101 coisas em 1001 dias - 3.0

E lá se foram mais 1001 dias. Da primeira vez que fiz esse desafio, dos 101 itens, consegui realizar 50. Dessa vez, consegui menos, foram 31

Início: 15/12/2016
Término: 12/09/2019

1) Comprar Circle Lenses
2) Aprender a costurar
3) Escrever um novo livro
4) Publicar um livro
5) Fazer um curso de culinária
6) Viajar para outro estado
7) Viajar para outro país
8) Tirar minha carteira de habilitação para carro e moto
9)  Aprender a andar a cavalo
10) Fazer um curso de tipografia
11) Fazer um curso de 3D
12) Fazer um curso de HTML5
13) Fazer um curso de fotografia
14) Conseguir o Noryoku Shiken 3
15) Fazer intercâmbio
16) Aprender a cozinhar 5 coisas diferentes
17) Me tornar faixa preta
18) Assistir todos os filmes da Ghibli
               Horus: O Príncipe do Sol
               Panda! Go, Panda!
               Lupin III: O Castelo de Cagliostro
               Nausicaä do Vale do Vento
               Laputa: O Castelo no Céu
               Meu vizinho Totoro
               Túmulo dos Vagalumes
               O Serviço de Entregas de Kiki
               Only Yesterday
               Porco Rosso
               Ocean Waves
               Pom Poko
               Whisper of the Heart
               Princesa Mononoke
               Meus vizinhos Os Yamadas
               A Viagem de Chihiro
               O Retorno dos Gatos
               O Castelo Animado
               Contos de Terramar
               Ponyo
               Karigurashi no Arrietty
               Kokuriko-Zaka Kara
               Kaze Tachinu
               Kaguya Hime no Monogatari
               Omoide no Maanii
19) Ir para a Disney
20) Ir para o Parque do Harry Potter
21) Ir para o Japão
22) Fazer pós e/ou mestrado em outro país
23) Fazer um diário ou journal
24) Ir ao FLIP em Paraty
25) Andar de avião
26) Fazer aulas de escultura
27) Fazer trabalho voluntário
28) Conseguir um certificado de inglês (de preferência de Cambridge)
29) Comprar uma nova lente para minha câmera
30) Ir a 3 peças de teatro
31) Fazer aulas de canto (dessa vez particular e não coral)
32) Fazer alguma oficina de escrita
33) Viajar com meu namorado
34) Ganhar uma medalha em kata ou shiai no karatê
35) Criar alguma loja/negócio próprio
36) Fazer alguma aula nova relacionada ao corpo (ballet, yoga, dança, etc...)
37) Fazer uma limpa no meu guarda-roupa e doar o que não me deixa felizinha
38) Comprar uma estante e organizar meus livros
39) Ler um livro em inglês
40) Sempre que for em um restaurante, dar preferência para um prato vegetariano/vegano
41) Fazer um mochilão pela Ásia
42) Diminuir a ingestão de açúcar (igual eu consegui no final de 2015)
43) Beijar na chuva
44) Fazer uma HQ
45) Fazer depilação definitiva, pelo menos, meia perna
46) Fazer uma sessão de fotos
47) Doar sangue
48) Aprender a andar de skate
49) Fazer minha primeira tatuagem
50) Visitar 5 museus
51) Ir ao Roller Jam
52) Desenvolver minha espiritualidade
53) Conseguir fazer espacate
54) Visitar 3 cidades de São Paulo
55) Tentar fazer abdominal quase todos os dias
56) Voltar a escrever bastante no blog
57) Criar uma newsletter
58) Ir a 3 shows
59) Ir a Comic Con
60) Ver neve
61) Deixar o cabelo até a cintura
62) Fazer um cruzeiro
63) Ler 90 livros
64) Deixar meu instagram mais legal e conseguir 1.000 seguidores
65) Fazer cosplay
66) Fazer uma limpeza de pele e/ou peeling
67) Assistir 3 doramas japoneses
68) Se tornar fluente em japonês
69) Fazer aula de ilustração na Quanta
70) Comprar um vestido da Antix
71) Conseguir fazer 50 flexões (de todos os jeitos, com mão aberta, punho, com os dedos e quem sabe com o dedão também)
72) Fazer Letras - Japonês
73) Fazer algum curso de Jornalismo/Escrita Criativa
74) Aprender mais tarefas domésticas
75) Aprender algum instrumento musical
76) Aprender francês
77) Montar um atiliê, estúdio, algum lugar para eu poder trabalhar
78) Virar vegetariana ou vegana
79) Colocar um dos meus projetos em prática
80) Fazer um curso de ilustração digital
81) Me mudar de casa (comprar, alugar algum apê)
82) Participar do Curso Abril de Jornalismo
83) Conseguir dar um jeito na minha ansiedade
84) Conseguir fazer cama de gato
85) Ter um carro
86) Ter uma moto
87) Doar sangue
88) Fazer uma poupança
89) Conseguir 10.000 curtidas no Além do Tatame
90) Usar mais acessórios
91) Participar de uma corrida
92) Ir a um retiro budista
93) Melhorar em edição de vídeo
94) Comprar uma Go Pro
95) Fazer vídeos e colocar no Youtube
96) Ir a uma festa do dia das bruxas
97) Aprender HTML5
98) Ir a um Parque Aquático
99) Ler 5 livros em inglês
100) Fazer uma palestra

Para calcular a data certinha do término, basta usar esse site.





Kokeshi

Sou apaixonada por Kokeshi, aquelas bonequinhas japonesas de madeira, as quais você encontra facilmente em lojinhas da Liberdade. Normalmente essas são feitas em grande escala, mas dá para encontrar algumas tradicionais e artesanais. Foi visitando o blog Two Bee que conheci o trabalho da Becky do Sketch.ins. Ela cria lindas Kokeshi baseadas em personagens, artistas e pessoas famosas - e o mais divertido é que ela cria cenários divertidos para essas bonequinhas. Ela também faz outros trabalhos em madeira.




Mamãe, quero ser fitness!


Tudo começou no final do ano passado, quando passei por um momento não muito fácil de lidar e precisei tomar uma decisão na minha vida. Sou uma pessoa que afunda muito fácil na própria tristeza e se eu deixar me levar, me afogo. Então, a única forma de me deixar feliz é me fazendo esquecer o que me deixa triste e, para esquecer, eu preciso fazer e aprender coisas novas. Algo que eu estava querendo muito e estava procrastinando era entrar na academia (de novo) e dessa vez se dedicar para valer. Minha ideia inicial era ganhar massa, já que não tinha muito interesse em emagrecer e achava meus 61 kilos ok.
Por indicação de uma antiga professora minha, acabei me matriculando em uma academia que não é muito longe de casa, mas também não é perto. Um dos motivos da escolha era o fato de ter várias artes marciais em horários compatíveis com os meus. No começo, a identidade visual amarela do local era um pouco intimidador, principalmente porque todos que trabalham lá são super alto astral e eu sou uma pessoa das trevas. Demorou um pouco para eu me acostumar aos cumprimentos e diálogos calorosos. Teve até uma vez que o monitor, enquanto eu estava fazendo perna com minha cara de poucos amigos, pediu para eu sorrir. QUEM SORRI FAZENDO PERNA?

É, não.
Mas o que eu podia fazer sorrindo, não importando a dor são as artes marciais. Além do meu amado karatê, comecei a fazer jiu jitsu, taekwondo, krav maga, muay thai (e fazia uma atrás da outra sem direito a descanso de tanta empolgação). Meu condicionamento melhorou muito e minha força também. Meus amigos do karatê perceberam que meus socos e chutes ficaram mais fortes e doloridos, que meu alongamento melhorou e que estou dando mais trabalho. Foi muito bom perceber esse avanço porque, por mais que eu goste muito de lutar, eu não me saía tão bem quanto gostaria. Ainda há MUITO para melhorar, mas o que já consegui é realmente uma superação - afinal nunca fui uma pessoa com um bom controle corporal, ainda confundo direita e esquerda.
Eu sabia que além da musculação e das aulas de artes marciais, era necessário fazer uma dieta, começar a comer alimentos mais saudáveis, com pouca gordura, bastante proteína e blá blá blá, mas a preguiça era demais. Tudo mudou graças a um simples envelope branco: eu estava com pré-diabetes.
Minha mãe e meus avós são diabéticos, ou seja, eu já sabia que um dia poderia ter. Mas imaginava que fosse quando eu tivesse mais de 40/50 anos e não com 20 e poucos.


Sempre comi de tudo e gosto muito de alimentos naturais, mas também sempre comi muita besteira. Comia chocolate quase todos os dias e também me entupia de carboidratos. O resultado do exame me chocou tanto que no dia seguinte, decidi cortar tudo que fosse prejudicial a minha saúde: doces, pães, massas, refrigerante e tudo que há de bom. Fui no Mundo Verde mais perto de casa e comprei pão integral sem açúcar, chocolate sem açúcar (e sem lactose e glúten!), mix de castanhas, e outras coisas nessa vibe. 
E foi mais fácil do que pensava. Percebi que a necessidade extrema de chocolate que eu tinha, não era tão extrema assim. Percebi que o preço de um Doritos é quase o mesmo de um salgadinho orgânico e que o chocolate sem açúcar - realmente saudável, não aqueles diet ruins - tinha o mesmo preço de um com. Percebi que frutas ajudam você a ter menos necessidade de comer besteiras - sempre vi sites falando sobre isso, mas não acreditava. Mesmo assim, ainda como de vez enquanto um doce ou algo mais gorduroso. Se saio com meus amigos e eles vão a uma pizzaria ou hamburgueria, eu peço a mesma coisa que eles e como sem culpa porque sei que durante a semana fui um pouco mais regrada.
Juntando a dieta mais as 4 horas que fico na academia (é), em três meses perdi 6 kg. Cheguei a 55 kg, mas acabei ganhando mais 2 kg de massa magra, então fechei com 57 kg.



No começo, não gostei de ter emagrecido tanto porque perdi bunda e peito. Mas fiquei tão feliz de ver que perdi aquela pochetinha da barriga, que minha cintura ficou mais realçada e minhas bochechas diminuíram, que nem me importei com o que perdi. O próximo objetivo é ganhar um pouco mais de massa - que está sendo o mais difícil. Haja paciência.

Quem sabe um dia, né
PS: Ainda vou fazer um post falando sobre as artes marciais que pratico. Poderia ficar falando sobre isso o dia inteiro de tanto amor.

Kotoba no Haoto Cafe

Créditos: Poco Photos
Entre os Machiya (町屋/町家) - casas tradicionais de madeira encontradas comumente em Kyoto, Japão -, há um peculiar café que se destaca dos outros por causa de um prato um tanto inusitado e tão bonitinho que você sente dó de comer: o parfait de gato.

Créditos: Poco Photos
O Kotoba no Haoto (ことばのはおと - O Zumbido das Palavras), possui uma grande quantidade de livros, os quais os clientes podem ler enquanto fazem suas refeições. Dentro, os clientes sentam naquelas mesinhas baixas com tatame e a casa possui 150 anos!


Os Parfait de gato são feitos a partir das 13h e são servidos apenas 15 por dia, sendo um diferente do outro para surpreender o cliente. Alguns são temáticos, como o de Natal, e as frutas utilizadas mudam de acordo com a estação. O preço é por volta de 1,200 yen (R$42,50).



Dá muita vontade de provar, mas acho que não conseguiria de tão bonitinho!

Kotoba no Haoto
Endereço: Kyoto-fu, Kyoto-shi, Kamigyo-ku, Aburanokojidori Shimochojamachi Sagaru Daikokuya-cho 34
Horário de funcionamento: 11:30 a.m. – 7:30 p.m. (Fechado as segundas-feiras e quintas-feiras)

Créditos: Rocket News 24

Minha rinoplastia



Fico muito feliz em saber que o movimento feminista na internet está investindo no empoderamento das mulheres e o apoio a beleza natural. Como feminista, acho super importante estar feliz consigo mesmo e ter uma boa autoestima. Mas, se tem algo que me incomodava desde o começo da minha adolescência era o meu nariz. Eu passava horas na frente do espelho me imaginando com um nariz que não tivesse aquele maldito nózinho. Talvez fosse a influência da mídia e os filmes da Charlize Theron (acho o nariz dela maravilhoso desde o Grande Joe, um dos meus filmes favoritos de infância), mas tinha um motivo muito maior: eu adorava traços japoneses. Achava o nariz japonês delicado sem a giba (a parte de cima do nariz onde normalmente ficam os nós) e queria muito ter um assim. Eu estava seguindo um padrão de qualquer forma.

O tal Nózinho surgiu quando eu tinha uns 13 anos - herança de meu pai - e foi o inferno na minha vida durante a época do Orkut e começo de selfies. Não conseguia tirar fotos de lado. E foram 7 anos reclamando do meu nariz até que meus pais e meu avô decidiram ceder ao meu pedido desesperado de fazer uma rinoplastia. E é aqui que começa minha saga.

As fotos acima mostram o antes. Eu odiava o meu nariz de lado, de perfil. De frente, nem tanto, apesar de ter alguns momentos que também me incomodava um pouco. 





É a coisa mais importante. Se você vai mexer no seu rosto, é óbvio que você deve escolher um médico adequado. Eu queria um nariz natural, que combinasse com o meu rosto. Nada de nariz muito arrebitado ou fino demais e acabei achando o médico perfeito. Uma amiga de uma amiga minha, que tem um blog, acabou fazendo um post sobre rinoplastia, explicando como foi o procedimento. Quando vi o resultado dela, sabia que teria que ser com o mesmo cirurgião! Depois de conversarmos, marquei uma consulta com o Dr. Wiliam Saliba Junior, que atende em Santo André e São Bernardo dos Campos. O Dr. Saliba disse realmente o que eu já sabia sobre o meu nariz: precisaria tirar a giba, fazer uma curva e arrebitar levemente meu nariz porque quando sorria, a ponta abaixava.

Boias maneiras

Foto maravilhosa do Le Blog de Betty

Talvez seja meio tarde para fazer um post desses, afinal os feriados acabaram e logo o verão também vai embora - apesar de que ainda há os fins de semanas. Mas se há algo que eu estava querendo muito era aquela boia de Donut. Existe coisa mais bonitinha e colorida do que ficar boiando em um donut cor de rosa no azul da piscina?
Zapeando pelo instagram de algumas blogueiras internacionais, percebi que não era só a boia de donut que estava fazendo sucesso não. Há uma infinidade de comidas divertidas.


Acabei descobrindo essa boias na Urban Outfitters. Eles possuem uma linha de boias bem variadas e divertidas que vão além dessas que coloquei acima. A única loja brasileira que vende uma boia donut rosa que consegui achar é a Imaginarium. Espero que essa moda pegue por aqui e outras lojas disponibilizem mais versões dessas. Enquanto isso, vou ficar na vontade e pensando se no próximo verão consigo uma boia dessas.

Vou me contentar com colchões infláveis sem-graças 

Como ter cabelo de sereia


Tudo começou quando passei o Réveillon na praia e minha mãe se esqueceu de trazer o secador. Meu cabelo é um liso armado e eu sempre tentei contê-lo através de umas escovadas e do secador, então, para o meu desespero, eu iria passar o Ano Novo com um cabelo indomável.
Porém, enquanto meu cabelo ia secando, eu comecei a amassá-lo com as mãos várias vezes até que aconteceu o milagre abaixo (talvez por causa do sal que se impregna em todos os lugares).

O único problema é que não dura muito no meu cabelo e eu precisava ficar amassando o tempo todo. Eu já havia pesquisado há muito tempo sobre o famoso cabelo "estilo praia", com aquela cara de que você acabou de sair do mar e ele secou naturalmente bonito, ou a nova moda do momento "sereismo", mas só achei alguns tutorias com mousse ou que precisavam de secador, babyliss e outras coisas trabalhosas. Decidi tentar novamente após o "milagre de Ano Novo" e achei vários Sprays que prometiam esse estilo de cabelo e o escolhido foi o Surf Breeze da Beauty Box.
Ele deixa o cabelo meio durinho, o que faz as ondas durarem mais. Percebo que meu cabelo fica mais armado no dia seguinte. A Beauty Box também vende outro Surf Spray, da Lee Stafford, chamado Sea Salt Spray (segundo a vendedora esse deixa o cabelo mais macio). Como o Sea Salt Spray era bem mais caro (R$79,90), acabei optando primeiro pelo Surf Breeze ($47,90).

Para usar é a coisa mais simples:

1) Lave o cabelo e espere secar (ou use o secador com bico difusor);
2) Espirre em todo o cabelo;
3) Amasse as madeixas com as mãos de baixo para cima;
4) Pronto!


Na primeira foto o meu cabelo sem o produto e como eu normalmente usava. Na segunda foto eu passei o Surf Breeze. Lembrando que para cachos mais definidos, é melhor fazer babyliss ou fazer um coquinho e deixar o cabelo secar assim.

Agora fiquem com inspirações maravilhosas de cabelos ondulados e sereianos ♥


Ilhabela para gente da gente

Como me formei no final do ano passado, meus amigos decidiram planejar uma viagem, que não fosse muito cara (afinal alguns vão fazer a formatura), mas que desse para aproveitar muito e se divertir. Com a correria do Natal e do Ano Novo e com o aumento de preços, acabamos optando por Ilhabela. Então, como uma jovem cibernética, decidi pesquisar várias coisas legais sobre o local, mas acabei sempre achando as mesmas coisas. A ideia que eu tinha de lá era: uma ilha paradisíaca com quase nada - além de uns lugares caros - e muita natureza. Ainda bem que eu estava errada, porque Ilhabela tem muita coisa boa e em conta.

Transporte: Ilhabela é 4 horas de São Paulo - sem trânsito. Não sei quanto a ônibus, mas acabamos alugando uma van. Para chegar até a ilha, precisa-se esperar pela balsa, como fomos de madrugada, foi bastante rápido. Na volta que foi muito demorado - eram 15h/16h da tarde - e ficamos uma hora esperando para poder atravessar. A balsa é muito legal! Pensei que iria ficar com medo, mas é bastante gostoso. Vale a pena sair do carro e ficar na beirada vendo o mar. Você pode ir sem carro e sentar nos banquinhos.


Eu sensualizando na piscina (sqn)
Hospedagem: Pela primeira vez fiquei em um hostel, o Ilhabela Hostel. Para quem não sabe, é um local que você dorme e compartilha seu quarto com outras pessoas. Como fomos em 10 pessoas, acabamos fechando um quarto para nós (com 8 lugares) e mais um (para as duas pessoas que sobraram). Não tenho muitos parâmetros, mas o hostel atendeu minhas expectativas. O colchão da cama era super gostoso e eu dormi feito uma pedra. Tem uma sala comunitária para assistir televisão, uma cozinha, piscina e wi-fi. Os banheiros ficam um pouco a desejar (não tinha sabonete e toalhinha para secar a mão). O café da manhã era bem simples, pão com manteiga e café com leite. Mas a localização é muito boa. Perto dele tinha vários restaurantes, farmácias, bancos e o Supermercado do Frade (que era MUITO bom, tinham muitas opções de comida). A diária era 60 reais por dia e valeu a pena. Tem fotos do hostel no site (parecem mais bonitas do que realmente é hahahaha).

Já acabou, 2015?

Já estamos quase na metade de janeiro de 2016. Protelei bastante e pensei em deixar para lá, mas a verdade é que 2015 foi um ano tão importante para mim, que preciso escrever sobre ele como um recado do passado para o meu futuro. Tipo aquele diário adolescente que a gente relê e dá uma vergonha, mas uma nostalgia gostosinha.
2015 começou péssimo. Com o prenúncio que seria um dos piores anos da minha vida. Tentei sufocar o desespero, mas sentia o medo corroer meus ossos ao ter que enfrentar um ano tão difícil. Mas, pelo contrário, tudo acabou dando certo e pude respirar em paz.

Consegui o meu primeiro emprego e finalmente senti aquele gostinho de “agora estou no mercado”. Realizei aquele sonho de adolescência de trabalhar na redação de uma revista. Lembro-me dos meus trabalhos da escola em que eu adorava fazer revistas manuais. Sempre tive o sonho de trabalhar fazendo o que eu gosto e em um lugar legal. Normalmente essa é uma utopia da geração Y, que todo mundo insiste em falar que nunca vai se realizar. Mas estou aqui para provar que é possível. Trabalho em um lugar inspirador com pessoas inspiradoras. Também fui convidada para escrever no blog Índice X e meu repertório literário sensacional de 2015 se deve a isso.

Em fevereiro, depois de ficar um ano treinando, finalmente debutei no Taiko (dança com tambores japoneses). Foi um momento mágico poder apresentar e sentir a energia das músicas. Participei de outra apresentação em julho usando o Kurokin (se eu não me engano é esse o nome), que é uma faixa na cabeça e na cintura em cores douradas e preto, muito importante. O único problema é que infelizmente não consegui me dedicar ao Taiko no resto do ano. Aconteceu muita coisa e tempo foi o que menos me sobrou.

Em março fui ao Lollapalooza, um festival que eu torcia o nariz porque nunca achei graça em pagar caro para ver várias bandas – preferia pagar para ver apenas minha banda favorita. Mas foi tão incrível que em 2016 preciso ir nos dois dias!

Em maio realizei uma vontade que tinha desde os 15 anos: pintar meu cabelo de ruivo. Pensei que daria a maior trabalheira, mas me acostumei com a atenção redobrada que agora tenho que dar ao meu cabelo e não me vejo com outra cor.

Em junho realizei o sonho de participar do Bunomai. Para quem não sabe é uma apresentação de dança japonesa com movimentos de Karatê e Kobudo (arte marcial com armas). Eu assistia as apresentações da equipe do meu dojo de Karatê e achava lindo. Consegui ingressar com muita dificuldade, porque é realmente muito difícil. Me superei várias vezes, mas ainda tenho muito que aprender e melhorar.

Em agosto escrevi minha primeira matéria em uma revista de arquitetura, sobre Tóquio. Se há algo que adoro escrever e pesquisar é sobre o Japão. Também fui ao show da minha banda favorita, Tokio Hotel e vi-os de pertinho.

Em novembro teve o festival que mais amo na vida: Okinawa Festival. Fico o ano inteiro esperando por esses dois dias. Como vivencio bastante da cultura okinawana, é muito emocionante poder assistir as apresentações e também participar delas. Apresentei Karatê e Bunomai. Teve o show também da banda japonesa e okinawana Begin. Não é uma banda conhecida para quem não convive com cultura japonesa, mas para mim, foi realmente emocionante e lindo.

Em dezembro apresentei o meu TCC e tiramos nota máxima! Depois de ficar o ano inteiro em um sufoco, tudo deu certo no final e hoje sou publicitária. Vou guardar no coração os quatro anos que passei nos corredores do Mackenzie, as pessoas incríveis e de mente aberta que conversei e fiz amizades e todo o ensinamento que aprendi.

Por ter descoberto no final do ano que eu estava com pré-diabetes (decididamente esse ano não foi muito bom no quesito saúde), entrei na academia. Dediquei-me mais ao meu corpo e mostrei que posso ser mais forte do que aparento. Também mudei minha alimentação, diminuí o consumo de carboidratos e açúcar. Em quatro meses perdi seis quilos! Estou até magra demais haha

E teve muito mais. Graças às meninas com quem trabalho, fui a muitos eventos, conheci restaurantes incríveis e lugares diferentes. No quesito amor: que ano! Quebrei corações, tive o coração quebrado, amadureci muito, destruí meus paradigmas, me permiti amar. Juntando isso mais a responsabilidade do trabalho, posso dizer que 2015 foi o ano do amadurecimento para mim.

Quando olho para trás, para aquela menina insegura e tímida do começo de 2015, não consigo acreditar no que ela se tornou no final deste ano. Sou uma pessoa muito mais forte e confiante. Tenho mais vontade de lutar pelas coisas que acredito e pelos meus sonhos. Não sei se 2016 vai ser tão bom quanto 2015, mas, se depender de mim, farei muitas coisas acontecerem. Que venham 12 meses maravilhosos!