Senhor dos Anéis - As Duas Torres

Finalmente, depois de muita enrolação, terminei o segundo livro da trilogia Senhor dos Anéis. Não sei por que, mas achei a continuação um pouco maçante em relação ao outro livro. O segundo filme também é o que eu menos gosto. Só comecei a ficar realmente com vontade de ler depois da segunda parte.





Nesse livro, a Comitiva do Anel rompeu-se. Frodo e Sam vão em direção a Mordor para destruir o anel. Boromir pereceu. Aragorn, Gimli e Legolas precisam ir atrás de Merry e Pippin que foram sequestrados por orcs. Quem afinal é o homem branco que foi visto na floresta de Fagorn? Será Saruman? O que está acontecendo em Rohan? Quais são os planos de Isengard e de Mordor? 





O livro As Duas Torres é dividido em duas partes. A primeira conta a história Aragorn, Gimli, Legolas que partem para salvar os dois hobbits sequestrados por orcs. Nessa empreitada eles acabam encontrando um “antigo amigo” que dá instruções aos três para que se encaminhem para Edoras, capital de Rohan. Enquanto isso, Merry e Pippin conseguem escapar dos orcs e vão para a floresta de Fagorn onde conhecem os Ents.
Ents são criaturas fantásticas! São humanoides com características arvorescas. Adoro esse estilo naturalista do Tolkien emprega no livro, por isso, foi uma das partes que eu mais gostei. O Ent que eles conhecem primeiramente foi Barbárvore, um dos mais antigos e sábios. A chegada de Merry e Pippin naquela floresta é o estopim para que os Ents se virem contra Isengard.
A segunda parte conta sobre Frodo e Sam. Nela, eles descobrem que estão sendo seguidos pelo terrível Gollum, então decidem capturá-lo e transformá-lo em um guia para que possam passar pelo portão negro. Curiosamente, essa também é uma parte que gostei muito no livro, pois, no filme, é a parte que menos gosto. O que me deixou surpresa é que no filme, Frodo é um babaca, pois abandona Sam. No livro, não há esse abandono. Nunca gostei do personagem dele por causa disso, sem falar que a cara do Elijah Wood me irrita. Não acredito que os roteiristas do filme mudaram algo que é tão forte no livro! Sam é totalmente fiel a Frodo, pois é seu servo. E Frodo também é fiel a ele por este ser valoroso e um amigo. O Frodo do livro nunca abandonaria Sam.

Outra coisa interessante é que Faramir, irmão de Boromir, no livro é bem mais simpático que do filme. Gostei muito dele na história. Ele ajudou muito Frodo e Sam na sua empreitada. E curiosamente, a parte da Laracna (aquela aranha gigante) acontece nesse livro. É uma parte que eu gosto muito e é bastante assustadora, juntamente com os Pântanos Mortos que esconde cadáveres bem preservados. Outro personagem que gosto muito é Gollum. Sei que ele é ordinário e irritante, mas sempre me diverti muito com ele e adoro seu jeito de falar. E também da sua mania de “meu precioso” aqui e acolá.
Estou louca para ler o terceiro e último livro, pois é o filme que mais gosto. É muito bom ler os livros de Tolkien para ter um entendimento geral sobre os reinos criados por ele e também das criaturas e suas histórias. Eu conhecia um pouquinho disso porque tenho um livro de curiosidades do Senhor dos Anéis que comprei da Super Interessante há muitos anos, mas no livro há bem mais explicação.


Obs: Fiz uma maratona dos filmes do Senhor dos Anéis faz algumas semanas. Depois que você lê os livros, você acaba criticando qualquer coisa que eles mudaram. Porém, continuei achando tudo mágico e incrível. Quando acabou o último filme senti um vazio igual sinto ao ler/ assistir Crônicas de Nárnia.

Hora de Spleen


É oficial: eu odeio férias. Tudo bem, eu não odeio, mas não as acho mais tão atrativas. Juro que antes eu estava louca pelas férias, pensando em todas as séries que eu ia assistir, nas dezenas de livros que ia ler, entre outras coisas que só dá para se fazer no tempo livre. E eu tinha certeza de que isso ocuparia tanto meu tempo que não me sobraria para fazer outras coisas. Estava pensando na doçura de dormir um dia inteiro sabendo que não haveria nada para me tirar da cama, nada para me preocupar, nada para fazer. O problema é que uma vez isso é legal, mas quando é todo dia, você acaba cansando.


E o problema não está justamente nas férias, está na minha falta de vontade em fazer coisas que deveriam ser feitas como: ler, assistir séries e escrever. A única coisa que ando fazendo de produtivo é desenhar, porque as outras coisas estão paradas. Estou enrolando para ler um livro. Estou enrolando para assistir séries. O máximo que faço do meu dia é ficar encarando a tela desse computador sabendo que não há mais nada para se fazer porque todas as redes sociais já foram atualizadas e todos os meus blogs favoritos já foram lidos de cabo a rabo. Aí eu entro em uma crise existencial que chamo de tédio depressivo.
Tédio depressivo é algo que sofro e só percebi faz pouco tempo. E nenhum psicólogo inventou o termo, fui eu mesma. Não é depressão porque basta eu assistir Hora de Aventura e já estou pulando por aí feito criança com cinco anos. Tédio depressivo é quando você se pega com um tédio tremendo, daqueles que ocupa todo o espaço e ainda fica te cutucando para que perceba sua presença. Você tenta ignorar, mas lá está ele fazendo caretas para você. Você tenta afastá-lo, mas ele entra na sua cabeça e então surge a crise existencial. Já que nada prende sua atenção, o tédio faz você pensar na vida. E não há nada pior que pensar na vida. Porque as conclusões que chega geralmente não são muito boas. Então, seu lindo dia é estragado e você começa ver tudo preto-e-branco. Tudo sem graça, sem razão. E é isso que acontece comigo nas férias.
Não fez nem duas semanas que acabaram as aulas e já não aguento mais essa falta de compromisso. Quero ir para a faculdade. Quero aprender. Quero correria. Quero conhecer lugares novos. E é claro, você deve estar pensando em uma solução simples: “Vá sair por aí, dá para fazer isso nas férias”. Claro que dá. E eu já tentei. Mas eu não consigo sair de casa, é como se eu tivesse um cordão umbilical que me prendesse aqui. Só de pensar em sair, dá-me uma preguiça gigantesca. Sem falar que sair não significa necessariamente que vou me divertir, na maioria das vezes isso mais me aporrinha do que qualquer coisa. Shopping, barzinhos, baladas, isso tudo me aporrinha. Quero conhecer coisas novas. Quero aventuras malucas por São Paulo igual fiz recentemente.


Só quero acabar com esse meu maldito tédio. E eu ainda tenho um mês de férias.

Obs: Se eu estivesse na escola, estaria agradecida pelas férias porque as prefiro a aquele manicômio. Mas, como estou na faculdade, as coisas mudaram. E como o próprio Álvares de Azevedo já disse: “Quem uma vez bebeu o suco das uvas purpurinas do paraíso, mais nunca deve inebriar-se do néctar da terra”.
Obs2: Uma boa forma de passar o tempo é assistindo desenhos no Cartoon Network. Juro para vocês, eu poderia assistir Hora de Aventura o dia inteiro.
Obs3: O Google me disse que o termo certo não é tédio depressivo e sim tédio existencial. Mas quem se importa.

Meia-noite em Paris


O filme começa com várias cenas de Paris. São tantas que eu quase pensei que o filme era só isso: um bocado de imagens bonitas e história para quê? Mas, persisti, porque eu estava louca para assistir esse filme há séculos. Sem falar que quem dirige é o Woody Allen (às vezes o confundo com Andy Warhol, não sei por que diabos) e eu nunca tinha assistido a um filme dele. E o tempo todo ouço pessoas falando bem dos seus filmes, ele deve ser quase o Tim Burton dos hipsters.
De qualquer forma, foi a sinopse que me prendeu realmente. Gil é um escritor de roteiros de filmes hollywoodianos que sempre quis escrever literatura e adora grandes escritores americanos, como Hemingway e Fitzgerald. Outra obsessão dele é os anos 20 em Paris, ele adora essa época por causa dos escritores que viveram nela, pela música e por toda inspiração que ela trás. Ele acaba indo justamente a Paris com sua futura esposa e seus sogros, que fecharão um negócio. Porém, um dia, enquanto estava passeando a noite, com o soar das doze badaladas, ele acaba voltando no tempo, justamente para os anos 20.

Juro para vocês que passei a maior parte da minha vida não vendo graça em Paris. Era igual a minha atual e persistente falta de interesse na Inglaterra e sua Londres. Porém, depois que passei a escrever uma fanfic que se passava lá (foi por acaso, é que na época, o Tokio Hotel estava na França, por isso decidi ambientar lá), comecei a ver o local com outros olhos. Tive que pesquisar muito sobre Paris, o que fez meus olhos perceberem a magia presente nas suas ruas, arquiteturas e história. Porém, depois de assistir esse filme, tive certeza absoluta que preciso ir a Paris nem que seja uma vez na vida, mas preciso.
Gil, como eu disse na sinopse, é escritor. Ele acabou de escrever um livro e não sabe se está bom o suficiente. Apesar de ganhar um bom dinheiro escrevendo roteiros, ele não gosta muito do seu trabalho e gosta mais de escrever literatura. Um dos seus maiores sonhos é morar em Paris, ele tenta convencer sua futura esposa, Inez, mas ela odeia essa cidade e prefere os Estados Unidos. Você percebe nesse momento o quanto Gil e Inez são diferentes e não entende como acabaram ficando juntos. Gil é totalmente imaginativo, olha para Paris maravilhado e não para de falar nisso um segundo. Já Inez é extremamente pé no chão e séria. Os pais dela, para completar, também não aprovam muito Gil e o futuro casamento.
Além disso, ainda há Paul (o ator é Michael Sheen, que fez justamente o pai de Henry em Jesus Henry Christ e para minha surpresa, faz Aro em Lua Nova), um antigo amor de Inez que aparece. Apesar de ele também estar comprometido, ele vive fazendo pose de sabe-tudo, levando sua namorada, Gil e Inez a museus e agindo como guia. É nessa hora que eu fiquei surpresa ao ver que a minha amada Carla Bruni atuava como uma das guias em Versalhes. Para quem não a conhece, além de cantora e modelo, ela é a esposa do ex-presidente da França, Sarkozy. Um dia, faço um post só falando dela.
Certo dia, Gil acaba saindo de uma experimentação de vinho pelas ruas de Paris, quando soa as doze badaladas. Instantaneamente surge um carro antigo em sua frente, com várias pessoas dentro que o convidam a entrar. Ele acaba parando em uma festa nos anos 20 e fica chocado ao descobrir que as pessoas no carro eram Scott (sabe o ator de Loki em Vingadores? Então) e Zelda Fitzgerald. Scott também acaba apresentando-o a Hemingway. Isso mesmo, Gil acaba voltando no tempo e conhecendo seus escritores favoritos.

Juro para vocês, adorei Hemingway, mesmo não tendo lido nada dele até agora. Outra que gostei muito foi Zelda e descobri que ela também escreveu um livro meio autobiográfico que fiquei com imensa vontade de ler. E nem preciso falar de S. Fitzgerald, não é mesmo? Foi ele que escreveu o livro d’O Curioso Caso de Benjamin Burton. Ele também conheceu Salvador Dalí (outro que adorei!), Picasso e sua amante Adriana, por quem Gil acaba se apaixonando.
Nem preciso disse que foram as partes que se passam nos anos 20 foram as que eu mais gostei. Essa época é mágica por causa das pessoas que viveram nela, por causa do figurino e também da música (jazz! Sou apaixonada por jazz!). Meus olhos praticamente se encheram de lágrimas quando me coloquei no lugar de Gil. Imagine encontrar J. R. R. Tolkien? C. S. Lewis? Álvares de Azevedo? E todos os escritores que eu admiro e já morreram?
Esse filme é totalmente mágico. Terminei extasiada, querendo muito mais. Se os outros filmes de Woody Allen forem tão bons quanto esse, então preciso assistir todos. Quem dera eu ter uma oportunidade como essa que Gil teve. Quem sabe, algum dia, começando por São Paulo no século XIX?

Gil: Ouça, queria pedir-lhe o maior favor do mundo.
Hemingway: Qual?
Gil: Poderia lê-la?
Hemingway: Sua novela?
Gil: Sim, tenho 400 páginas e estou querendo... quero sua opinião.
Hemingway: Minha opinião é que a odeio.
Gil: Mas você nem a leu!
Hemingway: Se for má, a odeio. Odeio a má literatura. Se for boa, a invejo e a odeio. Não peça a opinião de outro escritor!

Hemingway: Acho que o amor real, verdadeiro, cria uma trégua com a morte. A covardia vem de não amar ou não amar bem, dá no mesmo. Quando o homem é verdadeiro e valente, enfrenta a morte como caçadores de rinocerontes que conheço, como o Belmonte, que é valente de verdade. Como amam com paixão, afastam a morte da sua mente. Até que volte, como faz com todos os homens. E chega a hora de voltar a fazer amor de verdade.

Jesus Henry Christ



Que sou apaixonada por filmes épicos, de terror, de guerra, cheio de efeitos especiais, explosões e muito sangue é verdade. Porém, às vezes sinto necessidade de assistir um filme simples. Ou complexo, dependendo do ponto de vista. Um tipo de filme que gosto muito é aquele que não sei classificar muito bem, mas vou tentar: filmes com histórias simples, mas com personagens complexos cheios de manias que foram influenciadas por suas histórias de vida que geralmente são expostas no filme de forma divertida. Ufa. Vou dar alguns exemplos para vocês entenderem de que tipo de filme estou falando: O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, Submarine e 500 dias com ela. Se você assistiu os três vai entender do que estou falando.


Foi nessa que acabei achando um filme fantástico: Jesus Henry Christ. Em português foi “traduzido” como A Origem da Vida. Os dois nomes parecem péssimos a primeira vista, mas depois de assistir, você entende o motivo do título em inglês. Achei que a tradução em português ficou muito “aula de biologia” ou algo meio ficção científica. Talvez se eles tivessem traduzido literalmente como Jesus Henry Cristo, ficaria melhor.
Agora vamos lá, vou falar do que se trata. Henry é uma criança superdotada. Com apenas dez anos, ele tem uma memória incrível e consegue se lembrar de tudo desde que nasceu. Ele tem a capacidade de ler livros em pouco tempo e saber de cor o que leu, que página está e até que parágrafo. Ele vive com sua mãe, Patrícia, que o criou sozinho e nunca disse quem era seu pai. Porém, Henry começa a se questionar quanto a sua origem e decidi pedir ajuda ao seu avô, que o conta que seu pai foi um doador de esperma.


O filme é sensacional, mágico, arranca risadas e lágrimas. Sério, quando eu vi o trailer, sabia que seria um filme fantástico, daqueles que dá vontade de sair da frente do computador e fazer algo da vida. Sem falar na trilha sonora, que é muito boa! O principal enfoque do filme é no drama familiar, mostrando uma família fora do comum e cheia de problemas que terá que aprender a enfrentá-los e também resolvê-los. E eu achei cada personagem tão cativante que não tem como não gostar deles.
Logo no começo somos apresentados a Patricia, mãe de Henry, que é uma mulher independente e ativista. Conta-se pouco da sua história, desde quando era pequena, mostrando o motivo de ela ser como é. Nessa parte você também conhece um pouco da família de Henry, como tios e avós. O filme é contado do ponto de vista de Henry, um garoto inteligente e adorável que desde cedo é expulso das escolas que estuda por ser irritante e sabe-tudo. Ele também sofre bullying por ser diferente dos outros. A palavra “aberração” o perseguiu por toda vida.
Até que ele decide procurar seu pai. Com ajuda seu avô, ele descobre não só quem foi o doador de espermas, como também, que tem uma meia-irmã. Seu pai, na verdade, é um professor de faculdade e escritor, chamado Slavkin O’Hara, que ao contrário do filho, possui uma memória ruim e vive colando post-it para se lembrar. Sua meia-irmã é Audrey, uma garota com um cabelo lindíssimo (gente, o cabelo dela é laranja brilhante! Como pode isso?) que também sofre bullying na escola e é chamada de lésbica por conta de um livro que seu pai escreveu. Esses dois personagens também são cheios de problemas e, por causa de Henry, suas vidas, juntamente com a de Patricia, irão mudar.


Para concluir, eu tenho certeza que esse é o tipo de filme que você não vai se arrepender de assistir. E vai se apaixonar só de assistir o trailer, imagine vendo a história inteira? Convenhamos, às vezes imagens valem mais do que palavras, então, segue o trailer:

Obs: Geralmente eu deixo o link do download, mas como foi meu irmão que baixou, não sei qual foi o site. De qualquer forma, o filme é novíssimo (2012), então vocês podem achar facilmente no Sr. Google.

Bad Reputation - A Saga



Esse semestre, uma das propostas das aulas de Princípios de Linguagem era fazer a releitura de um clipe. Nós devíamos escolher uma música e montar um clipe do seu jeito, da forma que quiser, cantando, atuando, colocando fotos, entre outras coisas. Depois de várias ideias, meu grupo acabou optando por uma das músicas mais legais que tem: Bad Reputation da linda Joan Jett.
Como cada uma de nós moramos em um canto de São Paulo, sem falar daquelas que moram fora de São Paulo, era quase impossível conseguirmos marcar algum horário e local para nos encontrarmos e montar o clipe. Porém, como alguns dias, por causa das provas finais, não tiveram aulas, decidimos que o melhor lugar era a faculdade e em horário de aula. O resultado do clipe vocês veem logo a seguir:


Sério, estou morrendo de vergonha de mostrar esse clipe haha É facilmente perceptível quem sou eu.
De qualquer forma, fazer esse clipe foi uma das coisas mais legais que já fiz. Primeiro, começamos a fazê-lo no próprio campus da faculdade que é enorme e tem muitos lugares legais para gravar. Depois que já tínhamos algumas cenas, saímos por São Paulo afora, atrás de um estúdio de tatuagem. Minha amiga disse que tinha um próximo a faculdade, mas acabamos andando da Consolação até a República a pé. Demos a maior volta do mundo, mas acabamos achando lugares super legais.
Perto da faculdade, por exemplo, há um campo enorme lotado de pombas, deve ter mais de duzentas. Isso parece chato, mas lá também fica um velho que cuida delas. Ele as alimenta e elas o seguem o tempo todo. Quando vimos aquela quantidade de pombos só conseguimos pensar em uma cena legal que vocês viram no final do vídeo. O velho nos deixou assustar as pombas e foi super simpático.
Perto dali tem um salão de festas em forma de castelo, cheio de estátuas assustadoras em cima. O velho disse que as estátuas são amigas das pombas. Achei aquilo sensacional e só não tenho fotos para mostrar a vocês porque meu celular foi roubado como vocês bem sabem, mas consegui achar tudo no Google Mapas! O Parque das Pombas (gostaram do nomes aposto) fica na Rua Augusta, em uma parte bem em cima da Av. Radial Leste-Oeste (é o melhor que posso dizer, não sou muito boa com direções). Já o Salão de Festas Sombrio fica na Rua Nestor Pestana. Nós fomos até lá ver se dava para gravar alguma coisa, mas nem deu. Juro para vocês que até batemos na porta para ver se tinha alguém ali, mas ninguém nos atendeu.

Tirei print do Google Mapas haha! Fala sério, internet é uma facilidade sem tamanho. Esse é o salão de festas sombrio que eu falei.

O Parque das Pombas, porém, sem pombas. Créditos ao Google Mapas novamente. 
Depois que passamos por esses dois locais, descobrimos na Rua Martins Fontes uma ruazinha chamada Avanhandava onde tem um lugar que parece um vilarejo! Foi lá que encontramos a fantástica vaca rosa que vocês viram no vídeo! Tirei mais prints no Google Mapas para vocês darem uma olhada. Quero um dia conhecer melhor aquele local, achei muito bonitinho.

Eu e a Vaca Rosa



Olha só! A Vaca Rosa antes era preta!
Nesse lugar nós encontramos dois irmãos e a mãe deles tirando foto com a Vaca Rosa também. Eles se dispuseram a serem gravados para o vídeo, mostrando nós os atrapalhando.
Logo depois nós fomos para a República onde encontramos aquele cara que vende porquinhos de cerâmica. Nós ficamos meio hesitantes de comprar o porquinho e quebrar porque lá passava muitas pessoas e teríamos que jogar os cacos em algum lugar sem machucar ninguém. Só que justo naquele momento passou um gari, nós contamos a ele sobre nosso trabalho e perguntamos se ele podia nos ajudar com os cacos. Então, compramos o porquinho, quebramos, gravamos e ainda limpamos a sujeira. Isso que é vida Bad Reputation.
Passamos na Santa Efigênia também, onde eu tinha comprado meu tablet da Wacom Bamboo fazia justamente poucos dias. Foi lá que encontramos uma loja que vende telões, fumaça e outros equipamentos para aniversários, shows, eventos, etc. Para nossa surpresa, eles foram SUPER gentis e nos deixaram gravar no local, que é a cena logo do começo onde dou uma de DJ. Eles até jogaram um pouco de fumacinha para deixar tudo mais emocionante. Foi super legal!
Como a Galeria do Rock estava perto, decidimos ir até lá para ver se achávamos algum estúdio de tatuagem para nós gravarmos alguma cena. Achamos um com a fachada super legal que está no vídeo, mas, sinceramente, eles não foram nem um pouco simpáticos. O homem que trabalha lá, até que foi, mas a atendente foi um pouco grossa com a gente já que queríamos fingir que ou estávamos fazendo uma tatuagem (já que uma de nós tinha uma) ou um piercing (outra do grupo também tinha). O negócio foi comprar um piercing para ver se a moça seria mais gentil.
Depois disso tudo, já estávamos mortas de cansaço. Andamos muito, vocês não fazem ideia. O problema foi voltar para casa, porque tivemos que nos dividir e eu e mais três amigas não fazíamos ideia de onde estávamos. Se fosse ano passado, juro para vocês que não teria topado sair pela cidade ou entraria em pânico ao saber que estava perdida. Porém, esse ano, várias vezes tive que me virar sozinha pela cidade, então mantive a calma e começamos a perguntar se alguém sabia qual era o metrô mais próximo. Agora que eu estava fuçando no Google Mapas, descobri que era super fácil ir da Galeria do Rock para o metrô República. Mas acabamos pegando o metrô São Bento mesmo.
Apesar dos bons e maus bocados, eu adorei o passeio que fizemos pela cidade, assim, sem saber onde vai dar e o que poderíamos encontrar. Mesmo dando um pouco de medo, adoraria fazer isso mais vezes. São Paulo, lá vou eu!

Obs: A parte do começo, que eu dou aloka, foi gravada no quarto do meu avô! Eu tive que tirar várias coisas e colar vários posteres para que parecesse mais "adolescente". É porque o quarto dele tem uma iluminação mediana e é espaçoso. Tive que gravar essa cena umas mil vezes. E o pior que nesse dia, meu PVM (é um problema na válvula do meu coração, nada sério, verdade) estava atacando. Quando terminei de gravar, pensei que iria morrer do coração ou desmaiar. Pele menos, deu certo no final e eu não morri.
Obs2: Descobri o segredo do meu cabelo. Se eu chacoalhá-lo muito igual eu fiz nesse clipe, ele fica bonito. O ruim é reproduzir isso todo dia.

Ilustrações


Como eu formatei meu computador recentemente, fiquei quase duas semanas sem meus queridos Photoshop e Illustrator. Depois de muito apanhar, consegui baixá-los em uma versão mais nova (CS6, minha gente!) e finalmente pude testar meu tablet da Wacom Bamboo. Era realmente como eu pensava: eu apanhei muito. Eu sentia imensa vontade de abandoná-lo e voltar para o mouse por já estar acostumada, porém, insisti o máximo que pude. E olha só, apesar de às vezes eu me pegar usando o mouse para alguns detalhes, estou me acostumando com o tablet e dá para ver nas minhas novas ilustrações o quanto evolui.
Ah, mas essa evolução foi por causa do tablet? Não, não foi. Sinceramente, eu seria capaz de fazer a mesma coisa com o mouse, o tablet só facilitou o trabalho e me deu mais segurança na hora de fazer os traços. Sem falar que a caneta imita uma real, ou seja, dependendo da pressão que você faz sobre ela, o traço sai mais forte ou mais claro. O que realmente me fez evoluir foi minha curiosidade. Eu procurei vários tutoriais, referências, procurei saber como meus ilustradores favoritos pintam digitalmente. Isso foi fundamental para que eu aprendesse um monte de coisas em pouco tempo. O difícil foi eu conseguir fazer igual, apesar de ainda não ser grande coisa, estou satisfeita! :D
 
Esse é um desenho que eu fiz no meu sketchbook faz tempo! É um gato inspirado no livro/filme Frankenstein (que eu não li ainda). Eu adorei e decidi pintá-lo digitalmente.

Uma elfa da floresta! Também desenhei ano passado e acabei achando esse desenho guardado. Decidi pintá-lo porque desde que li Senhor dos Anéis estou numa vibe meio naturalista e mágica. Foi esse desenho que deu início a minha curiosidade de como deixar cabelo e pelos mais reais. Apesar de ainda estar bem planificado, achei que o efeito ficou bom!
Esse desenho é bem mais simples e é sobre algo que me aconteceu recentemente haha Estou treinando traços mais de quadrinho, mas como podem perceber, ainda sou uma droga nisso. E essa é minha letra feia haha

Finalmente um desenho da Korra! Não queria desenhá-la com os traços iguaizinhos do desenho, queria fazer algo mais no meu estilo. Eu apanhei um bocado. E apanhei mais ainda quando fui ilustrar. Juro que quase desisti, estava muito difícil, eram muitos detalhes. Porém, consegui finalizá-la! Ficou muito melhor do que eu esperava! Prestem atenção no cabelo e na água! Achei que consegui fazer muito bem essa parte. Ainda tenho muito a melhorar, mas estou realmente empolgada com meus desenhos. Quero fazer desenhos realistas dignos de jogos de RPG.

Outra coisa que quero fazer é achar meu próprio estilo de desenho, mas acho que nunca vou achar. Eu gosto de desenhar vários estilos e olhos diferentes, acho que não conseguiria me prender a apenas um.
Então, eu fiz recentemente um tumblr para minhas ilustrações, ele se chama I Tasted Blood, na tradução literal, é algo como Eu provei sangue. Porém, essa frase é uma expressão inglesa/americana que possui dois significados: 1. experimentar uma nova sensação, em geral violenta ou perigosa e ao mesmo tempo adquirir apetite por ela, 2. alcançar uma pequena vitória, que faz você querer ou esperar algo maior dela. Descobri essa expressão lendo o livro O Rei da Madison Avenue para a faculdade. Achei-a super legal e não sei se tem alguma ligação com meus desenhos, porém, ela ficou martelando em minha cabeça e achei que era o nome ideal. Ficaria muito feliz se vocês seguissem, e se gostarem de alguma coisa, reblogassem. O tumblr é uma ótima forma de divulgar ilustrações e é com isso que quero trabalhar. Então, também estou aceitando pedidos! Em breve vou arrumar meu portfólio e divulgá-lo aqui também! :D Espero que gostem!

Luto #2


Eu perdi meu celular. Faz exatamente um mês que eu perdi meu estojo (que foi achado) e eu perdi meu celular! Não acredito até agora que isso aconteceu, parece que vou simplesmente acordar de um pesadelo e vou encontrá-lo do meu lado. Que ele irá me despertar todas as manhãs com aquela musiquinha insuportável, que ele ficará piscando sem nenhum motivo aparente enquanto penso que são fantasmas tentando se comunicar comigo (não), que ele irá tocar minhas 200 músicas que me alegram todas as manhãs no caminho da faculdade.


Daqui a pouco esse blog ficará sendo um achados e perdidos, de tanta coisa que perco nesse mundo e que são extremamente importantes. Apesar de que tudo que eu tenho é importante. É incrível como consigo me apegar até coisas sem tanto significado como uma borracha.


O negócio é que lá estava eu saindo do metrô para pegar outro ônibus. Eu deixo meu celular no bolso de trás (tamanha burrice, podem concordar) junto com meu bilhete único. Então, antes de subir no ônibus, eu peguei meu bilhete único do bolso e o celular estava lá. Subi no ônibus, paguei a passagem e quando fui me sentar, notei que ele não estava mais. Simples assim. Sumiu igual a fumaça. Comecei a verificar todos meus bolsos, minha mochila e comecei até a procurar no chão. Um homem ao meu lado emprestou o celular dele para eu ligar e vê se não tinha caído próximo, mas não havia sinal do maldito. Nada.


Eu não sabia que expressão ficar. Apenas olhei para o cobrador e para aquele homem com cara de tacho, petrificada. Não conseguia acreditar que há três minutos atrás meu celular estava comigo e agora sumira. Talvez, ao subir o ônibus, ele tenha caído do meu bolso. Mas, sinceramente, eu acho que alguém roubou e fui muito estúpida para perceber. Acho que o cara que me deu passagem para subir no ônibus o surrupiou de mim!
Pensei em parar ônibus, pensei em voltar para o metrô quando chegasse na faculdade só para ver se ele estava no chão ainda. O negócio é que faltavam vinte minutos para começar as aulas e ontem começaram as provas finais. Eu não podia perder a prova. Se há um grau de importância nessa vida, a prova estava em primeiro lugar no momento.
Então, acabei indo para a aula. Sempre achei engraçado pessoas chorando na sala de aula da faculdade, já vi várias e não entendia porque elas não conseguiam segurar ou fazer isso no banheiro. Geralmente eram problemas de relacionamento ou familiares. O negócio é que quando cheguei na sala de aula, comecei a chorar igual a todo mundo enquanto contava para minhas amigas o que aconteceu. Posso parecer fria e insensível, mas sei chorar facilmente que é uma beleza.


Elas me aconselharam a ligar para minha mãe, o que eu achei uma ideia ruim, afinal minha mãe iria arrancar minha alma. Mesmo assim, eu devia avisá-la, caso ela tentasse me ligar e não conseguisse. E, para minha surpresa, ela não brigou e disse realmente o que eu deveria fazer: me acalmar para não me prejudicar a prova.
Eu suspirei fundo e tentei deixar meus problemas de lado. Sentei naquela mesa, olhei para aquela prova e fiz. E quer saber? Não me lembrei em nenhum momento daquele celular e fui fazendo facilmente. O professor corrigiu as provas em sala de aula e soube que fui muito bem! Pelo menos alguma coisa para alegrar meu dia!
É claro que quando cheguei em casa meu pai deu-me um sermão de como sou desligada e devo prestar mais atenção as coisas que acontecem ao meu redor. E é claro que perder o celular não significa que vou ganhar um Iphone ou qualquer coisa do tipo. Na verdade, vou voltar ao velhos tempos. Meu novo celular será meu antigo V3 roxo, sem espaço para músicas e que só sabe fazer o básico da vida eletrônica: ligar e mandar mensagens.
E o pior nem foi perder o celular. Foi associar isso a vida, como ela é efêmera! Alguns minutos eu estava ouvindo Welcome Home do Radical Face, achando-a uma das músicas mais legais que já ouvi e logo em seguida, tchau 200 músicas! Quem roubou meu celular, saiba que saiu ganhando não por ter roubado, mas por ter 200 músicas super legais que vão de screamo a kpop e ainda tem indie-folk! E espere até ele ouvir minhas músicas russas, há!
Então, se por acaso vocês encontrarem um celular na rua igual a esse da foto acima, peço encarecidamente para me devolver, porque ainda tenho esperanças de encontrá-lo (o que é praticamente impossível já que perdi em plena São Paulo). Agora, se o celular foi roubado, espero sinceramente que a pessoa sofra todas as consequências possíveis. Não vou ter piedade.