comentários: Os Dois Poetas é praticamente uma introdução, ele apresenta um pouco da vida dos personagens e como é a vida deles em Angoulême. No momento que você começa a ler, pensa que a personagem principal é David, mas, na verdade, quem ganha bastante destaque não só nessa parte como no livro todo é Lucien. E por que isso? Porque Lucien é extremamente ambicioso. Ele é visto por sua mãe e pela sua irmã Ève (com quem David se casa posteriormente) como uma divindade em terra. Elas acham-no inteligente e célebre, enchendo-o de orgulho de si. E até David vê em Lucien (não só pelo seu talento, mas por sua beleza digna de Adônis) um cara fantástico. Por isso que Lucien acaba se apaixonando pela Senhora de Bargento (ou Marie-Louise-Anaïs de Negrepelisse, nome legal, não?), uma mulher bem mais velha que ele e também casada. Louise, como é chamada por Lucien, é uma mulher que viveu lendo romances e sonhando com uma vida encantadora, porém, ao casar-se, viu que não era nada disso. Quando ela encontra Lucien, ela vê nele um pedaço do que faltava em seu casamento. Ela precisava de um poeta em sua vida.
Outra parte interessante é a história da tipografia apresentada no livro. Para muitos pode ser maçante, mas como fiz técnico em Design Gráfico e tive que estudar essa parte da história da impressão, achei fascinante!

Um grande homem de província em Paris: A segunda parte do livro conta a história de como Lucien fugiu de Angoulême com a Senhora de Bargeton para Paris. Leve em consideração que para isso acontecer, David emprestou uma quantia a ele. Em uma cidade grande e incrível como Paris é claro que o relacionamento de Lucien e Louise iria se desgastar, porque lá há muitos poetas e muitas moças mais bonitas que ela. Porém, essa não é a parte mais interessante do livro, o foco principal é no jornalismo e nas editoras de livros da época (ao contrário do primeiro livro que foca em tipografia e impressão). Você irá conhecer a verdadeira cara do jornalismo, que é um jogo de intrigas, onde seu melhor amigo, amanhã, pode ser seu pior inimigo.

Comentários: É decididamente, dos três livros, o mais interessante. Você realmente vai conhecer Paris tal como ela era no século XIX. Porém, muitas das coisas abordadas podem ser utilizadas nos dias de hoje. Balzac mostra uma bela crítica da sociedade francesa daquela época e enquanto eu lia, era impossível não comparar a coisas do meu cotidiano. Lucien nesse livro mostra o que tem de ambicioso tem de tolo. Eu achei-o um personagem extremamente idiota e inocente. Se eu pudesse compará-lo a algo, compararia àquela fábula de La Fontaine “O velho, a criança e o burro”. Qualquer pessoa que chegava nele e fazia um lindo discurso de como tal coisa é boa, ele ia lá e fazia. Por isso acabou caindo totalmente na desgraça. Não sem antes atingir o ápice e cair com tudo. Achei bem feito.
Antes preciso dizer que o personagem que mais chamou atenção no livro foi Daniel D’Arthez. Ele era um escritor e amigo de Lucien, mas, que em minha opinião, tinha uma personalidade muito mais fascinante. E pelo que dá para perceber no livro, ele parece ser mais célebre que o amigo. D’Arthez toma uma atitude com Lucien que me deixou totalmente boquiaberta da parte dele. No bom sentido, porque acabei gostando mais ainda dele.

Os Sofrimentos do Inventor: Se o outro livro foi do Lucien, quem ganha destaque nesse é David e sua esposa Ève. Em Os Dois Poetas, David apresenta uma ideia que pode fazer uma fortuna: criar um papel durável e melhor. Quando li isso, pensei que nesse último livro, David ficaria milionário (ao contrário de Lucien, mostrando que David, que tinha menos credibilidade, acabou vencendo na vida). Mas, é claro, isso não aconteceu. Graças ao nosso querido Lucien, David acabou ficando endividado (lembra que eu falei que ele emprestou dinheiro para que o bom moço fosse para Paris?). Ele realmente passa situações terríveis nesse livro.

Comentários: Pensei que David fosse um pouco mais pé no chão do que o Lucien, mas ambos estão quase no mesmo patamar. A diferença é que David se importa muito com sua família, ao contrário de Lucien que o tempo todo só viu a si mesmo. Acho que uma personagem que realmente merece destaque é a mulher de David (também irmã de Lucien), Ève. Ela mostrou como ser forte mesmo em uma sociedade onde mulheres não têm grande participação. Ao contrário dos outros dois, ela é realmente pé no chão e apesar de não ter tanto estudo, achei-a até mais inteligente. De qualquer forma, ainda faltaram algumas características necessárias nela para evitar todos os problemas. O fim do livro foi agradável. Gostei do final que David e sua família levaram e também gostei do que aconteceu com Lucien. Porém, ainda fiquei com uma curiosidade enorme de como Lucien levaria sua vida daqui para frente. Não sei se Balzac fez um livro posterior a Ilusões Perdidas, mas se não fez, poderia ter feito!

Ponto fraco da história: Não sei se é realmente ponto fraco, mas vamos lá. O livro não tem capítulos, ele só é separado em partes. Isso realmente acaba se tornando maçante, porque quem tem mania de determinar sua quantidade de leitura por capítulos, acaba ficando um tanto perdido. Em contrapartida, eu acho incríveis escritores que conseguem escrever direto, sem pausas. Balzac faz isso tão bem que você nem percebe quando uma cena muda para outra, é tudo feito sutilmente. Queria realmente apresentar outros pontos fracos, mas não sou crítica o suficiente para isso já que adorei a história!
Outra coisa digna de nota é sobre o Lucien. Como vocês viram, eu não gostei dessa personagem, porém, foi impossível não compará-la a mim e outras pessoas. Conforme você vai lendo, percebe que há mais Lucien em você mesmo do que imagina. Acho até legal isso, porque acaba abrindo seus olhos.

Sei que é impossível para muitos ler esse livro, já que a maioria torce o nariz. Mas desde que comecei a ter contato com clássicos, acabei ficando fascinada por eles. Eu realmente ADOREI esse livro. E indico mesmo. Indico para quem gosta de história, jornalismo e tipografia. Indico para quem quer viajar um pouco em outra época. E se você não se sente preparado para ler livros nesse tipo, não é tarde. Não precisa começar com Balzac, pode começar com Machado de Assis, por exemplo. Ou com meu querido Álvares de Azevedo.

Lindsey Stirling


Lindsey é uma fantástica violinista que nasceu em Orange Country, Califórnia. Desde os 5 anos ela tem contato com a música clássica por causa de seu pai. Atualmente sua fama vem aumentando cada vez mais, não só porque participou de alguns concursos como America's Got Talent, mas também por causa do youtube onde ela posta vídeos fantásticos! Nos vídeos, ela não só toca violino, como também dança, canta e usa cenários e roupas de acordo com o tema da música. E ela não toca só música clássica, ela toca os mais diversos estilos, desde eletrônica até hip hop. Como adoro música clássica e música celta, os vídeos delas me agradam muito! Sem falar que ela é musicista muito esfuziante e dança muito melhor com um violino do que eu sem um.








Quem gostou dos vídeos, aconselho dar uma olhada nos outros que estão em seu canal

Repo! The Genetic Opera


Acabei encontrando esse filme totalmente ao acaso, ainda bem! Tudo começou quando deparei-me com o trailer do curta-metragem The Devil's Carnival. Ao assisti-lo e ver que teria a presença ilustres de Emilie Autumn, Alexa Vega e Shawn Crahan, do Slipknot, fiquei com imensa vontade de assistir. O problema é que só irá estrear dia 16/03/12 e nem sei se chegará ao Brasil. Foi então que deparei-me com o diretor (Darren Smith) do curta-metragem, que além de ser o diretor de Jogos Mortais II, III e IV, também é do Repo! The Genetic Opera, um musical muito parecido com o The Devil's Carnival.
Para você ter uma ideia, antes de Repo! virar filme, ele era um musical apresentado em teatros chamado The Necromerchant's Debt. Ao longo do tempo ele foi sofrendo mudanças até finalmente a Lionsgate decidi investir nele. Acho, que provavelmente não fez muito sucesso, porque nunca tinha ouvido falar sobre esse filme antes, mas bastou assistir o trailer para eu ter a certeza de que precisava assisti-lo.


O filme se passa no futuro, em 2056, e fala sobre uma epidemia de falência de órgãos que acomete a sociedade. Quando todos pensavam que estavam perdidos, surge a empresa GeneCo com a solução: transplante de órgãos. O problema é que nem todos podem pagar por isso, então, eles fazem um financiamento. Porém, se não pagar, os Repo Men, lacaios do dono da GeneCo, Rotti Largo, vão atrás das pessoas e pegam os órgãos de volta de uma maneira, digamos, não muito delicada. Essas cirurgias não só se tornam super populares, como também, o Zydrate, uma droga utilizada como anestesia, que acaba tornando várias pessoas viciadas nela.


A personagem principal é Shilo (Alexa Vega, aquela que faz Pequenos Espiões), uma garota que sofre de uma doença sanguínea, por isso, vive trancada em seu quarto e é tratada pelo seu pai superprotetor. Ela vive a sombra da mãe morta, que assim como ela, tinha a mesma doença. Seus passatempos favoritos são visitar o túmulo da sua mãe (onde ela gosta de ficar lendo) e colecionar insetos. Foi na caça a um inseto que ela acabou conhecendo Graverobber. Tenho que dizer que achei a Alexa Vega linda nessa personagem. As roupas que ela usa são incríveis e adorei o colar de camafeu. Sem falar que ela parecia uma boneca por causa do contraste da pele branca com os cabelos negros.


Graverobber, como o próprio nome em inglês já diz, é um ladrão de túmulos. Porém, o que ele rouba é o Zydrate do corpo dos cadáveres com seringas para depois vendê-lo ilegalmente (quando se usa muito Zydrate e acaba morrendo, o líquido continua no corpo). O ator dele não só ajudou a escrever o roteiro como também ilustrou todos os quadrinhos que aparecem no filme. Adorei esse personagem e achei-o um bocado atraente HAHA.


Outros personagens dignos de serem lembrados são os filhos do Rotti Largo, que brigam incessavelmente pela herança do pai. São eles, Luigi, um cara extremamente violento, Pavi, um cara que não possui rosto, por isso sempre está usando uma máscara e Amber, que é nada menos e nada mais que Paris Hilton! Sério, eu realmente a adorei nesse papel, mesmo ela ganhando a Framboesa de Ouro pela pior atuação.



Também há a famosa cantora da GeneCo, Blind Mag. Ela era cega e por ter feito um transplante, ela ficou em dívida com a empresa. A atriz dela é Sarah Brightman, uma cantora de ópera famosa e que eu adoro! Ela foi a Christine da versão antiga do Fantasma da Ópera.


Convenhamos, eu esperava um filme mais ou menos igual a Sweeney Todd, mas isso não aconteceu. O filme é beeeem trash e as músicas não são tão legais assim, uma ou outra eu gostei, a maioria é bem sem-graça. O estilo do filme tem todo aquele ar de humor negro e burlesco, o que muitas vezes chega a ser tosco, PORÉM eu gostei. É o tipo de filme que é bem a minha cara, por isso acabei adorando. Os cenários e o figurino é totalmente dark e muito lindo! Definitivamente foi um ponto positivo. Eu não conseguia parar de olhar para as roupas que Shilo usava e encantei-me totalmente com o figurino da Blind Mag. Sem falar que o filme é realmente bastante sangrento, com direito a órgãos e tripas voando, o que ganhou-me realmente. Eu também gostei muito da história, achei-a bastante criativa, sem falar que apresenta um tema que gosto tanto: distopia. Outra sacada que gostei muito é a mistura entre cenas do filme e cenas de quadrinhos, como se desse a impressão de que a história foi baseada em um HQ. Sério, apesar dos pontos negativos, achei fantástico e estou ansiosa para assistir The Devil's Carnival!

 

Atualização: Sempre acabo esquecendo de colocar os links de download. Primeiramente, eu baixei o filme sem legenda por torrent nesse site e depois baixei a legenda aqui. Para funcionar, o vídeo tem que estar com o mesmo nome que a legenda. Também indico você ter o codec.

Carnaval + Playlist


Eu gosto de Carnaval. Isso mesmo que vocês leram. E eu nem bebi ao escrever esse post. Mas antes vou explicar o porquê antes que me julguem.
Sim, eu gosto de Carnaval. Não do Carnaval “vamos beijar umas trinta pessoas essa noite”, não do Carnaval “vamos beber até cair e passar vexame”, não do Carnaval “hoje é só orgia”, não do Carnaval “Ai se eu te pego e Rebolation”. Não gosto desse Carnaval que tanta gente gosta e também odeia. Eu gosto de outro tipo de Carnaval, o que muita gente acaba não vendo.
Tudo bem, convenhamos que o Carnaval é realmente uma festa carnal. Ele começou na Grécia, bem antes de Cristo, e era um culto de agradecimento aos deuses da fertilidade e realmente tinha relações sexuais nos festejos. Então, não é para menos que a denotação continua até os dias de hoje. Porém, eu não consigo vê-lo dessa forma completamente.
Meus Carnavais raramente foram passados na frente da televisão assistindo as Escolas de Sambas (não que eu ache ruim, porque, sinceramente, eu acho mágico). Eles foram passados no interior, em uma cidadezinha de 8.400 habitantes que nessa época talvez chegue quase a trinta mil ou até mais. Ela é super conhecida na região como a cidade do Carnaval porque possui duas escolas de sambas (parece pouco, mas é muito para uma cidade desse porte) e muitas festividades.
Desde que nasci, eu comemoro o Carnaval nessa cidade. E posso dizer que ele evoluiu bastante através do tempo, porque antigamente eu assistia os desfiles sentada na calçada, hoje eu assisto em uma arquibancada. E é isso que eu gosto nessa festa: a cultura. Sei que parece bizarro falar esse tipo de coisa, mas há cultura no Carnaval e eu consigo ver praticamente o tempo todo. Antes de se escolher um tema para apresentar no desfile, as escolas de samba pesquisam tudo sobre ele, praticamente o vivenciam o tempo todo para no dia tão ansiado, elas poderem passar isso para as outras pessoas. E é isso que eu vejo quando assisto os desfiles.
Para vocês terem uma ideia, eu mesma já desfilei duas vezes. Uma de odalisca em um carro alegórico quando tinha uns nove anos e de borboleta, no chão mesmo, quando tinha uns onze. Apesar de ser bem cansativo, eu achava bastante divertido. Sem falar que meu irmão e eu, todo o ano, ficamos decorando as letras da música para ficarmos cantando de bobeira. Ah, e não é só isso! Eu amo a bateria! Acho a coisa mais emocionante e contagiante do Carnaval. A bateria é praticamente a alma dessa festa, a alma da escola de samba.
Talvez o motivo real de eu gostar do Carnaval é porque eu amo a cultura brasileira. Sei que ela tem seus altos e baixos como qualquer outra, mas se você aprender a vê-la de verdade, notará que ela é incrível. Não peço a ninguém para gostar do Carnaval, porque, sinceramente, ele é orgia, ele tem gente bêbada, gente que só quer aproveitar e não vê nenhum terço do que eu vejo. Porém, Brasil não é só funk, não é só música ruim, não é só gente pelada, ele é muito mais do que isso. Até o samba que eu não gostava muito, comecei a ver de outro jeito. Porque, convenhamos, ser mainstream e wanna-be-england demais às vezes é chato.

Antes de finalizar esse post, decidi criar uma playlist com músicas de Carnaval. Algumas dessas músicas são do DVD A Cidade do Samba. Eu acabei conhecendo esse DVD quando fui fazer vestibular em uma faculdade e eles deixaram tocando no auditório. Quando vi que se tratava de samba, entrei com cara feia no lugar, mas mudei totalmente minha opinião ao assistir. Sério, fiquei até triste quando eles desligaram sem ter terminado o DVD! Achei algumas das músicas tão boas e entrei em conflito com meu gosto musical. Se não quiserem ouvir, aconselho abrir a página das músicas e lerem os comentários: só tem latinos comentando sobre nossa música brasileira e elogiando. Nada de brasileiros. O que há de errado com nós, afinal?


Ivete Sangalo e Juan Luis Guerra - Não Tenho Lágrimas

Roberto Silva e Roberta de Sá - Falsa Baiana (adoro essa música, acho uma graça haha!)

Sombrinha e Revelação - Fogo de Saudade


As músicas a seguir são da trilha sonora de Rio, que eu particularmente gostei demais.


Favo de Mel


Let Me Take You to Rio - Ester Dean feat. Carlinhos Brown

Ararinha - Carlinhos Brown (sinceramente, eu adorei essa música quando ouvi no filme)

Valsa Carioca - Sergio Mendes

A arte do diálogo

Eu tinha chegado cedo à faculdade. Gosto disso porque se acabar confundindo as aulas e os prédios, dá tempo de procurar o certo. Então, eu estava no prédio de Comunicação, no meu devido andar, sentada em um banco esperando que os outros alunos chegassem. De repente, o elevador abre e entra um menino careca que estudava comigo. Pensei que ele me cumprimentaria, mas ele não o fez, deixando-me um bocado chateada. Então, pensei: “Por que não cumprimento ele? Afinal agora tenho que ser uma pessoa social”. 
– Oi! – exclamei, quando ele virou-se para mim. Ainda fui simpática o suficiente para dar um sorrisinho.


– É... Oi?????


Tudo bem, esse foi o “Oi” mais estranho que já recebi na minha vida. Foi um “Oi” tão hesitante que por um momento pensei que ele iria me ignorar totalmente. Será que sou uma pessoa que aparenta ser tão ruim assim? Será que eu não inspiro confiança nas pessoas? 
– De que curso você é? – ele perguntou para mim.


Como assim que curso? Nós estamos na mesma sala! Não acredito que ele não se lembra de mim, será que minha presença é tão “não marcante”? Será que eu sou mais invisível do que eu pensava?
 – Publicidade e propaganda – respondi como se fosse óbvio. Mas então, começou a surgir uma dúvida em mim – E você? 
– Jornalismo.


Quase caí da cadeira. Esse tempo todo eu estava falando com a pessoa errada. Tudo bem que só foram quatro frases, mas mesmo assim. Eu nem ao menos o conhecia e já fui falando “Oi”. Quem era a total estranha no diálogo era eu e não o rapaz hesitante e desconfiado. Foi então que eu olhei para a careca. Verdade, grande parte dos novatos estavam carecas por causa do trote. O que faz todos serem iguais aos meus olhos e ao meu cérebro lento. 
Comecei a morrer de vergonha por dentro, queria que o chão se abrisse para eu entrar. Ele deve ter pensado que sou umas dessas garotas atiradas com o meu “Oi”. Mas é claro que eu não podia demonstrar o meu erro, então segui com o script que elaborei em minha cabeça o mais rápido que eu podia. E adivinha só? Conversei mais com o cara do Jornalismo do que provavelmente conversaria com o careca certo do meu curso. Tudo por um erro bobo meu.


Quando começou a aula, cada um foi para sua sala e provavelmente nunca mais vamos conversar. Porque voltei a ser a menina tímida e não social de novo, afinal quando tento ser social, cometo gafes. E vou tomar todo cuidado do mundo quando for conversar com carecas. Ou quem sabe, talvez confundir pessoas seja a maneira mais fácil de começar um diálogo. Acho que vou adotar essa prática.


Ou não.

Tag 11 perguntas!

Recebi essa tag da Cherry!

 ♥ Regras:
Cada pessoa deve postar 11 coisas sobre si mesma em seu blog.
Responda as questões de quem te deu a tag no seu post e crie 11 novas perguntas diferentes para passar adiante.
Você deve escolher 11 pessoas para dar a tag e colocar o link delas no seu post.
Ir para a página dessas pessoas e dizer a elas que você as indicou.
Não indique a tag para quem já te indicou.


♥ 11 coisas ao meu respeito:



1) Gosto do Japão desde que me conheço por gente. Sei que parece absolutamente estranho, mas acho que isso já nasceu comigo. Quando eu era bem pequena, tinha mania de passar lápis preto nos olhos para fingir que meus olhos eram puxados iguais aos japoneses. Sempre gostei muito da cor vermelha que me remete também ao país. Meu interesse foi aumentando cada vez mais por causa dos animes que assisto desde os meus três anos, logo comecei a ouvir músicas, assistir doramas, filmes, gostar de moda nipônica e também da culinária.

2) Sou agnóstica, ou seja, não possuo uma religião definida e não tenho interesse em me converter a alguma. Não rezo, não participo de reuniões, nem nada. Mesmo assim, respeito e gosto de aprender sobre religião porque acho tão interessante como mitologia grega, egípcia e nórdica. Quanto a acreditar em alguma coisa ou não, ainda não sei. Só não gosto quando tentam me converter e acreditar em algo, e também nessa manipulação que rola em várias religiões. Acho que cada um tem sua opinião e merece ser respeitada, tanto da parte dos ateus e agnósticos quanto dos religiosos.

3) Às veze ajo de maneira extremamente infantil. Adoro desenhos animados, filmes infantis, animações da Disney e até músicas infantis. Também adoro roupas com estampas fofinhas e de bichinhos. E me divirto muito em festas de crianças, ainda mais quando os monitores deixam-me brincar nos brinquedos.

4) Posso dizer que vivi parte da minha vida no interior, mesmo eu não vivendo lá de fato. A maioria dos feriados, férias e fins de semanas meus foram passados no interior, porque minha família é de lá. Por isso, tenho um grande apego a natureza e acho São Paulo muitas vezes uma cidade estressante e com um ar “pesado”, mesmo gostando muito daqui. Lá tenho bastante inspiração e sinto-me muito bem.

5) Não julgo livros pela capa, já passei dessa época. Descobri que os melhores livros nem sempre tem as capas mais bonitas e chamativas e muitas pessoas perdem a oportunidade de ler bons livros por essa mania boba. Não me interesso por capas, interesso-me pelo conteúdo. Acho que algo mais importante do que a capa, é o título, é ele que te dá uma dica do que esperar da história.

6) Gosto mais de livros velhos do que novos. Adoro cheiro de livro velho (não que eu não goste de cheiro de livro novo, porque é muito bom também, mas prefiro velhos), desde que não tenha cheiro de naftalina. Também adoro páginas amareladas e fico imaginando que outra pessoa teria lido esse livro e se teria gostado ou o que teria pensado. Acho livros velhos algo tão mágico.

7) Sou bastante introvertida e tenho dificuldade em conversar com as pessoas, mas nem sempre foi assim. Durante uma época eu era a pessoa mais sociável de todas, conseguia fazer amizades facilmente e adorava falar. Simplesmente, ao decorrer do tempo e por alguns acontecimentos, acabei ficando mais fechada e parei de confiar nas pessoas. Às vezes eu consigo liberar a pessoa extrovertida dentro de mim e voltar a ser o que eu era, mesmo assim, quero deixar de ser introvertida e tímida definitivamente, só não sei como fazê-lo.

8) Adoro coisas macabras e sombrias, ao mesmo tempo também gosto de coisas fofas. Adoro filmes e séries de terror, assisto um bocado de programas sobrenaturais ao estilo Ghost Hunter (mesmo achando tudo mentira, afinal nunca vejo a câmera capturando nada, o que não me impede de achar divertido). Adoro também livros sobrenaturais e do Romantismo, principalmente da segunda geração.

9) Meus estilos favoritos de roupa são o rocker, grunge, boho-chic, pin-up, vintage e gótico. Mesmo eu não sendo realmente adepta aos estilos, uso-os de vez em quando. Também gosto muito de moda japonesa, principalmente Visual Kei, Lolita e Gyaru. Queria aprender a costurar para fazer minhas próprias roupas (e cosplays também) já que raramente acho algo que gosto em lojas.

10) Nunca fiz mudanças muito drásticas no meu cabelo, mesmo assim, sempre quis ter meu cabelo inteiramente vermelho (não importa o tom já que gosto de todos). Eu tive meu cabelo na cintura até os treze anos quando por erro da cabeleireira, ele acabou ficando muito curto. Fiquei mal por uns três dias até finalmente conseguir me acostumar e ver que era bem mais fácil cuidar das madeixas quando elas eram quase inexistentes. Com quatorze anos metade do meu cabelo foi descolorido e pintei de vermelho. Por exigir muita dedicação nem deu dois meses e tive que pintá-lo de uma cor próxima a minha real para consertar. Aos quinze anos navalhei meu cabelo pela primeira vez e achei o corte mais legal do mundo. Pena que para mantê-lo exige muita chapinha, pois sem ela seu cabelo enrola completamente e fica feio. Aos poucos fui sossegando e hoje estou deixando-o crescer bastante até descobrir um corte legal.

11) Já perguntaram a mim aqui no blog, mas sempre esqueço de responder. Sim, eu uso lentes de contato colorida. Porém, como uso praticamente o tempo todo é como se ela já fizesse parte de mim, sinto-me bem melhor com elas. Meus olhos naturais são castanhos e não desgosto deles, só acho que fico bem melhor com lentes. Algumas pessoas acham isso supérfluo, mas eu encaro lentes igual a pintar cabelo, se você quer mudar sua aparência, mude e não se importe com os outros. As minhas lentes eu também uso para enxergar, já que tenho miopia e odeio óculos.

♥ 11 respostas:


1 - Quais são os seus livros favoritos?
Adoro a série Mediadora (e outros livros da Meg Cabot), a série Sociedade Secreta, Harry Potter, Crônicas de Nárnia e os livros do Álvares de Azevedo. Tenho vários livros que gosto muito e acho que não conseguiria falar de todos aqui.

2 - Você acha que combina com o seu signo?
Apesar de não acreditar, combina bastante (sou de Aquário). É meio assustador ler aqueles textos sobre a personalidade de seu signo e ver você em cada linha.

3 - Quais são suas matérias favoritas?
Iniciei a faculdade faz uma semana, ainda não sei muito sobre as matérias, então vou falar as da escola. Minhas matérias favoritas eram História e Literatura. Também gosto de Filosofia.

4 - Qual comida você cozinha melhor?
Nenhuma! Não sei cozinhar, só sei fazer miojo e fritar hambúrguer! Haha!

5 - Para onde você gostaria de viajar?
Japão, principalmente ♥ Adoraria fazer um tour pela Ásia (China, Coréia do Sul, Tailândia e Japão). Também tenho vontade de conhecer os Estados Unidos (Nova York, Miami, Flórida, Disney), Alemanha, Itália e França.

6 - Quais são os seus filmes favoritos?
Guerra dos Mundos, Constantine, O Código da Vinci, Anjos e Demônios, Terror em Silent Hill, Submarine, Black Swan, V de Vingança, o Senhor das Armas, O Fantasma da Ópera, os filmes do Tim Burton, os filmes da Ghibli e os filmes da Disney.

7 - O que você gostaria de comprar agora?
Uma câmera profissional de preferência. Também roupas legais e uns acessórios.

8 - O que você gostaria de mudar no seu corpo?
Meu nariz. Ele possui um nó, não muito grande, mas adoraria que ele sumisse e fosse mais reto.

9 - Qual é o seu esmalte favorito?
Não tenho um favorito, mas gosto de esmaltes escuros e fortes. Também gosto de holográficos.

10 - Você tem algum dom ou talento?
Acho que escrever e desenhar. Não que sejam talentos gritantes, mas são os que eu tenho.

11 - Com o que gostaria de trabalhar?
Decididamente gostaria de trabalhar escrevendo. Não só livros como em jornais e revistas. Mas também adoraria trabalhar com ilustração, fotografia e editorial (principalmente se for em alguma editora, tanto de livros quanto de revistas). Qualquer coisa a ver com criatividade eu aceito!

♥ Minhas 11 perguntas:
1) Que pessoas inspiram você?
2) Qual foi o melhor dia da sua vida?
3) Quais as mudanças que seu cabelo passou?
4) Se pudesse ser qualquer pessoa por um dia, quem seria?
5) Qual o livro mais chocante que você já leu?
6) Qual seu personagem favorito de seriado/série?
7) Qual sua música favorita? Por quê?
8) Diga alguma coisa que gostaria de aprender.
9) Como foi/é sua vida escolar?
10) Já amou alguma vez? Como foi?
11) Se pudesse mudar algo no passado, o que mudaria?

♥ Indico para:
House of Taisho
Aquele velho blá blá blá de sempre
Enchantime
Luna Nacht
Ei Sarah
Depois da Escola
Corujando
Ugly Thoughts
Hangouver at 16
Books Journal
Sachê e Bombom

O que tem na minha bolsa?

"What’s in your bag?“ é uma tag famosa em blogs, vlogs e flickers, onde a pessoa mostra o que há dentro de sua bolsa. A partir dos objetos em questão dá para saber um pouco da personalidade de cada pessoa. A proposta foi criada pelo americano Jason Travis, que é fotógrafo. Decidi participar da tag mais para mostrar meu material escolar, já que fiz um post sobre isso ano passado. Quem acompanha o blog faz tempo sabe que eu AMO os Skelanimals. Já é o terceiro ano que compro material deles e sou louca pela marca desde meus 14/15 anos. Como podem ver, continuo com a mochila do ano passado que adoro e também permaneci com o mesmo estojo que é bem espaçoso. Na foto acima vocês podem ver meu caderno novo, meu sketchbook, case de pasta de dente rosa, garrafinha de água (muito útil com esse calor infernal), carteira, necessaire de vaquinha, Tic-tac, agenda, e chaves de casa com um chaveiro de crocs (não gosto de crocs, mas acho o chaveiro bonitinho. Sem falar que é bem chamativo e acho facilmente na bolsa).
Essa necessaire de vaquinha é da Boticário e já é antiga, acho que não vende mais. Mesmo assim, acho-a uma gracinha! Ela vem com rímel, gloss, lápis de olho preto e primer. O batom não é da linha, eu peguei um aqui de casa mesmo.
A coisa mais legal da Skelanimal é que a cada ano há mais diversidade de animaizinhos. Não sabia qual agenda escolher, mas acabei optando pelo macaquinho Marcy porque adorei o estilo da capa da agenda. De brinde vem um marcador de página do coelhinho Jack e a cartela de adesivo é dupla, com uma variedade de adesivos fofos. Sem falar que cada mês possui Skelanimals diferentes.
Esse é meu Sketchbook besta, haha! Eu ainda não desenhei muito nele, mas quando desenho só faço desenhos bobos e sem sentido. Ele é bom para quando eu estiver com tédio e quiser desenhar um pouco. A capa dele é preta e super simples, pretendo costumizá-lo, mas ainda não tive nenhuma ideia realmente boa para colocar em prática.
Por último, os meus cadernos! O primeiro é do Diego, o morceguinho (e o meu favorito de todos), ele possui também cartela de adesivo duplas, uma capa diferente e bonita e as folhas desse caderno são BEM mais bonitas que do ano passado, tudo mais decorado. Esse caderno foi o escolhido para eu levar na faculdade. O segundo caderno é do Jack e possui as mesmas características do Diego. Por último, eu queria um desses cadernos fichários e o da Capricho foi o que eu gostei mais. Ele vem com três capas diferentes para você poder escolher. Não preciso nem falar que decididamente a coisa mais legal de estudar é usar o material novo, ainda mais quando você gosta muito dele. Podem ter certeza, ano que vem será Skelanimals de novo, HÁ!
Camera Obscura - Lemon Juice And Paper Cuts

Uma semana na faculdade

Como vocês bem sabem, eu estou na faculdade. Pensei que isso não mudaria muita coisa na minha vida, mas nesses primeiros dias juro que minha cabeça já virou de cabeça para baixo. As aulas começaram segunda-feira, dia 6, mas como estava com certo receio do trote, acabei faltando. Claro que não perdi muita coisa, afinal só teve um tour pelo campus gigantesco do Mackenzie, palestras, entre outros. Mas no segundo dia de aula, finalmente estava preparada para encarar.
Eu nunca andei sozinha de metrô e ônibus. A única vez que mais pode ser considerada “sozinha” foi quando fui com meu irmão que sabia menos do que eu sobre esses meios de transporte. Por sorte, nas férias eu andei um bocado de vezes de ônibus e metrô com meus pais e fui umas três vezes na minha faculdade resolver uns negócios. Então eu já conhecia totalmente o caminho, sem erros.
Provavelmente pessoas normais entrariam em pânico por terem que enfrentar isso sozinhas, mas como sou lenta e a ficha demora para cair, não surtei em nenhum minuto, fiquei bastante calma. Mas é claro que essa viagem exigiu bastante de um corpo sedentário igual ao meu que sempre estudou próxima a escola e a cursos.
Quando entrei no campus, foi só alegria. E também me perdi um bocado de vezes. Como eu tinha que resolver uma papelada, tive que ir a diversos lugares e os primeiros amigos que fiz foram os seguranças que me ajudaram a chegar ao meu objetivo. Acho que foi a primeira vez que eu me senti adulta de verdade, com dezoito anos e tudo mais. A sensação de cuidar das suas próprias coisas e correr atrás dos papéis que precisava só mostrou que realmente de fato estou começando a ter responsabilidade. Ou não.



De qualquer forma, isso foi bastante fácil. O difícil mesmo é fazer amigos. Eu sou extremamente tímida e introvertida, mesmo que não pareça. É claro que eu nem sempre fui assim, então há momentos que bem lá do fundo surge minha alma extrovertida e eu consigo fazer amigos facilmente como aconteceu no show do Tokio Hotel e no Meeting Nacional Lolita. Então quando eu encontrei aquela quantidade de pessoas do meu curso eu simplesmente não sabia o que fazer. Não sabia nem por onde começar, quem escolher para ser amigo. Juro que pensei que iria ficar sozinha até eu me formar. Mas tudo mudou quando decidi ir para o banheiro com várias meninas, para nos trocarmos e vestirmos as camisetas do Mackenzie.
Eu era uma das últimas da fila e eu tinha falado brevemente com uma das meninas sobre a divisão de salas quando entrei no Box. Estava lá me trocando, quando de repente ouvi alguém falando meu apelido, “Danny? Danny?”.


Obviamente não podia ser eu porque eu não tinha dito meu nome a ninguém, então ignorei. Mas quando abri a porta, lá estava a garota que eu acabara de falar. “Ei, Danny! Estamos te esperando lá fora!”. Vocês não têm ideia da minha felicidade quando percebi que alguém queria fazer amizade comigo. Mas como diabos ela sabia meu nome? Foi então que descobri que era o meu colar. Eu tenho aqueles colares com meu nome igual cachorro de madame perdido. Porém, foi graças a isso que consegui fazer amigos.
Não teve aula nesse dia porque foi o Trote Solidário, que não é o trote comum que conhecemos e sim uma forma de dizer aos novatos “Bem-vindo!”. Nesse dia há shows, gincanas, lanches e uma apresentação dos principais clubes da faculdade (a agência júnior, os esportistas, a bateria, a Aliança Bíblica Universitária, etc).Também é uma forma de você conhecer pessoas de outros cursos.
O Trote real mesmo foi quarta-feira e não segunda como eu pensava. Eu havia me enganado. As aulas dos veteranos só começariam quarta-feira e não segunda, ou seja, o trote ainda aconteceria. Eu não tenho propriamente medo do trote, eu tenho nojo mesmo. Sou daquelas pessoas chatas que odeiam se sujar, ainda mais quando isso é feito de uma maneira extremamente exagerada. Sem falar que rola toda aquela bebedeira que eu não curto muito. Não vejo muita graça em trote mesmo muitas pessoas achando legal e quando eu for veterana, não vou fazê-lo. Sim, sou careta. Por isso eu fui preparada, levei outra roupa e iria tentar ao máximo escapar dos veteranos. E adivinhem só? Não fui pega! Como cheguei bem mais cedo e também fui embora cedo, acabou que não me pegaram.
O bom é que foi quarta que começaram de fato as aulas e eu pude conhecer um pouco dos professores e das matérias. Devo ser uma das poucas pessoas que está realmente ansiosa para estudar e aprender um monte de coisas. E sabem de uma coisa? Estou adorando! É claro que tem matérias que realmente não me agradam muito, mas há outras que tenho certeza que vou adorar. Os professores também parecem ser bem legais e alguns são bastante doidinhos.
Essa semana foi MUITO cansativa. Nunca andei tanto na minha vida. Nunca me cansei tanto. Mas só de chegar à faculdade eu já me sinto bem melhor. Sei que talvez com o tempo eu vou desejar muito ter férias, porém, espero que isso demore um pouco para acontecer porque estou me divertindo muito. Para você ter uma ideia, até andando de ônibus lotado com São Paulo alagada eu me divirto. Adoro observar a cidade pela janela, adoro ficar observando as pessoas. E nada como um passeio com os amigos no shopping Higienópolis, tomando o frapuccino geladinho da Starbucks, para fechar essa semana com chave de ouro. Faculdade, lá vou eu!

A Esperança


Talvez por causa da eletrizante adrenalina que senti ao ler Jogos Vorazes e Em Chamas, fui com muita sede ao pote ao ler A Esperança. Estava preparada para ler e imaginar desde as cenas mais terríveis até as que mais nos tocam. Não vou dizer que o livro não cumpriu seu papel, mas eu esperava um pouco mais, principalmente em relação ao começo.
No último livro, Katniss se vê fora do segundo Jogos Vorazes e segura no Distrito 13. Junto com os rebeldes ela terá que encontrar uma maneira de acabar com o governo do Presidente Snow e quem sabe fazer Panem ter sua tão sonhada paz. É esse o principal enfoque da história, que nos mostra a vida no Distrito 13 e todas as estratégias de guerra. Confesso que esperava um pouco mais de parte, porque realmente foi bem parada. Nem por isso Suzanne Collins deixou meu estômago calmo, já que ela continua narrando cenas fortes e tão violentas que muitas vezes você precisa parar para respirar. Vi tantos personagens meus favoritos morrerem sem a menor compaixão. Tantos personagens marcantes que deixaram um vazio em meu coração ao perceber que nunca mais leria nada sobre eles.
Por mais que seja ficção, para mim, o livro é um dos mais reais. Muitos de nós nunca presenciaram uma guerra, ouvimos falar sobre elas na aula de História, mas sentir na pele, nunca sentimos. Esse livro nos deixa tão perto disso, que é como se estivéssemos vivendo uma, como se estivéssemos ao lado de Katniss, acompanhando-a em suas aventuras cruéis. Peeta, o tão querido Peeta de muitas pessoas, para mim, foi um dos personagens mais insuportáveis. Nunca gostei muito dele e definitivamente não mudei meu gosto lendo o último livro da série. Não acho que ele combine com a Katniss e devo ser a única pessoa da face da Terra que preferiria ela com Gale, seu grande amigo. Talvez pelo fato de que ele sempre esteve ao seu lado. Outro personagem digno de ser lembrando é o doce Finnick, que também passou por terríveis e ótimos momentos, sempre marcando o livro com sua personalidade divertida, esperta e gentil. E como não se lembrar de Cinna nesse livro? Como não se lembrar do meu personagem favorito? Por mais que de fato ele não esteja mais na história, sempre vou lembrar-me dele e da sua inteligência e talento. Talvez se eu fosse lembrar-me de cada personagem incrível dessa série, essa resenha ficaria enorme, mas não posso deixar de lembrar-me da Prim, do Boggs, da Annie e da Johanna.
O final da série não foi o dos mais incríveis, talvez muitas pessoas vão reclamar, mas vou dizer uma coisa: foi um final real. Não foi um final falso como “E viveram felizes para sempre”. O que aconteceu na história não vai ser esquecido facilmente pelos personagens, porque isso ficou gravado neles. Foi um final que arrepia você e faz pensar em várias coisas, no nosso mundo real, porque sempre que leio qualquer livro da série, eu me pego comparando com nossa realidade. Indico essa série sem pensar duas vezes, é uma das melhores que já li em minha vida, se não, a melhor. As pessoas precisam realmente ler livros como esse, para abrirem suas mentes. Acho que ficamos muito tempo na geração fantasia e sobrenatural. Precisamos agora de algo para nos acordar e perceber o que estamos fazendo com os outros e com nós mesmos. Precisamos ver o mundo tal como ele é. 

Antes de terminar vou deixar uma versão da música The Hanging Tree feita por uma fã do livro. Katniss canta essa canção em A Esperança.

Great Expectations

Não sei como diabos nunca ouvi falar dessa mini-série da BBC antes, porque acompanho um bocado de blogs com interesse em séries. Talvez seja porque não chamou a atenção de muita gente e por ter apenas 3 capítulos (uma hora cada). Mas foi isso que me ganhou, por não ter muitos capítulos, seria algo rápido e eu não me atrasaria assistindo como acontece com muitas séries que assisto. Claro que o tema principal chamou-me muita atenção, quanto a isso não há duvida (lembrou-me uma mistura de Os Miseráveis de Victor Hugo e Ilusões Perdidas de Balzac, que em breve terá resenha aqui).
A história é baseada no livro de mesmo nome do escritor Charles Dickens, o qual eu tive o prazer de ler um conto de natal lindo. Mas você deve conhecê-lo de outro lugar, pois foi ele que escreveu o A Christmas Carol (aquele filme do Ebenezer Scrooge, o velho ranzinza que recebe a visita de três espíritos de Natal), que eu não li, mas assisti todas as versões existentes do filme. Pip é um garoto de 11 anos que perdeu os pais e vive com sua irmã mais velha, o marido dela, Joe, e seu tio Pumblechook. Ele tem uma grande amizade com o Joe, que é um ferreiro trabalhador e honesto, enquanto sua mulher é insuportável. Um dia, enquanto passeava, Pip acabou sendo pego por uma fugitivo da lei. O ladrão pede a Pip que traga uma lima (é uma ferramenta de ferreiros) para ele retirar os ferros que prende seus pés, se não irá matá-lo. O garoto assustado faz o que ele diz e além de trazer a lima, decidi trazer um pedaço de torta. Esse ato tocou o coração do ladrão, que mesmo pego depois pela polícia, não confessou quem o ajudou (essa parte da história parece inútil, mas é bastante crucial). Passado uns dias, uma mulher rica que vive na região, chamada Miss Havisham pede a família se eles possuem um garoto para criar, no mesmo instante, a irmã de Pip entrega ele com o interesse de conseguir um pouco da fortuna de Miss Havisham. Pip começa a passar um tempo na casa dessa senhora estranha e conhece sua filha adotiva, Estella, por quem aos poucos vai nutrindo uma paixão.
Miss Havisham é minha personagem favorita da história e dá para ver que sua figura é extremamente marcante. Ela possui o cabelo todo branco, só veste vestidos também brancos e anda descalça pela casa, mostrando o quanto é totalmente maluca. Ela acabou perdendo o juízo desde a suposta morte do seu noivo, que morreu antes do casamento, por isso ela acaba andando por aí como uma noiva ambulante e ainda mantém o bolo de seu casamento na sala de jantar. Mesmo assim, com todo o seu jeito de noiva cadáver, ela é fascinante o suficiente para despertar em Pip a ambição que faltava no garoto. Miss Havisham faz Pip se apaixonar por Estella, fala que ele deve se casar com sua filha e virar um gentleman. E então esse tornou-se o objetivo principal de Pip, que o persegue na trama inteira.
Estella é a filha de Miss Havisham. É uma bela moça, mimada e fria, criada nesses moldes pela mãe para nunca sofrer por amor. Mesmo assim, isso nunca a impediu de se apaixonar por Pip, mesmo que ela lute tanto contra esse sentimento.
De jovem ingênuo e sem nenhuma ambição, Pip cresce e vira o lindo modelo da Burberry (HAHA, sim o ator Douglas Booth é modelo da Burberry, junto com Emma Watson), que sonha em se tornar um gentleman. Sua vida é transformada quando ele recebe uma herança de uma pessoa misteriosa. Ele só receberá sua herança e descobrirá quem é seu benfeitor quando se tornar maior de idade, enquanto isso, receberá algumas quantias para ser educado e se tornar um respeitável rapaz da aristocracia. Pip, então vai para Londres onde começará uma nova vida e será treinado pelo primo de Estella (o ator dele é o Harry Lloyd, o mesmo que faz o Viserys Targaryen em Game of Thrones, irmão da Daenerys).

Sabe aquela série que você pensa que foi criada perfeitamente para você? Foi isso que aconteceu enquanto eu assistia. Amo histórias vitorianas (ainda mais quando são curtas) profundas, com fotografias lindas (tudo no estilo inglês sombrio e enevoado) e uma trilha sonora incrível. Adorei os atores, os personagens e até fiquei triste por logo ter terminado. Sem falar que agora estou louca para ler o livro (baixei a versão em inglês que tem assustadoramente umas quatrocentas páginas). Mas sabe o que é mais engraçado? Enquanto eu assistia a série, apesar de eu AMAR a atuação da Gillian Anderson como Miss Havisham, não conseguia parar de pensar em como esse papel também seria perfeito para a Helena Bonham Carter. Foi então que descobri que esse ano irá estrear o filme do Great Expectations e adivinha quem vai fazer a Miss Havisham? Isso mesmo Helena Bonham Carter! Nem acreditei quando vi! Estou super ansiosa pelo filme e espero que seja tão boa quanto a série. Deixarei com vocês o opening lindo da série e o trailer.

Mallu Magalhães, Franjas e afins



Não preciso nem dizer que com o novo clipe da Mallu Magalhães deu um rebuliço no mundo da moda. De repente todo mundo estava falando dela, do seu novo estilo e do novo cabelo. Eu confesso que já sabia do lançamento do seu CD há um bom tempo e ouvi inteirinho porque estava na época em uma vibe indie-folk (Youhuhu é a música mais legal dela, segundo meu gosto musical estranho). Então qualquer música fofa com um estilo de filme antigo que eu descobria, simplesmente me apaixonava. E olha que nunca curti muito essas coisas, já que prefiro guitarras e gritos.
Não preciso nem dizer que quando vi o clipe Velha e Louca, achei-o uma graça e o estilo dela também, que só combina com ela e algumas pessoas, obviamente. Mas o pior foi muitas pessoas comentando que estão com vontade de cortar franja curta igual a dela (graças a minha cabeleireira, minha franja ficou curta demais) e por experiência própria eu sei que absolutamente é uma péssima ideia.

Porque não cortar franja curta:

1) A chance dela combinar com seu rosto são mínimas;
2) Você vai ficar com cara de criança e não com uma cara anos 60, vintage e fofa;
3) Ela fica bem melhor se você fazer chapinha, porque as pontas geralmente enrolam;
4) Você provavelmente irá se arrepender muito, ainda mais se sempre teve franja longa;
5) Convenhamos, esse corte só fica bom em editorial de moda e gente famosa. E olhe lá.

O que eu mais achei engraçado ao ver vídeo é que o cabelo da Mallu Magalhães é mais ou menos parecido com o que eu fiz e queria na minha formatura (tirando a parte da franja curta). E por mais que outros blogs achem que isso está na moda, em nenhum momento me achei legal ou senti como se estivesse no clipe Lloyd, I’m ready to be heartbroken do Camera Obscura. Talvez em uma próxima vida, quem sabe.

Youhuhu - Mallu Magalhães