Hyouka


Novamente um achado do Tumblr. Só de olhar para alguns gifs do anime, já dava para saber que eram dos mesmos criados de K-ON, por causa dos traços delicados e bonitos. Eu não sabia nada da história, mesmo assim, fiquei louca para descobrir o nome e poder curtir algum novo anime, já que o último que vi foi Another.
Hyouka conta a história de um personagem bastante peculiar, chamado Oreki Houtarou, que acaba de entrar no ensino médio e tem um lema de vida: “Se eu não preciso fazer algo, não farei. Se eu tiver que fazer algo, que seja feito da forma mais rápida possível”. Ou seja, para os leigos, ele leva a vida com a barriga, não dá a mínima para nada e evita se expor. Por isso, ele estava decidido a não entrar em nenhum daqueles clubes da escola (de matemática, de esoterismo, de basquete, etc) até que recebe uma carta de sua irmã, dizendo que ele deve entrar para o Clube de Literatura Clássica. O clube irá sumir caso não tenha ninguém inscrito nele. Então, como não haverá mais ninguém e não haverá compromissos, Houtarou decide se inscrever.


O problema é que quando ele pega a chave da porta do clube e entra no local, ele descobre ali uma misteriosa e bonita garota chamada Chitanda Eru. Ela também se inscreveu para o Clube de Literatura Clássica o que já resolvia o problema dele de que ninguém havia se inscrito. Mas, de repente, surge uma dúvida: como Eru conseguiu entrar no clube sendo que a porta estava fechada e a chave estava com Houtarou? Apesar de ela alegar que quando entrara, estava aberta, a porta definitivamente estava fechada depois. Esse mistério desperta um enorme interesse em Eru, que quer descobrir o motivo desse acontecimento. E apesar de isso ir contra o lema de vida e ideologia de Houtarou, ele decidi ajudá-la. O motivo é bastante óbvio, ele se apaixona por ela.


Com essa sinopse você pode pensar duas coisas: o anime se trata de mais um daqueles romances bobinhos e tem alguns toques sobrenaturais. Eu pensei nisso quando li a sinopse, porém, não julgue o livro pela capa, o anime não tem nada disso. Fica claro que Houtarou gosta de Eru, mas o foco do anime não é romance. Ele realmente começa a ver a vida de outro modo a partir desse acontecimento, mas duvido muito que o romance vai evoluir. Dá para contar nos dedos os animes que acontece isso. Se acontecer, não será ruim de qualquer forma.
Mas qual o enfoque do anime, então? Definitivamente mistério. Pode parecer que tenha algum assunto sobrenatural, mas não tem. Todos os mistérios até então apresentados no anime possuem uma explicação real, que exige muita perspicácia e lógica. Houtarou, apesar de aparentar ser um personagem apagado por causa do seu estilo de vida, na verdade, ele tem uma personalidade incrível. Ele é observador e calculista, percebe muita coisa por pequenos detalhes, algo tão digno de Sherlock Holmes. Portas fechando sozinhas, sala de música assombrada, coleção de livros desaparecidos, sociedades secretas, tudo isso é resolvido por Houtarou.
Já Eru, ela ganha você pela personagem fofa que é. Ela também é uma garota inteligente e bastante animada, qualquer mistério que surge, fica com imensa vontade de descobrir a resolução. Sua frase mais famosa é “Watashi, Kininarimasu!”, que significa algo como “Eu não consigo parar de pensar nisso!”. Por mais que Houtarou odeie participar dessas empreitadas, ele acaba cedendo.


Há outros personagens legais, como Fukube Satoshi, melhor amigo de Houtarou, que é o contrário deste. Super animado, falante e sempre interessados em atividades extracurriculares, ele não hesita em participar do Clube de Literatura Clássica para ajudar Eru. Outra que adere a causa é Ibara Mayaka, uma garota briguenta que trabalha na biblioteca e que gosta de Fukube. Juntos, um dos principais mistérios que tentarão descobrir é o passado do Clube de Literatura Clássica e o passado do tio de Eru, Sekitani Jun, que participou desse clube também.
Sério, eu achei esse anime bem diferente. Não que seja criativo, porque ele segue a mesma linha de K-ON, um clube da escola que está para acabar e precisa de membros, sem falar que os estilos dos personagens podem ser achados em qualquer anime genérico. Porém achei que o enfoque se diferenciou. Também achei os personagens bastante profundos, com personalidades marcantes. Sem falar que possui toda daquela filosofia que gosto muito em animes e que sinto falta em filmes, séries, entre outros. Ele também me lembrou um pouco de outro anime, chamado Suzumiya Haruhi no Yuuutsu. Mas, estou gostando mais de Hyouka do que de Suzumiya, talvez porque este último era confuso demais e abordava mais o tema sobrenatural.

A Eru é tão fofa!
Ah, quanto ao que significa Hyouka, vou deixar para a curiosidade de vocês, já que o próprio anime explica no episódio cinco. Se eu contar, acaba a graça. O anime por enquanto tem seis episódios, mas, pelo que eu vi, vai ter vinte e um.

O diabo veste...


Se há um filme que eu já assisti milhões de vezes é O Diabo veste Prada. Eu também li o livro e adorei a história, apesar de ser um pouco diferente do filme.
Uma das coisas que eu sempre falava sobre ambos era o quanto a Andrea era burra. O motivo era bastante óbvio: ela tinha um mega emprego, no qual ela ganhava roupas caras, viajava e tinha outras mordomias. É claro que tinha os pontos negativos que não preciso dizer, afinal ficam bem evidentes no filme/livro.
O negócio é que eu nunca parei para me colocar no lugar dela até de fato acontecer comigo. Eu fui a Andrea por um dia. Eu senti na pele o que ela sentiu em todos os quesitos. Meu sonho Diabo veste Prada na verdade era um pesadelo. Eu percebi o quanto não valia a pena mudar você totalmente para se enquadrar em algo que não tem nada a ver com você. Eu nunca tive nada a ver com esse lado “Runaway” da vida, ao contrário como eu pensava.
E eu cheguei a uma nova conclusão: a Andrea é burra. Não por não ter visto a grande oportunidade que era a Runaway para ela. Ela foi burra por não ter abandonado isso na primeira oportunidade que teve. Por ter deixado aquilo dominá-la e ter deixado de ser ela mesma por uma causa que parecia maior. E eu posso dizer hoje: Eu não fui como a Andrea.


A saga da ilustradora

Depois de muito tempo almejando esse tablet, consegui comprar. Já estava de olho nele em lojas online, mas tenho um pouco de receio, afinal umas vez comprei um CD do Tokio Hotel e deu tantos problemas que nem consegui recebê-lo. Por isso, decidi dar uma olhada na Santa Ifigênia, o paraíso da tecnologia e eletrônicos que deixa desde o carinha mais geek da sua sala até o hacker mais procurado de olhos brilhando.
Não que o lugar possa ser chamado de paraíso, porque é mais um lugar cinzento, sombrio e decrépito de São Paulo, mas é fascinante. Juro para vocês, é por isso que gosto de São Paulo. Ele não é um lugar iluminado e belo, ele é realmente melancólico e mágico, com sua arquitetura antiga misturada com moderna, num estado meio deplorável. Sempre que ando pelo centro, imagino algo como um cenário de livros que eu adoraria escrever.
Lá tem várias galerias e mini-shoppings, então tem bastante variedade. Só não gostei muito dos preços, não está tão em conta quanto eu pensava. Na internet estava bem mais barato e tinha lojas que realmente abusavam do preço. Porém, acabei achando um lugar que estava vendendo por R$280 e decidi comprar.
Outro lugar que fui e sempre quis conhecer era o Mosteiro de São Bento. Posso ser agnóstica, mas adoro igrejas por causa da arquitetura e dos detalhes, e essa é ricamente decorada, tinha tanta informação que eu nem sabia para onde olhar primeiro. Tirei algumas fotos podres com meu celular, mas acho que dá para entender o que estou falando.


O teto era um negócio muito looouco! haha
Inscrição no chão da igreja que não dá para ler. Se não me engano, lá está enterrado Fernão Dias Paes Leme
Órgão lindo! Meu sonho é aprender a tocar um ♥ Acho um dos instrumentos mais lindos que tem
Aquele homem de preto vindo era o segurança para falar comigo que não posso tirar fotos dentro da igreja. 

Eu percebendo que o segurança estava vindo

Não se preocupem, ele apenas avisou que eu não podia tirar fotos. O que eu acho um absurdo, sinceramente. Nunca entendo porque não pode tirar foto de coisas históricas e bonitas. De qualquer forma, depois de andar pelo centro de São Paulo e de chegar da faculdade, finalmente consegui abrir o pacote e ver como era.

Caixa sem a embalagem

Caixa dos CDs


Finalmente o tablet \o/

Eu ainda não tive tempo de testá-lo em uma ilustração, mas já fiquei fazendo uns rabiscos para teste e para me acostumar a desenhar olhando para a tela no computador. Não vai ser fácil. Vou apanhar bastante, da mesma forma que eu apanhei quando comecei a desenhar e a ilustrar com o mouse. Mas espero que com o tempo eu melhore. Tenho certeza que comprar esse tablet foi um investimento. Que da próxima vez, seja uma tela touch para o meu computador, HÁ!

Compras


Um pouco antes do natal eu tinha feito uma wishlist com coisas que eu queria ganhar, uma delas decididamente era o box dos livros da série Game of Thronos. O que vende no Brasil é com os três primeiros livros, por isso, aproveitei a promoção que estava no Submarino e comprei o box ♥




Os livros são realmente bem grandes e estou planejando lê-los nas férias já que vou ter tempo de sobra. Sem falar que é difícil ficar transportando esses livrões da minha casa para a faculdade e vice-versa. Quero pelo menos ler o primeiro livro já que tenho esperanças de que o George R. R. Martin venha na Bienal do Livro que vai ter em agosto aqui em São Paulo. Acho que com a popularização dos livros aqui, talvez haja essa possibilidade, pelo menos, é o que eu espero. Se ele não vier, me contentarei em comprar o quarto livro. Meu irmão já está no segundo volume (ele tem mais tempo que eu para essas coisas D:) e ele está gostando muito.  Por enquanto estarei me contentando em ler o segundo livro de Senhor dos Anéis.
Outro livro que comprei foi A Hospedeira. Sim, eu sei, você deve estar pensando: "Stephenie Meyer? Por quê?". Crepúsculo pode ter sido um fiasco, mas não significa que esse livro possa ser. Já ouvi comentários muito bons em relação a ele, sem falar que aborda temas que gosto muito como ficção científica e alienígenas.  O filme também será lançado em breve e eu quero conferir o livro antes para avaliar a adaptação. Achei a capa do livro muito linda e bem feita, por dentro, a diagramação lembra muito a de Crepúsculo. Só espero que tome um rumo diferente. Há muito tempo li o livro Formaturas Infernais que reúne contos sobrenaturais de escritoras famosas do momento e um dos contos que mais gostei foi justamente da Stephenie Meyer. Então, acho que ainda há esperança!
Saiu um trailer meio tosquinho do filme que estreará em 2013. A personagem principal será feita por uma das minhas atrizes favoritas, a Saoirse Ronan, então, acho que vale a pena assisti-lo só por isso.
 


Outra coisa que comprei e que eu era louca para ter é essa eco bag. Ela vende na Livraria Cultura, acabei comprando pelo site e chegou rapidinho. Ela é pequena e azul escura, vou ver se consigo achar uma outra versão que vi, uma preta e maior. Mas o legal mesmo é a estampa de livros que ela tem, são clássicos da literatura não só brasileira e portuguesa como também inglesa, russa, francesa, etc. Pelas minhas contas, li 13 livros que estão ali. Preciso ler o resto.

Que venham mais livros ou qualquer coisa relacionada a livros para minha coleção!

Avatar: A Lenda de Korra

Sou uma pessoa que não só gosta de animes como também em desenhos em geral. É verdade que eu não assisto tantos como antes, mas há alguns que ainda prendem minha atenção quando assisto televisão. Outros são tão bons que eu baixo ou assisto online no computador. Um deles decididamente é Avatar: A lenda de Aang.
Sou simplesmente apaixonada por esse desenho! Nunca vi um tão criativo e tão mágico quanto a história do garoto que precisa aprender a dobrar os quatro elementos. Quando finalmente acabou as três temporadas, fiquei triste, queria mais porque achava que ainda faltava algumas explicações. Foi então que ano passado eu tive a notícia da nova temporada. A diferença é que a nova aventura não seria com o avatar Aang e sim com o novo Avatar, Korra. Uma história diferente, em uma época diferente, mas que dava continuidade a anterior. Eu realmente pirei quando vi o trailer (o blogger não está me deixando postar o vídeo, não sei porque diabos).
Tudo bem, vou tentar explicar esse desenho para quem nunca assistiu. Avatar é um desenho da Nickelodeon conhecido como pseudo-anime, ou seja, ele foi feito nos Estados Unidos, mas tem influência de traços japoneses (apesar de eu achar que tem mais cultura chinesa no desenho do que japonesa). No mundo em que se passa a história, há quatro nações: as Tribos da Água, Nação do Fogo, Nômades do Ar e Reino da Terra. Cada pessoa dessa nação consegue dominar um dos elementos e elas vivem divididas. Há apenas uma pessoa que consegue dominar os quatros elementos e essa pessoa é o Avatar, para manter o equilíbrio. Para isso, cada vez que um Avatar morre, ele reencarna novamente. Ele nasce sabendo determinado elemento, porém terá que aprender a dominar/dobrar os outros.


Em A Lenda de Aang, nos deparamos com um jovem dobrador de ar que precisa aprender os outros elementos. Já em A Lenda de Korra, Aang já morreu e reencarnou em uma garota dobradora de água, que já aprendeu a dobrar terra e fogo, porém tem dificuldades em dobrar ar. E é sobre isso que vou falar no post.
Eu realmente amava as outras três temporadas, porque é o início e a explicação desse universo, porém A Lenda de Korra está me ganhando totalmente. Ela se passa no futuro com uma pegada bem steampunk mesclada com a cultura asiática. A personagem principal é realmente durona, usa e abusa de sua força o que explica sua incapacidade para dobrar ar, já que exige maior calma e espiritualidade. O contrário total de Aang que aparentava ser fraco, mas sabia utilizar muito bem sua espiritualidade.
Ela parte da Tribo da Água do Sul para a Republic City, onde ela será treinada pelo filho de Aang para aprender a dobra do ar. É nesse local que ela irá descobrir que a paz almejada pelo último Avatar não está acontecendo, então será sua tarefa unir os dobradores e os não-dobradores (na outra temporada o problema estava entre os dobradores e suas diferenças, agora como estão unidos o problema passou a ser outro). Há também um vilão misterioso que usa uma máscara, quer tirar o poder de todos os dobradores e há vários seguidores. Ele também possui aliados que apesar de não dobrarem nenhum elemento, sabem muito bem lutar e tirar o Chi (é a energia que faz as pessoas manipularem os elementos, quem assistiu Naruto ou Dragon Ball Z, deve entender melhor do que se trata) dos dobradores. A história parece realmente complexa para quem nunca assistiu, mas conforme for assistindo, dá para entender tudo muito bem. Por isso, indico assistir primeiro A Lenda de Aang e não ir direto A Lenda de Korra.


Nessa nova temporada você irá sentir falta de personagens antigos, que já morreram, porém, haverá muitos outros legais. Há Tenzin, o filho de Aang, um velho sério e rígido que está tentando ensinar Korra e sua mulher grávida. Há os seus três filhos: Jinora (uma menina inteligente e calma), Ikki (uma menina hiperativa que não para de falar) e Meelo (um menino meio besta e sem noção). E também os dois grandes amigos de Korra: Mako (um cara meio turrão e sério, por quem ela vai ter uma queda) e Bolin (irmão de Mako, um cara super legal e engraçado). E para substituir o bisão voador Appa e o lêmure Momo, há o cão-polar Naga e o panda vermelho Pabu.


Infelizmente, que eu saiba, não está passando ainda na Nickelodeon brasileira. Porém, há os episódios online e também para baixar. Por enquanto há 6 episódios, mas parece que irá ter duas temporadas. Vou torcer para ter uma terceira!


PS: Assistir esse desenho me fez lembrar a minha enorme vontade de dobrar água ): infelizmente vou ter que me contentar em aprender alguma arte marcial algum dia.

We are young


Lá estava eu voltando de viagem, esmagada entre a porta do carro e aquelas caixinhas onde se transportam animais, já que meu gato foi viajar com a gente, quando toca uma música no rádio. Achei-a sensacional e nunca tinha ouvido antes. Era contagiante e a letra também era bem legal. Fiquei tentando descobrir quem cantava e chutei Mika, apesar de não ter muito a ver. Quando cheguei em casa, descobri que era de uma banda chamada Fun e que a música se chamava We are young. Mal descobri e já estava baixando e ouvindo mil vezes.


Mas ainda não para por aí. Ao procurar o clipe, eu achei covers tão bons quanto a música original. Fiquei realmente surpresa com a quantidade de gente talentosa por aí.






Não sei nem quais escolher, acabei gostando de todos!

PS: Vocês acreditam que eu consegui achar o meu estojo! Eu fui no achados e perdidos da faculdade e alguma alma MUITO boa achou e colocou lá com tudo que tinha nele. Nada sumiu, nem mesmo minha lapiseira verde água! Fiquei tão feliz que quase abracei o cara do achados e perdidos. Isso é motivos o suficiente para ouvir essa música contagiante umas mil vezes.

PS2: Como estamos falando de músicas com Young, decidi indicar essa música para vocês. Se chama Young Folks e é cantada pela banda The Kooks. Na verdade, a música é do Peter, Bjorn & John, mas eu gostei mais da versão da outra banda. Incrível como uma pessoa que nem eu, que gosta de rock, metal e screamo esteja se apaixonando por indie e indie-folk. É a vida.

Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel



Lembro que quando saiu o primeiro filme do Senhor dos Anéis eu tinha sete anos. Eu praticamente pirei ao descobrir que era um filme de fantasia com idade média, espadas, cavaleiros e tudo mais. Naquela época, eu era apaixonada por aquele tipo de filme e confesso que ainda sou. Não demorou para eu virar uma fã de carteirinha de Senhor dos Anéis, assisti todos os filmes várias vezes e não ficava com tédio por causa das suas três horas de duração.
É claro que eu tinha plena consciência de que precisava ler o livro, então, uma amiga da minha mãe me emprestou o volume único quando eu devia ter uns oito anos, por aí. O problema é que demoraria muito para eu ler tudo e quando a mulher pediu de volta, eu ainda estava na metade do primeiro livro. Lá se foi a chance de ler os maravilhosos livros de Tolkien. Quem acompanha o blog, sabe que não faz muito tempo que li O Hobbit, então, já estava bastante situada na história que introduz a trilogia Senhor dos Anéis. Foi aí que apareceu novamente uma oportunidade, dessa vez, quem me emprestou o livro foi uma amiga do meu irmão (comprar para quê mesmo, não é? Apesar de que pretendo fazê-lo).
Então, sem mais delongas, do que se trata a história? Quem já assistiu o filme sabe (ou quem já leu obviamente). É o centésimo décimo primeiro aniversário de Bilbo Bolseiro, o hobbit do livro anterior, e também do seu sobrinho Frodo, que faz trinta e três anos. De aniversário, ele decidi dar o seu tão querido anel para Frodo e sumir da vila dos hobbits. Porém, o que Frodo não sabia era que esse anel era maligno e que seu verdadeiro dono, Sauron, está atrás dele. Ele, juntamente com seus amigos e também com outros companheiros, terão que partir em uma aventura para destruir o anel e impedir que o mal avance e destrua tudo.
Geralmente eu classifico livros de fantasia em duas categorias: Harry Potter ou Crônicas de Nárnia. Não estou comparando as histórias, estou comparando os estilos. O estilo Harry Potter é algo mais sombrio, você nota isso tanto na leitura quanto nos filmes que cada vez mais foram ficando obscuros. Já em Crônicas de Nárnia é o contrário. Tanto nos filmes quanto nos livros você percebe uma emanação de luz, mesmo quando há coisas ruins acontecendo. No caso de Senhor dos Anéis, o filme mostra-se bastante obscuro, mas ao ler o livro, não percebi isso (talvez porque não cheguei na parte totalmente obscura). Achei que a melhor classificação é o de Crônicas de Nárnia e vou explicar porquê.
O livro é totalmente mágico. Você sente uma imensa vontade de estar dentro dele e conhecer as maravilhas que Tolkien descreve. Por mais ruim que foram alguns acontecimentos, sempre há algo maravilhoso posteriormente, como, por exemplo, Valfenda ou Lórien (sinceramente, elfos são as criaturas mais fantásticas do livro). Tudo é muita luz, muita alegria, muita festa, muito aconchego. E mesmo as canções, que muitas pessoas acham irritantes, eu acabei gostando e criando ritmo para elas.
Já no prólogo do livro você já fica impressionado com a descrição de Tolkien. Ele escreve de maneira tão real os Hobbits que até parece que eles realmente existem. Ele fala de características, ancestrais e cultura como se tivesse convivido com eles e estudado seu comportamento. Sem falar nos mapas desenhados no final do livro, conforme os personagens vão se deslocando na história, você vai acompanhando-os nos desenhos.
Também achei super legal a descrição pelos lugares que eles passaram ao longo da aventura. Você realmente consegue imaginar tudo na sua cabeça de tal forma que você parece estar dentro da história. Quando li esse livro pela primeira vez (lembrem-se, eu tinha oito anos), achei o livro bem difícil e com muitos personagens para decorar. Dessa vez, eu não achei. Achei a leitura fácil e não tem tantos personagens assim. É mais o nome dos lugares que eles passam que é difícil de decorar (por isso que os mapas ajudam!).


E os personagens são muito legais. Frodo e os outros Hobbits, em minha opinião, tanto no livro quanto no filme não se destacam tanto, apesar do enfoque ser neles. Para mim o destaque todo fica para Gandalf! O mago é sensacional e a melhores partes são quando ele dá respostas bem dadas quando fica bravo. Ele sempre sabe o que dizer. Aragorn, ainda nesse livro, achei-o um pouco apagado. Espero que nos próximos ele se destaque mais. Boromir é bem sem-graça, apesar de eu gostar um bocado dele no filme. Gostei bastante também de Legolas e Gimli, principalmente pelo primeiro ser elfo e o segundo anão. Tolkien conseguiu mostrar bastante a diferença entre os dois em características e cultura. E o mais importante, mostrou que pessoas (ou serão criaturas?) tão diferentes, podem ser amigas.
Estou louca para ler As Duas Torres e O Retorno do Rei. E posteriormente o Silmarilion! Fiquei até com vontade de assistir todos os filmes novamente.
PS: Fiquei com imensa vontade de conhecer elfos! Isso me deixa totalmente frustrada.
PS2: Minha prima estava lendo um livro (o título é Asas, diga-se de passagem) e disse que a menina principal fica em dúvida quanto a quem ama: um humano ou um elfo. Então eu exclamei: "Como ela é burra, devia escolher o elfo, com certeza!". Mas aí eu me lembrei que entre Legolas (elfo) e Aragorn (humano), eu prefiro o último. Desculpa Orlando Bloom.






Musiquinhas bacaninhas do filme que não saíram da minha cabeça enquanto eu lia

Luto

Eu perdi meu estojo. Dei falta dele quando cheguei em casa e estava com vontade de desenhar. Quando eu percebi que ele não estava na minha mochila, tive um treco. Não era apenas um estojo, ele era O ESTOJO. Ele era da Skelanimal, minha marca favorita e tinha o apelido de estojo da Hermione, por ser primo da bolsa dela, já que era enorme e tinha tudo que se imaginava.
O pior é que eu não perdi o estojo. Eu perdi tudo que tinha dentro dele. Minhas canetas coloridas, minhas duas réguas, minhas canetas nanquins super necessárias, meu branquinho e dezenas de canetas que eu consegui em uma exposição na faculdade. Mas de todas as perdas, a maior é a da minha lapiseira favorita verde-água. Nunca encontrei uma lapiseira com cor tão bonita! Havia a rosa bebê e o azul bebê, mas nenhuma chegava aos pés da verde-água. Agora tudo está perdido.
Sério, chorei horrores por causa disso. Se eu perdesse meu caderno não seria tão ruim quanto perder o estojo. Fiquei com raiva de mim por não ter checado minha mochila mil vezes e tenho medo de que nunca o ache novamente. Claro, vou procurar. Vou aos achados e perdidos, vou espalhar cartazes pela faculdade e não vou descansar até tê-lo inteiro para mim. Perdi a vontade de desenhar e estou triste pelos cantos.
Então, se alguém achar. Peço encarecidamente para me devolver, de preferência, com todas as coisas que estavam dentro dele. Não perdi só um estojo, perdi todos os objetos que permitiam minha imaginação ir além. Meu sketchbook também sente falta dele.


PS: Desculpe pelo post triste, juro que gostaria de escrever qualquer coisa engraçada cheia de gifs e bem besta. Mas estou triste. E desculpe a demora também para atualizar aqui. Falta de tempo e falta de ideias é tão terrível quanto perder um estojo. Mas acho que perder o estojo é pior.

PS: Acho que faço tempestade em copo d'água, mas tudo bem.