Meia-noite em Paris


O filme começa com várias cenas de Paris. São tantas que eu quase pensei que o filme era só isso: um bocado de imagens bonitas e história para quê? Mas, persisti, porque eu estava louca para assistir esse filme há séculos. Sem falar que quem dirige é o Woody Allen (às vezes o confundo com Andy Warhol, não sei por que diabos) e eu nunca tinha assistido a um filme dele. E o tempo todo ouço pessoas falando bem dos seus filmes, ele deve ser quase o Tim Burton dos hipsters.
De qualquer forma, foi a sinopse que me prendeu realmente. Gil é um escritor de roteiros de filmes hollywoodianos que sempre quis escrever literatura e adora grandes escritores americanos, como Hemingway e Fitzgerald. Outra obsessão dele é os anos 20 em Paris, ele adora essa época por causa dos escritores que viveram nela, pela música e por toda inspiração que ela trás. Ele acaba indo justamente a Paris com sua futura esposa e seus sogros, que fecharão um negócio. Porém, um dia, enquanto estava passeando a noite, com o soar das doze badaladas, ele acaba voltando no tempo, justamente para os anos 20.

Juro para vocês que passei a maior parte da minha vida não vendo graça em Paris. Era igual a minha atual e persistente falta de interesse na Inglaterra e sua Londres. Porém, depois que passei a escrever uma fanfic que se passava lá (foi por acaso, é que na época, o Tokio Hotel estava na França, por isso decidi ambientar lá), comecei a ver o local com outros olhos. Tive que pesquisar muito sobre Paris, o que fez meus olhos perceberem a magia presente nas suas ruas, arquiteturas e história. Porém, depois de assistir esse filme, tive certeza absoluta que preciso ir a Paris nem que seja uma vez na vida, mas preciso.
Gil, como eu disse na sinopse, é escritor. Ele acabou de escrever um livro e não sabe se está bom o suficiente. Apesar de ganhar um bom dinheiro escrevendo roteiros, ele não gosta muito do seu trabalho e gosta mais de escrever literatura. Um dos seus maiores sonhos é morar em Paris, ele tenta convencer sua futura esposa, Inez, mas ela odeia essa cidade e prefere os Estados Unidos. Você percebe nesse momento o quanto Gil e Inez são diferentes e não entende como acabaram ficando juntos. Gil é totalmente imaginativo, olha para Paris maravilhado e não para de falar nisso um segundo. Já Inez é extremamente pé no chão e séria. Os pais dela, para completar, também não aprovam muito Gil e o futuro casamento.
Além disso, ainda há Paul (o ator é Michael Sheen, que fez justamente o pai de Henry em Jesus Henry Christ e para minha surpresa, faz Aro em Lua Nova), um antigo amor de Inez que aparece. Apesar de ele também estar comprometido, ele vive fazendo pose de sabe-tudo, levando sua namorada, Gil e Inez a museus e agindo como guia. É nessa hora que eu fiquei surpresa ao ver que a minha amada Carla Bruni atuava como uma das guias em Versalhes. Para quem não a conhece, além de cantora e modelo, ela é a esposa do ex-presidente da França, Sarkozy. Um dia, faço um post só falando dela.
Certo dia, Gil acaba saindo de uma experimentação de vinho pelas ruas de Paris, quando soa as doze badaladas. Instantaneamente surge um carro antigo em sua frente, com várias pessoas dentro que o convidam a entrar. Ele acaba parando em uma festa nos anos 20 e fica chocado ao descobrir que as pessoas no carro eram Scott (sabe o ator de Loki em Vingadores? Então) e Zelda Fitzgerald. Scott também acaba apresentando-o a Hemingway. Isso mesmo, Gil acaba voltando no tempo e conhecendo seus escritores favoritos.

Juro para vocês, adorei Hemingway, mesmo não tendo lido nada dele até agora. Outra que gostei muito foi Zelda e descobri que ela também escreveu um livro meio autobiográfico que fiquei com imensa vontade de ler. E nem preciso falar de S. Fitzgerald, não é mesmo? Foi ele que escreveu o livro d’O Curioso Caso de Benjamin Burton. Ele também conheceu Salvador Dalí (outro que adorei!), Picasso e sua amante Adriana, por quem Gil acaba se apaixonando.
Nem preciso disse que foram as partes que se passam nos anos 20 foram as que eu mais gostei. Essa época é mágica por causa das pessoas que viveram nela, por causa do figurino e também da música (jazz! Sou apaixonada por jazz!). Meus olhos praticamente se encheram de lágrimas quando me coloquei no lugar de Gil. Imagine encontrar J. R. R. Tolkien? C. S. Lewis? Álvares de Azevedo? E todos os escritores que eu admiro e já morreram?
Esse filme é totalmente mágico. Terminei extasiada, querendo muito mais. Se os outros filmes de Woody Allen forem tão bons quanto esse, então preciso assistir todos. Quem dera eu ter uma oportunidade como essa que Gil teve. Quem sabe, algum dia, começando por São Paulo no século XIX?

Gil: Ouça, queria pedir-lhe o maior favor do mundo.
Hemingway: Qual?
Gil: Poderia lê-la?
Hemingway: Sua novela?
Gil: Sim, tenho 400 páginas e estou querendo... quero sua opinião.
Hemingway: Minha opinião é que a odeio.
Gil: Mas você nem a leu!
Hemingway: Se for má, a odeio. Odeio a má literatura. Se for boa, a invejo e a odeio. Não peça a opinião de outro escritor!

Hemingway: Acho que o amor real, verdadeiro, cria uma trégua com a morte. A covardia vem de não amar ou não amar bem, dá no mesmo. Quando o homem é verdadeiro e valente, enfrenta a morte como caçadores de rinocerontes que conheço, como o Belmonte, que é valente de verdade. Como amam com paixão, afastam a morte da sua mente. Até que volte, como faz com todos os homens. E chega a hora de voltar a fazer amor de verdade.

7 Comentários:

  1. Esse filme é muito bom <3
    também fiz uma review dele haha

    http://frenchmilk12.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  2. não assisti, mas quero. adorei o quote da conversa de gil com hemingway!

    ResponderExcluir
  3. Ótima indicação!
    Obrigada por compartilhar!!!
    Vou procurar assistir!
    Adorei seu blog!

    Flights and Dreams

    ResponderExcluir
  4. Quando terminei de ver, Paris virou objetivo de vida! Primeiro que, em minha primeira série de livros, a Lado B, já coloquei o tal primo de Paris. Já curtia muito. Mas uma viagem psicodélica no passado/presente? Isso é TUDO que precisava para me fazer ficar de bunda pro alto e rabinho abanando! Woody fez bem, cara, ele me pegou de vez. Já curtia outros filmes dele, mas poxa, esse é épico, pra mim. Delicioso.

    ResponderExcluir
  5. Já li e ouvi falar muito desse filme e confesso que fiquei com vontade de assistir! kkkk
    A capa em si já chamou minha atenção. Post muito bom!

    ResponderExcluir
  6. Hemingway ficou um personagem foda no filme mesmo. Eu adoro Woody Allen. Não tanto quando o tim Burton, mas gosto. E meia noite em Paris e foda. Se quiser ver outro file dele, veja vicky Cristina Barcelona, tem um cara que devis ser eu, pq ele pega Penélope cruz e a Scarlett johanson em um triangulo amoroso RS
    Eu também não vejo nenhuma graça em Londres. So consigo imaginar um lugar cinza e careta pra caralho. Mas eu amo Paris, pra compensar. Eu já fui uma vez, e é maravilhoso. A historia de Paris. A arte de paris. As noites de paris. A França é o Paraíso. Vou parar de falar antes que eu comece a viajar sobre as prostitutas de Paris rs

    ResponderExcluir
  7. amei meia noite em paris. *.* to louca para vê o filme do allen que vai estrear no final de semana o//

    bjs
    http://www.amodernpinup.com

    ResponderExcluir