5 personagens que eu gostaria de ser

Esse post faz parte da blogagem coletiva do grupo de facebook chamado Rotaroots – Blogueiros de Raiz.

Não é segredo que existem diversos personagens, seja em livros, filmes, séries, desenhos, que nos fazem desejar sê-los pelo menos alguns segundos só para viver as mesmas aventuras que eles. Às vezes, não precisamos nem viver, se tivermos um pouco da coragem deles ou de sua criatividade já basta. Então, vamos a minha lista!

Xena – A Princesa Guerreira: Quase não me lembro da série porque eu era muito pequena quando assisti, porém, eu não perdia um episódio. Eu, com meus quatro aninhos, achava incrível como aquela mulher linda e forte era capaz de derrotar qualquer um e embarcar em muitas aventuras. Ela era uma inspiração para mim e até hoje, lembro-me da série com um enorme carinho. Quem dera eu ser tão bonita, tão forte e ainda de quebra viajar pelo mundo chutando a bunda de vários caras mitológicos. Ela era o God of War mulher.

Mulan: Outra mulher forte que era minha inspiração quando criança. O filme estreou em 1998 e antes de sequer assisti-lo, eu já adorava essa história só de imaginar que os personagens teriam olhinhos puxados haha. Lembro que o McDonald’s lançou umas revistinhas da Mulan com algumas histórias em quadrinhos e eu colecionei todos antes de assistir ao filme. De qualquer forma, é meu filme favorito da Disney. As músicas, a história, a personagem principal, o Shang ♥. Como não se ver encantada por uma garota que vai para a guerra no lugar do pai e consegue salvar a China? Simplesmente incrível.

Shana: Tudo bem, péssimo nome haha. Mas Shakugan no Shana não só foi o primeiro anime que assisti na internet, como é o meu favorito. A história não é das mais criativas (na verdade, ela é muito confusa), mas eu me apaixonei pelos personagens, pelo enredo e pela arte do anime. Shana, assim como as personagens acima, é uma guerreira. Ela tenta manter o equilíbrio entre o nosso mundo e o espiritual. A personagem é fria e calculista, trata todos com desdém, mas após conhecer o humano Yuuji, ela passa a compreender mais o mundo dos humanos. Gosto especialmente dessa personagem por ser tsundere, para quem não sabe, tsundere em japonês é uma personagem que no início é fria e arrogante, mas que com o tempo você percebe que tem um bom coração.

Daenerys: Ela não é minha personagem feminina favorita da série (ainda gosto mais da Arya e da Melisandre), mas seria inegável da minha parte dizer que ela tem uma das histórias mais legais. Eu sei que deve ser maluquice da minha cabeça querer ser um personagem de Westeros, mas Daenerys é uma personagem incrível. De todas as opções de possíveis reis que há tanto na série quanto no livro, ela é uma das melhores opções para comandar os sete reinos. Ela sabe que para governar, não basta sentar no trono de ferro, tem que saber como lidar com o povo. Por isso que ela invade Meereen e tenta organizar uma cidade para ver como é na prática. É claro que ela vai apanhar muito ainda e vai ver que não é nada fácil, mas, ela aprenderá muito mais fazendo isso do que guerreando como os outros reis estão fazendo. Por isso, adoraria ser Daenerys, passar pelos maus bocados que ela passou, só para aprender tanto quanto a personagem aprendeu e ainda aprenderá ao longo da história. Sem falar que ela tem dragões, né?

Tris: Estou lendo Divergente. Apesar de ter começado a ler com um pezinho atrás, preciso confessar que fui pega de guarda baixa pela história. Identifiquei-me muito com Tris, com sua frieza, com o jeito cheio de “não me toque” e a falta de habilidades em luta. Mas, aos poucos, ela vai mostrando que não só tem coragem, como pode ser uma menina forte. Eu adoraria tanto passar por muitas das coisas que ela passou! Sem falar que, de quebra, temos o incrível personagem Quatro ao seu lado. O pior ao ler o livro é saber que eu nunca poderei fazer parte da facção Audácia (é basicamente a equipe militar da distopia) e viver toda a adrenalina que a personagem sente. Para isso que existem os livros, não é mesmo?

Com essa lista percebo que as personagens que gostariam de ser são, em sua maioria, guerreiras. Admiro muito mulheres fortes. Não que não precisemos de um pouco de futilidade e meninice na nossa vida, porque realmente adoro esse tipo de coisa, mas adoraria viajar por aí e lutando com monstros, guerreiros, o que for. Maldito mundo ficcional.
Juro que tentei pensar em algum homem para colocar nessa lista, mas não consegui. Achei que colocar o Shang ia ser muito repetitivo e o David do livro O Jogo do Anjo sou eu cuspida e escarrada, então, não tenho vontade de ser ele. Também lembrei do Sandor, mas ele também teve uma vida muito ferrada. Então, o único personagem masculino que consegui pensar em ser é...

GODZILLA: Meu amor platônico de infância. Eu tinha um boneco dele que ao apertar a escama de suas costas, ele abria a boca. Como não amar um réptil gigante que sai por aí pisando e destruindo as cidades? A única parte chata é que ele destrói Tóquio e Tóquio é muito amor. De qualquer forma, o filme vai sair em breve e eu estarei lá, louquinha para ver.

Pensando bem, em algumas versões, o Godzilla, na verdade, é fêmea...

Nihonjin no Shiranai Nihongo

Que saudadezinhas eu estava de assistir doramas! Para quem não sabe, doramas são novelas ou séries japonesas. Apesar de gostar bastante, não assisto com muita frequência. O que eu deveria, já que faço aulas de japonês. Foi justamente por isso que decidi assistir Nihonjin no Shiranai Nihongo, que significa algo como “O japonês que os japoneses não sabem”.

A história é sobre Haruko, uma garota totalmente fora do estereótipo japonês, que veste roupas chamativas, é estourada, fala alto e o que vier à cabeça. Seu sonho é ser professora do Ensino Médio, mas, para conseguir atingir o seu objetivo, precisa ajudar uma turma de estrangeiros a passar em uma importante prova de japonês e ter sua primeira experiência como professora. É durante suas primeiras aulas que Haruko percebe que, apesar de ser japonesa, não conhece muito sobre sua própria língua (é nesse momento que você entende o porquê do título do dorama). Então, ela precisa estudar tanto quanto os estrangeiros para poder explicar a essência da língua japonesa.

É simplesmente um dorama INCRÍVEL para quem está aprendendo japonês. Eu aprendi muita coisa, fiquei com um caderno do lado anotando várias coisas interessantes que eram ensinadas ao longo da história. É um dorama super didático. Infelizmente, quem não sabe o básico de japonês, vai ficar bem perdido em várias partes, o que é uma pena, porque a história é linda! Dei altas risadas com os personagens e em outros momentos fiquei emocionada.


A cada episódio Haruko vai ajudando um de seus alunos não só com a língua japonesa, como também com ensinamentos para a vida (apesar de ela ser super atrapalhada e sempre se meter em problemas). Os personagens estrangeiros são: Paul, o inglês conquistador; Jack, o americano certinho; Ellen, a suíça apaixonada por ninjas; Kinrei, a chinesa metida; Diana, a russa que adora música Enka (um estilo musical japonês que mistura instrumentos ocidentais com orientais); Bob, o afro-americano engraçadão; Luca, o italiano otaku; Marie, a francesa que adora a Yakuza e Ou, o chinês engraçado e sorridente. Os estrangeiros são bem estereotipados e cada um louco por algo do Japão. Tanto Haruko quanto eles vão descobrindo que tanto a cultura japonesa quanto o idioma vão além do que conhecem.

O dorama não é só sobre aprender japonês, mas sobre não desistir dos seus sonhos e que todos somos cidadãos do mundo, não é o território que nascemos que nos define. A turma aos poucos fica mais unida, mostrando que a diferença cultural não é uma barreira e sim uma forma de aprender juntos. Haruko acaba mostrando que o professor é como um pai, ele tem que cuidar não só dos ensinamentos dos seus alunos, como protegê-los em outras situações também.

Quanto aos pontos negativos, achei as atuações bem exageradas. O exagero facial de Haruko para falar achei ok na medida do possível (você acaba se acostumando e achando engraçadinho), mas achei que a dos estrangeiros foram muito exageradas, principalmente da Ellen, da Marie e da Diana. Ás vezes as atuações tinham muito cara de animação japonesa, o que ficavam muito falsas quando usadas na realidade. Também achei um pouco fora do comum essa relação tão próxima de professor e aluno (até onde eu saiba, no Japão, não existe muito essa aproximação. É algo mais frio). Para vocês terem uma ideia, achei os estrangeiros muito mais frios que os japoneses (talvez isso seja um estereótipo que eu criei, não sei). Mesmo assim, o dorama valeu cada segundinho da minha atenção.

Ele tem somente doze episódios e eu assisti no Youtube (clique para ver o 1º episódio) com legenda. Se você está fazendo aulas de japonês ou tem interesse por esse idioma, vale a pena muito assistir. E se você não sabe nada, mas quer uma história de aquecer o coração, essa é uma ótima indicação.

Obs: GENTE, O QUE ERAM AQUELAS ROUPAS DA HARUKO? Preciso de todas no meu guarda-roupa, já! Que garota mais estilosa.

10 on 10 - Coisas que nos inspiram

Bem, cá estou postando no blog depois quase quatro meses sem escrever nada. Muita coisa aconteceu e ao mesmo tempo nada aconteceu. Não queria voltar fazendo um post sem explicação, MAS depois eu faço um sobre isso.
De qualquer forma, estou participando desse projeto super legal, chamado 10 on 10. São 10 blogueiras, que todo dia 10 do mês, vão postar 10 fotos sobre algum tema. Aí é o momento que vocês se perguntar: "Mas, Dasty, hoje não é dia 12?". Sim, meus caros amigos, eu estou atrasada. Não muito, porque até ontem eram 11 meninas que iriam postar, mas uma não conseguiu tirar as fotos. E, como podem ver, eu também não consegui postar a tempo (mas não quis desistir porque sou essa pessoa teimosa). Então, estou aqui, uma da madrugada, postando, sendo que amanhã acordarei as 7 horas. Sem mais delongas, vamos as fotos!

Gatos. Eu absolutamente amo gatos. A forma despreocupada que andam por aí, a liberdade, a capacidade andar sobre telhados e poder ver o bairro inteiro, admiro tudo. Queria me transformar em um gatinho e explorar a cidade.

Artes marciais. Quem acompanha o blog sabe que faço karatê. É algo que nunca imaginei que amaria tanto. Karatê é estratégia, respeito, honra, meditação. Você aprende tanta coisa! Seu corpo e sua mente se transformam.

Amo cogumelos! Acho-os uma gracinha. Esse pequeno cogumelo (ele era muito muito pequeno, sério), representa a natureza. Amo o céu, as estrelas, as árvores, animais, insetos, as pequenas coisas. É incrível o que podemos encontrar por aí, bem debaixo de nossos pés (por favor, não pisem em cogumelos).

Livros! Algo que amo imensamente e nem precisa explicar, não é? É como viver em outro mundo, ser outra pessoa, conhecer lugares inimagináveis.

Japão. Simplesmente o país que mais me atrai desde que me conheço por gente. Como não amar sua língua? Como não admirar sua cultura riquíssima e seus costumes? Como não se emocionar com suas músicas? Eu tenho um amor inexplicável por esse país que fica do outro lado do mundo (infelizmente).

Apanhador de sonhos. Sonhos em movimentos. Quem somos nós sem sonhos? (fingindo que estou filosofando, mas na verdade quero dormir).

Universo. Esse lugar que tanto desconhecemos, tão misterioso e encantador ♥

Sou agnóstica, mas amo neopaganismo e religiões antigas. Estou tentando aprender a ler runas. Eu que fiz essas com biscuit e canetinha (elas foram energizadas também).

Taiko. Os famosos tambores japoneses. Estou fazendo aulas de taiko desde março. Essa foto representa não só algo que gosto muito da cultura japonesa, mas também da cultura okinawana (conjunto de ilhas do Japão), já que esse taiko é de um grupo de Okinawa. A cultura okinawana era algo que até um ano atrás eu não sabia muita coisa e hoje faz parte do meu cotidiano. Tanto o taiko e karatê que faço, são do estilo okinawano.

E, por último, o amor ♥ Mentira, é chocolate mesmo. Chocolate é algo muito inspirador, ainda mais com a Páscoa chegando.

Espero que tenham gostado desse post confuso e cara de pau. Mas, prometo, que vou voltar com o blog (se alguém ainda lê isso daqui).

As participantes:
Bella Freitas
Bia Ferreira
Evelise Marques
Gabrielle Silva
Jhoyce Adelaide
Joyce Freitas
Luciana Rodrigues
Renata Fukuda
Stael Guimarães