101 coisas em 1001 dias - 2.0

Time is running out
Quem diria que já se passaram 1001 dias? E quem diria que das 101 coisas que eu gostaria de fazer, consegui realizar 50? Nunca pensei que chegaria tão perto de algumas coisas. E fiquei um pouco triste de saber que não consegui outras. Quanto a alguns itens, é engraçado perceber que não ligo muito por não ter conseguido realizar. As coisas mudam, a gente muda e os nossos objetivos também, porém, outros continuam nos azucrinando. É por isso que adoraria dar continuidade a esse projeto. 
Quero que daqui 1001 dias, eu consiga realizar, pelo menos, metade da minha lista novamente (espero que até mais!). E que os itens que não consegui antes, consiga agora. E que os novos também sejam bem-vindos. Segue minha nova lista.

Início: 21/09/2013
Término: 17/06/2016

1) Comprar Circle Lenses
2) Aprender a costurar
3) Escrever um novo livro
4) Publicar um livro
5) Fazer um curso de culinária
6) Conseguir que algum texto da minha autoria seja publicado em algum lugar
Publiquei um texto sobre a arquitetura e life-style de Tóquio na revista Casa Projeto & Estilo, edição de Jul/Ago de 2015
7) Pintar meu cabelo Pintei de ruivo! 25/05/2015
8) Viajar para outro estado
9) Viajar para outro país
10) Ir a 5 eventos
Nikkey Matsuri - 30/03/14
Festival do Japão - 04/07/14
Okinawa Festival - 06 e 07/09/2014 
Moti Tsuki Matsuri - 31/12/2014 
Bunka Matsuri - 22/02/2015
11) Ter um quarto só para mim 17/11/14
12) Aprender a dirigir
13) Ir a uma balada pelo menos uma vez na vida 16/10/2015
14) Conseguir alguma foto com algum famoso que seja meu ídolo
15) Fazer o Nouryoko Shiken (e passar)
01/12/13 - Fiz o Noryoko Shiken, agora vamos ver se eu passo.
15/03/14 - Passe no Noryoku Shiken 5!!!!
16) Aprender libras 06/06/15
17) Ler o Box do Game of Thrones em inglês
18) Comprar lentes para o celular 10/12/15
19) Ir a 3 exposições
Yayoi Kusama: Obsessão Infinita (Tomie Ohtake) 24/06/15
A Inusitada Coleção de Sylvio Perlstein / Cidades Invisíveis / Cândido Portinari (todas do MASP) 24/06/15
Exposição Patricia Peccinini - 21/10/2015
20) Comprar uma nova bicicleta
21) Aprender a andar a cavalo
22) Trabalhar como freelancer
23) Aprender a tocar sanshin
24) Fazer algum curso relacionado a computação (edição de vídeo, webdesign, ilustração digital)
25) Fazer uma limpeza no meu quarto e jogar ou doar tudo que não me é útil 27/10/13
26) Acampar
27) Comprar um corset e praticar tight lancing
28) Fazer intercâmbio
29) Aprender outra língua
30) Fazer aula de odori
31) Aprender a andar de moto
32) Não pegar nenhuma DP até o final do curso
33) Aprender a cozinhar quatro doces
Merengue 19/10/13
Pavê
34) Aprender a cozinhar quatro salgados
Shimeji 01/12/13
Yakissoba 10/01/14
Pepino Marinado 26/12/14
35) Me tornar fitness!
36) Assistir todos os filmes da Ghibli
               Horus: O Príncipe do Sol
               Panda! Go, Panda!
               Lupin III: O Castelo de Cagliostro
               Nausicaä do Vale do Vento
               Laputa: O Castelo no Céu
               Meu vizinho Totoro
               Túmulo dos Vagalumes
               O Serviço de Entregas de Kiki
               Only Yesterday
               Porco Rosso
               Ocean Waves
               Pom Poko
               Whisper of the Heart
               Princesa Mononoke
               Meus vizinhos Os Yamadas
               A Viagem de Chihiro
               O Retorno dos Gatos
               O Castelo Animado
               Contos de Terramar
               Ponyo
               Karigurashi no Arrietty
               Kokuriko-Zaka Kara
               Kaze Tachinu
               Kaguya Hime no Monogatari
               Omoide no Maanii
37) Comer macaron
38) Ir para a Disney
39) Ir para o Parque do Harry Potter
40) Fazer academia 09/01/14
41) Fazer um curso de fotografia
42) Conseguir meu primeiro emprego
Agência Júnior 07/04/14
Editora 12/01/15
43) Ir para o Japão
44) Voltar a tocar piano e melhorar
45) Beber mojito 16/10/2015
46) Fazer outra pesquisa acadêmica
47) Desenhar mais frequentemente
48) Ver neve
49) Comprar um notebook mais potente 14/04/14
50) Estudar em outro país
51) Fazer um diário ou journal
52) Ir ao FLIP em Paraty
53) Fazer rinoplastia 15/12/15
54) Fazer aulas de pintura
55) Fazer aulas de escultura
56) Aprender a dançar (nem que seja k-pop)
57) Fazer trabalho voluntário
58) Escrever com mais frequência
59) Ir a um rodízio de comida japonesa
60) Beijar na chuva
61) Fazer um peeling
62) Conseguir um certificado de inglês (de preferência de Cambridge)
63) Conseguir um certificado de espanhol
64) Visitar o templo Zu Lai.
65) Comprar uma nova lente para minha câmera
66) Comprar um telescópio
67) Fazer um curso de tiro
68) Aprender defesa pessoal
69) Fazer alguma arte marcial
Comecei a fazer Karatê esporadicamente 08/10/13
70) Ir a 3 lugares cults
Fui no Teatro Renault assistir Rei Leão 23/10/13
Instituto Tomie Ohtake, Casa das Rosas e Itaú Cultural 24/06/14
Caixa Cultural 11/12/14-14/12/14
71) Ir a uma festa fantasia e usar algo sensacional Queria fazer algo criativo e feito por mim, mas pela falta de tempo restou alugar algo e investir em maquiagem mesmo. De qualquer forma, gostei 30/10/2015
72) Comer menos chocolate Descobri que estou pré-diabética. Continuo comendo chocolate, mas sem açúcar ♥
73) Ler todos os livros que tenho de Wicca e paganismo
74) Assistir todos os episódios de Hora da Aventura
75) Ir a um show do 30 Seconds to Mars
76) Ir novamente ao show do Tokio Hotel (se eles decidirem fazer um CD logo, né) O SHOW FOI FANTÁSTICO! 28/08/2015
77) Aprender a ler runas
78) Aprender a ler tarot
79) Ir a 3 peças de teatro
Rei Leão 23/10/13
O Martelo das Bruxas (não lembro o dia hihi)
80) Customizar meu sketchbook
81) Terminar meu outfit de Lolita
82) Experimentar 5 comidas diferentes
Comi um monte de comidas japonesas que não sei o nome, mas vou contar como apenas uma coisa 03/11/13
Comi sorvete de gengibre, suco de gengibre e sorvete de chá verde 30/03/14
Comi dango, ichigo daifuku, okonomiyaki e hyuuga ramen 04/03/14 
Comi nikuman
83) Ir a 3 museus
Instituto Tomie Ohtake 24/06/14
MASP 24/06/2014
MIS 19/02/2016
84) Fazer aulas de canto (dessa vez particular e não coral)
85) Fazer Pós-Graduação
86) Comer em um Bistrô
87) Fazer alguma oficina de escrita
88) Aprender a editar vídeos de maneira mais profissional
89) Comprar 3 vestidos
Comprei 2 vestidos 10/01/14
Comprei um vestido florido 
90) Comprar 3 saias
Comprei uma saia de paetê por um precinho camarada 06/04/14
Comprei uma sala com uma estampa legal
Comprei uma saia preta lindinha 07/03/15
91) Ir para a praia 27/12/13
92) Participar de algum evento literário (sem ser o Flip ou a Bienal, caso eu consiga ir)
Fui em um encontro de vlogs literários 06/06/15
93) Meta ~ultra secreta~
22/03/15
24/07/15 - 30/08/2015 / 06/03/2016
19/06/15
94) Comprar algum holofote que me ajuda na hora de tirar fotografia
95) Aprender a desenhar e criar fontes
96) Fazer um curso de infográficos
97) Fazer um curso de modelagem 3D
98) Tomar coragem e fazer algum vlog
99) Deixar meu cabelo na cintura
100) Conseguir 500 seguidores para o blog
101) Fazer um curso de maquiagem.

Que venham os 1001 dias!

Desafio 52 Semanas - Eu nunca










Obs: Demorei duas semanas para postar de novo esse projeto, mas vou tentar manter em dia nos próximos.

Okinawa Festival - 10 e 11 de Agosto

O Okinawa Festival é um evento que acontece em meados de Agosto ou Setembro e que tem, como objetivo, mostrar a cultura okinawana. Para quem não sabe, Okinawa é uma ilha localizada beeeem ao sul do Japão (quando digo ao Sul, é tipo muito longe, fica entre Japão e Taiwan para vocês terem uma ideia). Por isso que eles possuem uma cultura tão diferente e tão igual ao dos japoneses. Antigamente eles não falavam japonês e sim um dialeto chamado uchinaguchi. Hoje em dia, poucos ainda falam. Você ouve esse dialeto mais em músicas e nos rituais. Aqui, no Brasil, na Associação de Okinawa de Vila Carrão, eles ensinam esse dialeto não só para descendentes, mas para pessoas de Okinawa que tem interesse em aprender um pouco mais sobre sua tradição.

O evento contava com 100 barraquinhas de comida e um galpão enorme onde acontecia as apresentações o dia inteiro. Eu fui nos dois dias, passei o sábado inteiro lá e domingo fui à noite. O Festival é realmente incrível! A comida era ótima (só um tanto cara, mas se você procurasse bem, tinha barraquinhas que vendiam as mesmas coisas, só que mais baratas. Eu praticamente decorei a localização das barraquinhas para você ter uma ideia!) e as apresentações eram de encher os olhos!

A foto acima é de uma apresentação de Radio Taissô, que é um tipo de ginástica. Ela é apresentada em rádios e televisões no Japão no período da manhã para se exercitarem (mas pode ser feito em outros períodos). Por mais que essa apresentação seja um tanto "esquisita" para a maioria das pessoas, essa ginástica é muito importante, pois auxilia todo o corpo, evita dores musculares, desenvolve o funcionamento do cérebro e deixam as pessoas mais dispostas e alegres (preciso tentar isso com urgência!). Na apresentação, a maioria era de pessoas de terceira idade, mas todos podem tentar. No Japão, as empresas organizam Radio Taissô com os funcionários, pois isso aumenta a produtividade.

Uma das apresentações mais emocionantes decididamente é do Taikô. Para quem não sabe, esses são os tambores japoneses. Em qualquer festival japonês aqui no Brasil, há grandes chances de ter uma apresentação deles. A diferença do Taikô okinawano do japonês, é que as músicas são de Okinawa no dialeto uchinaguchi.

Clique na imagem para vê-la maior

Clique na imagem para vê-la maior.
As fotos acima são da apresentação do Shishimai (leões). Foi uma das apresentações mais legais! Mostra-se dois leões e uma serpente. Esse tipo de apresentação surgiu na China e depois foi difundida até chegar em Okinawa, eles são associados a proteção contra maus espíritos e contra desastres naturais. A apresentação conta uma lenda de Okinawa, que um dia foi atacada por um dragão e que uma estátua de leão salvou-os do perigo quando tornou-se um leão de verdade. A lenda foi sendo adaptada e hoje a história é sobre dois leões, um fêmea e outro macho, no qual um atrai energias boas e o outro afasta energias ruins. Achei um vídeo no Youtube da apresentação em ótima qualidade, assistam e veja o quanto é legal. Segue o link.

たこやき!おいしいですね!
Imagine você e 100 barraquinhas de comida japonesa? Para quem ama essa culinária foi realmente uma tentação. Acima é o Takoyaki, o bolinho de polvo! Estava uma delícia!
Combinados de sashimi e sushi!
Shimeji, é um tipo de cogumelo. É muito gostoso também.

Onigiri, o famoso bolinho de arroz que vemos nos animes!
Eu também comi guioza, tempurá de sorvete e tomei raspadinha.

Foi um evento incrível! Fiquem espertos em relação ao do ano que vem e outros eventos japoneses que tiverem por aí. É sempre muito bom conhecer culturas novas.

さよなら!また来年!
Tchau! Até ano que vem!

Mirukumunari

Anita Malfatti – A Festa da Cor

Deparei-me com o livro Anita Malfatti – A Festa da Cor graças a um trabalho que precisava fazer. O básico que eu sabia da Anita era que graças a ela surgiu A Semana de 22 e que ela revolucionou a pintura no Brasil. Também sabia sobre a crítica que Monteiro Lobato fez sobre suas obras, o que acabou completamente com a autoestima dela. Isso é o básico que vemos por aí na escola.

Porém, esse livro descreve a vida dela de uma maneira tão mágica e rica, que eu vi-me totalmente imersa no cenário “São Paulo, anos 20”. Pode ter certeza, a escola ou qualquer lugar não nos ensinam nem um terço do que foi a vida dessa exímia artista que é tão criticada até nos dias de hoje. Anita é tão avançada, mas tão avançada, que basta a gente dar uma olhada nos quadros dela, ainda sentimos algo de estranho, como se fosse difícil aceitar que alguns são arte.

De qualquer forma, para quem não sabe, Anita tinha uma atrofia na mão direita o que a impossibilitaria de pintar. Porém, com a ajuda de professores e uma grande determinação, treinou a mão esquerda tão bem que conseguia desenhar um circulo perfeito com ela. Certa vez, ao ver sua sobrinha chorar de vergonha por ter um problema na fala, Anita disse:

“Você e eu temos muitas coisas em comum, a começar pelo sobrenome. Somos Malfatti, que em italiano significa malfeitos. Querida sobrinha, somos malfeitas, eu com meu braço malfeito e você malfeita em sua fala. Temos em comum esse grande problema, que nos causa tristeza e constrangimentos, mas temos em comum também o dom de superar. Assim como eu superei minhas limitações treinando o braço esquerdo e hoje consigo pintar, sei que você também vai superar seu problema e vai conseguir falar”.

Essa frase acima, ganhou-me totalmente. Outra parte do livro que gostei muito, foi quando Anita, em busca de uma vocação quando tinha 13 anos, submeteu-se a um teste. Ela deitou-se num vão debaixo dos dormentes de uma estrada de ferro e esperou o trem passar. Quando isso aconteceu, ela relatou suas sensações: “O barulho ensurdecedor, a deslocação do ar, a temperatura asfixiante deram-me a impressão de delírio e loucura. Vi cores, cores e mais cores riscando o espaço. Cores que consegui fixar na retina. Assim a cor e a pintura se revelaram o querer em toda minha vida”. Depois desse acontecimento ela pediu à mãe que queria estudar pintura.

Durante um tempo ela foi para a Alemanha e foi pega pelo expressionismo alemão. Foi isso que deu inspiração a ela para pintar quadros com cores fortes e diferentes de tudo que o brasileiro tinha visto até então. O ruim é que ela sofreu muito preconceito das pessoas, que chamavam suas pinturas de deformações, inclusive de sua família. Esse baque foi tão grande que nunca mais ela arriscou tanto em suas pinturas e voltou a fazer o tradicional (apesar de eu achar que sua pintura tem algo de tão singular, diferente de muitos pintores da época).

A minha pintura favorita dela é A Mulher do Pará. A inspiração dela veio quando o navio que levava Anita a Paris teve que parar em Belém por problemas técnicos. Enquanto passeava pelo lugar encontrou uma cena que chamou sua atenção: uma prostituta solitária tomando sol na sacada de uma casa. Esse quadro teve a reprovação principalmente da sua irmã, Georgina, que era muito recatada. Ela pediu que Anita vendesse o quadro porque se tratava de uma “mulher da vida” oferecendo-se em uma sacada. Porém, Anita acabou retrucando baixinho: “Não sabem quanta inveja tenho da liberdade dessa mulher”. Por ter vivido um tempo no exterior, Anita vivenciou uma vida totalmente diferente da que tinha no Brasil. Aqui ela tinha sua liberdade restringida, o que era o contrário da sua alma artística e da liberdade que procurava através das suas pinturas.

Outra coisa que gosto muito dos anos 20 eram os grupinhos artísticos da época. No caso, havia o Grupo dos Cinco, formado por Anita Malfatti, Tarsila do Amaral (outra pintora magnífica e brasileiríssima), Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Menotti Del Picchia (estes três últimos são escritores). Eles viviam fazendo comemorações, falando sobre o mundo artístico, participando de saraus e outras coisas culturais. Sinto falta disso ultimamente. Adoraria ter um grupo de escritores para conversar sobre os mais diversos livros. Sei que em São Paulo deve ter um bocado deles espalhados por aí, mas até agora não encontrei nenhum (preciso dar uma olhada na Casa das Rosas ou na Biblioteca Mário de Andrade).

De qualquer forma, eu achei essa biografia uma das mais incríveis que já li. Ani Perri Camargo conseguiu juntas informações incríveis sobre a Anita Malfatti e conseguiu contar isso de uma forma tão gostosa de ler que nem parece uma biografia e sim a história de uma personagem. Se algum dia vocês toparem com esse livro, eu acho que vale super a pena dar uma lida. Pena que peguei na minha faculdade, porque adoraria ter um livro desses na minha estante.

Cidade dos Ossos - O Filme

Finalmente assisti Cidade dos Ossos. Adoraria escrever uma resenha super crítica, mas tenho tanta coisa a falar,que vou fazer algo diferente. Vou citar todas as percepções que tive em relação ao filme e também as diferenças em relação ao livro. Então, se não leu o livro, não aconselho a prosseguir porque tem spoilers. Se você não assistiu ao filme e não quer saber o que vai acontecer ou mudaram, também não prossiga.

• Gostei muito da forma que criaram o Pandemônio.
• O vestido branco que a Isabelle usa é muito mais bonito do que eu imaginei enquanto lia.
• Isabelle e seu chicote são sensacionais.
• Jamie Campbell está perfeito como Jace ♥ (sou suspeita para falar sobre isso)
• Adorei as cenas de ação com a mãe da Clary.
• Clary não mata o Ravener no filme e sim Jace (mesmo assim, ela teve uma ideia muito legal em como pará-lo).
• Achei a caracterização do Ravener sensacional e criativa.
• Em nenhum momento há menção ao nome das lâminas serafins.
• Gostei muito da Dorothea do filme.
• No livro, quando Jace e Clary vão até a casa de Luke, eles conseguem sair sem vistos. Porém, no filme, como Blackwell e Pangborn estão torturando Luke, Jace acaba intervindo.
• Odiei Aidan Turner como Luke. Não tem nada de paternal nele e não consigo vê-lo como uma pessoa séria, dono de uma livraria.
• A caracterização do Instituto é muito bem feita (mas lembrou-me vagamente Hogwarts).

• Lily Collins atua bem, mas ainda não consigo vê-la totalmente como Clary.
• A caracterização da Cidade dos Ossos é muito próximo do que eu imaginava. Os irmãos do silêncio também corresponderam bastante com o livro.
• Robert Sheehan realmente é Simon.
• Fizeram o Magnus Bane menos gay do que eu imaginava. Mas acertaram muito na escolha do ator. Também gostei da parte da festa (mas esqueceram do Presidente Miau, apesar de que ele não tem tanta importância na história. Mesmo assim, até agora, estou esperando o Presidente Miau aparecer nos livros novamente!).
Absurdo1: Simon não vira rato. Na verdade, ele é sequestrado por vampiros (que estão absurdamente trabalhando para Valentim e atrás do cálice).
• O Hotel Dumort é uma das partes mais legais do filme. A cena em que os vampiros estão andando pelo teto é de arrepiar.
• Alec e Isabelle vão também com Jace e Clary salvar Simon. Foi legal porque teve mais cenas de ação. Até Clary se saiu muito bem.
Absurdo2: Não há motos demoníacas voadoras! Foi a coisa que mais me decepcionou.
• Os efeitos especiais usado nos vampiros e lobisomens são muito ruins (é um dos únicos momentos em que os efeitos especiais pecam). Apesar de que nunca assisti um filme/série em que tivessem feito um lobisomem decente. Ainda tenho esperanças.
• O filme todo é muito bem humorado.
• A parte que Jace conta sobre o seu falcão de estimação apareceu no filme. É uma das minhas partes favoritas do livro.
• Algumas coisas que acontecem no segundo livro já foram citadas nesse primeiro filme.
• No filme há uma menção a Bach e sua escala musical, como ela afeta demônios. Também diz que Bach foi um caçador de sombras. Que eu me lembre não há isso no livro (talvez uma rápida menção), mas eu sinceramente adorei essa parte.
• Li muitas resenhas que falaram que a graça toda ficou com Simon, mas achei que Jace também era muito engraçado.
• A cena da estufa é muito boa! É exatamente parecida com a do livro, tem até a parte da maçã/bolo.

• Muitas falas e diálogos do livro são reproduzidos! Gostei muito de reconhecer várias delas enquanto assistia.
• A Clary é muito mais forte e corajosa do que a do livro. Um ponto super positivo para o filme.
Absurdo3: Simon não ganha tanto destaque como no livro ao lutar com o demônio Abbadon. Na verdade, o Abbadon nem é citado. No filme apenas mostra que Dorothea era um demônio.
• Adorei um pó metálico que eles usaram para descobrir onde Dorothea estava.
• Falando em demônios, eles foram criados de maneira sensacional no filme. A parte que eu mais gostei foi da menininha encapetada.
Absurdo4: Não há portal na casa de Dorothea e sim no próprio instituto.
• Porém, eu adorei a caracterização do portal, de como lembra água e aquela técnica que Jace ensina a Clary. Achei bastante criativo.
• No livro, Valentim está em Renwick. No filme, ele vai para o Instituto atrás do cálice, abre um portal que permite que demônios entrem. Não sei se gostei disso ou não.
• Odiei o Jonathan Rhys Meyers como Valentim. Também não gostei de sua caracterização. E que trancinhas foram aquelas?
• O Valentim do livro usa muito mais a tortura psicológica do que a pancadaria para resolver alguma coisa. Já o do filme gosta de lutar (provavelmente os diretores/roteiristas acharam que daria mais emoção e ação ao filme). Ele quase matou o Jace para vocês terem uma ideia.

SPOILER MASTER (NÃO LEIA SE NÃO LEU ATÉ O 3º LIVRO). PARA SABER DO QUE SE TRATA, SELECIONE COM O MOUSE.
Absurdo5: Já deixaram BEM claro no filme que Jace e Clary não são irmãos, que é uma mentira de Valentim (mas acho que muitas pessoas não prestaram atenção nessa parte e devem achar que são irmãos). Acho que fizeram isso para evitar a frustração que todo mundo teve ao ler o livro.
FIM DO SPOILER

• Jace cai na lábia do Valentim, mas não por muito tempo como acontece no livro. Achei legal, porque no livro isso é irritante.
• Já é deixado bem claro que Clary possui poderes especiais e o motivo disso.
• Hodge acaba ajudando Isabelle e Simon quando estavam em apuros. Porém, acho que se esqueceram de colocar no filme o que diabos acontece com Hodge depois daquilo.
• No filme, Valentim não consegue o cálice. No livro, ele consegue. Se o diretor de Cidade das Cinzas não for o mesmo, coitado do próximo que terá que resolver isso.
• Por mais que Nova York seja o palco de todos os acontecimentos, quase não se fala sobre a cidade. No livro, somos totalmente imerso nos mais diversos lugares como Chinatown, Central Park, entre outros. No filme, quase me esqueci de que a história se passa em Nova York.
• Não há menção a outras pessoas que participaram da clave, como os Wayland e os Lightwood.
• A trilha sonora não me chamou muita atenção. Mas gostei da música Heart by Heart da Demi Lovato.

A sensação que tive enquanto assistia ao filme foi muito boa, mas não foi a mesma de quando eu lia o livro. Foram sensações distintas. Particularmente, eu gostei muito da adaptação, mas conheço gente que odiou. É bem relativo. Apesar de todas as mudanças que fizeram e de achar algumas cenas muito rápidas, eu aprovo e espero ansiosamente pela continuação. Tudo bem, eu confesso, já estou com vontade de assistir de novo!

Imagem meramente ilustrativa da minha pessoa enquanto assistia o filme.