Insaciável

Mais um livro de vampiros. Mas não é qualquer um. Qualquer capa que você ver por aí com o nome Meg Cabot é digno de ser lido não importando o assunto. Aposto que o agente da Meg Cabot chegou até ela e disse: “Está todo mundo escrevendo sobre vampiros, porque a rainha do chick-lit não escreve também?”. Se ele não fez isso, provavelmente foram os fãs após terem lido um dos contos dela no livro Formaturas Infernais. Eu mesma queria saber como seria uma história de vampiros escrita por ela, então, eis que me surge Insaciável.

Meena Harper é a roteirista de uma famosa novela chamada Insaciável. Ela tinha certeza que iria se tornar redatora-chefe, porém, quem ganha o cargo é Shoshana, a sobrinha dos produtores, que quer incluir no elenco da novela nada menos que vampiros. E Meena simplesmente não suporta criaturas sobrenaturais porque ela mesma possui um dom: ela sabe quando as pessoas morrem e como.
Em uma noite de insônia, Meena decide dar um passeio com seu cachorrinho quando é subitamente atacada por morcegos gigantes. Porém, é salva por um misterioso homem que não se feriu nem um pouco com os ataques. O que Meena não sabe é que ele é Lucien Antonesco, nada menos que O Príncipe das Trevas.

O livro, para minha surpresa, é contado em terceira pessoa. O mais comum da Meg é escrever em primeira. Porém, dá para perceber que ela optou por isso para mostrar um pouco de cada personagem do livro. Assim, não ficaríamos presos apenas no ponto de vista de Meena e ficaria mais fácil de entender vários dos acontecimentos.
Meena Harper não é uma personagem maçante, ela realmente não suporta vampiros e nada sobrenatural. Ela é meio atrapalhada e louquinha, não consegue se relacionar direito com homens porque sempre sabe quando eles vão morrer e mora em um apartamento com seu irmão desempregado, Jon, e um cachorro chamado Jack Bauer. E acreditem, esse livro não é cheio de mimimi como outros. É claro que tem, mas de forma equilibrada.
Lucien Antonesco é o filho do Conde Drácula, o Príncipe das Trevas. Ele esconde sua verdadeira identidade vivendo como um professor de faculdade na Romênia. Desde que seu pai morreu, ele estabeleceu uma regra: nenhum vampiro pode matar um humano, porém, pode se alimentar deles. Essa é uma forma de impedir que descubram a existência dos vampiros e que a Guarda Palatina não os dizimem. Lucien é o típico vampiro aristocrata que gosta de um bom vinho, exposições de arte e de ouvir música clássica. Mas ele acaba tendo de sair da Romênia quando descobre que garotas estão sendo assassinada em Manhattan. Ele precisa resolver esse problema antes que isso tome grandes proporções. Seu principal suspeito é seu meio-irmão Dimitri.
Como citei antes, ainda há a Guarda Palatina. Ela é uma espécie de organização criada em Roma com o objetivo de dizimar vampiros. Crianças desde pequenas são treinadas para virarem guardiões. No livro, somos apresentados a Alaric Wulf, um caçador de vampiros que foi criado pela Guarda Palatina e também foi a Manhattan com o objetivo de descobrir quem está assassinando as garotas. Porém, acaba descobrindo que o Príncipe das Trevas também está vindo e decide persegui-lo e matá-lo.

Caçadores de vampiros que se chamam Alaric dominam!
Esses três são os personagens principais, é através deles que a história se desenvolve. Não preciso nem dizer que Meena acaba se apaixonando por Lucien. Ele é realmente um vampiro cativante e eles formam um casal tão lindo, que você acaba torcendo pra ficarem juntos até o final. Porém, eis que chega o caçador de vampiros e estraga tudo. Juro que eu pensei que não ia simpatizar com ele, de que ele seria o típico “atrapalha casal principal”, mas não foi isso que aconteceu. Eu acabei gostando mais de Alaric do que o próprio Lucien. E no final do livro, queria que a Meena escolhesse ele.
Falando em final, achei-o realmente surpreendente. Fora de todos os padrões que livros de vampiros têm. E o melhor: ainda tem continuação. Apesar da Meena ter tomado uma grande decisão no final, isso não finaliza tudo. Ainda há muita história pela frente e o triângulo amoroso irá perpetuar. Estou ansiosa pela continuação porque tenho esperança de que terá mais ação do que ele já teve.
Na capa linda, ainda há um dizer do Publisher’s Weekly: “A mestra do gênero”. E se quer saber, eles acertaram.

8 Comentários:

  1. Sinto que agora vou ter que ler o conto da Meg em Formaturas Infernais antes de ler Insaciável, porque realmente acredito que foram os fans que pediram pra ela escrever um livro sobre vampiros. Pelo que tinha lido pensei que ela ficaria com o caçador ao invés do vampiro, mas enfim, só lendo pra saber por quem meu coração vai bater mais forte, embora eu já sou meio team Caçador, em busca de uma quebra de histórias clichês, HAHAHA. ;)

    Ahh e pra finalizar, adorei o seu blog, dando uma de stalker e lendo os post anteriores começando... agora. ;)
    beijoss.

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  2. INSACIÁVEL! Este livro é tão bom...Lucien é um vampiro legal, mas caí de amores pelo Alaric. Gostei da Meena, de Jack Bauer e do irmão dela também. A capa nacional é melhor que a americana. Com certeza vou ler a sequência.
    Eu quero ler Formaturas Infernais, mas nunca para na estante da biblioteca.

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  3. Já li muitas coisas da Meg e fui muito fã dela, mas de uns tempos pra cá percebi que não gosto mais como gostava antigamente... Mas de qualquer forma, a escrita dela não deixa de ser muito boa! :)

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  4. A história parece legal, por mais que eu não entenda a necessidade que os autores de hoje em dia tem de enfiar um vampiro no meio do livro. Se bem que ideia de ser o filho do conde Drácula é um pouco mais inovadora.
    Nunca li nada dessa mulher, sei lá, acho que ela escreve mais pra garotas, não é? Enfim. Minha irmã adora.

    obs: "Velhos caquéticos" dão em cima de você? Nossa haha

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  5. Pronto. Agora eu quero ler tudo!
    Gosto de histórias assim.

    Beijo doce!

    http://distractingpages.blogspot.com.br/

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  6. Já fui fã de carteirinha da Meg Cabot, de chorar na livraria para meu pai comprar livro dela. Hoje em dia, a autora não mais me encanta: depois de conhecer outras chick lits e YAs, comecei a achar sua narrativa muito pobre e seus personagens meio podrinhos...
    Beijo!
    OBS.: conseguiu baixar divergent?

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  7. Cara, vontade de ler esse livro não me falta, desde que vi a capa, logo quando ele foi lançado, fiquei louca, daí a sinopse, pra mim, é bastante legal e convidativa, além do mais é da Meg, e a narrativa dela faz com que a gente se sinta numa conversa com o personagem, o que é muito legal. Não sabia que o livro era narrado em 3ª pessoa, o que realmente é incomum no estilo da autora, mas dá pra entender mesmo, se fosse só em primeira, não teríamos muita chance de conhecer melhor os outros personagens.
    Mentira que tem um caçador de vampiros chamado Alaric né? HAUHUAD

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  8. Eu tô lendo o livro agora e estou AMANDO! Já estava um pouco enjoada de vampiros, mas, como você disse, esse é um livro da Meg Cabot - e nenhum livro dela deve ser dispensado só porque fala de vampiros, né?
    E sério, não me arrependi! Estou adorando cada pedacinho e já quero sair em busca do segundo!

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