Sem face

A fogueira crepitava sinistramente enquanto uma dúzia de crianças se empoleirava ao redor dela. Cada um olhando para o rosto do outro pintado por sombras e labaredas alaranjadas, esperando que alguém falasse e acabasse com aquele silêncio constrangedor.

– Tudo bem, é a minha vez – disse uma menina no canto. Quem prestasse atenção poderia notar que ela estava esperando ansiosamente por isso, mas apenas mascarou aquilo como um fardo – A última história não foi tão boa assim, apesar de vocês estarem com uma cara terrível.

– Que história você vai contar? – perguntou uma garota de forma temerosa, segurando sua trança com receio.

– Não se apresse – ela sorriu astutamente – Não tem um nome para ela, você apenas precisar ouvir.

Eu ouvi essa história há muito tempo. Aconteceu exatamente nessa cidade onde estamos, só que em uma época diferente, muito antes de qualquer um de nós nascer. Contava-se que naquela casa grande perto da praça morou uma das jovens mais bonitas que já se ouviram falar ou se ousaram a ver. Todos os homens da cidade, desde os mais novos até os mais velhos, tinham uma grande admiração por ela. Não demorou a se espalhar a notícia sobre sua beleza e vários homens de outras cidades vieram vê-la e confirmar.
Seu nome era Lavínia e ela pertencia a uma família rica daqui. Todos os dias vários homens se reuniam na frente da casa dela para vê-la sair e ela recebia milhares de propostas de casamentos e presentes. Mas ela não dava atenção a nenhum deles. Depois de várias tentativas e de diversas opções, ela acabou se apaixonando por um homem rico, um senhor de várias terras. Só que ele era casado.
Quando esse senhor descobriu o interesse dela após várias investidas, não teve dúvidas, abandonou sua esposa e foi correndo para os braços de Lavínia. Ao descobrir o ocorrido, a mulher caiu em uma depressão profunda. Trancou-se em seu quarto e ficou dias ali definhando, mas alimentando seu ódio. Até que um dia ela decidiu se vingar.
A mulher foi até a casa de Lavínia quando ninguém mais estava lá. Lavínia não sabia quem era a ex-mulher de seu futuro noivo, por isso, acabou deixando-a entrar pensando se tratar de uma nova vizinha que veio conhecê-la. Ela trouxe até uma torta como símbolo de amizade entre as duas. O que Lavínia não sabia era que a torta estava cheio de uma substância que a faria adormecer.
Quando esta desmaiou, a esposa amargurada não teve dúvidas no que fazer. Pegou um facão que trouxera e furou os dois olhos azuis da moça adormecida e depois arrancou-lhe a pele do rosto até deixá-la totalmente irreconhecível e sem nada que lembrasse a beleza de outrora. Antes de partir, ela sumiu com qualquer evidência, inclusive com o rosto da moça.
Acharam Lavínia no dia seguinte, totalmente desfigurada e morta. A dose que havia na torta acabou dando uma overdose e ela morreu antes de mostrar a todos o seu novo rosto. Enquanto isso, do outro lado da cidade, a esposa estava satisfeita, ainda mais ao saber da morte dela. Ela arrumou a casa inteira e decidiu preparar as melhores comidas para quando seu marido voltasse, inclusive uma torta.
Porém, quando retirou a torta do forno, esta desmoronou do prato para sua surpresa. Algo que nunca tinha acontecido antes já que ela sempre acertara essa receita. Quando decidiu verificar o estado da torta internamente, acabou achando um olho azul mirando seu rosto como um juiz mirando um acusado. Ela deu um grito e jogou a torta no lixo. Suas mãos tremiam e seu coração parecia que iria sair pela garganta. Só podia ser uma miragem. Seu cérebro estava pregando uma peça por ela ter feito algo ruim. Ela precisa descansar, com certeza, era isso.
A mulher passou pelo corredor em direção as escadas que levariam ao seu quarto. Só que no caminho havia um espelho oval e ao olhar para ele, em um vislumbre ela viu seu rosto. Ou melhor, não havia rosto e sim uma massa sanguinolenta igual ao que deixara em Lavínia. O terror tomou conta dela e ela voltou para verificar seu reflexo, mas estava normal, era seu rosto e não um deformado. Ela tentou se acalmar, com certeza ela estava cansada demais. Tudo que ela precisava era dormir e esquecer o ocorrido. Logo seu marido chegaria, retornaria para os seus braços.
Então, ela foi até o seu quarto. Quando abriu a porta, havia uma sombra sentada em sua cama. Seu rosto encheu-se de felicidade, só podia ser seu marido! Mas quando a sombra levantou-se e encaminhou-se até onde estava, ela percebeu que era Lavínia. Seu rosto estava como ela deixara quando fugira de sua casa. Porém ela não estava morta, parecia estar vivíssima. O pavor tomou conta dela quando viu uma faca em sua mão, refletindo seu rosto.
A única coisa que seus vizinhos ouviram foi um grito agudo. Quando foram verificar na casa, encontraram a mulher morta, com seu rosto disforme. Ela não foi a última. Dezenas de moças morreram da mesma forma e logo pensaram que devia ser a obra de algum psicopata ambulante. Porém o que ninguém sabia era que isso era obra do espírito de Lavínia, procurando seu rosto e arrancando de outras moças para verificar se era o seu. E isso acontece até hoje.

Quando ela terminou, ficou satisfeita ao ver pavor nos rostos deles. Mas eram os rostos femininos que mais pareciam estar morrendo de medo.

– Isso é mentira, não é? – perguntou uma garota ruiva, com sardas pelo rosto.

– Claro que não, estou contando a verdade!

– É que você veio com essa de que aconteceu aqui. É sempre assim, só para dar medo.

– E o objetivo de contar histórias de terror é qual? – ela respondeu brava, levantando-se – Quer saber? Vou ao banheiro. Enquanto isso, vocês que fiquem com a mulher sem face.

A garota que contou a história foi em direção à floresta que havia perto, enquanto todos continuaram ao redor da fogueira, olhando-a crepitar. Eles estavam passando as férias em um sítio e decidiram acampar longe da casa onde estavam hospedados. Eles adoraram a ideia no início, mas agora não parecia tão convidativa.

De repente ouviram um grito. Decididamente era da sua amiga que acabara de sair. Todos ficaram em pânico, imaginando se ela fora pega pela tal mulher sem face. Os meninos decidiram se dividir, uns iriam ficar protegendo as garotas na fogueira, outros iam atrás da amiga para verem se estava tudo bem.

– Mariana? – gritavam eles, procurando-a no meio das árvores – Mariana? Você está aí?

Ouviram um barulho em um canto e uma sombra. Havia alguém ali. Engoliram seco e decidiram ir em frente para descobrir o que se tratava. Quando se aproximaram, viram que era Mariana de costas.

– Mariana? – perguntou um de forma temerosa.

Ela não respondeu. Então ele se encaminhou até ela, colocou sua mão em seu ombro e a virou. Seu rosto estava totalmente desfigurado e sanguinolento. No lugar dos seus olhos havia buracos escuros. Todos eles gritaram e foram caindo um sobre o outro enquanto tentavam fugir. Foi então que ouviram uma risada.

– Não acredito que vocês caíram nessa! – Mariana exclamou, rindo deles e retirando a máscara disforme do seu rosto – Foi tão fácil que pensei que não conseguiria!

– Você é maluca? Você quase matou a gente do coração! Está todo mundo preocupado com você!
– Desculpa – ela disse continuando a rir, mas não parecendo muito arrependida – Vamos voltar para o acampamento! Preciso contar isso para eles!

Ainda emburrados pelo acontecido, eles seguiram Mariana de volta ao acampamento. Quando se aproximaram da fogueira, notaram que mais ninguém estava sentada ao redor dela.

– Será que eles foram para as cabanas? – perguntou um dos garotos.

Porém, quando se aproximaram mais, na verdade, viram que todos estavam deitados no chão. As chamas iluminavam diversos rostos deformados e sanguinolentos, tanto das garotas quanto dos garotos. Os que sobraram gritaram.

Obs: FELIZ HALLOWEEN!

Amy Hildebrand

Gosto muito de fotografia. Acho que como todas as artes, essa também é uma forma de expressar o que sentimos e vemos. Cada um tem uma percepção diferente, um olhar diferente para as coisas ao nosso redor.  Quem quiser ser fotógrafo, escritor, artistas, o que for, sempre precisa enxergar diferente das outras pessoas.
É o que a fotógrafa Amy Hildebrand faz. Ela nasceu com albinismo e por conta disso era praticamente cega. Mas, após um tratamento e cirurgia, agora ela já consegue ver algumas sombras, cores e formas. Por conta disso, decidiu iniciar um projeto fotográfico em que tiraria uma foto por dia e postaria em seu blog, White Little Sound.
Apesar das limitações, Amy usa os outros sentidos para ajudá-la e consegue tirar fotos lindíssimas! As cores, os cenários, as pessoas, tudo que ela fotografa parece algo mágico, como se contasse uma história. Fiquei apaixonada pelo projeto dela! Isso mostra que nenhuma limitação pode nos impedir de fazer o que queremos.
O equipamento que ela usa é uma Canon 5D Mark II, ela também usa câmeras analógicas e polaroids.







Para conhecer mais sobre o trabalho dela, aconselho dar uma olhada no blog dela. Além das fotos, ela também posta frases. O projeto foi finalizado em Junho de 2012.

Hotel Transylvania

Sou apaixonada por animações. Não importa se é da Pixar, da Dreamworks, da Sony Pictures Animation, o que for, sempre que posso, assisto. Vi de relance o trailer do Hotel Transylvania na televisão, que era curto e não explicava muito bem a história. Por puro tédio, decidi procurar o trailer completo no Youtube e em instantes estava apaixonada pela história, pelos personagens e pela arte do filme. Porém, tenho que confessar que o que me conquistou mesmo foi uma personagem em especial e suas carinhas fofas: a Mavis.

Como resistir a esses olhinhos? 
A história é sobre o Conde Drácula, que após ter sua mulher morta por humanos, decide construir um hotel onde todos os monstros podem ficar seguros, principalmente sua filha Mavis. Ele é SUPER protetor e evita ao máximo que sua filha saia do hotel, porque tem medo de perdê-la também. Porém, Mavis tem um espírito aventureiro e seu sonho é conhecer vários lugares, principalmente o Havaí, onde seus pais se conheceram. Como está chegando seu aniversário de 118 anos, ela acha que chegou a hora de finalmente conhecer o mundo. Em contra partida, Drácula vai evitar o máximo que isso aconteça. Tudo vira de cabeça para baixo quando um humano sem noção acaba entrando no Hotel.

Conde Drácula é um pai tão super protetor que às vezes ele sufoca a própria filha. Apesar dela já ter 118 anos, ele vive tratando-a como criança, dando apelidinhos e falando em tatibitati (para quem não sabe é aquele jeito meio babaca que nós ficamos falando com bebês e cachorrinhos). Isso pode torná-lo irritante, mas, na verdade, ele é um dos personagens mais engraçados. Super caricato e exagerado, é ele que fará você dar muitas risadas.

Mavis é uma graça! Com olhos azuis enormes e jeito fofo, ela é a típica adolescente que precisa de espaço para crescer e amadurecer. Ela quer muito viajar pelo mundo, mas sempre que tenta, o pai ou proíbe ou fala quanto os humanos são perigosos. É nessa parte que vemos uma inversão de valores: os humanos que são os monstros.

Além deles, há uma gama enorme de monstros divertidos, como o Tio Frank, o Frankenstein e sua mulher falante e com voz chata, o lobisomem Ralph e seus milhões de filhotinhos hiper ativos e Murray, a múmia e o Homem Invisível. Todos são divertidos e não tem como não rir com eles.

E é claro, não posso esquecer-me de Jonathan, o humano bobo que acaba encontrando o hotel por acaso. Meio debiloide e avoado, ele é o típico mochileiro que conheceu vários lugares e viveu altas aventuras. Quando Drácula descobre que tem um humano no hotel, ele tenta escondê-lo e transformá-lo em um “primo distante” de Frankenstein que veio para ajudar na festa de Mavis, já que ele é da “mesma faixa de idade que ela”. Jonathan vai mudar todos os personagens, mostrando como é se divertir e também que nem todos os humanos são ruins. Ah, e tanto Mavis quanto ele se apaixonam a primeira vista. Algo meio crepúsculo, mas muito mais fofo e engraçado.



Sério, quando terminou o filme eu saí extasiada. Adorei a história, adorei tudo! É o típico filme que é para se assistir em família e se identificar um pouco com o que acontece. Acho que tratou o assunto pais e filhos de maneira bem legal, apesar de apresentar um roteiro clichê e um final previsível. Não que isso incomode, afinal achei os personagens tão carismáticos e as cenas tão divertidas que nem me importei com isso.

Assisti em 3D nos cinemas e achei que quanto a isso não valeu muito a pena. Também assisti dublado (porque filme para crianças geralmente não tem legendado), porém gostei das vozes e achei que combinou bem. Uma coisa legal que eles fizeram foi adaptar alguns sotaques europeus para sotaques brasileiros, por exemplo, existe um personagem que possui sotaque nordestino. As músicas da trilha sonora em português também ficaram bem legais, falando nisso, achei a trilha sonora muito boa. Quero assistir em inglês posteriormente. Com certeza entrou para a minha lista de animações favoritas!



Obs: Fui procurar o trailer do filme dublado, porém às vozes dos dubladores do trailer NÃO são as mesmas do filme. Não entendi isso. De qualquer forma, as vozes dos dubladores do trailer são horríveis. A do filme está bem melhor.

Diga-me seus motivos

Existem coisas capazes de prender sua atenção. Talvez uma briga na rua. Alguém com um cabelo ou roupa estranho. Ou até alguém falando ao telefone. Porém, existem coisas mínimas que são capazes de prender minha atenção e fazer estalar o meu lado “Watashi, kininarimasu” (simplificando, é meu lado curioso).
 
Por exemplo, esses dias eu estava no ônibus quando um homem chamou minha atenção. Não era por causa da sua aparência já que estava de costas para mim. Também não tinha nada a ver com o seu cabelo ou roupa. O que me chamou atenção era o fato de ele estar sentado no banco do corredor e não da janelinha, que estava vazio. Talvez o motivo fosse simples: ele iria descer no próximo ponto. Porém, ele não desceu nem no próximo, nem nos seguintes. Ele desceu no terminal junto comigo.

Enquanto eu não o via descer, comecei a elaborar motivos para uma pessoa sentar no banco do corredor. Convenhamos, a maioria das pessoas preferem o banco da janelinha. É mais confortável, você pode ver a paisagem e não tem perigo de cair da cadeira por causa dos movimentos bruscos. Por que, então ele sentou justamente ali? Bastava eu perguntar, mas seria muito intrometido da minha parte. Então, fiz uma lista.

a) Ele gosta de sentar no banco do corredor. Pode ser chocante, mas devem existir pessoas que preferem;

b) Ele tinha alguém importante que gosta de sentar no banco da janelinha. Como sempre ia com essa pessoa no ônibus, ele se acostumou a sentar do lado, por isso faz isso mesmo quando ela não está;

c) Olhar para a paisagem em movimento causa tontura;

d) Apostou com algum amigo que consegue ficar no banco do corredor sem se segurar e sem cair;

e) Sentando-se no banco do corredor, impediria de outra pessoa sentar ao seu lado;

f) Queria apenas fazer algo diferente no seu dia;

g) Não tinha certeza se estava no ônibus certo, então decidiu ficar ali para sair mais rápido caso percebesse que estava no caminho errado;

h) O banco ao lado estava sujo, com chiclete ou molhado;

i) Ele tem um amigo imaginário ou vê espíritos;

j) Decidiu colocar sua mala no banco da janelinha em vez de colocar no chão;

k) O banco do corredor estava mais confortável;

Esses foram alguns itens. Não sei se algum deles corresponde a verdade ou se não cheguei nem perto. Mas acho que esse mistério é tão instigante quanto o de quem veio primeiro, a galinha ou o ovo? Na verdade, acho que é muito mais.

E você? Gosta de sentar no banco da janelinha ou do corredor? Tem algum palpite sobre a escolha do homem?

Finalmente, Nikon D5100


Faz três anos que sou louca por uma câmera profissional. Infelizmente, esse tipo de equipamento é bem caro aqui no Brasil. Já tinha planejado mil maneiras de consegui-la, desde arranjar trabalho, até ganhar em promoções suspeitas do Facebook. Mas, acabei ganhando mesmo do meu avô de Dias das Crianças ♥ É, ainda sou criança. Não que eu ganhei dia 12, mas ganhei quinta passada e isso conta como presente de data comemorativa.

Comprei lá na minha querida Santa Ifigênia. Juro para vocês, se alguém quiser realmente investir em fotografia, acho que uma ótima forma de comprar o equipamento é lá. Não só comprei a câmera por um preço muito bom, como também faturei um tripé grandão (eu já tinha um, só que ele era menor), a bolsa cueca (haha, é aquela normal que se coloca a câmera. Ela parece uma cueca mesmo), um protetor para lente, um cabo para televisão e um cartão de memória que esqueci o nome, mas que ele permite Full HD e mais espaço.

Não tenho um grande conhecimento de fotografia, o pouco que sei aprendi nas aulas que eu tinha no meu curso de Comunicação Visual. Nós usávamos uma Nikon D90, por isso fiquei em dúvida entre esse modelo e a Nikon D5100. Muitas lojas não souberam me explicar qual é melhor ou suas diferenças, foi justamente a  loja onde comprei que tirou minhas dúvidas. A D90 é uma câmera praticamente para fotos. Se você quer fotos mais profissionais, essa é a melhor escolha, sem falar que é a queridinha de muitos fotógrafos. A D5100 tira fotos boas, mas outro ponto forte dela são os vídeos Full HD, sem falar que ela acopla microfone. Como eu quero ela não só para tirar fotos como para fazer vídeos, achei a segunda opção melhor, sem falar que ela é mais barata que a D90.

Aconselho antes de procurar uma câmera, pesquisar bem na internet modelos e marcas. Existem muitos vídeos no Youtube que explicam e sanam muitas dúvidas. Quando for comprar, pergunte também aos vendedores dicas, para que serve, algumas funções, etc.

Quando cheguei em casa e segurei aquela câmera nas mãos, precisei testá-la o mais rápido possível. É claro que ainda sou uma total ignorante com as funcionalidades dela. Estou fuçando bastante e procurando algumas informações na internet. Pretendo fazer alguns cursos para aprender mais e relembrar o que já aprendi.

Não sei se pretendo trabalhar com fotografia. É algo que gosto e acho lindo, porém comprei com o intuito de melhorar o meu trabalho. Quando digo isso, significa que não só comprei para melhorar meus posts no blog como também para ajudar na faculdade. Acho que ter uma câmera boa é um ótimo investimento na área que estou. E quem sabe no final eu não acabo descobrindo um grande hobby? Ou até uma profissão mesmo? Vamos ver com o tempo.

Enquanto isso, estou me aventurando em tirar fotos de várias coisas. Ainda estou bem ruinzinha. Prefiro o foco manual porque sempre usava ele nas aulas do Técnico, mas acho que ando meio enferrujada.






Dei umas editadinhas nelas para ficarem melhores, porque algumas ficaram não muito nítidas. Conforme for melhorando, vou postando. Também conforme for aprendendo sobre algumas funcionalidades, escreverei posts. Inclusive acho que falarei sobre a câmera posteriormente. 

Garota Infernal

Eu assisti a esse filme faz tempo. Lembro que as críticas não foram muito boas, mas eu simplesmente amei. Uma história sangrenta e teen com a Megan Fox e a Amanda Seyfried foi o suficiente para eu gostar de tudo. Na época eu era louca também para ler o livro, porque se o filme era bom, havia grandes chances do livro ser também. Porém, fui pega de surpresa ao saber que o livro veio depois do filme. Toda a história é baseada no roteiro de Diablo Cody, mas escrito por Audrey Nixon.

Então, o livro é extremamente fiel ao roteiro, mas algumas partes acho que foram adicionadas, porque não me lembro das cenas quando assisti e tem alguns diálogos que não constam. E acho que isso que me decepcionou um pouco, porque esperava mais detalhes e uma história bem mais trabalhada, porque achei curtíssima. Sério, devo ter lido em duas horas. Porém, algumas partes que eu não tinha entendido muito no filme, foram esclarecidas.




A história é contada no ponto de vista de Anita Lesnick, mais conhecida como Needy. Ela é uma nerd desajeitada e não muito bonita que é a melhor amiga da garota mais popular da escola, Jennifer Check. Quando a banda indie Low Shoulder vai tocar em um bar da cidade, Jennifer convence Needy a ir com ela. Durante o show, o bar acaba pegando fogo e Jennifer é levada pelos integrantes da banda em um furgão. A partir disso, quando Needy reencontra sua amiga, ela percebe que há algo extremamente estranho e perturbador nela.


Basicamente somos apresentados a uma amizade bem estranha: uma nerd e uma garota popular. Enquanto Needy é a amiga sem graça, Jennifer é a garota popular e bonita. As duas se conhecem desde pequenas e desde então são melhores amigas. O problema é que Jennifer sempre foi manipuladora e Needy a submissa, que faz tudo que a outra quer.

Quando acontece o incêndio no bar e Jennifer é levada pelos integrantes da banda, coisas estranhas começam a acontecer na cidade. Assassinatos começam a ocorrer, onde as vítimas eram garotos e partes de seus corpos eram comidas. Needy de repente se vê em um filme de terror. Não somente sua melhor amiga começa a agir de forma estranha como percebe mudanças em si mesma.

A história não é incrível, acho que por ser baseado no roteiro, ficou um tanto sem graça. E achei que contar a história no ponto de vista da Needy deixou de fora as cenas vividas por Jennifer. Porém, existem cenas bem legais como a do enterro do segundo garoto assassinado (que eu me lembre, não tem no filme). Faltou profundidade nos personagens e você acaba não se apegando muito a eles por causa disso. Por mais que seja escrito em primeira pessoa, não senti muita simpatia pela Needy, apesar de ela ser bem engraçada.

Mas acho que vale a pena se você assistiu ao filme e gostou. Seria uma forma de complementar e tapar alguns buracos. Algumas coisas que foram explicadas vagamente, no livro você entende bem melhor. Sem falar que é uma leitura bem rápida.

Sword Art Online


Simplesmente um dos animes mais esperados e considerado a melhor estreia da temporada. Eu comecei a assistir sem saber disso e sem precisar de qualquer confirmação. Eu realmente o considero o melhor anime dessa temporada. Não foi só a sinopse e a arte que me ganhou e sim o tema principal: MMO.

MMO significa Massive Multiplayer Online. Também conhecidos como RPG, são jogos onlines em que você pode jogar com várias pessoas. Alguns exemplos são Ragnarok, Tibia, World of Warcraft, Lunia, entre outros. Muitos deles são japoneses ou coreanos e possuem um enredo que mistura mitologia com idade média. Não é necessário ter tanto conhecimento sobre MMO para entender o anime, mas ajuda. Não jogo muito (queria jogar mais) e o que conheço foi graças ao meu irmão que adora jogos nesse estilo.

A história se passa no ano de 2022, no qual os vídeos games são bem mais reais do que estamos acostumados. Os jogos são equipados com capacetes que realmente transportam pessoas para um mundo alternativo onde elas podem ser o que quiserem. O MMO mais esperado era o Sword Art Online, no qual alguns tiveram a oportunidade de jogar antes (versão beta). Quando finalmente há o lançamento, só 10.000 conseguem os jogos porque ele se esgotou rapidamente das lojas.

O personagem principal é Kirito, um garoto que experimentou a versão beta e agora vai realmente “entrar de cabeça” no jogo. O mundo do Sword Art Online é incrível, com cenários lindíssimos e vários monstros, promete ser uma grande aventura. Porém, todos os jogadores conectados são avisados de que não há forma de desconectar o jogo. A única forma de sair é chegar até o 100º andar e vencer todos os chefões. Se você morrer no jogo, morre na vida real.

Achei a história muito original, mas depois de comentar com meu irmão, ele disse “Já existe outra história assim e se chama Pequenos Espiões”. Eu nem me lembrava desse filme que eu adorava por causa do tema (apesar de ser infantil) e realmente a história de SAO não é criativa, mas não tem nada de infantil.

Juro para vocês, esse é um dos melhores animes que vi na minha vida. Um dos motivos é os personagens: achei todos muito cativantes. Kirito, o principal, é só um garoto na vida real, mas no virtual é um jogador incrível e sagaz. Dá para ver claramente como ele vai amadurecendo conforme o decorrer da história. Por mais que ser um dos jogadores mais forte pareça clichê, acho que faz sentido já que ele foi um jogador beta e também porque ele se esforçou bastante.

Até o episódio 13, já se passaram dois anos no jogo. Não sei se o tempo do jogo é diferente da vida real ou eles estão mantendo o corpo dos jogadores em hospitais com máquinas, isso ainda não foi explicado. Tem muita coisa sem explicação, algumas eu não sei se serão esclarecidas, talvez porque acabem um pouco com a magia da história.

Outro motivo que gostei no anime é que eles estão abordando muitos assuntos sérios. Há sempre essa comparação da vida real com a vida virtual. Alguns jogadores simplesmente decidiram deixar para outros finalizarem o jogo e preferiram viver nesse novo mundo. Outros temem tanto a morte no jogo que se esquecem que na vida real também há a possibilidade disso acontecer. Porém, para os personagens principais, essa experiência é de puro amadurecimento. Viver por conta própria e lutar não só por sua própria vida como das pessoas que ama é o que move não só Kirito, como Asuna, outra personagem importante.

Uma coisa que me chamou também bastante atenção foi o romance abordado na trama. Já assisti muitos animes, mas pelo que lembro e percebi, nunca vi um romance tão profundo e bonito como o de Sword Art Online. Não sei se vocês sabem, mas em muitos jogos de MMO há casamentos (um exemplo é Ragnarok). Eu também achava tosco, até ver como isso foi abordado na história. Juro que é lindíssimo. E tenho que concordar, de todos os animes que assisti, nunca vi um casal que combinasse tão bem em todos os quesitos. Os dois são extremamente fortes e sabem lutar juntos de forma perfeita. Um protege o outro o tempo todo.

Não há um episódio em que você não fique emocionado com o casal principal. Pensei que isso faria alguns garotos não gostarem muito do anime, mas, pelo que ando vendo, ele continua famosíssimo tanto no público masculino quanto feminino. Também fiquei feliz ao perceber que não tem tanto ecchi (cenas pervertidas comuns em animes). Ter, tem, mas é bem pouco mesmo. E prepare as emoções, alguns episódios você ri, outros arrancam lágrimas. Também há episódios de revirar a barriga e que deixam você chocado.

Queria escrever mais sobre. Às vezes sinto vontade de falar minhas impressões de cada episódio, é muita informação. Porém, vou deixar que vocês assistam e tirem suas próprias conclusões. Por enquanto, há 14 episódios, mas acho que terá 25. Torço para que tenha uma segunda temporada. Por mais que eu esteja ansiosa pelos próximos episódios, gostaria que o anime não terminasse tão cedo.

Faça sua história


Quando eu comecei o blog, o intuito era um cantinho para eu poder escrever contos. Foi ideia da minha mãe, que me motivou já que meu sonho era e é ser escritora. O problema é que sempre tive preguiça de escrever contos. Gosto mesmo de escrever histórias longas e complexas. De ficar horas pensando na personalidade dos personagens, em suas manias e porque eles são daquela forma. Em contos, tudo é misterioso demais, não se fala muito sobre os personagens e geralmente termina-se de forma: “deixo para sua imaginação o epílogo”.

Mal eu sabia que hoje a personagem principal do meu blog seria eu mesma. Foi meio difícil aceitar o fato, afinal nunca gostei de falar muito da minha pessoa. Porém, isso mudou. E tudo isso foi graça a dezenas de blogs pessoais que leio por aí, de pessoas que não conheço, mas que falam tão bem de si mesmas e de seu cotidiano que pensei: por que não?

Confesso que hesitei. Várias vezes. Eu não gostava de saber que várias pessoas saberiam do que penso, do que gosto e desgosto. Mas, afinal, não vou ser escritora? Quem sabe algum dia, em um futuro distante, eu não vou ter minhas obras fatiadas e analisadas psicologicamente por estudiosos? Medo do que? De ser eu mesma? E foi assim que começaram os posts sobre acontecimentos da minha vida.

Pensei que ninguém iria gostar deles e que seriam enfadonhos, mas, segundo a pesquisa que fiz aqui no blog, os posts que os leitores gostam mais são justamente sobre minha vida. Quem diria? Minha vida que acho um perfeito tédio chama atenção de outras pessoas. E é bom saber disso, porque há tanto medo de exposição na internet, tantos blogs anônimos (incríveis, diga-se de passagem), tantas críticas, tanta gente para apontar o dedo para você, que é difícil falar sobre nós mesmos. Somos julgados o tempo todo.

E a internet veio para isso, para mostrar que podemos ser nós mesmos mais do que nunca. Aqui, as críticas não são tão fortes e cruéis se você tem pelo menos uma pessoa que aprove o que faz. O tempo todo existirá abutres em busca de carne fresca, olhando atentamente para você, esperando que morra no deserto. O que eles não sabem é que quem está morto por dentro são eles. Você continuará firme e forte enquanto tiver ambições e sonhos. E ninguém poderá tirar isso de você. Ninguém.

“Esse texto faz parte da blogagem coletiva promovida no Depois dos Quinze

Palestra: Blogs de Moda

Essa semana está tendo o Encontro de Comunicação no Mackenzie, minha faculdade. Serão dois dias recheados de palestras e salas temáticas, nas quais os alunos podem se inscrever. Quando fui ver quais palestras eu ia me inscrever, logo a que mais me chamou atenção foi a sobre Blogs de Moda, principalmente por contar com duas blogueiras que gosto muito: A Bruna Vieira do Depois dos Quinze e a Lia do Just Lia. Também havia outras blogueiras que eu não conhecia (falo delas depois!). Essa foi uma das palestras que mais se esgotou rapidamente as inscrições, por sorte, consegui.

A palestra foi hoje à tarde e logo quando cheguei já dei de cara com a Lia. Fiquei alguns segundos perguntando-me se devia ir ou não falar com ela, no final, acabei indo. Ela foi super simpática e aceitou tirar foto comigo. Falei um pouco sobre o meu curso e ela ficou surpresa por eu não ser de Jornalismo e sim de Publicidade (afinal essa palestra era para quem estava cursando Jornalismo. Infiltrei-me! Haha).

Eu super bochechuda
Como tinha muitas outras garotas querendo conversar com ela, entrei no auditório procurando um lugar legal para eu poder prestar atenção melhor na palestra. Juro, a palestra foi muito boa! Acho que não valeu só para blogs de modas como para blog dos mais variados temas. Eles abordaram não só um pouco das suas vidas, mas também como gerenciar e divulgar um blog. Principalmente a parte de colocar sua essência em cada post e ser você mesmo.

Achei que todo mundo falou muito bem. Foi  bom também para conhecer outras blogueiras talentosas e  para ter um pouco de ideia sobre esse mercado de trabalho tão concorrido. Quando acabou, estava extasiada! Só queria voltar para casa e colocar tudo que eu aprendi em prática, mas, basta olhar para o monitor e eu ainda me sinto um tanto perdida.

De qualquer forma, consegui também bater um papo com a Bruna Vieira. Ela é super meiga e gentil. Apesar de se autoproclamar tímida, achei que ela falou muito bem e com o coração quando contava sua experiência com o blog. Dava para perceber o quanto ela gostava disso.

Agora vou falar dos outros palestrantes. Teve o Guilherme Cury do Moda para Homens. Ele estudou também no Mackenzie e teve a ideia de criar um blog voltado para o público masculino com objetivo de mostrar que moda não é só para as mulheres, que você pode se vestir bem sem ser julgado e precisa se julgar. Achei a ideia dele muito interessante!
A Paula Bastos do blog Grandes Mulheres também merece destaque. Seu blog é para o público Plus Size, mostrando que gordinhas também podem se vestir bem. Novamente foi outra que mostrou o amor enorme que não só tem pelo blog como também por escrever. Ela deu ótimas dicas de como usar o Facebook para a divulgação do seu blog. Ela também escreve para a Revista TPM Online.

A Claudinha Stoco possui um blog com enfoque em maquiagem também famoso. Achei ela super engraçada, principalmente ao se referir como consumista. A Ana Paula Passarelli não é blogueira e sim Gerente de Mídias Sociais, apesar de não ter falado tanto na palestra, ela deu ótimas dicas sobre divulgação por redes sociais. A Renata Ruiz do blog Moda para Usar mostrou como um hobby que você gosta muito pode virar profissão. Ela começou um blog porque sentia falta de escrever e deu no que deu. Alyce Takai possui um blog pessoal e mostrou o quanto pode ser despojada não só na aparência como também no seu nome (adorei o nome dela!). Ela falou muito sobre o mercado fashion e a diferença entre revistas e blogs de moda.


Achei muito legal poder conhecer o trabalho de blogueiras que eu já admirava e de outras que passei a admirar. Uma coisa é conhecê-las online, outra coisa é vê-las frente a frente dizendo o que pensam. Como posso dizer? É bem mais humano. Nós esquecemos um pouquinho do quanto as pessoas podem ser humanas, ainda mais quando a olhamos em uma tela de computador.

Essa palestra serviu-me como uma luva. Saí de lá muito mais inspirada. Talvez não tão preparada, mas inspirada.