The Breakfast Club (Clube dos Cinco)


Caro Sr. Vernon, aceitamos o fato de que nós tivemos que sacrificar um sábado inteiro na detenção de tudo o que foi que fiz de errado ... e o que fizemos foi errado, mas acho que você está louco para nos fazer escrever este texto dizendo-lhe o que pensamos de nós mesmos. Que te importa? Você nos enxerga como você deseja nos enxergar ... Em termos mais simples e com definições mais convenientes. Você nos enxerga como um cérebro, um atleta, um caso perdido, uma princesa e um criminoso. Correto? Essa é a maneira que nós víamos, às sete horas desta manhã. Passamos por uma lavagem cerebral.

Sabe quando parece que algo está te perseguindo? Quando você olha em qualquer lugar e parece que todos estão falando desse mesmo assunto? Foi o que aconteceu comigo quanto ao filme The Breakfast Club, ou Clube dos Cinco. Vi em vários blogs aleatórios, mas foi a resenha da Layn que me ganhou. Baixei faz um bom tempo, mas só agora tomei a iniciativa de assisti-lo. Só não me arrependo de não ter assistido antes porque talvez esse seja o momento certo.

Afinal o que se pode esperar de um filme dos anos 80? Além da trilha sonora incrível? E daquelas histórias americanas clichês que surgiu naquela época e nos embala até hoje? O Clube dos Cinco está longe de ser aquele filme adolescente clichê, na verdade, ele é daqueles que dá vontade de você fazer algo por você e por sua vida. Às vezes é um tapa na cara, dá vontade de chorar, outras vezes você não para de rir. É um filme delicioso de assistir.

A história é bem simples. Cinco adolescentes vão parar na detenção que acontece nos sábados, presos em uma biblioteca onde precisam escrever uma redação sobre o que pensa de si mesmo. Alguns você já descobre o motivo logo de cara porque estão ali, outros vão sendo explicados ao decorrer do filme. O importante é que cada um deles é diferente e tem um rótulo específico que não só é dado pelos alunos, como também pelos professores.

Claire Standish é considerada a princesa da escola. Típica patricinha popular que parece ter tudo que quer. Obviamente foi parar na detenção por um motivo fútil, mas aos poucos vamos conhecendo-a e vendo que ela não é tão ruim quanto aparenta, na verdade, achei-a incrível.

Andrew Clark é o atleta e também típico personagem principal. Porém, ao contrário do que vejo em muitos filmes, ele não é babaca. Na verdade, Andrew foi um dos personagens que mais me sensibilizou, principalmente ao contar o motivo de estar na detenção. Ele acabou sendo um dos meus favoritos. Ele, como todos, tem também seus problemas, um deles é o pai exigente.

Brian Johnson é o nerd. Está em clubes acadêmicos e praticamente vive para tirar notas altas. Meio desajeitado e engraçado, ele foi outro personagem que me cativou. O seu motivo de estar na detenção também é tão tocante quanto o de Andrew. Na verdade, os dois personagens tem muito a ver mesmo sendo de “mundos diferentes”.

Allison Reynolds é a neurótica. Uma garota totalmente estranha e bem amalucada. Ela se veste de maneira peculiar e nunca fala. É no Clube dos Cinco que ela começa a se interagir de verdade com as pessoas e também a contar um pouco mais de si mesma. O seu motivo de estar na detenção é o melhor de todos!

E por fim e não menos importante, John Bender, o criminoso. Apesar de irritante e arrogante, o garoto-problema é o principal motivo do Clube dos Cinco ter feito uma verdadeira mudança em cada um deles. Ele é o que mais se expõe no filme e ficamos sabendo um bocado da sua vida e também porque age de forma bruta, sempre zoando os outros. Por debaixo de toda aquela agressividade, há uma pessoa que só precisa ser compreendida.

No final, não tem como não se questionar quem você é no Clube dos Cinco. Talvez sejamos a mistura de alguns deles ou temos um pouco de cada personagem. Inseguranças, amizade, família, tudo é abordado no filme de maneira profunda e diferente de tudo que vi. Mesmo sendo parado em algumas partes e praticamente toda a história se passar na biblioteca, em nenhum momento você sente tédio. Ele entrou para minha lista de favoritos.

7 Comentários:

  1. É um dos meus favoritos de todos os tempos, ao lado de The Lost Boys e The Craft. É tão gostoso assistir e perceber como nos sentimos sufocados junto com eles. E tem toda essa estética oitentista maravilhosa, toda essa rebeldia contida esperando por voz. Ah, como eu amo!

    @enriquecoimbra
    www.discipulosdepeterpan.com.br

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  2. eu nunca me conformei por não ter visto esse filme hahaha! como você, sempre leio coisas sobre ele, mas nunca assisti. Ler a review aqui me lembrou que preciso baixá-lo :P Adoro filmes teen dos anos 80, porque mesmo os clichês mexem com a gente de alguma forma, tem uma coisa um pouquinho mais profunda que eu não vejo nos filmes de hoje. E a trilha sonora... insubstituível né? :D
    beijocas!

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  3. Eu acho que sou uma mistura do Brian com a Allison e com um pouquinho do Bender. Esses filmes dos anos 80 são mesmo incríveis =D

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  4. Sempre tive vontade de assistir esse filme, bom ter lido esse post para me lembrar de incluir na minha [gigante e interminável] lista. Adoro a estética desse filme, é tão... anos oitenta HUDASHD

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  5. Eu gosto muito deste filme. Não se fazem mais filmes sobre jovens deste tipo, o engraçado é que quando vi me lembrei de Easy A(a protagonista cita o filme).
    Gostei do post Dasty!
    Deu até vontade de escutar Don't You Forget About Me...

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  6. Eu nunca consegui ver esse filme inteiro, pego sempre pela metade. Quero ver!!!
    http://eternamente-princesa.blogspot.com.br/
    Bjs

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  7. O mais interessante do filme, é que ele é o pai de todooos os filmes de/para adolescentes, pois antes dele, você não tinha uma base ou uma criação que falasse sobre ou para os jovens...e a música principal é um hino, para todas as gerações!! =D

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