Shingeki no Kyojin

Desde Sword Art Online, nenhum anime estava chamando muita atenção. Se existe algo que consiga mexer comigo tanto quanto um livro, decididamente são animes. Shingeki no Kyojin. Ouvi o nome dele tantas vezes nas mais diversas redes sociais que foi difícil ignorar. Chamado de o melhor anime da temporada, ele foi-me indicado por vários dos meus amigos várias vezes. Então, como eu podia ignorar tanto apelo?

A história aparentemente se passa em mundo pós-apocalíptico (por um momento pensei que fosse um mundo alternativo), em que surge uma raça de titãs (gigantes) na Terra onde seu único objetivo parece ser devorar humanos. Para a humanidade poder se defender, eles construíram três muralhas, que ficam uma dentro da outra (como um feudo, mais ou menos) dividindo seções. Dá para perceber que a parte mais pobre fica na primeira muralha e a parte rica no centro. As muralhas tem 50 metros de altura impedindo que qualquer gigante entre e isso não acontece há 100 anos, o que faz todo mundo achar que estão vivendo em paz finalmente.


O protagonista é um garoto chamado Eren que tem o sonho de um dia conhecer o mundo através das muralhas. Ele sempre está acompanhado de sua irmã adotiva Misaka e seu melhor amigo Armin. A vida dos três muda completamente quando um raio surge no céu juntamente com titã gigantesco, maior que a muralha, que acaba destruindo-a e permitindo que vários outros titãs entrem na cidade. O desespero toma conta da população que acaba sendo escoltada para a outra muralha. Eren e Misaka acabam correndo para casa e tentam salvar a mãe (o pai estava viajando, já que era médico), porém, acabam falhando e ela é devorada cruelmente por um dos titãs.

Esse acontecimento é crucial, porque a partir dele Eren acaba guardando uma fúria e ódio imenso pelos titãs. Seu sonho é ser treinado para se tornar um soldado e poder matá-los. Misaka e Armin, acabam seguindo o amigo nesse sonho porque também não querem abandoná-lo e porque também querem conhecer o mundo.

Para proteger a população, há três segmentos: os exploradores (são responsáveis por saírem da muralha e tentarem descobrir algo sobre os gigantes. É o trabalho mais perigoso de todos), os militares (que ficam em cima das muralhas protegendo as pessoas da cidade) e os policiais (que ficam dentro das muralhas). Para isso, eles utilizam um equipamento que possuem fios que ajudam a escalar construções e espadas para matar os titãs, que morrem apenas se forem atingidos na nuca.

A distopia criada em Shingeki no Kyojin parece totalmente bizarra. Mas se há algum dom que os japoneses têm, é o de criar distopias nesse estilo, tornando-as plausíveis e aceitáveis. Não tem como não se ver imerso na história. Não têm como não sentir o terror que os titãs passam as pessoas. A primeira impressão que a imagem deles passa é de algo tosco, mas aos poucos dá para ver através deles o quão cruéis são.

Os personagens (e bota personagens nisso, porque vão aparecendo vários) são muito bem elaborados, com personalidades profundas e complexas. Dá para ver em cada um deles a raiva e o medo de viver em um mundo em que você não sabe como será o amanhã. O foco do anime é justamente mostrar a força que a humanidade tem em querer sobreviver não importando as consequências. Também fala principalmente de morte, como lidar com a perda de pessoas queridas e quão delicada e curta é a vida.

A arte é bem diferente das que já vi por aí, a lineart dos personagens são bem grossas. No começo causou-me estranhamento, mas depois acostumei e achei belíssima. Outro ponto fortíssimo no anime é a trilha sonora que não se limita em abertura e encerramento. Durante as lutas e momentos emocionantes tocam músicas de arrepiar. Outra coisa engraçada que notei é a importância que deram para as personagens femininas na trama. Muitas das que ingressam no exército contra os titãs acabam sendo melhores lutadoras que os homens. E também possuem uma personalidade forte, séria e pouco vacilante. As personalidades masculinas, apesar de apresentarem mais fraquezas e medos, são extremamente cativantes e aos poucos vão tornando-se fortes e amadurecendo.

Eren, o personagem principal, é aquele tipo de garoto inconsequente e cabeça quente que faz muitas coisas sem pensar. Mesmo assim, ele possui uma enorme força de vontade de aprender e superar obstáculos. Mikasa é uma garota aparentemente fria e calculista, mas que se preocupa muito com seu meio-irmão, a ponto de segui-lo para tudo que é lugar para protegê-lo. Ela é a lutadora mais hábil e forte comparada a todos os outros (e minha personagem favorita!). Armin, que aparentemente é o amigo inútil que precisa ser salvo a todo o momento, é um garoto muito inteligente e estrategista. Em matéria de combate é péssimo, mas sabe usar o cérebro com maestria.

Mikasa! ♥
Ah, e para aquelas pessoas que gostam de explicação para tudo, parece-me que vão explicar de onde vieram os gigantes e seu propósito. Nem os personagens sabem de onde surgiram e o que querem, mas estão buscando respostas. Isso é bem legal porque algumas distopias acabam focando só na ação e problemática e se esquecem de algumas explicações (vide apocalipses zumbis).

O anime terá 25 episódios e ainda está em andamento. Indico para quem adora distopias, histórias criativas, bizarras e bem desenvolvidas. Simplesmente um anime fantástico e concordo com os comentários dele: decididamente é o melhor dessa temporada.

Guren no Yumiya

Poderia ser sobre o amor


Poderia ser sobre o amor. Talvez seja, talvez seja mais do que apenas isso.
É mais do que necessidade. É mais do que adrenalina correndo pelas veias e preenchendo cada canto do meu corpo. É mais do que falar sobre você. É mais do que falar sobre mim. É mais do que qualquer alimento, maná dos deuses. Sem você é como se faltasse algo e ao mesmo tempo como se aparecesse um peso enorme dentro do meu peito. Como uma granada prestes a explodir. Ou simplesmente querendo explodir. Dá um desespero. Uma insanidade. Faltam palavras. Faltam frases coerentes. Porém, quando está lá, o mundo se enche de esperança de novo.

Poderia ser sobre o amor. Mas é mais do que isso.
É saber que você tem o controle de algo e ao mesmo tempo não tem. É brincar de Deus sem querer brincar. É saber que fará as pessoas chorarem. É saber que fará as pessoas rirem. É saber que as pessoas me farão chorar. É saber que as pessoas me farão sorrir. É colocar um pouco de você em cada cantinho. Você pode ser você mesmo. Você pode ser o que quer ser. Você pode ser até o que não gostaria de ser. Você pode sair da cadeira sem realmente sair. Você pode conhecer qualquer lugar que quiser.

Poderia ser sobre o amor. Mas não é nada disso.
Porque escrever para quem gosta de escrever não é apenas escrever. E acaba sendo muito mais do que apenas escrever e descrever. É a tortura. Mas é o prazer. É o desejo de ir além. É o desejo de ficar. É o desejo de ser reconhecido. É o desejo de ficar no anonimato. É uma mescla de tudo que sentimos com o que não sentimos com o que queremos sentir e não sentir. Porque quando me perguntam o que é escrever para mim, não existem palavras. Todas parecem bobas demais, simples demais. As frases saem incoerentes como esse texto que vos escrevo. Mas a sensação é a mesma: lágrimas de felicidade sempre invadem meus olhos. É a sensação de estar vivo. Em qualquer lugar. Em qualquer tempo.

Poderia ser sobre o amor. Mas é.
Porque a única coisa que sei que vou amar para sempre e de verdade são as palavras que trago comigo. Que um dia, irão nascer. E que, um dia, morrerão comigo.

Poderia ser sobre amor. Mas é sobre mim.

Obs: Curiosamente escrevi esse texto uns dias antes porque estava com problemas de inspiração, sem ao menos saber que hoje, dia 25/07, é Dia do Escritor. De qualquer forma, não há melhor texto para postar hoje. Esse texto também faz parte do 30 Days Writting Challenge, correspondente ao dia 30 - Escreva sobre o significado que é escrever para você.

Feliz Dia do Escritor para você que escreve qualquer tipo de coisa, desde poema, até frases soltas. Para você que publicou um livro ou é escritor de gaveta. Para você que tem um blog ou um diário. E para você, é claro, leitor, que faz parte da vida de qualquer escritor.

Hannibal


Que sou fã de serial killers, psicopatas, psicóticos e pessoas perturbadas, não é segredo. Porém, leio mais sobre isso do que assisto. Não vi nenhum dos filmes sobre Hannibal, nem mesmo li os livros (que fui saber recentemente que existem). Mas, depois de ler tantos reviews bons sobre essa série da NBC, decidi dar uma chance para um dos psicopatas que nunca chamou muita minha atenção, por mais que seja o mais conhecido, praticamente um ícone.

A história é baseada no livro Dragão Vermelho de Thomas Harris, criador do Hannibal. Apesar da série se chamar Hannibal, ele não é o personagem principal, e sim um professor chamado Will Graham (vivido pelo adorável Hugh Dancy) que tem um dom pra lá de especial e terrível: ele consegue analisar o local de um crime e se colocar no lugar do serial killer como se ele próprio tivesse cometido o assassinato. Will consegue criar em sua cabeça toda a cena e entender o que o serial killer acredita e por que ele matou. É por isso que o FBI acaba contratando-o para ajudá-los a resolver uma série de crimes cometidos por diversos assassinos, incluindo, é claro, o nosso querido Hannibal.


É possível se apaixonar por uma série? Porque simplesmente estou encantada por ela! Hannibal é diferente de qualquer outra série que está sendo produzida por aí, por começar pela fotografia lindíssima. Dá para ver que houve todo um cuidado da equipe para transformar a morte mais brutal em algo de encher os olhos. Até os pratos que Hannibal faz com carne humana, ele faz de maneira tão bonita e atrativa, que em vez de repulsa, dá fome (não sou a única que penso assim!). Todos os serial killers que aparecem durante a série tem um "quê" de artista, nenhum deles apenas "mata", para uns matar significa troféus, humilhação ou até apoteose. A simbologia utilizada na série é fantástica e estonteante. Mesmo assim, tudo é brutal e carrega muitas vezes um humor negro. Não é uma série para quem tem estômago fraco.

Hannibal entra na história também para ajudar o FBI a traçar o perfil psicológico de um psicopata. Ele acaba fazendo amizade com Will e tornando-se seu psicólogo, após este passar por uma situação traumática. Hannibal não deixa barato (e nem o seu ator, Mads Mikkelsen), dono se uma personalidade incrível, charmosa e fria, com certeza ele vai acabar conquistando você. É difícil não admirar a forma perspicaz e psicológica que ele encara as pessoas e as situações. Ele também é extremamente fino, como disse anteriormente, é impossível não ficar com fome vendo-o fazê-los seus pratos e servi-los a outras pessoas com um bom vinho (quase todo mundo da série também é canibal e nem sabem).

Fala sério, até você não resistiria.
Enquanto acho a personalidade de Hannibal forte, a de Will é delicada. Lembra-se que falei do dom dele? Bem, aquilo fá-lo ter alucinações. Ele sofre de insônia e às vezes não sabe se está acordado ou sonhando. Em muitos episódios você terá aquela vontade de “pegá-lo no colo e cuidar dele”.

E o ótimo elenco não para por aí. Laurence Fishburne (sim, o Morpheus de Matrix!) interpreta Jack Crawford, o chefe da Divisão de Ciência Comportamental do FBI, que será quem contratará Will. Teremos também a personagem Abigail (Kacey Rohl), que apesar da atriz não ser famosa, atua de forma primorosa. E é, claro, o grupinho do FBI que fica responsável pelo humor da série. Gosto também da Bervely, uma asiática que faz parte do FBI, apesar dela não aparecer muito, adoro as cenas dela.

A primeira temporada tem 13 episódios, todos com nomes de comida francesa (humor negro diz olá). Porém, vocês vão sentir certa dificuldade para achar o episódio 4, porque ele foi proibido nos Estados Unidos por causa daquele atentado em Boston. Se não acharem para baixar, tem muitos sites disponibilizando para assistir online.

Obs: Agora que vi a série, preciso procurar os filmes e livros para assistir. Mas, por hora, vou dar um tempo para o Dragão Vermelho, quero ser surpreendida pelas próximas temporadas da série.

Tips for shy pll










Abby Howard

Quando uma tirinha vale mais do que mil palavras. 

Ryan Woodward


Ryan Woodward é conhecido por trabalhar com o storyboard de grandes filmes como Homem-Aranha, Homem de Ferro, Capitão América, entre outros. Recentemente ele decidiu dar um tempo a Hollywood para se dedicar a projetos pessoais, nos quais ele tem mais liberdade de fazer realmente o que gosta. Talvez, você nem saiba, mas quase todo santo dia você pode estar vendo um "certo trabalho" dele e não saber. Quer saber qual?

Por acaso vocês já repararam na abertura da novela Amor à Vida? Desde que a vi, fiquei totalmente apaixonada pela arte! Lembrava-me uma mistura de Mulan com Avatar - A Lenda de Aang. Apesar de ter um quê meio oriental, a inspiração não veio de lá (ou talvez tenha vindo, sem saber), mas sim de um antigo trabalho dele, chamado Thought of You. Os diretores da novela acabaram topando com esse vídeo de Ryan e decidiram contratá-lo para fazer algo parecido com a novela.



Se a versão da novela eu já achei fantástica, imagine a original?



E vocês? Já tinham visto alguma das duas? Gostaram?