Tamanho 42 não é gorda

Meg Cabot é assim. Você começa a ler um livro dela e de repente está lendo todos. Para vocês terem uma ideia, esse é o vigésimo oitavo livro que leio dela. O que é um bocado e ao mesmo tempo é quase nada já que ela possui bastantes livros. Não sei porque, mas eu nunca tive muito interesse nessa série dela (que tem quatro livros), mas como uma amiga acabou me emprestando, decidi ler. E ele se tornou um dos meus favoritos.

Heather Wells está passando por maus bocados. Ela era uma cantora teen, porém a gravadora acaba dispensando-a porque queria compor suas próprias músicas. E isso é só o começo: ela acaba terminando com seu namorado após descobrir uma traição, sua mãe rouba todo seu dinheiro e foge com seu empresário para a Argentina, seu pai está preso, ela está trabalhando como inspetora em um alojamento estudantil e está usando tamanho 42. Heather está tentando colocar suas vidas nos eixos, ela pretende trabalhar e fazer faculdade, o problema é que uma garota aparece morta no poço do elevador do alojamento onde ela trabalha. Todos acreditam que foi um acidente, mas Heather desconfia que ela foi assassinada e decide investigar.

O mais legal desse livro é que Meg Cabot consegue unir o universo feminino a um clima total de suspense. Heather decididamente é uma das heroínas de chick-lit que eu mais gostei. Apesar de todos os problemas que passou, ela continua seguindo em frente firme e forte. Ela não só arranjou um trabalho, como pretende fazer faculdade. Uma das principais pessoas que sempre a ajuda é Cooper Cartwright, ele é o irmão do ex-dela, Jordan Cartwright, que deixa Heather morar no andar de cima da sua casa. Ele é um detetive particular sério e perspicaz e Heather tem uma enorme queda pelo rapaz.
O mistério do livro gira em torno da morte de duas meninas que foram encontradas no poço do elevador. Os policiais acreditam que foi um acidente e que elas estavam brincando de surfe de elevador. Para a maioria dos mortais, surfe de elevador é quando você sobe em cima de um e fica se equilibrando enquanto ele sobe e desce. Como podem ver é uma brincadeira famosa e bem saudável nas universidades dos Estados Unidos. Porém, o mais comum é que garotos brinquem disso e não garotas e justamente essas duas eram as mais certinhas. Então, Heather decide investigar ela própria os acidentes. O problema é que sua própria vida também pode estar em risco.
Como adoro suspense, eu praticamente devorei esse livro. E nem é só por causa disso, mas achei a história tão divertida e engraçada que não conseguia cansar de ler. Também adorei a diagramação do livro, em cada capítulo há a letra de uma música que Heather cantava em sua época gloriosa. E dá para perceber que as letras que a gravadora escrevia eram bem bestas.
Ah, e para quem se pergunta por que diabos o nome do livro é Tamanho 42 não é gorda, é porque simplesmente algo que Heather diz o livro inteiro. Apesar de ter ganhado uns quilinhos e usar 42, Heather acredita piamente que não está gorda já que é a média de peso das mulheres dos Estados Unidos. O que é super engraçado já que o tempo todo ela fala de comida.

4 Comentários:

  1. Eu amo a Meg Cabot! Recentemente comecei a ler Cabeça de vento, a série tem 3 livros mas também peguei emprestado e já em 2 dois tinha lido o livro! Eu quero ler essa agora que você indicou, parece tão legal :)

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  2. Acho esse livro bastante divertido, um dos poucos da Meg que continuei a curtir depois dos anos. A continuação é melhor ainda :)

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  3. Este livro nunca me chamou atenção, mas aí vem uma resenha bacana e eu fico com vontade de ler.
    Li o post sobre o Homem Aranha e gostei do que vocês escreveu. Curti muito o filme!

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  4. Nunca li Meg Cabot, acredita?
    Acho que é principalmente pq Chicklit não me atrai muito.

    Beijo,
    milalices.blogspot.com.br

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