Okinawa Karatê-do


Sempre fui daquelas pessoas que fugia das aulas de Educação Física como o diabo foge da cruz. Achava totalmente desnecessário ficar correndo atrás de uma bola e preferia passar meu tempo lendo ou estudando. E sempre que eu pensava: “Puxa, preciso fazer algum esporte, sou tão sedentária”, me dava arrepios só de pensar em fazer qualquer coisa que incluísse correr de um lado para o outro e fazer gols. Mas, se há algo que sempre atraiu minha atenção, principalmente em filmes antigos da sessão da tarde, são as artes marciais.

Karatê, Jiu Jitsu, Kung Fu, Muay Thai, Tai Chi Chuan, qualquer um deles me soava como um esporte incrível. Só de pensar que eu podia ter disciplina e força igual ao dos personagens que eu acompanhava na televisão, já me dava vontade de levantar a bunda do sofá e ir fazer algo. Sem falar minha loucura pelo outro lado do mundo onde as pessoas têm olhos puxadinhos. Foi aí que eu descobri um lugar que dava aulas de graça de Karatê. O único problema é que era no horário da minha faculdade.

Como se não bastasse minha falta de tempo, meu irmão começou a fazer aulas e tive que aguentar vê-lo andando por aí de kimono branco e fazendo movimentos que me lembravam de Avatar – A lenda de Aang. Então, apareceu uma oportunidade, mesmo que pequenininha, de eu sentir o gostinho de como é lutar karatê. Dois Senseis (professor em japonês) de Okinawa estavam vindo para o Brasil para uma apresentação e para dar um seminário, então, os treinamentos estavam sendo feito em horários alternativos. Foi aí que eu caí de balão, sem kimono (ou karatê gi), nos treinos.

Se não fosse o meu irmão para me ensinar alguns movimentos básicos antes dos treinos, eu estaria mais perdida do que já estava de fato. Tenho um problema sério de coordenação motora, na qual, além de confundir direita com esquerda e vice-versa, não consigo fazer meu cérebro fazer duas funções ao mesmo tempo, como: dobrar a perna e dar um soco. Ou eu coordeno o que está acontecendo nos membros inferiores ou nos superiores. Quando tenho que prestar atenção nos dois, só consigo ouvir meu cérebro apitando: PÉÉÉÉM, PROBLEMAS, PROBLEMAS! PANE NO SISTEMA, PANE NO SISTEMA!

Frequentei quatro treinos antes do seminário, sendo que três deles contavam com a presença dos Senseis (que são super simpáticos e conseguem se expressar muito bem, mesmo que em japonês). Nem preciso dizer que um dos Senseis, que são irmãos, ficava o tempo todo do meu lado corrigindo cada movimento que eu fazia. E o pior, que eu perdia todo o fio da meada, quando percebia que ele estava tentando me ajudar.

No último domingo (20/10) teve as apresentações de Karatê e de Kobudo (karatê usando armas, como remos, bastões, a espadinha da Electra, foices, entre outros). Eu participei da apresentação dos novatos e achei que até fui bem. As apresentações mais legais decididamente é do Kobudo, não tem como não se lembrar de animes, filmes e desenhos.

Achem-me, há!



Também teve apresentações de dança e dos leões de Shishimai, que já falei nesse post. O Seminário foi com os dois Senseis que nos ensinaram os movimentos de forma detalhadas e nos deram várias dicas da forma correta de se posicionar. Por ter participado, ganhei certificado, toalhinha e uma medalha.


Apesar das poucas aulas, da falta de habilidade da minha parte, adorei cada segundo que passei aprendendo os movimentos e conhecendo as pessoas que frequentavam as aulas. E fico muito triste de saber que de agora em diante, só terei tempo para treinar nas férias.

Obs: Algumas fotos não estão boas porque foram de vídeos. Quando tiver tempo livre (leia-se: vai demorar), eu vou editar os vídeos das apresentações e coloco aqui :D

Vocês já foram melhores

Existe um tipo de post que ando vendo por aí ultimamente que anda me irritando um bocado. E ele vem se multiplicando bastante como coelhinhos só porque hoje dá para ter blog famoso e ganhar dinheiro. Apelidei carinhosamente o post de Mendigão.

Para descobrir se o post é Mendigão é muito fácil. Nunca vi um que fugisse muito das características que vou citar. Todos são exatamente os mesmos. Até parece que é a mesma pessoa que escreve todos.

1) “Perdi a motivação de postar no blog porque não estou tendo reconhecimento”.
Tudo bem, é super legal saber que seu blog está tendo reconhecimento, ver que recebeu mil comentários, que tem 1091291290129120 pessoas seguindo e curtindo a sua página no Facebook, MAS isso não é tudo. Por exemplo, o meu blog tem o reconhecimento de umas 40 pessoas mais ou menos. Isso é pouco comparado a blogs famosíssimos, mas é o suficiente para mim que não posto sempre e não posto coisas que geralmente atraem multidões (como moda, maquiagem, etc).

2) “Não vejo muitas pessoas comentando nos meus posts nem seguindo o blog”.
E a culpa é do leitor agora? Se ninguém comenta é porque o post não interessa para a pessoa ou ela não tem nada a dizer sobre. Se ninguém segue é porque algo no blog não está funcionando. Escrever um post chatíssimo chorando as pitangas e alegar que a culpa é de quem acessa seu blog é infantil. É mais fácil você tentar ver o que está fazendo de errado e tentar consertar isso. Eu mesma sei alguns problemas do meu blog que com o tempo eu vou tentando resolver.

3) “Estou pensando em deletar o blog”.
Todo mundo já pensou nisso, pelo menos uma vez na vida. Os motivos são variados: falta de tempo, de inspiração, de motivação. Agora excluir um blog porque não virou famoso? Quanto tempo tem seu blog? Dois meses? (A maioria das pessoas que vejo reclamando, criaram o blog recentemente). Poucos conseguem transformar um blog recém-criado em famoso. E mesmo assim, a pessoa anteriormente teve vários e foi criando experiência. Eu tenho meu blog há três anos. Se comparar os primeiros posts com os últimos, dá para ver um avanço, mas há ainda muito a aprender. É difícil torná-lo famoso, não há uma fórmula. Não adianta também copiar, sempre que eu vejo blogs parecidos com os de famosos, eu já aperto o X da janela e nem quero saber do conteúdo.

4) “Os blogs famosos só são de garotas ricas”.
Sim, tem um bocado de meninas ricas aí com blogs famosos, assim como garotas da classe média que compram roupas em fast shop e em brechós. Assim também como garotas que não falam da última tendência da moda e escrevem tão bem que dá vontade de imprimir o post e botar em um quadro. Existem ainda blogs famosos que não ganham nadica de nada de dinheiro. Simplesmente estão vivos porque as pessoas gostam de ter um espaço para bocar a bota do trombone. Também tem um monte de menina que não está nos padrões de beleza estabelecidos pela mídia, que tem blog famoso porque é sincera e posta coisas que os outros e identificam. O que importa é gostar de blogar. Depois, se vier lucro, legal! Se está reclamando demais é porque, sinceramente, você não está preparado para esse mundo.

5) “Vejo blogs famosos com posts ruins e eu que escrevo bem, ninguém comenta”.
Ou a grama do vizinho sempre é mais verde ou ela precisa ser cortada. O negócio é: pare de ficar se preocupando com o blogueiro famoso que escreve errado e só é reconhecido porque é rico. Olha para o seu blog. Como eu disse antes, não adianta ficar vendo pontos negativos nos outros e não perceber os seus. Isso é questão de Marketing. O que você pode oferecer para o leitor que nenhum outro blog pode? O que você tem de diferente de outras blogueiras? Tente fazer um brainstorming (lá vem eu com essas coisas que aprendo na faculdade). Sente-se na cadeira e tente anotar tudo que vem a sua mente para melhorar o blog. Pode sim usar outros como inspiração, só não plagie.

6) “Não estou fazendo esse post porque quero ser famosa”.
Aham, claro. Você quer reconhecimento. Eu quero reconhecimento. Nós queremos reconhecimento. Nós precisamos um pouco dele para dar inspiração. Um dia, fui a uma palestra de um publicitário que falou uma coisa muito legal: “Muito dinheiro nos faz criativos. Pouco dinheiro nos faz muito mais”. Isso significa que quando não conseguimos atingir um objetivo do jeito mais fácil, nós inventamos outras maneiras de chegar até lá e muitas delas são mais criativas que as anteriores. Ou seja, em vez de ficar reclamando, vai lá e faz alguma coisa.

Se você estiver pensando em fazer um post Mendigão, pense duas vezes, três, quatro. Escreva no Word e logo em seguida, depois de desabafar tudo, apague. Ninguém merece um tipo de post desses. As pessoas que lê-lo não sentirão pena de você, não começarão a comentar mais e você não irá ganhar vários seguidores. Dê espaço no seu blog para posts que valham a pena. E esse não é um deles.

Pinacoteca de São Paulo

Posso ter vivido toda minha vida em São Paulo, mas não conheço nem metade da minha cidade (será que um dia conseguirei? Será que alguém consegue?). Por isso, a minha maior diversão é justamente conhecer lugares novos por aí. Ultimamente tem sido os museus de São Paulo.
Fui à Pinacoteca por causa de um trabalho na faculdade. Nunca tinha ido antes, nem com a escola, nem com ninguém. Nós tínhamos que fazer propagandas para divulgar o museu e trazer mais visitantes, então, primeiramente, nós precisávamos saber o que havia lá de especial.
Basta você chegar ao lugar para perceber o quão incrível ele é. Perto da Estação da Luz (que já é bonita por si só), lá está o prédio antigo e enorme da Pinacoteca, feito de tijolinhos vermelhos. Dentro, há uma enorme mistura de arquitetura antiga e nova. O ambiente também ajuda muito a mergulhar nas obras. Sem falar nas exposições, são realmente de tirar o fôlego! Fiquei totalmente fascinada com os mais diversos quadros e senti-me ignorante por não fazer ideia da quantidade de artistas incríveis que a gente teve (e tem) no Brasil.

Lá também acontecem oficinas e cursos, então você pode ver várias pessoas fazendo dinâmicas. Também pode tirar foto a vontade do que você quiser, desde que não use flash.

Os quadros e as esculturas são simplesmente incríveis! Vale muito a pena a visita, mas é bom tirar o dia inteiro para isso, porque é muita coisa para ver. Eu, mesma, por causa da falta de tempo, não consegui ver todas as exposições.


Esse quadro da menina lendo foi o meu favorito! É do Almeida Junior.




Anita Malfatti ♥

Fiquei apaixonada por o rapaz desse quadro haha

Na parte de fora da Pinacoteca tem um jardim enorme com esse coreto. É tudo muito lindo e fotogênico.



Se você nunca foi na Pinacoteca, super vale a visita. Eu sempre saio de exposições de arte mais feliz, quase apaixonada, vendo o mundo mais bonito.