Entre estantes

Livros. Dezenas deles para todos os lados que olho. Separados por conteúdo, literatura estrangeira, literatura nacional, culinária, livros acadêmicos. Alguns me prendem a atenção mais que os outros, mas acabam sendo a mesma coisa para mim: livros. Passo a mão por eles, sinto-os sobre meus dedos, tiro-os do lugar, analiso o título e a capa, para depois colocá-los no mesmo lugar e sentir uma parte de mim indo junto com eles. Sinto uma dor imensa por deixá-los para trás. Ou por não levar o suficiente comigo.
Continuo passando meus dedos de livro em livro enquanto caminho pelas estantes. Imagino mil braços desesperados agarrando minha mão e implorando para sair da estante. Eles tentam-me com histórias maravilhosas, com personagens marcantes e viagens a mundos desconhecidos. Eles exalam o cheiro de novidade, aquele cheiro inebriante. Eles possuem tanta alma quanto eu. Eles tornam-se vivos a cada palavra lida. Queria poder reviver todos ao mesmo tempo.
Mas eu vou embora. Não importa se é uma livraria ou uma biblioteca. Nunca dá para levar todos com você. Nem todos podem ficar com você para sempre. E de repente, você transforma-se em um paradoxo: não sabe se aquele lugar é o seu favorito ou se é o mais odiado. Paraíso ou Inferno? Talvez um pouco dos dois. Talvez um pouco de nada.

Quatro coisas que todo mundo gosta, menos eu

Acabei conhecendo esse meme no blog So-contagious, mas quem criou a proposta foi a Rafaela. Achei super legal a ideia e decidi participar também. Então, vamos lá!


1) Inglaterra: Não sei por que, mas vejo uma infinidade de pessoas absolutamente loucas pela Inglaterra. Talvez seja por causa do Harry Potter ou por causa de algumas bandas legais que vem de lá. O negócio é que eu nunca tive muita afinidade por esse país. Se eu pudesse fazer uma lista de lugares que quero visitar, Inglaterra não estaria nos primeiros. Concordo que o país é legal, tem vários pontos turísticos e coisas bonitas, porém, o único motivo que realmente me faria ir até lá, seria para comprar a loja inteira do Dr. Martens e visitar umas lojas punks. Também adoraria visitar aqueles bares inspirados em tavernas, mas isso tem no resto da Europa. Isso não significa que eu nunca quero ir lá, se um dia calhar (por exemplo, no meu inglês, estavam sorteando intercâmbios para a Inglaterra), eu vou sem reclamar. Outra coisa que odeio é estampa da bandeira da Inglaterra em tudo que é tipo de coisa. Não compraria, sinceramente.


2)Bandas da moda: Vou citar três que muita gente gosta e que não consigo gostar: Avenged Sevenfold, Arctic Monkeys e The Strokes. A7X eu conheço há muito tempo, antes de virar uma febre sem igual. O clipe After Life passava direto na televisão e eu achava-o bem legal por causa do instrumental e das aranhas que apareciam. Mas isso nunca despertou meu interesse em procurar saber sobre eles ou conhecer outras músicas. Quando a banda tornou-se conhecida, tentei ouvi-la novamente, mas não me chamou atenção. Desisti. Arctic Monkeys eu também conheço faz tempo por causa do clipe Fluorescent Adolescent, que, diga-se de passagem, eu odiava. A única vez que as músicas deles realmente me agradaram foi na trilha sonora do filme Submarine. Porém também não tive interesse em baixar. Quanto a The Strokes, se eu ouvi duas músicas deles é muita coisa.

Obs: Antes que me apedrejem, não estou falando que as bandas acima são ruins, eu simplesmente não dou a mínima para elas. Esses dias, acabei tweetando que estava cagando e andando para o Josh Hutcherson em Jogos Vorazes e uma fã dele veio atacar mil pedras em mim como se eu tivesse xingado-o até sua décima geração. Sendo que eu simplesmente estava falando que não dava a mínima para ele em português claro. Como ela pegou-me em um mal dia, dei uma resposta tão, mas TÃO delicada, que ela excluiu o tweet que enviou para mim e fez a egípcia.


Starbucks: É, podem acreditar. Conheci a Starbucks exatamente quando ela estava para estrear em um shopping perto de casa. Várias pessoas da minha escola estavam eufóricas e com um pouco de pesquisa descobri que era uma rede de cafés que vários artistas dos Estados Unidos adoravam. Do jeito que eles falavam, eu tinha a impressão de que eles vendiam os líquidos mais maravilhosos da face da Terra. Então, quando estreou, lá fui eu comprar um chocolate quente imaginando puro chocolate derretido ou qualquer coisa do tipo. Para minha decepção o negócio tinha gosto de leite com Nescau. Não que eu não goste, mas é que tomo leite com Nescau (♥) todos os dias, então esperava algo diferente. Tudo bem, talvez chocolate quente não seja a especialidade da Starbucks, então, decidi apostar no frapuccino. Novamente fiquei decepcionada. Não que fosse ruim, mas quando estava próximo do final, tinha tanto gelo que mais parecia as raspadinhas que vendiam em frente à escola. Eu não odeio a Starbucks, ela simplesmente não atendeu minhas expectativas. Se alguém me convidar para ir até lá tomar algo, eu vou, porém, nunca consigo achar algo tão incrível como dizem. Um amigo meu disse que o café expresso de lá é um dos melhores, mas como odeio café, nunca vou saber se a especialidade dela é essa mesmo (obviamente deve ser). De qualquer forma, com um olhar mais publicitário que eu tenho que ter agora por causa da faculdade, decididamente as pessoas não compram na Starbucks só porque gostam (talvez elas nem gostem tanto assim). Elas compram por status. Porque a Starbucks está nas mãos de artistas que são pegos por paparazzis, está nos livros americanos e nos filmes também. Afinal, não é só café, é café caro e de marca. Quando você pega um copinho da Starbucks na mão, você se sente “cool”. Tanto que não hesita em tirar uma foto com o instagram para publicar no facebook. Você pode até dizer que não, mas intrinsecamente, a verdade é essa.


Jane Austen: A história de vida dela é incrível. Nisso não posso discordar. Assisti ao filme (aquele bonitinho com a Anne Hathaway que me arrancou lágrimas no final) e a um documentário sobre sua vida que também achei sensacional. As pessoas falavam tanto de Jane Austen e Orgulho e Preconceito, que decididamente esse livro devia ser incrível. Como eu amo livros de época, tinha certeza que iria gostar. Porém, isso não ocorreu. Eu li faz tempo o livro, mas lembro de que não me agradou. Nunca consegui ver o que todas as garotas veem em Mr. Darcy, nem também o encanto que a história tem. Tudo bem, talvez eu só não conseguisse absorver o que o livro tinha para passar. Então, decidi assistir o filme, que todo mundo também falava bem. Juro para vocês que quase dormi. Só não dormi porque desliguei a televisão e fui fazer outra coisa. Tentei assistir também Razão e Sensibilidade e novamente senti um tédio enorme. O que é um bocado estranho já que consegui assistir o filme Feira das Vaidades inteiro e ele é bem entediante (porém, eu gostei). Juro que vou tentar ler Orgulho e Preconceito e ver se eu descubro o porquê das pessoas gostarem tanto. Se não der certo, convenhamos, Jane Austen não é para mim.

Obs: Em contrapartida, eu amo os livros das irmãs Brontë, como O Morro dos Ventos Uivantes e Jane Eyre. E eu acho os estilos delas parecidos com Jane Austen, como lidar?

The Moth Diaries


Bastou uma olhadinha no trailer para que eu ficasse louca para assistir esse filme. Mas, fala, só de olhar esse poster, não dá vontade de assistir? Achei-o magnífico! Mistura bem o lado misterioso, sombrio e mágico que cerca o filme The Moth Diaries, ou melhor, Os Diários da Mariposa (para quem não sabe, mariposas são borboletas noturnas, parece uma explicação besta, mas ao conhecer a história, você entende o nome).

A história é sobre Rebecca, que estuda em um colégio interno para garotas e que é muito próxima de sua amiga Lucie. Porém, tudo muda quando entra uma nova e misteriosa garota chamada Emessa. A nova aluna não só começa a afastar Lucie de Rebecca como parece esconder um segredo: talvez ela seja uma vampira. Mortes misteriosas acabam acontecendo e Rebecca fica obsessiva em descobrir o que está acontecendo. Será que é realidade ou loucura?

Sei que ao ler a palavra VAMPIRO acima, já deve ter perdido a graça. Hoje o termo está meio esculhambado, mas não acredite que tudo está perdido, ainda há livros e filmes muito bons sobre vampiros, como o filme sueco Deixe ela entrar, ou os livros da Anne Rice. De qualquer forma, o filme chamou-me atenção por ser um thriller digno de Black Swan, que eu adoro muito! A impressão que eu tive com a sinopse e o trailer é de que Rebecca acredita fielmente que Emessa é uma vampira e talvez isso seja loucura da sua parte. Talvez o final seja algo Black Swan, ou realmente mostre que Rebecca estava certa.

O elenco também é bem legal, conta com Sarah Bolger, que fez Crônicas de Spiderwick e Alex Rider Contra o Tempo e a Lily Cole, que além de ser modelo, ela também atuou em Doutor Parnassus.



A diretora é Marry Harron, que fez um filme famoso (que eu não assisti) chamado Psicopata Americano. A diretora já é conhecida pelos seus filmes obscuros que brincam com a mente das pessoas, então, com certeza, The Moth Diaries vai estar nessa linha. A história do filme também é baseado em um livro, de Rachel Klein. Pelo que eu pesquisei, já existe o livro no Brasil e se chama O Diário da Mariposa e é da Editora Planeta.

Ainda não há data de estréia no Brasil, mas nos Estados Unidos irá estrear em 20 de Abril desse ano. Não que isso me impedirá de assisti-lo, haha!



"There three things you find in every vampire story: sex, blood and death".

Inspirações e tempo livre

Pelo incrível que pareça, desde que começou a faculdade, tenho desenhado e escrito mais (só aqui no blog, porque minhas histórias estão empacadas). Talvez isso aconteça por causa do meu Sketchbook e da mudança brusca de cotidiano. Escola, para mim, parece um sonho longínquo, às vezes penso que nem aconteceu, já que a faculdade é lugar bem mais legal. O negócio é que ando um bocado inspirada mesmo nos momentos que só quero dormir e descansar.
Por isso, vou atualizar o blog tanto com as ilustrações digitais que faço quanto com os desenhos do meu Sketchbook!


O primeiro desenho eu fiz algumas semanas depois do meus 18 anos, afinal, uma idade tão importante para a maioria das pessoas merecia um desenho no meu Sketchbook. No segundo desenho eu decidi arriscar pintá-lo. Sempre que eu uso lápis de cor, eu borro tudo ou fica feio. Até que ficou aceitável. Também usei as canetinhas coloridas da Stabilo. Como gostei muito do efeito final, decidi escanear e ilustrá-lo.

Com essa vibe toda de Jogos Vorazes, decidi fazer a minha versão da Katniss e do Peeta (vou fazer do Gale, da Effie e do Cinna também. Não sei se vou fazer do Haymitch e de outros, quem sabe). Estou pensando em ilustrar digitalmente, mas ainda estou considerando a ideia.

Adoro crânios. Quem tem tumblr ou weheartit sabe que a onda agora em festa a fantasia é pintar o rosto de crânio ao estilo Dia de los muertos. Decidi pintar algo mais brasileiro. O crânio do lado esquerdo é africano e o da direita indígena.

A ideia surgiu enquanto eu ouvia uma música que gosto muito, chamada King and Lionheart. Sempre que vou para a faculdade fico ouvindo todas as músicas da banda indie-folk, Of Monsters and Men. A banda é totalmente mágica e sou apaixonada por todas as músicas. Pretendo fazer ilustrações para as outras também.

Como foi o aniversário do meu irmão, ele acabou escolhendo uma torta de limão para comemorar. Eu simplesmente amo torta de limão e a frase surgiu na minha cabeça e fiquei com vontade de passar para o papel (anda acontecendo muito isso comigo ultimamente). É um desenho bobinho, gosto mais da frase.
  Colorful hair
Fiz essa ilustração faz muuuuito tempo e só agora postei. As cores no photoshop eram mais bonitas, mas ao passar para o flickr, elas acabaram ficando chamativa demais. De qualquer forma, é o que tem para hoje. Don't invade my bubble
A última ilustração que fiz foi inspirada nas aulas de Percepção da Faculdade, pois aprendi recentemente que todas as pessoas possuem suas bolhas. Não é algo visível (claro, né), mas ela é real. Sabe quando você está mandando um SMS e alguém do seu lado tenta ler e você se sente incomodado? Ou quando alguém fica olhando muito tempo para você e isso te irrita? Então, a pessoa está invadindo sua bolha, ou seja, o seu território. Algumas pessoas tem bolhas enormes, outras menores. Depende de cada um.

Também dei uma atualizada no Flickr, se alguém quiser ver, basta clicar aqui.
Outro site que gostaria de apresentar a você é o Followgram! Para você entrar no site precisa ter conta no aplicativo Instagram (que você pode baixar no Ipad, Iphone ou Ipod). Então, como vivo tirando fotos com o meu e algumas fotos eu não publico nem no twitter nem no facebook, tem esse site que mostra todas. Para ver, basta clicar aqui.