Another


O primeiro motivo que despertou meu interesse por Another foi a atmosfera de terror que o anime prometia. O segundo motivo foi por causa da ilustradora dele, Noizi Ito, a minha favorita (a mesma de Suzumiya Haruhi e também do mangá ou light novel de Shakugan no Shana). O terceiro motivo é que muita gente estava falando que era melhor que Elfen Lied ou tão bom quanto.

Dos três motivos de assisti-lo, só um cumpriu com o prometido. Another não chega nem aos pés de Elfen Lied, mas não deixa de ser ruim. E mesmo com uma atmosfera de terror, não o achei tão forte como em Ghost Hunt. Mesmo assim, tenho que dizer que fiquei satisfeita com os doze episódios.

E sobre o que fala? A história se passa em uma cidadezinha chamada Yomiyama e há uma lenda local sobre um aluno chamado Misaki. Ele era o exemplo de aluno, tinha ótimas notas, era popular e todos gostavam dele, porém, ele acaba morrendo em um acidente. Então, por causa da perda dolorosa, os amigos de sala decidiram fingir que Misaki não morreu. Eles deixaram uma cadeira para Misaki na sala de aula e ele também ganha uma do dia da formatura. Isso foi o estopim para que algo estranho acontecesse: na foto tirada na formatura, Misaki acaba aparecendo nela.

Alguns anos depois (26 para ser mais preciso), Sakakibara Kouichi acaba se mudando para Yomiyama para morar com seus avós e tia, pois seu pai viaja muito. Porém, ele acaba passando mal e ficando no hospital bem no começo das aulas. É lá que ele conhece uma garota estranha que usa tapa-olho chamada Misaki Mei. Ele acaba encontrando-a no andar do necrotério com uma boneca. Dias depois, quando ele finalmente pode ir para a escola, ele descobre que Mei está na sua sala.


Os primeiros episódios de Another são beeem entediantes. É só a partir do terceiro que começa a ficar mais legal, mas nem tanto assim. É algo gradativo. Eu sou perita em desistir de animes em seus primeiros episódios, então por que eu não parei? Porque o anime tem um mistério. Um mistério tão intrigante que faz você assistir até o final. O tempo todo dá para perceber que a classe de Kouichi está escondendo algo dele, e por mais que ele pergunte, ninguém se disponibiliza a contar. E isso dá muita raiva, porque você também está ansioso para descobrir. Quando finalmente tudo é esclarecido, surge outro mistério maior ainda que o anterior. Então é aí que você tem certeza que precisa ir até o final, custe o que custar.

Para quem ama sangue e mortes ao estilo do filme Premonição, Another decididamente é um prato cheio. O anime mostra mortes tão bizarras que você vai ter até mais cuidado quando levar um guarda-chuva com você. Sem falar, que no começo, há mistura de cenas dos personagens com bonecas assustadores e diálogos de pessoas indeterminadas que ficam explicando alguns ocorridos. Alguns episódios são parados, mas valem a pena só para chegar ao final. Se quiserem uma dica, o melhor episódio de todos é o onze.


Quanto ao final do anime, foi surpreendente. Eu realmente não esperava aquela revelação, porém, não gostei tanta dela assim. Tinha apostado em outro final que ficaria mais legal, mas, se eu tivesse acertado, não seria surpresa.

Sobre os personagens, eles não são tão marcantes assim. Kouichi é o típico principal sem graça que todo anime tem. Mei rouba toda a cena com seu jeito excêntrico e sombrio, não tem como não gostar dela. Outra personagem que gostei muito foi a Akazawa Izumi. Ela é uma espécie de representante de classe mandona e chata, mas eu fui com a cara dela.


Another não dá medo, mas possui cenas impressionantes. Sem falar no mistério que pega você de jeito e faz ansiar pelos próximos capítulos. O anime não só está fazendo o maior sucesso no Japão, como aqui no Brasil também. Tanto que vão lançar a versão Live Action que você pode ver aqui. Isso acontece, porque o autor da história já escreve terror há bastante tempo, mas é a primeira vez que ele decidiu investir em algo voltado para jovens e mais light. Há boatos que terá continuação, se tiver, espero que o autor deixe o light de fora e escolha algo mais pesado. Queremos sangue! haha


Jogos Vorazes (O filme)

Obs: Não vou fazer sinopse do filme, então, leia a resenha que fiz do livro caso não saiba do que se trata. Não é preguiça, é que tem tanta coisa para falar e estou tão eufórica que só de pensar em escrever sinopse, isso me entedia.

Finalmente consegui assistir Jogos Vorazes. Juro que no começo não estava ansiosa. Não é por causa da maldita síndrome de modinha que as pessoas têm, porque, sinceramente, acho que todos deveriam ler Jogos Vorazes e absorver de verdade o que o livro fala (e não ficar só Peeta, Gale, caras bonitos, romances e esse mimimi todo). Quando assisti o trailer, eu não gostei. Achei que não era como eu imaginava e o elenco parecia-me ruim, não batia com as características dos personagens. Porém, depois de terminar de ler o último livro da trilogia, A Esperança, eu senti uma imensa necessidade de ver o filme. Então foram meses de ansiedade, contando os dias para ver a adaptação. Eu tinha certeza que iria me decepcionar, porque isso sempre acontece. Mas não foi o que aconteceu.

Minhas reações enquanto assistia
Eu saí do cinema deslumbrada. Minhas pernas tremiam. Meu coração bateu rápido diversas vezes. Eu chorei. Tomei um SUSTO TREMENDO. Arrepiei-me. Senti na pele muitas das coisas que senti enquanto lia o livro. Eu realmente saí satisfeita. Foi a primeira vez que vi uma adaptação tão boa quanto o livro. Foi MUITO fiel.
Bato palmas para Jennifer Lawrence e Josh Hutcherson! Falei tão mal deste segundo e não por ser um ator ruim, mas porque não conseguia ver nada de Peeta nele. Ele foi sensacional como Peeta, apesar de não mostrar o lado mais amigável e meigo deste. Porém, eu entendi um pouco do porquê de as pessoas que leem o livro gostarem tanto dele. Quem já lê o blog há um tempo e leu as resenhas, sabe que o Peeta não cheira e nem fede para mim. Gosto mais do Gale, mas não tanto, afinal meu personagem favorito é o Cinna. Já a Jennifer conseguiu mostrar totalmente o lado Katniss da vida. Ela mostrou-se brava, corajosa e teimosa, todas as características da personagem. Realmente a atriz se destacou, a escolha foi perfeita.

A diferença crucial entre o livro e o filme é o seguinte: no livro, vemos o ponto de vista de Katniss e no filme, vemos o ponto de vista na terceira pessoa. Ou seja, eles focaram em detalhes extraordinários sobre a tecnologia existente na Capital. Achei tudo tão bem feito que admirei a imaginação da equipe do filme ao criar algo que em minha cabeça pareceu tão simples e objetivo. As roupas da Capital também são sensacionais. Adorei o jeito que abordaram a moda no local. Effie Trinket estava magnífica! Adorava as roupas, maquiagens e perucas que ela usava. E Woody Harrelson como Haymitch atuou muito bem, foi um dos únicos atores que eu aprovei quando saiu o elenco na internet. Também há bastante enfoque em personagens “por trás dos panos”, como Seneca Crane e o Presidente Snow. O filme não fica preso na visão de Katniss e mostra bastantes detalhes de personagens secundários que são cruciais para a história. É como se o filme completasse o livro.
E quanto ao Cinna como Lenny Kravitz? Convenhamos, eu não gostei e nunca vou aceitar o fato. Não consegui sentir aquela amizade e ternura que liga Katniss a ele como acontece no livro. Quem me conhece bem, sabe que muitos dos meus ídolos são meio gays e andrógenos, por isso, acabei imaginado algo assim para o Cinna, porque, convenhamos, ele tem toda aquela ginga gay que eu gosto muito. Mas o Lenny exala “macheza” e achei-o muito sério. Não tem o jeito divertido e genial do Cinna que admiro imensamente. De qualquer forma, é o que tem para hoje.

Agora, vamos aos pontos negativos:

  • Eu achei que muitas cenas ficam focadas demais em rostos, principalmente no começo. Acho que algumas cenas poderiam mostrar mais o cenário e os personagens de corpo inteiro ou meio corpo.
  • As cenas de lutas passam rápido DEMAIS. No meio da pancadaria você nem consegue ver o que está acontecendo, só vê uns flashes borrados e sangue voando. E nem é tanto sangue assim. 
  • Devia ser mais cruel. Falo isso porque meu amigo saiu do cinema falando que gostaria de participar dos Jogos Vorazes e que achou sensacional a ideia. Eu acho que deveriam ter mostrado o lado mais hostil disso, mas isso seria um problema por causa da censura. O negócio é que o enfoque é a luta contra a opressão e para muitos, pode parecer que o Jogos Vorazes é algo legal. No livro, isso fica muito em destaque porque você sofre junto com os personagens. 
  • Em algumas partes eu achei que faltou um pouco mais de explicação, como eu li o livro, fiquei explicando para os meus amigos. Porém, em algumas partes, achei as explicações ótimas e bem boladas! Sem falar que eles mostraram alguns detalhes ótimos para o pessoal entender a continuação.
Conclusão: Sensacional. É a palavra que mais tenho a dizer do filme e acho que ainda não diz tudo. Os meus amigos que estavam comigo também amaram, mas já vi pessoas também que não gostaram. As críticas geralmente aparecem mais de pessoas que leram o livro, mas, de todas as resenhas que li de outros blogs literário, vi que isso não aconteceu. Então, não foi só comigo essa impressão. Juro para vocês que saí do cinema pensando em comprar a entrada para a próxima sessão e ver tudo de novo. Como já disse antes e repito: ficamos muito tempo na geração fantasia. Que venham os livros “tapa na cara”, quero livros (e filmes também) que me choquem de verdade. Jogos Vorazes está no topo da lista.

PS: Por favor, se você é menina, não fique gritando no cinema. Além de você ficar parecendo babaca, irrita as pessoas. Principalmente eu.

PS2: Fiz questão de assistir o filme com essa camiseta. Toda vez que eles falavam "Girl on Fire", eu pulava na cadeira e sentia-me a própria Katniss Everdeen. Mas, convenhamos, estou mais para o povo que morreu na cornucópia.

Leitores Equilibristas

Sempre levo livros comigo para qualquer lugar, afinal, nunca se sabe quando você vai ficar sem fazer nada e em um tédio profundo que só pode ser dissolvido com um livro. Mas eu nunca consegui ler em carros. O primeiro motivo é o movimento brusco, que faz as linhas dançarem diante dos meus olhos e transformam as palavras em uma salada de frutas. O segundo motivo é que tem tanta coisa legal para se ver pela janela, que, mesmo livros, acabam não conseguindo prender minha atenção. Foi quando minha mãe veio com a pergunta: 
– Você fica lendo no ônibus? 
A resposta era óbvia, se eu não gosto de ler no carro, imagine no ônibus em que os movimentos bruscos aumentam umas dez vezes. 
– Ah, mas você deveria já que a viagem é longa – ela respondeu. 
Isso ficou matutando na minha cabeça. Eu via O TEMPO TODO pessoas lendo no ônibus e no metrô. E não eram só pessoas sentadas, eram pessoas em pé, com uma mão segurando no corrimão e a outra segurando o livro. Sem falar no equilíbrio que elas precisavam ter para não cair. Não tem como não admirar pessoas como essas! Eu ficava boba vendo pessoas em pé, lendo desde livros pequenos até os livros de George R. R. Martin (que estão bem famosinhos, vejo um exemplar na mão das pessoas pelo menos uma vez por dia). 
Foi então que eu decidi tentar. Não em pé, claro. Aí vocês estão exigindo muito da minha coordenação motora que não é muito boa. Lendo sentada já era difícil para mim por causa do chacoalhar, imagine tentando me equilibrar. E com imenso orgulho, posso dizer para vocês que li um livro inteiro só no ônibus (não em um dia só, foram vários). É a melhor coisa a se fazer, você nem vê o tempo passar, quando olha para a janela, sua parada já chegou. Sem falar que as letras dançando não me incomodam mais. Consigo lê-las mesmo dançando merengue! 
Mas nada vai se comparar a uma garota que vi hoje. Ela estava em pé no metrô, sem se segurar, apenas com as pernas abertas tentando manter o equilíbrio enquanto lia um livro. Sério, eu não consigo me manter em equilíbrio no metrô nem segurando um corrimão com as duas mãos, imagine sem elas. Então, se algum dia alguém inventar um prêmio para Leitores Equilibristas, essa ganharia de lavada. Eu, no mínimo, ganharia o de Framboesa.

Suicide Room (Sala Samobójców)

Tenho plena certeza que deveria assistir a esse filme mais uma vez antes de escrever essa resenha. Acho que não fixei tudo o que deveria. Porém, acho que não vou ter tempo de fazê-lo. Eu estava louca para assisti-lo. LOUCA. Revirei o Google inteiro atrás de links que funcionassem e quando estava quase pensando em desistir, consegui. A dificuldade é explicada porque se trata de um filme polonês, ou seja, não é algo famoso que se encontra em tudo que é lugar.


A história é sobre Dominik, um rapaz que tem tudo, é rico, bonito, popular e inteligente. Sua vida muda quando na festa de formatura, duas amigas suas se beijam e o desafiam a fazer o mesmo com seu melhor amigo Aleksander. Isso o deixa totalmente confuso a ponto de, em uma luta de judô com Aleksander, acabar ejaculando ao ficar em tanto contato com ele. Esse é o estopim para que o bullying comece na escola. Aleksander comenta o acontecido no facebook e todos começam a zoar Dominick.
Com vergonha de ir à escola, ele acaba conhecendo na internet uma garota de cabelo rosa chamada Sylvia. Ela apresenta a ele o Quarto do Suicídio, um lugar criado por ela para pessoas que querem se matar. Aos poucos Dominik vai se tornando uma pessoa extremamente depressiva, a ponto de não sair do próprio quarto por longos dias.
Só a sinopse já é bastante chocante não é? Agora vamos às explicações.

Dominik pode ter tudo, mas ele não possui pais presentes. A mãe trabalha praticamente o dia inteiro fora, o pai trabalha para o Ministro e também não tem muito tempo para se dedicar ao filho. Mesmo com a zoação em relação à sexualidade dele na escola, acho que isso não seria o suficiente para levá-lo a depressão. Não que não seja ruim, porque é terrível, mas teve outra coisa que foi a causa.

A causa: Sylvia. De todas as pessoas que ele podia ter encontrado naquele momento crítico, ele acabou encontrando a pessoa errada. Com seu jeito misterioso, ela acaba conquistando a curiosidade dele e colocando em sua cabeça as ideias suicidas dela. Não só isso, como ela apresenta o maravilhoso mundo virtual onde ele pode ser o que quiser e fazer o que bem entender. No filme, esse lugar se trata do jogo Second Life, onde há o Quarto do Suicídio e só poucos podem entrar. O grupo de pessoas conectadas nesse local está planejando se suicidar juntamente e de uma maneira mais fácil e indolor.


Algumas vezes (ou a maioria delas) você vai achar a depressão de Dominink exagerada, mas é porque muitos de nós desconhecemos como é ter uma depressão profunda. Dominik às vezes age como um verdadeiro lunático. Ele grita, chora e esbraveja o que pode parecer um tanto infantil, mas essa é uma realidade que o filme tenta abordar. É fácil para nós criticarmos algumas pessoas sem saber o que elas sentem, por isso o filme mostra um lado do bullying que está longe do nosso cotidiano. Nunca tive depressão, mas houve uma época que eu me sentia triste o dia inteiro, sem vontade de fazer nada além de ficar no computador ou lendo (foi na mesma época que surgiu o blog, por isso ele chama-se Spleen!). Enquanto assistia, senti muitas coisas que fazia tempo que não sentia, coisas ruins que quero passar longe.

Nessa cena ele me lembra Tate Langdon de American Horror Story

O filme mescla realidade com cenas em animação, mostrando as partes que Dominik está no Second Life, o que eu achei sensacional! Adorei as roupas e os estilos dos personagens no jogo, afinal, como sou fã de anime, sempre acabo prestando atenção nisso. Juro que até fiquei com vontade de fazer cosplay da personagem virtual de Sylvia.


Uma coisa que você precisa prestar atenção é no tempo que decorre o filme. Às vezes parece que Dominik ficou trancado em seu quarto por um dia, mas na verdade já está há dez. Tudo passa aos olhos dele, então, parece que o tempo é mais lento do que é na realidade. Eu tive a sorte de ter baixado o filme com uma ótima resolução, o que dá para perceber como a fotografia dele é espetacular. Os cenários são bastante sombrios mostrando o mundo de uma pessoa depressiva e você até se sente um pouco tragado para dentro da tela.

Eu achei o filme SENSACIONAL. Eu realmente preciso assistir mais uma vez. Valeu a pena eu revirar a internet atrás do download desse filme (afinal duvido que tenha em alguma locadora), por isso, vou deixar para vocês os links!

Como baixar: Por causa dos intensos pedidos e também dúvidas, fiz um tutorial ensinando como baixar o filme.

Trailer:

Aventuras mirabolantes na faculdade

Era aula de Percepção e Criatividade. A professora tinha dito que íamos fazer um teste para descobrir qual lado do cérebro usamos mais, se o esquerdo (também chamado de lado masculino) ou o direito (lado feminino). Eu estava ansiosa para descobrir, afinal adoro esses testes bacaninhas que dizem coisas que você sempre acaba se identificando.


Então, a professora começou a passar as perguntas e tínhamos que escolher uma das opções. Conforme fui analisando-as, tive praticamente certeza que meu lado daria esquerdo, que geralmente é o lado mais sério e perspicaz. Ou talvez, daria o misto, porque também estava assinalando muito à alternativa “b”. Quando terminamos, tínhamos que contar quantos assinalamos. As minhas alternativas “a” e “b” empataram, mas a “c” acabou ganhando com pouca diferença. Depois tínhamos que multiplicar, somar e fazer umas contas até dar um número e o meu foi 75.
A professora mostrou um gráfico para gente para poder identificarmos qual lado nosso cérebro é. O meu era totalmente masculino. Mas, antes que perguntem, isso não tem nada a ver com a sexualidade, é só o modo de pensar mesmo. Até aí, tudo bem, mas comecei a perguntar para as outras pessoas quanto elas tiraram e foram todos números altíssimos, até garotos. 200, 150, 120, por aí. Apesar de não perguntar para os setenta alunos da minha classe, decididamente a minha foi a mais baixa de todas. Meu cérebro era muito mais masculino do que dos próprios homens!
– As pessoas que usam mais o lado direito – disse a professora – São aquelas pessoas super criativas. Também são emotivas, sensíveis, tem apreciação pela música e artes. As mistas usam os dois lados. As pessoas que usam o lado esquerdo são mais ligada a lógica, contas, matemática, escrita e são sem criatividade.


SEM CRIATIVIDADE.
SEM CRIATIVIDADE.
SEM CRIATIVIDADE.
SEM CRIATIVIDADE.



Eu quase tombei da cadeira. Como assim sou uma pessoa sem criatividade? Isso não pode estar acontecendo comigo! Desde que me conheço como gente minha alma é a criatividade. Sempre gostei de inventar. Tudo bem, eu amo muito escrever e isso está ligado diretamente ao lado esquerdo. Mas eu não escrevo artigos científicos, eu escrevo fantasia e ficção. Eu adoro desenhar, aprecio música e também adoro dançar mesmo não sabendo muito bem. E eu nem gosto de exatas, por isso estou em publicidade em um prédio de comunicação!
Quanto também a personalidade, confesso que sou mais do lado esquerdo. Não sou uma pessoa emotiva (tirando aqueles dias malditos que todas as mulheres choram por qualquer coisa, inclusive eu), nem muito romântica, amorosa e sensível. Sou muito na minha, às vezes chego a ser meio fria, mas nada escandaloso. Eu sei dosar bem quando devo ficar pulando por aí e esbanjar alegria e quando devo ficar séria. Porém, sempre descarreguei todas as minhas emoções na escrita, desenho, música e teatro. O que eu não mostro na realidade, mostro na criação. Não é possível eu ser tão do lado esquerdo assim! Minha vida é uma mentira!

Brincadeira, isso é apenas um teste bobo. Sei que a professora leva a sério totalmente, mas eu não vou levar. Isso não sou eu. Mesmo assim, fiz questão de chegar em casa e procurar o teste no Google. Acabei não achando, mas achei outro que dá na mesma. Fiz e adivinha qual foi o resultado? Cérebro misto. É isso que eu sou e tenho certeza absoluta. Consigo mesclar os dois lados dependendo da situação. Porém, para todos que ficaram espantados com minha nota tão baixa, vou mostrar para eles o quanto sou criativa, HÁ!

Buquê pra quê?

A aula tinha acabado. Basta isso para o alarme soar em minha cabeça: “Rápido! Rápido! Corre para o metrô, é horário de pico!”. Então, eu tento disputar um dos quatro elevadores para chegar ao térreo e atravessar cinco quadras até chegar ao metrô. O problema é quando finalmente cheguei ao térreo havia uma concentração enorme de pessoas olhando para algo que estava na porta. Pensei que alguém tinha passado mal, ou que alguém tinha morrido ou que tinha algum famoso ali.


– O que está acontecendo? – perguntei a um amigo meu que estava próximo.
– Tem um garoto lá fora com um buquê enorme esperando a namorada.
Espichei-me um pouco e consegui dar uma olhada para comprovar se era isso mesmo ou ele estava tirando sarro da minha cara. E era verdade, havia um garoto como um buquê enorme, todo sem graça e feliz ao mesmo tempo, esperando a bendita chegar. E olha que praticamente o prédio inteiro já tinha descido e ela não.
A maioria das pessoas acharia isso bonitinho, mas não sou uma pessoa muito romântica. E sou menos ainda quando tem um buquê obstruindo a passagem para eu chegar ao metrô. Então, juntamente com minha amiga, atravessei aquele mar de gente fazendo várias pessoas olharem para uma de nós duas e se perguntar: “É ela? Será que é ela?”. Mas quando eu cheguei perto do garoto, só o contornei e caí fora.


Como as pessoas pensaram que a namorada chegaria
Como eu passei pela multidão

Lá fora estava pior ainda, sério. Nunca vi tanto espectador na minha vida. O prédio inteiro de comunicação estava ali tentando assistir a cena e eu só queria chegar ao metrô, era pedir demais? É claro que depois de um esforço, acabei conseguindo. Mas, como qualquer humano, fiquei com curiosidade de saber se tudo dera certo para o garoto, porque, com a demora da namorada tão esperada dele, vai ver ela nem estava no prédio.
As quartas, pelo menos na minha sala, é o dia da cervejada. Ou seja, algumas pessoas respondem a chamada da última aula e vão embora com um letreiro de DP brilhando na testa enquanto saem. Não sei se isso é só na minha turma, vai ver é um costume de todas. Então imaginem se a garota aderiu ao tal cervejada e está lá enquanto o namorado está em plena porta da faculdade tentando fazer uma homenagem? Tudo bem, talvez isso seja cruel da minha parte, mas pode acontecer.


Sem falar, que comecei a me questionar se isso acontecesse comigo o que eu faria? Tenho horror a demonstrações de afeto em público. Não entendo a necessidade de algumas pessoas de gritarem aos quatro cantos do mundo como ama tanto alguém. Do tipo que se pudesse, alugaria um avião e escreveria “Eu te amo” com fumaça no céu para todos verem. E não é só namorados. Na minha antiga escola, quando era o aniversário de algum aluno, tinha mãe que alugava aqueles carros de sons bregas ou mandava buquês gigantes. Tem gente que achava lindo esse tipo de coisa. Eu agradecia pelos meus pais serem normais.


Então, imagine eu novamente naquela multidão, chegando até meu amigo e perguntando:
– O que está acontecendo?
– Tem um garoto lá fora com um buquê enorme esperando a namorada.
– Nossa, quem é o babaca que está... Ah, não! É o meu namorado.


É claro que eu não seria cruel o suficiente para me esconder no banheiro e esperar que ele fosse embora (apesar de que pode acontecer, afinal, acho que já fiz isso em algum passado longínquo), então, eu teria que engolir toda a vergonha que me acometeria e seguiria em frente para acabar com aquilo logo de uma vez. É claro que aquela multidão iria aloprar, pedir beijos, gritar e toda aquela babaquice toda, mas eu tentaria ter o maior jogo de cintura e fazer nós dois cair fora dali o mais rápido possível. E é claro, que não poderia deixar de falar:
– Juro que se você fizer isso de novo, eu te mato.


Afinal, convenhamos, sou ou não sou uma pessoa realmente romântica?

Fanny Hill


A primeira coisa que você precisa saber sobre Fanny Hill é que é um livro erótico do século XVIII. Ou seja, muitas pessoas não vão gostar pelo tema e, por mais que já tenha passado muito tempo, sexo ainda é visto como tabu nos dias de hoje.
A história é sobre Fanny, uma garota de quinze anos que vive no interior da Inglaterra, bastante inocente e pura. Após perder seus pais, ela parte para Londres em busca de uma nova vida, ela só não sabia que seria tão corrompida no processo. Ela acaba encontrando emprego na casa de Mrs. Brown, uma cafetina, que acaba aliciando Fanny por causa da sua inocência. É assim que começa seu primeiro contato com a prostituição. Porém, ela não fica muito tempo com essa mulher, porque se apaixona por Charles, um belo rapaz, com quem ela foge. Mas nem por isso ela acaba evitando o destino que lhe foi traçado.
A narração é em primeira pessoa e é como se ela estivesse escrevendo uma carta para alguém, contando toda a sua vida. O engraçado é que o livro foi escrito por um homem, achei que algumas vezes ele retratou muito bem os pensamentos e ações femininas, porém, algumas vezes dava para ver que de fato o livro foi escrito por um indivíduo masculino que fala mais do prazer do que amor. Porque, convenhamos, acho que seria mais chocante do que foi se fosse escrito por uma mulher.
Mesmo assim, eu gostei bastante do livro. Até as cenas mais pesadas, foram escritas de forma tão rebuscadas e cheias de metáforas e comparações que não chegavam a ficar tão vulgar. E eram realmente bastantes cenas de sexo. Gostei também da personagem Fanny, dá para ver como no começo ela era realmente inocente e aos poucos foi aprendendo a ser mais esperta e astuta até não sobrar quase nada da menina do começo do livro. Também gostei muito do final, apesar de parecer meio irreal e coincidente.
O mais interessante era ver como eram as casas das cafetinas no século XVIII. De dia, pareciam realmente casas que pertenciam a alguém de boa índole e até as “moças” trabalhavam como boas jovens de família. Alguns bordéis escondiam tão bem sua natureza que só poucas pessoas o conheciam. O que me incomodou é que John Cleland faz a prostituição naquela época parecer algo bonito, como se a vida fosse um mar de rosas, o que de fato, não foi, não é e nem vai ser.
Particularmente, eu gostei da leitura. Não sou preconceituosa e realmente leio qualquer livro que parar em minha mão, até bula de remédio. E em questão de erotismo, já li livros até piores (livros que não possuíam esse enfoque, mas que tinham cenas um tanto chocantes). Para quem adora livros de época, eu indico. Acho que é um ponto de vista diferente que vale a pena ser lido.

Aventuras mirabolantes em um ônibus


Ônibus é uma das coisas mais complexas que estou enfrentando esses dias. Mas eu gosto muito. Sei que é loucura da minha parte, afinal nenhuma pessoa em sã consciência pode gostar do chacoalhar de um ônibus, ou ter que ficar em pé segurando aquelas barras para não cair no meio de várias outras pessoas. O problema é que sou como uma criança. Acho ônibus parecido com uma montanha-russa turbulenta e adoro quando ele desce rampas enormes ou quando passa em uma lombada e meu corpo é levantado no mínimo meio metro do banco.


Mas o que eu mais gosto é de ficar olhando a paisagem (composta por prédios, lojas, casas, carros e tudo que é urbano) e ouvindo música. Andar de carro ou ônibus é a coisa mais relaxante para mim desde que eu esteja sentada e perto da janela. Sinto-me bem melhor só de ficar pensando na vida e analisando cada detalhe do roteiro. Adoro especialmente pegar ônibus que vão para o meu mesmo destino, mas que tomam rotas diferentes, assim todo dia é novidade.
Porém, ônibus tem suas particularidades que para uma pessoa como eu que andou pouco são estranhas. Quando eu vi pela primeira vez uma mulher sentada perguntando a um rapaz se podia segurar a mochila deste que estava de pé, achei a coisa mais estranha do universo. Pensei que a mulher estava tentando seduzi-lo com uma ação gentil. Tanto que logo em seguida um homem perguntou se eu queria que ele segurasse minha mochila e encarei aquilo como ultraje.


O negócio é que depois minha mãe esclareceu-me essa dúvida, dizendo que é uma gentileza das pessoas que vem desde quando ela também estudava. Mesmo assim, eu ainda não conseguia entender completamente, é claro, até hoje. Vi uma pobre mulher segurando uma bolsa e várias sacolas no ônibus lotado. Como eu estava sentada, enchi-me de coragem e perguntei se ela queria que eu segurasse e, com toda gratidão, ela aceitou. Foi então que eu entendi o que significava ser gentil. E achei aquilo tudo muito legal.


Outra coisa que não entendo em ônibus são as filas dos terminais. No lugar onde eu pego, há duas filas: uma para pegar o ônibus vazio e outro para pegá-lo mais ou menos cheio. Várias vezes peguei a segunda fila pensando que era a primeira. E quando pegava a segunda, acontecia alguma coisa que fazia a primeira fila ir primeiro, ou seja: eu nunca conseguia pegar o ônibus vazio. Foi então que parei de ser a mongoloide que sou e com toda a esperteza do mundo que eu não sabia que existia em mim, acabava furando fila e entrando na maior cara dura. Principalmente quando inesperadamente a fila parava e ninguém entrava mais. Não sei qual é o segredo das filas do ônibus, mas se eu ficar tentando descobrir, nunca vou conseguir chegar em casa. Sem falar que o ponto que desço é um dos últimos e várias vezes fiquei em pé durante grande parte do trajeto enquanto a maioria que descia rapidamente, tinha lugares. E ficar segurando aquelas barras deixam meus ombros totalmente doloridos e acabados.


E a conclusão que chego é que: ou essa liberdade vai acabar deixando-me mais gentil ou uma completa malandra. Afinal, não há coisa mais complexa que ônibus?

Coleção: Máquinas Fotográficas

Não sou uma pessoa que coleciona muitas coisas, mas há algo que gosto muito e são câmeras fotográficas. Não só câmeras como qualquer coisa antiga, também tenho máquinas de escrever, relógios, telefones, entre outros. Acho tudo em lojas de antiguidades e em lojas beneficentes e com preços muito bons! A Polaroid, por exemplo, eu paguei 20 reais e 2000N paguei 3 reais.
De todas as câmeras que tenho, acho que essa Halina A1 é a mais antiga. Ela não está muuuito conservada, mas acho-a uma das mais legais.
Essa é minha Polaroid, ela funciona, mas ainda não tive a oportunidade de comprar um filme para tirar fotos, porém pretendo. O ruim mesmo é o preço dos filmes, que é bem caro. Mas, espero que com a popularidade dela aumentando, logo o preço abaixe. 
Essa é uma Taron PR, é uma câmera japonesa. Acho que também funciona, mas nunca realmente testei. Ela está em ótimas condições.
A Taron PR, mais a Yashica 2000N, também outra câmera japonesa e por causa da lente, ela deve ser mais potente que as outras.
Do lado da Halina A1 é uma Excel-1 da Yasiuka, de todas, ela pode ser considerada a mais "atual".
Olympus Trip 35 também em ótimas condições. 
A câmera em forma de caixa é uma Kapsa e, pelo incrível que pareça, é uma câmera brasileira, inventada em São Paulo por D. F. Vasconcellos nos anos 50.
É claro, que de todas essas câmeras antigas, falta uma decente HAHA Sonho em ter uma profissional para entrar no time, sem falar outras legais que estão saindo agora como a Diana F+ ou aquela câmera que tira fotos Olho de Peixe. Também se achar outras, pretendo comprá-las. Acho super interessante objetos antigos, valem para tirar ótimas fotos ou simplesmente para decorar. E aí? O que você coleciona?

Aprenda a desenhar mangá


Lá estava eu chegando da faculdade, calmamente, ouvindo música e ansiando pelo momento de chegar em casa. Perto de onde eu moro tem um mercadinho com paredes de vidro cheias de revistas e novidades, então, ao passar, vagamente passei o olhar pela vitrine. Foi quando eu parei. No meio de todas aquelas revistas de fofoca sobre os novos episódios da novela estava a coisa mais magnífica que se podia achar em uma banca: revistas de como se desenhar mangá. Não só uma revista. Um kit.
Eu praticamente pirei quando vi que só custava R$4,99. Mesmo assim, entrei em conflito com minha avareza. Sério, eu não sou uma pessoa que sai gastando loucamente por aí. Sou daquela que pensa umas mil vezes antes de comprar alguma coisa. Fiquei um bom tempo namorando o kit e pensando se eu devia ou não comprá-lo e se eu tinha cinco reais na bolsa (e eu tinha).
Mas, de repente, lembrei-me que minha mãe tinha conta no mercadinho, ou seja, eu podia comprar qualquer coisa no nome dela. Juro para vocês que quase pensei em subir aquela rampa enorme para chegar em casa e pedir para minha mãe. Mas eu tenho 18 anos agora, não é mesmo? Então me enchi de coragem, entrei no mercadinho e comprei. É claro que não com meu dinheiro haha.
Esse kit de mangá para profissionais vem a cada quinzena com muitas coisas legais. O único problema é que só o primeiro custa R$4,99. Os outros vão custar R$24,99 (convenhamos um absurdo sem igual). Convenci a mim mesma que só ia comprar o primeiro volume, porém, quando cheguei em casa e mostrei para minha mãe, ela também adorou e pretende comprar o resto para mim (ou o que dá, porque convenhamos, é muito caro).


Na edição dessa vez vem uma revista com algumas dicas e tutoriais, um sketchbook lindinho, folhas A4 própria para desenho, um lápis 2B, borracha de vinil e um lápis art grip azul. Estou louca para consegui a próxima edição porque vem com um manequim articulado que é meu sonho de consumo (na verdade, toda pessoa que gosta de desenhar precisa de um)! Sem falar que irá vir caixas de lápis de cor, tintas e outras coisas para profissionais de desenho. É muita coisa legal! É claro que saber desenhar mangá no Brasil não é quase nada perto do Japão. Apesar da cultura japonesa ser bastante presente no país, desenhar mangá não é algo muito bem visto (afinal, na fase prática de Design da Usp, se você desenhar nesse estilo, está eliminado). Juro que tentei parar e tentar desenhar de outra forma, mas quando tento, meu cérebro trava e se enche de menininhas bonitas com cabelos coloridos e olhos grandes. É claro que eu sei desenhar outros estilos e estou tentando aprimorar, mas já aceitei o fato de que mangá é meu estilo de desenho. E em minha opinião, o mais lindo. Então, se você é assim como eu, vale a pena dar uma olhada nesse kit profissional de mangaka! Nem que seja para comprar só o primeiro!
Para mais informações, vocês podem acessar essa página.